INFORMATIVO
EX-ALUNOS DO SEMINÁRIO DE SÃO ROQUE
NO. 09 - SÃO PAULO - DEZEMBRO DE 1995
EDIÇÃO INTERNET
LUIZ ALBERTO CORRÊA DA SILVA (1951-57)
Dom Constantino Amstalden, na missa do 2o. Encontro.
“CELEBRAÇÃO DA AMIZADE E DA VIDA” foi o tema escolhido pela Coordenação Geral para o 2o. Encontro dos ex-alunos do Seminário Imaculado Coração de Maria, realizado com sucesso no dia 26 de agosto, nas colinas do Ibaté.
Há vinte, trinta ou quarenta anos, aproximadamente, pelos desígnios da Providência, alguns ex-alunos deixaram o Seminário, optando por diversas profissões, enquanto outros, predestinados, passaram ao Seminário Maior, onde se ordenaram sacerdotes e até hoje desempenham com grande dedicação a vocação religiosa para a qual foram escolhidos.
Embora uma parte significativa dos seminaristas não tenha atendido ao chamamento divino, ou mesmo alguns, mais tarde, tenham deixado o sacerdócio pelas mais diversas causas, a verdade é que, saudosos dos bons tempos que viveram juntos no Seminário de São Roque, os ex-alunos lá acorreram, na data designada, a fim de, junto dos ex-professores, recordar o tempo feliz que ali passaram.
E foi nesse agradável reencontro que se pôde constatar a sincera amizade que ainda une os ex-alunos e os ex-professores do Seminário de São Roque. Afortunadamente, os laços humanos e cristãos cultivados nos longínquos anos ainda permanecem ligados entre eles.
No encontro festivo, os ex-alunos e professores, hoje bispos, padres, psicólogos, professores universitários, políticos, administradores de empresas, industriais, comerciantes, todos, enfim, sem qualquer importância ao título que ostentam, voltaram por alguns momentos a sentir-se os adolescentes que àquela época desejavam ser sacerdotes. Tratando-se reciprocamente de forma carinhosa e sem cerimônia pelos apelidos que portavam nos velhos tempos de Seminário, conversaram sobre a vida, suas profissões, seus anseios e atualizaram seus endereços.
E os diálogos por todo o dia do encontro giraram em torno de doces recordações: o despertar ao som do sino, as orações na capela, a meditação matinal, a ginástica, o salão de estudos, as aulas, os exames, os recreios movimentados, as competições esportivas, a piscina, os passeios ao Saboó, a “Schola Cantorum”, a banda, os cânticos alegres próprios das festividades, as representações teatrais, a sadia alimentação .... e tantas outras reminiscências.
Foi uma autêntica demonstração de amizade sincera e duradoura que nem o tempo conseguiu desfazer.
Colocando em prática as palavras acima reproduzidas de Dom Constantino, é importante que os ex-seminaristas, com seus exemplos, levem aos que não tiveram a felicidade de cursar um seminário os ensinamentos morais e a elevada cultura que obtiveram, participando ativamente dos movimentos de reconstrução deste país, com o objetivo de construir-se uma sociedade sólida e cristã.
Oportuno é lembrar que a vida do Seminário foi a maior graça e o privilégio mais singular que Deus pôde conceder aos que por lá passaram.
Procurem na vida, os ex-seminaristas, agradecer a Deus a graça de ter cursado o Seminário e prometam empregar bem os talentos que Ele lhes pôs à disposição, lembrando-se que “cui multum datum est, multum quaeretur ab eo” (Luc, XII,48).
Aos que não puderam ou não quiseram comparecer ao recente encontro, fica um lembrete: em agosto de 1997, ocorrerá o 3o. Encontro, se Deus quiser, e você é o primeiro convidado.
PEREGRINUS AD SEMINARIUM POST LONGOS ANNOS COLLOQUIUM
(IN LATINO MACARRÔNICO)
Oh! Quomodo sum cansatus. Tambene puderat, veni usque ad aqui, a pede nam pecuniam ad ônibus non habebat, nam non habeo nada, in compensatione non facio nihil. – pg. 02.
Venio famintus. Dixerunt qui hodie tenemus carnem ardens in speto et cervigiam gelatam ad voluntatem.
Veni ad revendum amicos meos deantanhum, sed levavit cada sustum! Unum carecam. Alterum desdentatus, alli cum capillis albis. Multos jam sunt avi (vulgo avós). Alii et outros jam sunt tataravôs. Magna pars cum amplos ventres, dicitur, barrigutos vel pansudos.
Sed unam coisam habeo certezam: Corda eorum, id est, “os corações deles”, manent et permanent juvenes et pulsant in amorem Dei et del fratelli.
Banda musicalem tocat. Focos explodunt. Risus abundant. Felicitas est praesens.
Oh! Boni amici, amo vos et família vestras saluto. Tempus gastat corpora non animas. Et saluto DEUM QUE LAETIFICAT JUVENTUTEM MEAM.
Usque ad proximam
Vale
Barbieri, peregrinus, scripsit et dicit
Colinas Ibateensis, in 25 Augusti 1995.
· É hora de balanço - Um mês já se passara do nosso 2o. encontro. Comissão Organizadora, já programando a primeira reunião. Balanço. No dia 28 de setembro, ainda embalados pelas lembranças felizes do nosso grande Encontro da AMIZADE E VIDA, o grupo se reuniu no velho Ibaté, ocupando oficialmente a “sala de nossa Sede”. Responderam presente: Márcio Pereira da Silva, Eduardo Santiago, José Justo da Silva, Jones Nadir Gama, Gilberto Cianflone Lucarts, Carlos Domingues Cosso, Darcy Corazza, Attílio Brunnaci, Luiz Alberto Corrêa da Silva, Sérgio Fioravanti, acompanhado do fiel amigo Miltinho, Antônio José de Almeida e do Padre Elídio Mantovani. O objetivo principal: avaliar o segundo Encontro e planejar o semestre. Muitas observações, anotações para o terceiro Encontro (já!) Proximamente: edição do Boletim (novo visual), arrumação da Sede, destino das “camisetas comemorativas supértites” , futura colaboração com a pintura da Capela do Seminário, visita ao querido Pe. Luiz Gonzaga de Mello Camargo em S.José dos Campos, publicação do Cadastro Geral, etc. etc. etc.
· Promessa cumprida - Dia 28 de outubro de 1995. São José dos Campos era o nosso destino. Visita de saudade e amizade ao querido Pe. Luiz Gonzaga. Que feliz coincidência. Era seu aniversário. Foi muito gratificante. Lamentamos que ele não tivesse podido participar conosco das alegrias do 2o. Encontro. Teve, porém, a oportunidade de assistir a um resumo do vídeo do evento “da Amizade e da Vida”, obra do nosso companheiro Jones Nadir Gama. Almoço de confraternização. Participaram da visita: Márcio, Attílio, Justo e a esposa Sandra, Cosso e a esposa Marilda, Gilberto, Jones com a Tereza e os filhos, Alfredo e Joel Barbieri. Até breve, Pe. Luiz Gonzaga. Valeu!
· Lembrando - No final de outubro de 1995, recebemos a notícia da morte do Engenheiro Dr. Durval da Costa Alves Ribeiro, pai dos nossos companheiros José Luiz mariano Gomide Ribeiro e Antônio Mariano Gomide Ribeiro. O Dr. Durval, pessoa de extraordinárias virtudes, teve parte de sua vida ligada às obras do nosso Seminário, como profissional competente e engenheiro dedicado. Nossas homenagens. No dia 04.11.95, representando todos os companheiros, amigos do Dr. Durval, assistiram à Santa Missa de Sétimo dia, realizada na Igreja matriz coração de Maria, os companheiros Attílio e Fierro.
· As imagens do Encontro - Já estão em fase final as reproduções do vídeo do nosso 2o. Encontro, trabalho do nosso companheiro Jones Nadir Gama. O resultado da filmagem e da edição foi extraordinário! Vale a pena adquirir um exemplar. Informações e reservas com o Gilberto – (11) 570.6459.
· Falecimento - Faleceu em Setembro passado nosso colega José S. Guerra dos Santos – 1953/56. Participou dos Encontros de 1993 e 1995.
· Atenção teólogos, historiadores e estudiosos do Velho Testamento: solucionem, o mais rápido possível, o problema que está atazanando a vida de nosso amigo Attílio. Ele quer saber qual Profeta era gago. Se Isaías ou Jeremias. Respostas diretamente ao próprio Attílio, que desde já agradece.
· Alguém me assoprou no ouvido que um ex-professor nosso (e também ex-reitor) está se aposentando. Dizem as “boas” línguas que o futuro dele vai ser que nem o da figura abaixo. É verdade, D. Constantino? [a figura é um desenho feito pelo Justo de um personagem com camisa xadrez pescando na beira de um rio. Um cãozinho ao lado di: “Eh, vidão!]
· A “fotografia abaixo” mostra o momento em que, num fim de semana em Buri, o Corazza, o Fierro e o Fioravanti (tutti buona genti) tiravam a vaca do brejo. [o desenho mostra três personagens, cada um puxando uma corda amarrada numa vaca atolada num brejo].
Ontem: o menino que sonhava um ideal!
Hoje: o adulto que confiante olha o presente
Ontem: “a aurora da vida, os sonhos, os ideais, os anseios, as esperanças”.
Hoje: o acaso sereno. O entardecer. O nascer de sombras que preludiam a claridade perene.
Ontem:a chama matinal do Mestre Jesus: “Vem e segue-me”.
Hoje: a caminhada vespertina dos discípulos de Emaus, quando Jesus nos relembra as lições da existência.
Ontem: A planta jovem repontando brotos novos, vergôneas luxuriantes, na volúpia incontida de logo ser arbusto e árvore e gerar flores, frutos e sombra.
Hoje: O tronco anoso, vincado pelas intempéries da vida com a fronde em que se enlaçam ramada verde e ramos ressequidos.
Ontem: Partimos no vigor dos anos, as esperanças à frente ficando atrás os desenganos.
Hoje: Os desenganos vão conosco à frente e as esperanças vão ficando atrás.
Ontem: O despertar nas manhãs frias, louvando a Deus no Benedicamus Domino, a meditação, a Santa Missa, o amor à Virgem Mãe.
Hoje: Quem sabe nossa fé não seja tão ardente!
Ontem: O estudo sério e profundo. O latim, o grego, a literatura, a matemática, a química, a física, a religião.
Hoje: Assistimos aos funerais do humanismo, o materialismo envolvendo as ciências técnicas.
Ontem: A disciplina rígida, inflexível. Decerto, inaceitável nos tempos atuais, mas compreensível na época. De qualquer forma, formadora de caracteres fortes, corajosos, destemidos.
Hoje: A permissividade elimina fronteiras entre o bem e o mal, virtude e vício, certo e errado, resultando na decomposição da tessitura familiar, social e política.
Ontem: O lazer puro, sadio, realmente recreativo: a bolinha de gude, o pião, o taco, a pipa, a malha, o futebol, o vôlei, a música, o teatro, as leituras, as festas, os passeios...
Hoje: A recreação para muitos resume-se em horas diante da televisão, em jogos eletrônicos, expulsos que são das ruas pela violência.
Ontem: O Penteado, o Corazza, o Barelli, o Fioravanti, o Bita, o Quim.
Hoje: O Bispo, o professor, o Secretário de Estado, o fazendeiro, o padre, o advogado, o pai de família.
Ontem: Mons. Luiz, Pe. Kulay, Pe. Ruy, Pe. Colaço, Pe. Pascoal, Mons. João, Zeca Peres.
Hoje: A saudade e os exemplos que ficaram.
Sempre: A fé, a Esperança e o Amor.
Sempre: O nosso Seminário do Ibaté.
Por tudo isto: Te Deum Laudamus!
Por tudo isto: Sub tuum praesidium, confugimus Sancta Dei Genitris.
Por tudo isto: Agimus tibi gratias omnipotens Deus.
Hodie et Semper. Amen.
[SUB INSPIRATIONE SERMONIS DOMINI LUCIANI GRILLI IN VII CONGREWGATIONE DISCIPULORUM PIRAPORAE, ACOMMODAVIT, CREAVIT ET SCRIPSIT BARBIERI, AD PERPETUAM REI MEMORIAM]
RECORDANDO
Em nosso 2o. Encontro realizado em agosto passado, recebemos dois conjuntos de documentos referentes à história do Seminário. O primeiro foi a coleção do jornal “Ecos da Tribuna”, do Grêmio Literário Pio XII, com os números 01 a 20, mais uma edição dos anos 1956 a 1958, doados pelo Clóvis Baroni (Bambino). O segundo foi um caderno de capa dura com o registro dos principais fatos ocorridos na vida do Grêmio Esportivo São Luiz (representativo dos seminaristas médios; os menores eram do Grêmio São Domingos e os maiores, do /grêmio São José), no período de 1963 a 1966, cedido pelo Pe. Luiz Gonzaga de Mello Camargo.
O Ecos da Tribuna, além de artigos literários, que era seu objetivo, traz em todos os seus números crônicas que relatam fatos, estórias ocorridas no dia a dia do Seminário e dos seminaristas. Em cada número era um cronista diferente. No caderno do Grêmio Esportivo S.Luiz, são relatados fatos diários ocorridos não só com seus membros, mas também com os dos outros grêmios e com a vida do Seminário.
Observamos que um dos temas mais abordados pelos cronistas, dos dois documentos, é o futebol, com suas brigas, seus resultados, seus craques, seus juízes, suas rixas entre menores, médios e maiores.
Para iniciar esta coluna, vamos reproduzir duas narrativas, com datas bem diferentes, abordando a atuação de um juiz, num simples jogo de futebol:
ECOS DA TRIBUNA - número 09 – abril de 1957
5 de abril de 1957 – Chi, rapaz. Você precisava de ver a cara do Bastião lá no jogo. Foi assim. O campo tava ruim de se andar. O Bastião era o juiz. Mas ele não se ia pras bandas do barro, não: “Não sou tatú”. Chegou uma hora em que ele apitou bola fora. E nãzo tinha ido. Ah, rapaz. O Orlando gritou: “Juiz é pra correr campo”. E repetiu. O Bastião esquentou. Não agüentou. E estourou: “E então apita você”. ( o mais gozado, porém, estava na cara dele). O apito foi pro barro. O juiz saiu de campo. Nessa hora, fez-se um gol. Anulado. Anulado pelo Hélcio que exemplarmente substituiu o Bastião. Mas, você precisava de ver a cara do Tião, rapaz!
Cronista: Cláudio Giordano.
GRÊMIO ESPORTIVO SÃO LUIZ – 06 de junho de 1963 – quinta-feira
Feriado para os seminaristas. Pela manhã: Santa Missa, Meditação e Comunhão. Esperávamos que o jogo de voley relâmpago continuasse no primeiro recreio grande. Houve futebol, sendo escalação dos fortes no campão, onde reclamaram do juiz (Barbedo) que não sabia apitar. Desse jeito, o Barbedo vai longe; em todos os jogos sai briga por causa dele. A diretoria, esperamos que resolva esse caso, pois assim poderemos jogar com mais gosto e entusiasmo. O jogo foi 3X2, e São Luiz foi último a jogar. À tarde, não tivemos outra coisa senão isso. Findou-se o dia e fomos dormir cedo.
Cronista: Antônio Carlos Marques
No próximo número deste Informativo, entraremos com outras estórias, ou história?
José Justo - Padeiro
FECHANDO AS PORTAS
Pe. Elídio Mantovani
Ex-aluno e ex-reitor
Mons. Constantino e Mons. Kulay não quiseram sentir a tristeza de encerrar as atividades do ainda jovem seminário do Ibaté.
Dom Agnello Rossi, Cardeal Arcebispo na época, encarregou o Pe. Getúlio, o Pe. Julian e a mim de levar até seus últimos dias a saudosa instituição.
Chamado pelo Papa Paulo VI, D. Agnello foi a Roma para colaborar no governo central da Igreja. Em seu lugar, foi eleito arcebispo de s. Paulo Dom Paulo Evaristo Arns, então auxiliar do Cardeal Rossi para a Região Norte.
Os planos de encerrar as atividades do seminário ficaram suspensos até que se encontrasse um modo de continuar a formação dos seminaristas. Foram acrescentados mais três anos na biografia da nossa primeira escola de convivência comunitária. Os que concluíam o colegial iam saindo, deixando a casa cada vez mais vazia, pois já não chegavam novos alunos, em conseqüência da nova legislação que ampliava o primeiro-grau até a oitava série.
A Arquidiocese de São Paulo decidiu abrir o Seminário Médio ao lado da Basílica de Nossa Senhora da Penha, no prédio que antes fora seminário dos redentoristas. Para lá foram todos os alunos de nosso seminário no inicio de 1974.
O ano de 1973 foi o último de atividades do Seminário Menor Metropolitano do Imaculado Coração de Maria. Na Penha, nossos alunos iriam prosseguir seus estudos no Colégio das Irmãs Vicentinas, para onde foram também nosso museu de História Natural e nosso laboratório de física e química.
Ao preparar a documentação de transferência escolar dos alunos, pude fazer o balanço final. De 1949 a 1973, tivemos 1200 matrículas, uma média de 50 por ano.
Desses 1.200 matriculados, exatamente 60 foram ordenados padres, na média de 5%, comum nos seminários menores.
Os dois encontros que tivemos de antigos alunos trazem a consoladora constatação de que não foram perdidos os esforços da Igreja durante os anos de funcionamento do seminário. Daqui saíram homens de sólida formação cristã, que hoje estão engajados na construção do Reino de Deus nas mais diversas situações sociais e profissões. A maioria se lembra com saudades de um tempo que não volta mais, mas que também não quer ir embora da lembrança. O tempo que aqui passamos ocupa um espaço privilegiado em nossas memórias...
ANGELUS
LETTERIO SANTORO
Cai a tarde nos altos da colina,
Enquanto o sol se põe por trás do monte
Saboó, e um silêncio, do horizonte
Se espalha sobre tudo qual neblina.
Quando no céu a estrela vespertina
Desponta com seu brilho intermitente,
No pátio do colégio de repente
Ouvimos uma música divina.
E logo os jovens nos unimos ledos
A toda a natureza e aos anjos santos
Para render à Mãe nossos tributos.
E céu, e terra permanecem quedos
Envolvidos em místicos encantos
Na curta eternidade de uns minutos
Marília, 12.07.1995
AOS COMPANHEIROS DE SÃO ROQUE, VIVOS OU MORTOS, INESQUECÍVEIS.
Discurso que o Bambino (Clovis Baroni) quis fazer durante o 2o. Encontro, mas não conseguiu fazer. Vai lá!
Senhores Bispos, Senhores Padres, Caros Colegas e Famílias.
Grande emoção se apodera do nosso espírito nesta oportunidade em que temos a indescritível alegria de compartilhar a presença destes professores e colegas aqui presentes com os quais convivemos há mais de três décadas. Quis a Divina Providência que, após anos de separação, alguns abnegados colegas, imbuídos e com o firme propósito de reunir velhos companheiros, tomassem providências para atingir esse objetivo.
E após reuniões, contatos pessoais, por telefone ou por correspondência, fizeram seus sonhos tornarem-se realidades. Há um ano e oito meses, mais precisamente no dia 11 de dezembro de 1993, tivemos a satisfação de ver muitos dos que aqui estão se fazerem presentes, dizendo seu adsum no 1o. Encontro dos ex-seminaristas e professores do Seminário do Ibaté e ei-nos novamente neste dia festivo reunidos com mais colegas neste lugar sagrado, onde passamos anos de nossa juventude, assimilando conhecimentos e moldando nossa personalidade para o futuro de nossas vidas.
Certo de que cada um de nós seguiu seu destino, conforme vontade do Deus Todo Poderoso: alguns foram em frente na sua vocação sacerdotal, outros, como eu, mudaram os rumos de suas existências e trilharam caminhos diferentes tão dignos quanto os dos que ficaram.
Não vou delongar, apenas quero exprimir minha satisfação imensa de estar junto a vocês.
Laudetur Jesus Christus
CLÓVIS BARONI (1954-58)
INFORMATIVO
São Paulo, dezembro/1995
Expediente, digitação, editoração, correspondência, correio, etc, etc. - José Justo e família (estamos precisando de ajuda)