INFORMATIVO
EX-ALUNOS DO SEMINÁRIO DE SÃO ROQUE
NO. 07 - SÃO PAULO - DEZEMBRO DE 1994
EDIÇÃO INTERNET
Nascimento do Menino Jesus, com muita alegria nos corações das crianças e nos adultos muita paz, amor e esperança num mundo melhor.
A Nossa Senhora, que foi privilegiada para conceber o Menino Jesus, veio ao mundo para salvar a humanidade.
Todo Natal é comemorado por todos os povos e todas as gerações, onde a paz é o objetivo maior.
Antes de nós, nossos antepassados já viviam e transmitiam muita fé, esperança e amor nesta grande data que é o aniversário do Menino Deus.
Lembrar esta data durante toda nossa vida é viver em paz, união e amor com nossos irmãos.
Lourenço Medeiros Fernandes
(1949)
DESEJAR “FELIZ NATAL”
PARECE COMUM E MEDÍOCRE.
MAS NOSSOS COLEGAS SABEM
O QUE QUEREMOS DIZER
EQUIPE DO INFORMATIVO
NATAL DE 1994
NOTICIANDO... LEMBRANDO ... SOLICITANDO ...
ITU NOS AGASALHOU NOVAMENTE ... - No dia 19.11.1994, realizamos na hospitaleira Itu, no solar do amigo Darcy Carnelutti, a 2a. reunião preparatória para nosso encontro de 26 de agosto de 1995!
Participaram quase 30 companheiros, representantes da Coordenação Geral e das Comissões de Atividades, encarregados do planejamento geral do evento.
Os representantes de cada comissão expuseram seus planos e, ao mesmo tempo, anotaram sugestões. No final, conseguimos já delinear o programa geral do dia do “Encontro”. Comissões presentes: 1. Comissão Geral. 2. Recepção e Alimentação. 3. Finanças. 4. Liturgia. 5. Animação. Após os trabalhos, a confraternização amiga, os antepastos, os costumeiros aperitivos, o excelente e variado churrasco, o chopp generoso! Surpresa agradável: o suculento churrasco de peixes vindos diretamente de Mato Grosso, na linhada do grande Carnelutti! (A partir de agora, Peixelutti...).
No final da tarde, o Asdrúbal Baruffaldi apresentou seus trabalhos em vídeo: 1o. Encontro no Seminário de São Roque (11.12.1993) e o último encontro no Seminário de Pirapora (03.07.1993).
BARELLI AGORA É DO TRABALHO - ...”Fama Urbem pervadit” que o nosso Barelli assumirá a Secretaria do Trabalho na administração Covas. Até que enfim, vai começar a “trabalhar”!!! Apoio, solidariedade e parabéns de todos nós, companheiros do velho Seminário de Ibaté.
ACEITAM-SE CANDIDATOS - Sabemos que você está desejoso em participar de uma das nossas Comissões de Atividades. Seja benvindo! Contato: Coordenação Geral do II Encontro – A/C José justo da Silva. Rua Manaus, 327 – Cotia-SP CEP 06700-000 – Fone (11) 493.3119.
QUANDO JANEIRO CHEGAR - Carlos Domingues Cosso e o Gilberto Cianflone Lucarts, da Comissão de Finanças, estão preparando para cobrança em Janeiro de 1995, os boletos-bancários das contribuições “espontâneas” e “obrigatórias”. Reserve os “Reais”. Realmente, nem só de espírito vive o homem.... Haja verba para realizar o nosso segundo encontro que, esperamos, seja extraordinário!
A RECORDAÇÃO DO NOSSO PRIMEIRO ENCONTRO EM VÍDEO, A R$ 35,00 - Os companheiros que desejarem adquirir o vídeo especial do Encontro do Ibaté (11.12.1993), produção e realização do nosso cineasta Asdrúbal, poderão encomendá-lo com o Justo (493.3119) ou diretamente com o seu idealizador Pr. Asdrúbal Baruffaldi (11) 859.6482. Há poucos vídeos! Vale a pena a lembrança! Apressem-se! O Asdrúbal possui também alguns vídeos do último encontro no Seminário de Pirapora (03.07.1993).
O CÍRCOLO ITALIANO NOS ESPERA - Os encontros das primeiras sextas-feiras de cada mês continuam. O grupo, pequeno ainda, mas muito fiel, tem aproveitado os momentos para descontrair, confraternizar, papear despreocupadamente, jantar e beber, se der vontade. E como disse com propriedade o nosso dinâmico Márcio (Paçoca), no Edital no. 5: ... Curtir nossa amizade!
No Seminário de São Roque, quando lá chegamos na década de 40, funcionava no quarto do Pe. Ministro, o Pe. Constantino, um serviço de alto-falantaes que transmitia para o pátio músicas e posteriormente um noticiário por ocasião das festas. Influenciados por um programa humorístico em cartaz na rádio, estes noticiários receberam o nome de PR Cacete. Encontramos em nossos rascunhos dois textos que transcrevemos para nosso arquivo de memórias:
TEXTO 1 – SOBRE A FESTA DO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA – DIA 25 DE AGOSTO DE 1949.
“A festa está chegando. A PR Cacete pede a maior boa vontade de todos. Concorram nestes dias que se seguem para a arrumação e brilhantismo da festa. Boa vontade em tudo, pois é a festa de Nossa Mãe Imaculada. Vamos prepará-la não só materialmente, mas espiritualmente. E desde já a nossa PR Cacete agradece a todos que já vem colaborando, quer fazendo festões, quer trabalhando no palco. Esta audição é oferecida a todos que já trabalharam e vão trabalhar pelo êxito da solenidade, dia 25 próximo.”
TEXTO II - COMEMORA O I ANIVERSÁRIO DA FUNDAÇÃO DO SEMINÁRIO.
“Sob estes acordes da Ave-Maria como embalsamando o ar, começamos a comemoração soleníssima do I Aniversário da fundação deste querido Seminário. Foi há um ano atrás que o Imaculado Coração de Maria, este coração de Mãe, recebeu seus novos filhos, que se pondo dentro de seu Imaculado Coração, queriam sair de lá, seminaristas perfeitos, santos e aplicados. E durante todo este ano, esta Mãe carinhosa velou por nós. Deixemos subir nossos corações num hino de louvor e agradecimento por este ano de bênçãos mil. Agimus tibi gratias, rendemos-te, ó Virgem Bendita, graças imensas! Que seja este dia todo em louvor a Maria. Salve Maria!” - (1950).
· O Orlando Biaggio, que ando pelo Seminário lá pelo final da década de 60, tinha um belo apelido: “Professor Pardal”. Dizem que ele inventava muitas coisas que não serviam para nada. É verdade ou sobrou para a história um grande invento?
· No penúltimo Informativo, falamos do Cláudio Giordano (1951-57), que tem uma editora de livros bem diferentes. Cláudio, fale alguma coisa.
JUSTO – “PADEIRO”
1951-1957)
Catedral Basílica N. Sra. da Luz dos Pinhais
Curitiba, 5 de novembro de 1994
Prezado José Justo,
Agradeço a remessa do Informativo dos ex-alunos de São Roque. Por favor, o Attílio lhe explicará minha atual situação que impede de escrever mais e melhor. Mas a alegria é a mesma de acompanhar de longe que seja o nosso distante São Roque, Ibaté.
Espero continuar merecendo notícias.
Com amizade,
Pe. Alpheu Luiz
Lorena, 14 de outeubro de 1994
Prezado Justo,
Recebi, como sempre com muita alegria, o Boletim. É um trabalho de extrema dedicação a que eu gostaria também de me associar. Aqui, da não muito distante Lorena, perto de meus dois filhos, distante eternamente de minha mulher, recebo como uma gota de orvalho as notícias dos amigos. Tenho tido contato com o Paulo Acácio e Beta. Refazem eles nossas energias e nossas esperanças de que os laços não se desatarão..
Li, emocionado, a crônica do Joaquim. E a carta do Mons. Expedito. Aquela figura romana que muito nos ensinou. Lembrei-me de um dia em que, numa aula de latim, tive o atrevimento de lhe dar uma resposta que me custou o rubor de seu rosto.
Um grande abraço
Getulino Espírito Santo Maciel
NR. Getulino, por falta de espaço, não publicamos a tal resposta que provocou o rubor em Mons. Expedito. Desculpe-nos.
LETTERIO SANTORO (1955-1959)
Marília, 29 de outubro de 1994
Companheiro Justo
Pax et Bonum!
Ao ler a crônica de Quinzinho no Informativo no. 6, animei-me a escrever também. E aí vai uma crônica que liga o presente ao passado.
Desde já transmito a você e a todos os campanheiros os votos de um Natal muito feliz e um Anon Novo repleto de bênçãos. Uma das bênçãos será a gente se rever no 2o. Encontro.
Abraço do Letterio
LETTERIO SANTORO (1955-1959)
De repente, em minha vida, tornei-me professor de Língua Latina no curso de Letras da Universidade de Marília. Sem nunca ter freqüentado faculdade de Letras nem Pós-Graduação. Simplesmente por haver estudado Latim no Seminário de São Roque e ser licenciado em Pedagogia. Não acreditava que pudesse ser verdade. Mas era !
Comecei em agosto de 1993, um pouco antes do primeiro Encontro, portanto. Mexendo em papéis velhos, descobri alguns boletins dos tempos de colegial no Ibaté. E neles pude constatar que, pelo menos em Latim, eu obtivera boas notas. Gostava da disciplina e me dava bem com o Pe. Vieira, Padre Ilk e Pe. Constantino, meus professores.
E mil lembranças me foram brotando de dentro do coração ... O enorme salão de estudo onde tomava o livro de textos e ia, a duras penas, traduzindo as lamentações poéticas de Ovídio, saudoso de sua querida Roma. As pesadas gramáticas do Ravizza e do Zenoni, e os dicionários do Firmino e do Torrinha que, sem cessar, folheávamos para decorar os verbos irregulares ou para compreender o sentido das palavras latinas desconhecidas. A Ars Latina, com seus infinitos exercícios. Com os boletins na mão, via Cícero esbravejando contra Catilina, César contando a conquista da Gália, Nepote falando de seus homens ilustres, Enéias narrando à rainha Dido as aventuras de Tróia. Sufocava diante de tantas recordações.
Ao voltar à realidade, percebo a que ponto chegou a decadência do ensino da Língua Latina nos dias de hoje. Em apenas dois semestres não se vai além das cinco declinações. Alguma coisa dos verbos irregulares, as duas classes de adjetivos e pronto. Não se pode nem pensar em traduzir um trecho de autor latino que era a grande realidade do Latim dos anos de São Roque, no ginásio e no colegial. Hoje, na Universidade, com uma lamentável dificuldade de análise sintáticas dos alunos, o máximo que consigo, além dos pequenos exercícios do livro didático, é dar leituras de Ovídio, Virgílio, Horácio e Cícero, traduzidos naturalmente, a fim de conhecerem um pouco que seja da cultura latina. Acredito até que seja o único momento da vida deles em que se obrigarão a ler as maravilhas com que os alunos de São Roque convivemos por cinco anos, com aulas todos os dias.
O manuseio dos livretos de escritores latinos permite-me reviver sempre os anos de São Roque, e relembrar os professores, os colegas, os livros e as emoções de quarenta nos atrás.O beata tempora!
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LEMBRETE:
Aos senhores bispos, aos senhores padres, aos senhores ex-professores,
aos senhores ex-alunos.
Marcar na agenda de 1995: dia 26 de agosto
2o. ENCONTRO NO IBATÉ !
Não aceitamos desculpas, por mais sagradas (ou profanas) que sejam.
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Os colegas dos “Anos 50” de São Roque e os ex alunos de Pirapora da década anterior certamente se lembram do “Maestro Juquinha”, regente das Bandas Musicais que animavam as solenidades do calendário festivo dos respectivos seminários.
JOSÉ CORRÊA DA SILVA, O “Maestro Juquinha”, era uma das figuras mais populares e tradicionais de Jundiaí.
Desde os 18 anos de idade, o “Seu Juquinha” dedicou-se à música.
Em Jundiaí, fundou a Banda Paulista e a Cultura Artística, esta última, uma sociedade dedicada exclusivamente à arte musical. Sua predileção era pela música sacra, mas compunha também valsas, marchas, dobrados e outros gêneros musicais. Sua fama e competência logo se espalharam pela região, motivo pelo qual era requisitado para tocar não só nas festas religiosas de Jundiaí, como também nas cidades vizinhas, principalmente nas festividades de seus santos padroeiros.
Na cidade de Pirapora, foi bem recebido pelos Padres Premonstratenses. Ali regia a corporação musical dos seminaristas em todas as festividades e, principalmente, nas festas do Bom Jesus, no mês de agosto. Uma de suas músicas prediletas era “O Rosário”, composição fantasia de sua autoria que dedicou ao Abade Premonstratense. Mais tarde, com a inauguração do Seminário Metropolitano de São Roque, começou a participar de suas festas tradicionais, regendo a banda da qual faziam parte, na época, nossos superiores Monsenhor Expedito Marcondes no pistão, Dom Francisco Vieira na clarineta e Monsenhor Waldemar Conceição no bombardino. Dentre os seminaristas componentes da Banda, lembramo-nos dos ex-alunos Walter Barelli, Attílio Brunacci, João Barizon, Holien Bezerra, Joel Barbieri, Joaquim Barbosa de Oliveira, Luiz Pedro de Araújo e outros que fogem à nossa memória.
Em suas conversas, “Nhô Juca” costumava contar que por quatro vezes burlara a morte: uma ocasião caíra em baixo de um trem, em outra, fora atropelado por um automóvel, certa feita, caíra em um rio em Aparecidinha, e numa outra oportunidade, fora atropelado por um caminhão. E, orgulhando-se de ainda estar vivo, concluía: “aqui ainda estou até que a morte me pegue distraído...”
Em 22 de setembro de 1964, já beirando os 10 anos de idade, a morte o surpreendeu. Seu corpo jaz na cidade de Jundiaí. No seu funeral, a Banda Paulista, que ele fundara, executou à beira do túmulo a “Marcha Fúnebre”, de sua autoria.
Saudosos, consignamos nosso reconhecimento ao “Maestro Juquinha”, homem simples que se dedicou totalmente aos seminaristas, com o único objetivo de fazer que a música restaurasse a vida neles, cansados pelas fadigas do estudo, as energias da mente e do corpo.
LUIZ ALBERTO CORRÊA DA SILVA
(1951-1957)
POST SCRIPTUM
Atendendo a inúmeras reclamações (de um mesmo e inconveniente colega), o INFORMATIVO publica neste no. 7 a sua equipe editorial:
· Editor responsável: José Justo da Silva (aposentado e morando em Cotia)
· Editor: Attílio Brunacci (morando em Santo Amaro)
· Revisor: está faltando.
· Catador de matérias: Francisco Fierro (diretamente do Carandiru, onde trabalha)
· Expedição: José Justo da Silva
· Serviço de Correio: José Justo da Silva
· Sede (imprópria) administrativa: casa do Justo, em Cotia.
· Censor eclesiástico: Darcy Corazza (diretamente da Vila Mariana)
· Processamento de Texto: Silvinha e Paulo (sobrinhos do Attílio)
· Articulador político: Márcio Paçoca (diretamente de São Roque)
· Articulistas: todos os que passaram pelo Ibaté e que estão espalhados pelo Brasil e pelo mundo.
· Sede de criação: barzinho do Circolo Italiano ou qualquer outro barzinho de São Paulo.