INFORMATIVO

EX-ALUNOS DO SEMINÁRIO DE SÃO ROQUE

NO. 10    -    ANO  4   -   SÃO PAULO    -    JANEIRO-FEVEREIRO DE 1996

EDIÇÃO INTERNET

 

EDITORIAL

 

POR QUE O ENCONTRO?

Em dezembro de 1966, eu saí do Seminário Menor de São Roque. A partir daí, praticamente perdi o contato com todos os meus colegas e professores. Os anos foram passando e, em raras oportunidades, tive o prazer de reencontrar um ex-colega ou professor. Uma vez fora do Seminário, tive o desencanto de constatar a dura realidade: “AMIZADE LEAL E FRATERNA ERA PRIVILÉGIO DOS SEMINARISTAS”.

Passados quase trinta anos da minha saída do Ibaté, o convite par o segundo encontro dos ex-alunos e professores. Ao participar do evento, quase não contive a emoção. Era um sonho. Eu lá no seminário de novo, junto com vários colegas e professores, matando saudades, revivendo inúmeros momentos felizes.

Sem minimizar a importância das recordações nostálgicas vividas no encontro, pude verificar, entre todos os presentes, a importância da amizade sincera que perdurou, despojada de qualquer cerimônia no relacionamento fraternal, a despeito de cargo, título ou posto ocupado.

Todavia, viabilizar evento festivo de3ssa natureza, com a presença de número expressivo de ex-alunos e professores, acredito que se tenha constituído num trabalho  hercúleo dos colegas da comissão organizadora. Trata-se de um verdadeiro desafio, pois as tarefas iniciam-se no levantamento do cadastro de todos que passaram pelo Ibaté, nas pesquisas para atualização de endereços, estendendo-se aos contatos telefônicos e culminando, naturalmente, com a organização do Encontro para um número grande de ex-alunos e professores. Tarefa árdua se considerarmos que, entre os anos de 1949 até 1973, período de atividade do Seminário, estima-se que por ele passaram aproximadamente 1200 alunos.

Contudo, sei que o trabalho não se encerrou com a realização dos encontros. Outras atividades e realizações foram programadas e executadas, tais como a  visita realizada ao  Pe. Luiz Gonzaga, atualmente residindo em são José dos Campos, a confecção da “Relação Geral dos Ex-alunos e Ex-professores do Seminário”, a Missa de encerramento do ano de 1995 celebrada pelo Côn. Laerte na Igreja N. Sra. Do Carmo da Aclimação, bem como a elaboração e distribuição do presente periódico. Além disso, sei que a partir do Encontro, vários colegas passaram a manter contatos mais freqüentes, sendo que alguns até se reúnem periodicamente para jantar e conversar.

Percebo que, a partir do Encontro, espontaneamente surgiram outras oportunidades de se rever e se reunir. Profissionais de atividades diversas, mas com ideais semelhantes podem então se congregar e se cooperar; cria-se naturalmente um fórum para troca de idéias.

Entendo que o Encontro não tem apenas um fim em si mesmo; não se trata apenas de um momento de saudosismo e nostalgia, mas ele também propicia que a amizade sincera e a cooperação fraternal sejam novamente avivadas e exercidas, envolvendo, inclusive, nossos familiares no desfrute dessas prerrogativas.

Tenho certeza de que é por isso que o Encontro dá certo e vale a pena.

ANTÔNIO JOSÉ DE ALMEIDA (1963-66)

 

LEMBRANÇAS DO ENCONTRO ... (ainda?)

 

ACOLHIDA E INAUGURAÇÃO DA PLACA COMEMORATIVA – 26.08.1995

QUIS INVENIT AMMICUM, INVENIT THESAURUM – Somos ricos, possuímos o tesouro da amizade. No primeiro Encontro, viemos agradecer AO CORAÇÃO DE MÃE QUE NOS PREPAROU PARA OS EMBATES DA VIDA.a Hoje nos reunimos para celebrar a AMIZADE e agradecer.

OH! QUAM BONUM HABITARE FRATRES IN UNUM – Nosso encontro não é um saudosismo inconseqüente, mas uma tomada de consciência para um impulso maior. Na corrida da vida, este encontro é a parada no boxe para o reabastecimento e nova largada.

Estamos irmanados: Bispos, Padres, Ex-Seminaristas, nossas famílias. Somos todos vocadcionados, chamados pelo sacerdócio do BATISMO a dar nosso testemunho do CRISTO.

Benvindos à Casa da Mãe, a nossa casa. Vivamos intensamente o dia de hojr.

HODIE EST DIES QUAM DOMINUS FECIT NOBIS. EXULTEMUS.

                                                                                  ALFREDO BARBIERI scripsit et dixit.

 

 

NOTICIANDO

·         ALÔ, ALÔ, SOROCABA – Agradecimentos especiais ao Geraldo Romero Ribeiro, nosso companheiro do Ibaté, 1957, que, da Manchester Paulista, muito contribuiu para a atualização dos endereços de nosso Cadastro Geral. Valeu, Romero.

·         ITANHAÉM NOS CHAMA ... - Alguns conheceram e recordam com saudades da antiga Colônia de Férias do Seminário Central do Ipiranga, nas plagas Itanhaeenses. Nossos companheiros Márcio Paçoca, Gilberto Beta e Antônio Almeida, no dia 20.01.96, foram recebidos pelo José Lui, atual administrador geral da Colônia, para acertarem um futuro encontro da confraternização. O local, muito bem conservado e com toda a infraestrutura, impressionou a comitiva. Poderá receber muitos colegas e familiares, para um fim de semana. Esse encontro já foi marcado em reunião no último dia 02.02.96, no Circolo Italiano e damos as seguintes informações:

Encontro em Itanhaém:

Dias 19, 20 e 21.04.1996 – sexta, sábado e domingo.

Saída: dia 19.04.96 às 21 horas, em frente ao Col. Arquidiocesano, junto ao Metrô Sta Cruz, em ônibus fretado.

Volta: dia 21.04.96 às 16 horas.

Preço: incluindo estadia, refeições e ônibus  R$ 60,00 (sessenta reais) por pessoa (valor aproximado)

Reservas com Carlos Domingues Cosso – Fone (11) 296.5842.

·         NOVA IORQUE NOS VISITA ....   -  O nosso colega do Ibaté, Pe. Tomás Gomide (1957/60), há vinte anos desempenha seu múnus sacerdotal na “Corpus Christi Chruch”  em Mineola, na grande New York. No próximo dia 10 de março, na Catedral da Sé, em São Paulo, às 18 hrs., comemorará os vinte e cinco anos de ordenação sacerdotal. O evento é significativo para todos nós, amigos e companheiros de São Roque. Sua presença é importante para, ao lado dos familiares, amigos e a expressiva comitiva da Grande Maçã, participarmos da Santa Missa de Ação de Graças e das homenagens programadas. Gilberto (Beta), prepare o discurso das loas e das saudades. Very Well!

·         AS IMAGENS DO NOSSO SEGUNDO ENCONTRO  -  Já se encontra à venda o vídeo do nosso Encontro de agosto de 95, trabalho magnífico do Jones Nadir Gama. Vale a pena adquirir um exemplar por R$ 20,00. Pedidos com o Gilberto (Beta), tel (11) 570.6459.

·         DOM CONSTANTINO RENUNCIOU  -  Chegou o dia!  D. Constantino deixou o cargo de Bispo da Diocese de São Carlos ...  Deixou ... Eis o que faz a idade, 75 anos!  “Puxa, nem parece”.  No dia 21.01.96, assumiu o novo Bispo D. Joviano de Lima Jr., de Uberaba.  Será que não estudou também no Ibaté, hen, Justo? ... Em conversa com D.Constantino, o “Informativopress”apurou que, em maio, haverá em São Carlos comemoração especial pelo seu 50o. aniversário de ordenação sacerdotal.  Pormenores sobre o evento, no próximo número do Informativo.

·         NOSSA SENHORA DO CARMO DA ACLIMAÇÃO NOS RECEBEU  -  Era sexta-feira, dia 15 de dezembro de 1995. O companheiro Cônego Laerte Vieira, com o costumeiro sorriso, braços acolhedores, o característico vozeirão a nos receber para a celebração de uma Santa missa “especial”   (na antevéspera do Natal, de renovação e Amizade, da Vida, do Nascimento .... A igdreja toda engalanada de flores ... o coral paroquial a que nos juntamos para nossos cantos de recordação esaudade, à Virgem do Ibaté ... Sub tuum praesidium, comfugimus ...).

Responderam presente um número expressivo de colegas, acompanhados de familiares ... Lourenço, Attílio, Márcio, José Lui, Bernardo Mendes Pires, Antônio José de Almeida, rovirso Aparecido boldo, José Wolf, Luiz Furlanetto, Alfredo Barbieri, Sérgio Fioravdanti e Ilze e os primos Lineu e rosa, Giba e Ciza, Justo e Sandra, Cosso e Marilda, Fierro e Lúcia Maria, Luiz Alberto e Neuza, Corazza e Ávila, José Peralta e Inês ... Após a cerimônia, confraternização com grupos de paroquianos do Encontro de Casais, comes-e-bebes generosos ... os pés-de-valsa (ex-seminarista também dança, hein, Lui...)  no baile paroquial, abrilhantado por excelente conjunto musical.

FRANCISCO FIERRO (1949/53)

 

 

FOFOCANDO

·         Numa noite de sábado, em Buri, fim de novembro de 95, o Márcio Paçoca dizia sério para o Beta: “Oi ... eu nunca ... tinha tomado ... pinga pura ... na minha vida. Estea do ... Serginho ... ta boa ... prá dana”.  O Béta dava risada e fazia cara de quem acreditava.

·         Final de noite no Circolo Italiano na primeira sexta-feira de fevereiro/96, depois de algumas caipirinhas e bramas da antárctica, o Zé Lui falava para o Attílio e a Luzia: “Oh, o dia que vocês quiserem dançar, é só falar comigo. Arrumo baile pra qualquer dia da semana, segunda, terça, quarta, etc.”     Êta Caipira pé-de-valsa dos bão!...

·         Vexame geral outro dia no Circolo Italiano. Expostas em vitrines internas do Clube, dois escudos de cidades italianas traziam as seguintes inscrições em Latim:  “ICTU IMPETUQUE PRIMUS / VIRTUTE SEDERUM TENUS”  Apesar de todos os anos de Latim nas costas, ninguém conseguiu traduzir. Alguém se habilita?

·         Você que estudou tanto tempo lá e que em todos os anos subia aquele morro, sabe o que significam as palavras IBATÉ e SABOÓ?  O Antônio José de Almeida (63/66) mandou-nos uma cópia xerox do “Vocabulário Tupi-Guarani – Português” do Silveira Bueno, que diz”

Pg. 143 – IBATÉ – s. o ALTO, O CUME, O PICO.

Pg. 288 – SABOÓ – s.m. a raiz grossa, forte, de “çapó”,  raiz  e “ó”, grosso.

 


 

RECORDANDO

 

ECOS DA TRIBUNA – NÚMERO 04  - AGOSTO DE 1956.

 

Dia 07  -  Nosso caro quintanista Luiz Alberto colhe mais um repolho aboboral da vida. A ele nossos cumprimentos e preces fervorosas acompanhadas dos melhores votos de felicidade.

Dia 11  -  Veio o batineiro e tirando a medida dos sextanistas, pôs o Barelli de lado. Mas porque? Desconfiam dos seus futuros resultados no Vestibular? Nada disso! É que o batineiro trouxe o metro e não a trena.

Dia 21  -  O Sr. Otto Danna (NR-antigo enfermeiro do seminário) danou-se todo; está doente!  Desta vez, foi ele quem tomou as próprias  drogas e, em vez de sarar, piorou. Esperamos que o outro enfermeiro não o mande para o cemitério.

Dia 23  -  Festa do Imaculado Coração de Maria!  Foi o dia de tirar o “sarro” e o atraso, pois houve banquete, ao qual compareceram todas as autoridades de São Roque ou o melhor de todas as autoridades “sãorruquinas”.

Cronista Natônio Ferpas.

NR: o nome do cronista é um pseudônimo

 

GRÊMIO ESPORTIVO SÃO LUIZ

 

No dia 27 de agosto de 1964 transcorreu a 1a. secção do 2o. semestre do Grêmio de São Luiz.

Iniciou-se com a Ave-Maria puchada pelo prefeito de nossa recreação, Nadir Fermino. Logo após, o vice-prefeito, Sílvio Martins Filho dirigiu-nos algumas palavras de cooperação com a diretoria e que os gremistas tivessem um bom comportamento nas filas, no refeitório, no estudo e demais lugares, para que eles possam cooperar na nota.

O primeiro candidato a falar foi o Welington de Souza, que deu o palpite para que se fechasse o campo de futebol para a sua limpeza e demais arrumações. Logo após esse palpite, o vice-prefeito falou que a este respeito já foi providenciado.

Depois, o seminarista Almeida deu a opinião de ter-se um cronista. Respondendo a sua pergunta, o vice-prefeito Sílvio disse que já existia cronista, mas que este não podia estar presente, pois estudava piano. Em seguida, o José Carlos falou que o cronista deveria ir nos jogos de futebol para depois reproduzi-lo. Em resposta a isso, o seminarista José Pedro disse que o cronista não é burro de carga para ir assistir todos os jogos para depois reproduzi-los. Ficou dessidido, então, que só em jogos importantes fossem marcados os resultados e fossem anotadas suas particularidades.

Logo em seguida foi dito pelo tesoureiro João Bosco o relatório da tesouraria que é o seguinte:

Sobrou da outra diretoria 3.000,00

Agora com a rifa tínhamos 6.000,00

Falou o tesoureiro para que todos pagassem a mensalidade para que assim o grêmio esportivo tenha mais bolas e mais divertimentos.

Após o relatório da tesouraria novamente o seminarista José de Almeida deu a idéia para que passássemos terra no campo de voley sendo assim melhor, pois em dias em que nos outros havia chovido não ficassem poças dágua no chão, fazendo assim podíamos ter mais voley e tendo voley o recreio seria mais animado.

O presidente Bernardo Pires disse para que nós animássemos mais os recreios e que cooperassem com os encarregados, pois sempre se avisa antes dos campeonatos e jogos os gremistas que devem jogar, mas na hora de começar o jogo estes não aparecem atrapalhando assim todo o jogo.

O edil Valdeci Cunha disse que nós não brincássemos depois dos jogos de futebol cooperando assim com a diretoria e para que não reclamassem do que eles fazem pois é trabalho de responsabilidade.

Pediu o seminarista Diamantino e outros que avisassem um dia antes a reunião do Grêmio Esportivo.

O José Ferreira falou para que os fortes não reclamassem dos fracos quando estes errassem o chute, furassem na bola, etc...

Paulo Cimi falou para comprar regras de voley, futebol e de outros jogos para que a recreação tivesse seus juízes. Respondeu então o presidente que no ano passado elas estavam com o Sérgio Montini.

Tomou então a palavra o gremista Jaime, que disse que quando era da diretoria, a recreação tinha as regras, mas que agora se não perdeu-as, estavam guardadas com outra recreação em algum lugar.

Vendo que já tinham falado tudo e não havia mais assunto, encerrou-se a reunião com uma Ave-Maria.

Cronista José Écio, ai, ai ...

NR: as crônicas foram transcritas como foram redigidas. (JJ.Justo (Padeiro)

 

CORRESPONDÊNCIAS

 

“Seja portador do meu agradecimento a todos ... Dois pedidos: 1. Gostaria de receber a relação do pessoal com endereço e telefone;  2. na euforia da festa, acabei esquecendo os dois livretos (celebração e músicas);  poderia remeter-me um exemplar de cada?

Um grande abraço

Cláudio José Fondello”

NR:  Fondello, demoramos para responder, mas vamos lá: a relação do pessoal já foi; não sobrou nada dos livretos. Alguém poderia mandar uma xerox?

 

“Apesar de não ser de São Roque, mas de Santos, tenho grandes amigos de lá inclusive o Monsenhor (sic)  Laerte, de quem sou um fugidio paroquiano.

Estarei com vocês em espírito e em verdade.

Não posso estar presente por motivo de viagem urgente.

Abraços,

Paulino de Freitas”

NR: bilhete enviado ao Côn. Laerte, por ocasião de nosso encontro no dia 15.12.95 na Igreja da Aclimação.

 

“Caro amigo...... o recebimento do último boletim n. 9 fez-me lembrar.  Estive tão pouco tempo em São Roque ... Outro que me lembro bem ainda é o Pe. Expedito. Muitas vezes fui seu datilógrafo. Sentia-me “cheio”.  Perdi de vista! ...  Talvez já disse que o Attílio é que foi meu “anjo” no Ipiranga ... e o dito Attílio que salde meus débitos com cachorro-quente, churrasco, chopp, etc e tal.

Que grande tirada do tal emérito no início do Boletim n. 9!  Gostei mesmo é da “Amizade e Vida”.

Cônego Alpheu Luiz”

NR:  É isso aí Alpheu.  Queremos vê-lo no próximo encontro.

 

“Caríssimo amigo ...   Por seu intermédio, recebi a relação dos nomes de nossos saudosos mestres e amigos do “longínquo” Ibaté.  Precioso relicário que será guardado a sete chaves; será relido quando a saudade falar bem alto.

Recomende-me a todos os amigos, transmitindo as minhas congratulações a essa valorosa comissão organizadora de um trabalho digno de todo louvor.

Do amigo de sempre

Alberto Pimenta de Oliveira “

 

“À  Coordenação dos ex-alunos do Ibaté, agradeço os votos de Boas Festas, a amável visita, os boletins e a relação geral enviados.   Retribuo de coração os votos de Boas Festas.

Pe. Luiz M. Camargo”

 

 

“...  a todos os “ex-alunos” de São Roque as melhores bênçãos de Deus para um Ano Novo muito feliz. Muito grato pelo Boletim com as informações saudosas do Encontro realizado.

Deus os abençoe!

Mons. Expedito”

NR: já está convidado para o próximo encontro para podermos matar as saudades das aulas de matemática, álgebra, etc...

 

“... Muito obrigado por sua atenção de enviar-me a Relação dos Alunos do Ibaté. Realmente, como você o disse, foi uma oportunidade para matar saudades

..........

Vivo no Centro-Oeste há 25 para 26 anos e perdi o contato com quase todos os companheiros de São Paulo, meu estado Natal. Gostei de ter o endereço de pessoas de quem nunca mais ouvi falar, mas dos quais jamais me esqueci.

Algumas observações sobre a lista:

1.       Rui de Oliveira e Silva (1949) é falecido....

2.       Jair Ebro Ravaioli, tem na lista o sobrenome “EVRO”;

3.       Sobre Alpheu Azambuja Souza, que foi muito meu amigo durante o Seminário, lembro-me de nas leituras dos boletins de todos os meses, ouvir seu nome como: Alpheu Martins de Azambuja e Souza;

4.      Jadilney Pinto Figueiredo, é aqui de Goiás, é advogado e exerce atualmente a função de “Assessor Parlamentar” na Câmara dos Deputados em Brasília. Foi uma inteligência brilhante que passou por São Roque.

......

Um abraço muito grande e mais uma vez meu agradecimento juntamente com votos de Feliz 1996!

Paulo Oliveira Leite Gonçalves”

NR: localizamos o Paulo recentemente, através do Côn. Laerte, daí mencionarmos aqui seu endereço. Aguardamos o endereço do Jadilney e a manifestação do Alpheu sobre qual é seu nome correto, aquele que está na certidão de nascimento.

 

“Foi uma grande surpresa para mim receber o jornalzinho informativo dos ex-alunos do Ibaté. Fiquei muito contente de ver que vocês estão levando o “programa” para a frente.  Infelizmente não pude participar dos encontros passados, mas, quem sabe, em 1997 estarei presente ...    Lendo o jornalzinho informativo, vi nome que eu sei que são pessoas conhecidas, mas não me lembro das fisionomias. Tenho certeza que muita gente ficou animada com esse movimento de união dos ex-seminaristas. Tenho certeza de que, aos poucos, isso vai crescer bastante. Depois que a gente atinge a idade madura, a gente começa a olhar para trás, com saudades dos velhos tempos, com saudades das nossas “raízes”...

Sinceramente,

Pe. Tomaz Gomide

NR. Conforme já mencionado na coluna “Noticiando” o Tomaz está há vinte anos cuidando de uma igreja em Mineola, New York. Esperamos o reencontro no dia 10.03.1996, quando completará 25 anos de sacerdócio.

 

 

PÁGINA ... ÚLTIMA   ou  

ÚLTIMA PÁGINA   ou  

ÚLTIMO ASSUNTO

 

 

A MALHAÇÃO DO JUDAS E UM APELIDO

Mauro de Macedo (1949/53)

 

Guardei comigo esta história, mas para vocês, que são meus irmãos, eu vou contar. Primeiro deixem-me explicar a palavra “irmãos”, para que ela não caia no lugar comum dos “meus irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo...”, contra a qual nada tenho a opor.  “Irmãos”, para mim  é porque vivemos juntos numa fase de crescimento, da infância para adolescência. E quando a adolescência começava a dar sinais de se despedir, no meu caso, pedi a devida autorização para deixar o Seminário. Mas vocês são meus “irmãos”, pois foi com vocês alunos, professores, padres, que eu tive meus referenciais masculinos, femininos, nas figuras de pai, de mãe, irmão mais velho, mais moço ...

Mas vamos à história.

Era um sábado de aleluia, e eu teria na época de 14 para 15 anos, pois faço aniversário em novembro. Ao meio dia se armava um palco, pendurava-se o Judas (aquele que t4raiu Cristo), e antes de cair de pau em cima dele, e de se lhe atear fogo, lia-se um testamento. O Testamento do Judas Escariotes.

Não tínhamos conhecimento explícito de uma liderança muito comum em dinâmica de grupo, a do reforço de imagem, mas a exercíamos através do testamento do Judas. Aí, os “irmãos” versejadores faziam quadrinhas falando do que se sentia de um para com o outro. Mais ou menos como esta:

Yo fue a uma teorada

Em la ciudade de Barcelona

El toro fuyo d’arena

El torero era el Girona.

Uma referência à pessoa de Martin Segu Girona, hoje o nosso querido Padre Martin, renomado jurista canônico do Tribunal Eclesiástico de São Paulo.

Pois bem, a quadrinha que me coube foi esta: 

Ao Mauro Macedo

Eu tenho coisas de sobra

E eu deixo para ele

A minha cara de abóbra.

Ao ouvir a gargalhada coletiva, minha cara deve ter ficado mais vermelha do que u’a moranga. Fui olhar no espelho, revi minhas fotos, e a comparação com o Judas que já fora queimado era inevitável.

Ninguém me chamava de “abobra”.  A não ser quando tomado de ira, e para me agredir.  E eu nunca me autorizei a mandar um cartão a um amigo, ex-colega, com a assinatura ... “cordialmente, do ‘abóbra’”.  Na realidade, deveria ser “morango” ou  “moranga”,  pois a cara do Judas parecia um sol avermelhado, igual aos desenhos que fazíamos na infância (“a casa, a montanha, duas nuvens no céu, e o sol a sorrir no papel”  verso do Chico Buarque ou o Toquinho, não sei).   Mas  “abobra”?  Que injustiça!

Com franqueza, me surpreendi, ao ler o endereçario, com a palavra  “abóbora” (agora em grafia correta, pois não precisava rimar com  “sobra”)  entre parênteses após meu nome.  E me lembrei do fato que acabo de narrar. Mais do que isso. Constatei que, lá no fundo, ainda existe uma feridazinha.  Mas vamos lá, ruim é o que não acontece. Afinal, se não fosse esse minúsculo incidente, não teria colocado no papel mais um pedaço da história do Ibaté.  E depois desta crônica, com certeza o trauma vai deixar de existir.

E para finalizar, vou confessar mais uma coisa só.  Passei a detestar as festas de malhação do Judas. E agora percebo porque me entusiasma a figura de João “23”, aquele Papa do Concílio Vaticano II, que acabou com a “oratio por perfidis judeis” e com outras coisas mais.

Meu caro “irmão.  Se você tem algum trauma igual ou semelhante ao meu, exorcize-º A Igreja, que é eterna, também se redime de suas falhas humanas  (veja se isto é forma de rezar, “oração pelos p ... judeus:?!).  Nós também.  E vamos em frente que atrás vem gente.

 

 

 

 

INFORMATIVO

São Paulo, fevereiro/96

Tiragem: 300 exemplares

Expediente, digitação, editoração: J.Justo

Envelopamento e expedição: Gilberto (Beta)

 

 

voltar