INFORMATIVO
EX-ALUNOS DO SEMINÁRIO DE SÃO ROQUE
NO. 11 - ANO 4 - SÃO PAULO - MARÇO-SETEMBRO DE 1996
EDIÇÃO INTERNET
Post longum tempus, eis de novo o nosso INFORMATIVO. Vem recheado de mil e uma notícias e quer ser o elo de união entre nós, que comungamos aquele ideal sadio de fraternidade e que, embora dispersos por este mundo de Deus, queremos conservar esta preciosa amizade que nos eleva e não é um saudosismo sem conseqüência, mas uma saudade construtiva.
O Almeida nos recebeu duas vezes e, na última, para uma alegre Festa Junina à vista do famoso morro Saboó. Vinte de nossos colegas e seus familiares lá estiveram.
Em Marco, vivemos juntos os 25 anos de sacerdócio do Tomaz Gomide (57 a 60).
O Circolo Italiano, às 1as. Sextas-Feiras do mês, continua recebendo os companheiros que querem rever os amigos e passar horas de convívio. Venham e tragam sua família.
O nosso Letterio Santoro faz expressivo paralelo entre o Ibaté e o Caraça.
O nosso Padre Ministro, D. Constantino, torna-se Bispo Emérito e celebra o seu Jubileu de Prata Episcopal em 23 de maio, pp.
Mais um ano e em Agosto de 1997 de novo estaremos reunidos na Casa da Mãe, em S. Roque, para nosso III Encontro. As Comissões já começam a pensar e preparar esta Olimpíada, em que todos competem e voltam condecorados com o OURO da Fé, a PRATA da Amizade e o BRONZE da Saudade
Chega de papo. Vamos aos fatos.
ALFREDO BARBIERI (1949-1953).
Foi um sábado alegre e descontraído. Ocorreu no dia 02 de março um mini-encontro de ex-seminaristas de S.Roque. Nosso querido contemporâneo, ALMEIDA, tão gordinho como dantes, entusiasmado por ter participado do bem sucedido 2o. Encontro de Ex-Seminaristas de S.Roque, realizado em Agosto de 95, resolveu recepcionar um grupo menor em sua chácara situada, ‘por coincidência’, em S.Roque, a pouquíssima distância do memorável Seminário do Ibaté e também do famoso morro do Saboó.
Encontramo-nos no Largo dos Mendes, que os sucessivos encontros de ex-seminaristas vêm transformando num importante logradouro da região, e de lá nos dirigimos, em caravana, até a Chácara de ‘Dom Almeida’, muito aconchegante e arrumada com extremo bom gosto.
Compareceram cerca de 20 colegas, acompanhados de seus familiares. A velha guarda, pessoal de 1949 e da década de 1950, como sempre, deu o ar de sua graça, sempre muito unidos e animados. O pessoal de 1963 em diante também prestigiou o evento, até os ‘novatinhos’ bebê Johnson, como o (Jim) JONES lá estiveram.
Da piscina se vê com destaque o Morro do Saboó, de divertidas e saudáveis recordações.
Os ‘comes-e-bebes’ foram à Americana, cada um levou a sua quota, fez-se uma grande mesa comum, farta e variegada, que atendia a todos os gostos, desde os gregos e baianos.
Lá pelas tantas, o ALMEIDA resolveu promover uma animadíssima gincana, ao velho estilo, da qual todos participaram, sem exceção, desde crianças até jovens de 60 anos. Formaram-se várias equipes, coordenadas pelo PIRÃO, GOBBI E ARAÇA. Foi uma verdadeira “quizumba’.
Fizemos, após, uma reunião bm informal, na qual a Coordenação apresentou as notícias e eventos realizados, bem como programados, convidando a todos os presentes para uma participação mais efetiva.
O dia prosseguiu com mais ‘comes-e-bebes’ e muito ‘papo’, recordações e trocas de experiências. Com toda certeza, foi mais um importante momento de se ampliarem boas amizades, fortalecerem-se os contatos e firmar-se no grupo no sentido de maior aproximação e intercâmbio de idéias positivas com relação ao mundo e à sociedade.
Ao ALMEIDA e sua família, que tudo preparou com elogiável dedicação, prazer, boa vontade e carinho, os nossos efusivos agradecimentos por esta oportunidade e que esse exemplo dignificante se multiplique.
REPÓRTER: LUIZ ROBERTO SOARES (ARAÇÁ)
· ANOTE NA SUA AGENDA: Nosso Circolo Italiano (Edifício Itália – 2o. andar – Avenida São Luiz X Avenida Ipiranga – São Paulo-SP) continua recebendo os companheiros para o gostoso encontro de toda a primeira sexta-feira do mês. Venha verificar nesta próxima 1a. sexta.
· RESPONDEMOS “PRESENTE” - Foi emocionante o reencontro com o Pe. Tomaz Gomide, nosso colega (1957-1950), seus familiares e paroquianos da grande New York, na Santa Missa de Ação de Graças, celebrada na Catedral da Sé, no dia 10.03.1996.
Grupo pequeno, mas fiel, compareceu para o abraço amigo da saudade e a fervorosa participação nas orações e cânticos. Não faltou o tradicional ágape, no salão de Festas da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, no Sumaré.
· O ENCONTRO DE ITANHAÉM. - Apesar dos esforços dos encarregados e a disposição do nosso querido José Lui, poucos companheiros participaram do encontro na antiga Colônia de Férias do Seminário Central, em Itanhaém, nos dias 20 e 21 de Abril de 1996. Os que lá estiveram desfrutaram, porém, horas de verdadeira confraternização, sob o encanto daquelas plagas saudosas.
· LANCHE COMUNITÁRIO DO ALMEIDA - O entusiasmo e a satisfação do companheiro Antônio José de Almeida (1963/66), nosso editorialista do Informativo no. 10, foram fundamentais para o bucólico encontro do dia 02 de Março de 1996.
Mais de 20 colegas, acompanhados de familiares, foram recebidos com entusiasmo e carinho pelo anfitrião Almeida e esposa em sua chácara em São Roque. Um dia de confraternização, com jogos, brincadeiras, tudo muito bem organizado e dirigido pelo Mestre Almeida. A ele e família, os agradecimentos de todos os participantes. Valeu.
· NINGUÉM FOI ... - Ninguém foi ao Circolo Italiano na primeira sexta-feira de Julho. Só o José Lui. Por que? Porque, novamente, o pessoal resolveu voltar à Chácara do Almeida no dia 8 de junho para participar de Festa Junina e rever o belo Saboó.
A gincana foi animada pelas equipes: ‘Florentina’, ‘Equipelados’ e ‘Clementina’. Entre uma brincadeira e outra, eram degustados: cuscuz, tortas, pinhões, cocadas, canjicadas e outros quitutes, regados a quentão e vinho quente. Acompanhados dos familiares, lá estiveram: José Lui, Luiz Alberto, Márcio, Geraldo Abreu, Rovirso, Ferreirinha, Eduardo Santiago, Feliciano, Geraldo do Couto, Acácio Fécchio (Zezo) e Mário Piva ...
· O CORAZZA está treinando para as próximas Olimpíadas em salto a fosso de Metrô. Há dias atrás, solenemente, com bengala e tudo, mergulhou sobre os trilhos do Metrô. Seu Anjo da Guarda, de tanto trabalhar, já está pleiteando ser Arcanjo.
· O JUSTO tornou-se “protector canis transviatus”. À noite passeia com os cães. De manhã, lava-os, dá mamadeiras, alisa os pelos, põe fraudinhas e talquinho. Se você tiver um cão perdido, envie-o ao nosso cachorrófilo. Seu e-mail é: boulangercanis@auau.com.br
Dias após a realização do II Encontro dos ex-alunos do Ibaté no colégio de nossa adolescência, veio-me à cabeça uma idéia sob a forma de interrogação: Não seria o colégio do Ibaté, na verdade, um Caraça paulista?
Todos os mineiros sabem o que significou o colégio Caraça para a História e para a sociedade do Estado de Minas Gerais. Foi um colégio freqüentado primeiramente por seminaristas e depois por gerações de jovens estudantes que ali se preparavam para ser os dirigentes, empreendedores, líderes e cidadãos de primeira categoria. Eles recebiam, naquele colégio perdido na mata, fitando sempre a caraça severa de um monte próximo, os valores maiores que elevam a cpndição humana, em meio ao silêncio, à oração, à meditação, e que depois testemunhariam na sociedade. Foi também naquela comunidade que se forjaram amizades sadias e permanentes nos jogos ingênuos, nas cavaqueiras singelas, nos passeios deliciosos.
Hoje o colégio do Caraça virou museu, um lugar de peregrinação que eu tive a ventura de conhecer e admirar, de onde se traz a lembrança de um livro de poesias – A Montanha viva – da delicadíssima poetisa mineira Henriqueta Lisboa. Sim, o Colégio do Caraça tem o seu cantor nas Minas Gerais. Nos curtos e belos versos da poetisa, ainda se pode perceber o espírito daquele colégio que nas excursões turísticas de hoje não se percebe mais.
Em tudo, o colégio da Caraça lembra o Colégio do Ibaté. Também o do Ibaté está cercado de matas; também ele está vigiado por um monte sempre vivo, o monte Saboó; também de lá saíram, durante vinte e cinco anos, gerações de jovens que, sob a orientação firme de seus superiores, descobriram valores eternos que, nos Encontros de agora, agradecem com os familiares juntos. Daqueles jovens de tantos aos atrás, brotaram ministros, bispos, secretários de Estado, professores, sacerdotes, trabalhadores de toda ordem, enfim, cidadãos de bem. Como os estudantes do colégio mineiro, também nós aprendemos a distinguir o Absoluto do que é relativo, a dedicarmo-nos com afinco a uma causa, a sacrificarmo-nos por um bem maior, a solidarizarmo-nos com o próximo, a orar, a estudar, a meditar antes de agir, a passear nas horas certas, a fazer amigos ... Falta-nos, porém, um poeta que cante aqueles tempos mortos para eternizá-los na arte. E temos poetas entre nós, em condições, também, de preservar para as gerações futuras o espírito que se vivia entre as paredes do colégio que inexoravelmente vão se desfazendo..
Já virou tradição. Toda primeira sexta-feira de cada mês nos encontramos na porta do edifício Itália, na Avenida Ipiranga, ao lado do ‘Frans, Café’. Invariavelmente, até agora, sempre alguém esteve lá, aguardando outros colegas para um bate-papo.
Isso sempre ocorre entre 19:00h e 20:00h. Depois subimos ao segundo andar e lá, no bar do Circolo Italiano, o bate-papo corre solto e gostoso até por volta de 22:00h.
Justamente nesses encontros, nessa happy hour, muita coisa importante tem acontecido, tal como o planejamento de novos encontros, de atividades, a pauta deste informativo e algumas vezes, surpresas muito agradáveis, como a do reencontro de colegas, cuja localização estava muito difícil.
Todavia, o acontecimento entre os mega-eventos, o que nos mantém unidos, o que nos aproxima é este INFORMATIVO. ELE é o “ELO” entre todos nós, principalmente entre nós e aqueles que, por residirem distantes de S. roque, estão impossibilitados de participar dos reencontros.
Assim sendo, é importantíssimo mantermos esse ELO, o Informativo, que, para sobreviver, depende naturalmente da colaboração de todos.
Lembranças de fatos pitorescos e interessantes podem e devem ser compartilhados, pois fizeram parte da vida do Ibaté. Em muitos arquivos particulares estão guardados = temos certeza – cartas, crônicas, escritos e outros documentos que contam a nossa história.
ACONTECEU ...
O ano eu não sei, mas talvez fosse 1963. A manhã estava bonita e fresca; a vegetação, ainda úmida do orvalho da noite, era banhada pelos raios do sol de outono.
Os maiores, da turma de S. José, em menor número, estavam próximos ao sino. Entre eles e o Furlanetto, padre ministro da época e o prefeito da turma.
No outro extremo do pátio, junto à gruta, muitos alunos pequenos, do grupo São Domingos, brincavam. Uns corriam, outros chutavam até pedras e alguns jogavam gude.
De repente, gritos atraíram a atenção de todos, principalmente do Furlanetto, que correu em direção à gruta.
Não se sabia a razão, mas dois alunos médios, da turma de São Luiz, estavam em luta corporal. Atracados, rolavam pelo chão, enquanto, em volta, se formava uma roda de alunos. Com algum custo, o Furlanetto e o Prefeito conseguiram apartar os briguentos. Era a primeira vez que um atrito entre alunos terminava em luta corporal.
Um dos belicosos era o Paulo Cimi. O outro, não me lembro. Separados e acalmados, os briguentos responderam ao Furlanetto, que os questionou:
- Primeiro de Abril !
Certa vez, num final de semana, acompanhamos o Pe. Jair do Val até sua Paróquia em Araçariguama. Após a missa dominical, fomos dar assistência a uma capela perto de S. João Novo. De lá, retornamos no final da tarde pela velha estrada de terra que liga Araçariguama a São Roque.
Viajávamos no automóvel do Pe. Jair, um Chevrolet verde, modelo mais ou menos 1929, que começou a apresentar problemas de sujeira no carburador. O Pe. Jair pediu para batermos com uma chave de fenda no cano de combustível enquanto ele tentava pôr o carro em funcionamento. Essa operação repetiu-se várias vezes a cada dois ou três quilômetros, até que alguém sugeriu a troca dos cabos de velas de lugar. “Isso deveria provocar uma explosão reversa, limpando definitivamente o carburador”. Todavia, depois de algumas tentativas, não se sabia mais o lugar exato de cada cabo e o carro não funcionou mais. Já era por volta das 20 horas e estávamos perdidos na estrada deserta. Por sorte, depois de caminharmos um pouco a pé, o Pe. Jair percebeu que estávamos perto do sítio de um conhecido Dr. Luiz, produtor de vinhos da região. O Dr. Luiz prontamente providenciou transporte e então pudemos chegar ao Seminário. No dia seguinte, o Luizão trouxe o carro do Pe. Jair rebocado.
- Neeee.......e......gaaaaaaaaa....tiva!
O colega Justo recebeu do Letterio Santoro carta em que declara: “
“Foi com alegria que recebi o livreto Relação Geral dos Ex-alunos e Ex-Professores de nosso inesquecível colégio, e preparado pela infatigável Comissão Organizadora. E foi com mais alegria ainda que colhi os primeiros frutos de sua divulgação. Feita a distribuição, dois colegas, de imediato me ligaram: o Fernando Lucarts (irmão do Beta) e o Nílio Vieira. Este, inclusive, nos visitou em Garça com a esposa, Cida, e a filha que estuda em Marília. Conversamos à vontade, mais do passado, é claro, que do presente. O Nílio trouxe fotos, eu mostrei fotos, e assim se aproximaram duas famílias. Qual o meio? A Relação Geral. Tenho certeza que o que aconteceu comigo há de estar acontecendo com outros também.”
O Almeida recebei de D. Constantino o seguinte bilhete:
“Recebi seu convite para a festa junina em São Roque. Muito grato. Infelizmente não foi possível, em vista das comemorações de meu Jubileu Episcopal. Segue uma lembrança para você, para a Maria. Fraternalmente. “+ Constantino”.
O Justo recebeu um santinho com a mensagem:
“Meu nome exato é Alpheu Martins de Azambuja e Souza “ladrão de cavalo”. O Alpheu Luiz é, digamos, “eclesiástico”. Estou bem melhor do “derrame” e voltando ao “normal”. Se alguém possa ser! Vou agora a S. Paulo e quero estar com o Attílio. Salve.. Mons. Alpheu.
Prezado amigo Justo. Como não foi possível vocês virem para o meu Jubileu Episcopal, mando a lembrança anexa, como recordação. Agradeço o envio dos “Informativo” e “Relação Geral dos ex-alunos e professores”. Um grande abraço, + Constantino”.
NA CASA DO
PAI
Dia 12.06.1996 faleceu nosso colega,
LUIS ROBERTO FIGUEIREDO (1961-62),
conhecido com “Nirtinho”, porque era irmão do Nirtão, que também foi nosso colega.
Faleceu em 1979,
BENÍCIO JOSÉ MANTUANO DE PAIVA (1955-56),
primo do Letterio Santoro.
Paz as suas almas e nossas orações.
Alô, Pe. Pedro Batistela, nosso ecônomo e grande amigo, não nos esquecemos do senhor. Receba nosso abraço e o carinho dos seus amigos de São Roque. Quando o senhor foi Ministro no Seminário Central, em um dos seus aniversários, foi feita uma letra para um fado. Vai aqui um trecho como nossa homenagem:
PADRE PEDRO BATISTELA, TIMONEIRO IDEAL
VAI GUIANDO A CARAVELA DOS ALUNOS DO CENTRAL.
AO PADRE MINISTRO, CANTEM NOSSAS ALMAS,
GRATIDÃO SINCERA NO VIBRAR DAS PALMAS!
Padre Pedro, esperamos o senhor no III encontro e também numa 1a. sexta-feira no Cicolo Italiano. Será bom revê-lo.
Ao lado da galeria dos “caipiras” do velho Ibaté, a figura do nosso FHC. É bom ser ‘caipira’. O José Lui (1949-56) deve ter ficado envaidecido com a declaraçãO DO Presidente. O Zé era o bom e simpático caipira dos tempos saudosos do nosso Seminário... Na realidade, era um modo verdadeiro de ser.
SECUS, SI SECUS EST, SECUS SECUS ADJUVET, SECUS SECUS SECUS SECUS CADIT.
ECOS DA TRIBUNA – No. 15 – FEVEREIRO DE 1958
Crônica - dia 30.01.1958 – Dia feliz em que uns retornariam ao seu querido ninho, há tanto tempo abandonado, outros, para fazer nele a sua morada. O trem apita. Cada qual procura instalar-se do melhor modo possível. Este dá um sonoro beijo na testa do irmãozinho, chorando de alegria, porque ficará livre de um grande empecilho. Aquele beija respeitosamente a mão da mamãezinha que, porém, está contente, pois acabou-se a amolação diária. “Mamãe, eu quero isso. Mamãe, faça aquilo. Mamãe, estou com medo de dormir no escuro:. Aqueloutro, no entanto, como veio sozinho para a estação, como eu, senta’se e fica apenas observando. O trem dá o primeiro arranco. Mãos se agitam em sinal de despedida. E a locomotiva some-se numa curva do caminho férreo. Adeus férias! Adeus diversões! Não há de ser nada: “Fé em Deus e pé na tábua”. No vagão, onde estamos, reina a maior cordialidade. Uns falam contando as novidades, principal delas: a luta Archie Moore e Luizão; outros, como o de Faria, exibem suas boinas. O Clóvis mostra a todos “o cebolão de seu avô’. E assim continua a viagem. São Roque à vista! Chegamos, descemos do trem e partimos para o Seminário: aqui, arrumação das coisas. Nessa ocasião, para maior realce, quem aniversaria é o Tibúrcio, atirando assim mais uma seta no alvo da existência. Os nossos cumprimentos.
NR: o nome do cronista é um pseudônimo.
GRÊMIO ESPORTIVO SÃO LUIZ
20.08.1963 – terça feira - Levantamos com uma fervorosa devoção à Santa Preguiça, pensando nas magníficas sabatinas que ficaram de ontem para hoje.
Abrasados de amor, assistimos missa separados, tendo como celebrante da capela mor o Revmo. Pe. Escovão (sic). Após o café matinal, seguimos para o recreio. Qual não foi a nossa tristeza ao vermos que a rede de voley passou a noite no chão úmido do recreio, com perigo de apodrecer. Não se deve esquecer que o encarregado era o aplicado gremista Zudair.
Com espanto geral, posso noticiar que foi encontrada uma vestimenta feminina na carteira do Sr. Flávio (vulgo Castor). Eram decorridas as 12:30 horas do dia.
Durante o almoço, a recreação dos menores ficou suspensa de futebol devido a falta de respeito na oração final.
À noite, antes de deitar, o Pe. Furlanetto fez como tinha prometido de car castigo para todo o dormitório dos médios e pequenos, se não se acusasse o que deu o nó no pijama do próximo e como surgiu mais um nó e uma cama quebrada, todos ficariam sem futebol até o culpado se acusar. E se até sábado não aparecer o culpado, castigo dobrado.
21.08.1963 – quarta-feira – Hoje pela manhã, despertamos comumente, apesar de um pouco aborrecidos ao nos lembrarmos do castigo. Assistimos a missa e como ontem passamos o dia querendo saber quem foi o causador do castigo, por isso foram indicados Cozinho (Pulseirinha) e Zeferino que não tinham sido os causadores e que apenas eram indicados por implicância dos colegas.
Mesmo com o desgosto do castigo, tínhamos algumconsolo ao pensar que amanhã será o dia do Seminário, festa do Imaculado Coração de Maria.
22.08.1963 – quinta-feira – O culpado do castigo se acusou e ficou suspensa a promessa do Pe. Ministro, mas ficamos novamente proibidos por causa da brincadeira que houve quando o Mons. Reitor falava.
Cronista: AMAURY
Abraçando D. Constantino pelo seu Jubileu Episcopal, nós, seus ex-alunos e amigos, elevamos aos céus nosso Te Deum, rogando ao Imaculado Coração de Maria cubra de bênçãos o guerreiro que combateu o bom combate.
“Dom Constantino é um homem de oração. Sempre fiel à Liturgia das Horas, como momento mais importante de estar orando, com a Igreja, por todo o seu povo. Celebrou sempre diariamente a Eucaristia. Tem grande amor a Maria. Foi muito cuidadoso em zelar pela integridade da doutrina”..
(DO FOLHETO COMEMORATIVO).
Eis aí porque o admiramos. Felicitas.
Os trabalhos de contatar ex-colegas do Seminário do Ibaté continuam. Nesses últimos meses, localizamos:
· ACÁCIO FECCHIO (ZEZO),
· GERALDO DO COUTO,
· NEOLIR ANTÔNIO MONTINI
· ROBERTO DELGADO DE CARVALHO
Em passeio pela cidade de Praia Grande-SP, também pudemos tomar um cafezinho com
· RUBENS BIAZI.
Esta boa nova nos foi comunicada pelo Almeida. Se você souber de algum colega que ainda não conste da “Relação Geral dos Ex-Alunos”, editada em Dezembro de 1995, mantenha contacto conosco.
EM TEMPO - Alô Coelho e Sônia, felizes vovós da GABRIELA. Nosso abraço, beijos à netinha. Estou com saudades. Apareceremos. Barbieri.
Oi, Serginho Fioravanti, está de pé nosso encontro naquele Paraíso em 15 de Novembro. Votou no 2o. turno, partiu pra lá! Tomara!
Et sic finem imponimus “Informativum” nostrum. Si bene fècimus, plaudite. Si male, parce nobis.
Para o próximo Informativo, mandem-nos crônicas, recordações, cartas, curiosidades, coisas e fatos pitorescos de sua turma. Colabore e lembre-se que ele é o nosso ponto de união. Usque ad proximum. Alfredo Barbieri.
COLABORAÇÕES:
Mande notícias, histórias e
Estórias, aminidades, etc.
Envie para o Alfredo Barbieri
Rua Ex. Rubens Leite, 71
Cep 12060-580 – Taubaté – SP
São Paulo, setembro de 1996
Tiragem: trezentos exemplares.
Digitação: Barbieri
Expediente: Justo.
Envelopamento e expedição: Gilberto (Beta)