ECHUS   DO   IBATÉ

MENS SANA IN CORPORE SANO

INFORMATIVO DOS EX-ALUNOS DO SEMINÁRIO DO IBATÉ - São Roque-SP

no. 16  -   Ano  5  - MAIO de 1997

EDIÇÃO INTERNET

de cara nova

 

Ao longo destes cinco anos, procuramos semear novas amizades, renovar as antigas e integrar as gerações que por aquela Grande Casa morou de 1949 a 1973.

Agora, de cara nova, o Echus do Ibaté, nosso Informativo, pretende continuar a ser um instrumento em que todos nós possamos expressar nossas idéias e opiniões e relembrar fatos e épocas que marcaram nossas vidas de seminário.

Este é o primeiro exemplar com um novo visual; isto não significa que o mesmo seja definitivo, estando aberto a sugestões para torná-lo o ecos de comunicação dos atuais e futuros amigos e colegas.

 

 

ECOANDO

ALFREDO BARBIERI

 

O melhor da festa é esperar por ela, diz o dito popular. Nossos corações de ex-alunos do Ibaté já batem no ritmo do nosso III Encontro.

As Comissões e a Coordenadoria Geral já se reúnem e aguardam dos colegas sugestões e colaboração. Nosso encontro dura um dia (e como passa depressa!), mas seu efeito é duradouro e marca a nossa rotina, aquece o nosso coração, aperta os laços de nossa amizade e voltamos reabastecidos, certos de que não estamos sós, que formamos uma corrente de fé, de otimismo e confiança, que somos parte de uma grande família que a distância não consegue separar. Recordar é viver e é vida que vamos buscar aos pés do Coração Imaculado da Mãe na convivência com os irmãos.

O Fierro faz o noticiário e o comenta com finura; Furlanetto mostra sua admiração a figura querida do Pe. Kulay;  Barelli relembra as crônicas e os cronistas.

Nossa representação disse presente aos funerais de D. Constantino, levando seu conforto aos familiares e prestando sua homenagem ao nosso Padre Ministro.

Marcou este período a Sagração Episcopal do nosso colega José Maria Pinheiro. Como tudo que diz respeito a nós, um grupo lá estava para abraçar nosso Bispo. Somos ex-seminaristas do Ibaté e tudo o que diz respeito à ibateice nos interessa.

Sem delongas, vamos ao nosso Informativo..

Alfredo Barbieri

 

O FUNERAL DE UM GRANDE SOLDADO

FRANCISCO FIERRO (1949/53)

 

Abalados e surpreendidos com a morte inesperada de D. Constantino no dia 14 de fevereiro de 1997 e diante da escassez de tempo, não pudemos organizar uma representação significativa dos ex-alunos do Ibaté nas cerimônias da Missa de Corpo Presente e sepultamento, realizados no dia 15, na Catedral de São Carlos.

O Márcio Pereira da Silva, o Francisco Fierro, o Roberto Davini e o casal José Lui e Rose lá estiveram em nome de todos os ex-alunos do Ibaté, levando o abraço amigo e as palavras de conforto aos familiares, em especial aos nossos colegas, parentes de D. Constantino: Domingos Sávio, Luiz Gonzaga, João Bosco, todos Amstalden, e José Carlos Banwart.

Aos atos litúrgicos, revestidos de edificante emoção, compareceu numeroso grupo de fiéis e familiares, de amigos, de padres ordenados por D. Constantino, de religiosas, de autoridades de S. Carlos e da Capital, de representantes de inúmeras entidades. A Santa Missa foi concelebrada por D. Joviano de Lima Jr, atual bispo de S. Carlos, D. Benedito Ulhoa Vieira, bispo emérito de Uberaba, D. Roberto Pinarello de Almeida, bispo emérito de Jundiaí, D. Diógenes da Silva Mattos, bispo de Franca.

Em breve, nosso Informativo editará um encarte especial sobre D. Constantino, com todo o noticiário e depoimentos recolhidos. Desejamos agradecer a colaboração da irmã Susana, que por mais de 20 anos secretariou D. Constantino, pelo envio de notícias dos jornais da Diocese de S. Carlos e adjacências. DOMINE CONSTANTINE, REQUIESCAT IN PACE.

UNIDOS MAIS UMA VEZ EM ORAÇÃO POR D. CONSTANTINO... Conforme anunciou nossa Informativo (n. 14 – jan/fev. 1997) a Santa Missa de 30o. dia da morte de D. Constantino foi realizada na Igreja Nossa Senhora do Carmo, na Aclimação, paróquia do nosso estimado Cônego Laerte Vieira da Cunha. A Santa Missa foi concelebrada por D. Fernando José Penteado, D. Antônio Gaspar, D. Décio Pereira, Pe. Edmundo da Matta, Cônego Laerte Vieira da Cunha, todos do ex-Ibaté e Cônego Raphael Emydio Peretta, pároco da igreja.

Luiz Furlanetto, Attílio Brunacci e Lourenço Medeiros Fernandes organizaram a cerimônia relativa aos cantos e leituras especiais.

Muitos colegas participaram, destacando-se um grupo numeroso que, pela primeira vez, se fez presente, fruto do trabalho eficiente e diuturno do Antônio José de Almeida e do Márcio Pereira da Silva (Paçoca) na descoberta de novos endereços de ex-alunos do Seminário do Ibaté.

Os cantos da saudade .... O VIA, VITA, VERITAS,   ADORO-TE, COM MINHA MÃE ESTAREI e o nosso hino oficial à Virgem, SUB TUUM PRAESIDIUM, misturando-se aos depoimentos sinceros e comoventes sobre “Padre Constantino”, de D. Fernando, D. Décio, D. Gaspar, Furlanetto, João Peralta e do nosso maestro Lourenço Medeiros ...

Após a Santa Missa, grande confraternização dos ex-alunos e a certeza cada vez mais arraigada de que aqueles valores da nossa adolescência do Ibaté ... Disciplina, Estudo, Oração, Alegria, Amizade, Silêncio, Viça Comunitária, Esporte, Solidariedade ... tão bem lembrados pelo Letterio Santoro, foram marcados e remarcados pela atuação de tosos nossos professores e diretores do Ex-Seminário, máxime da figura enérgica e “suíça” do nosso Pe. Constantino Amstalden (07.07.1920 – 14.02.1997). Saudades!

 

NOSSA CORRESPONDÊNCIA

 

Do colega JOSÉ CAVALCANTI BRAGA (1967/70)  recebemos a seguinte carta-depoimento:

Caro Barbieri, necessito participar dos encontros dos ex-seminaristas do Ibaté pra aperfilar os novos rostos e recordar os velhos tempos. Estive na missa de 30 dias de D. Constantino em S. Paulo, em que revi muitos colegas. De você, Barbieri, não me recordo. Estarei no III Encontro e creio que será muito gostoso. Queria enviar o meu recado. Ei-lo:  É com enorme alegria que eu, José Cavalcanti Braga, codinome  ‘Santo’(1966-1971) manifesto a satisfação da existência dedo grupo formado pelos ex-seminaristas. Antônio José de Almeida pesquisou o nome e contatado pelo Márcio Paçoca. Achei brilhante a idéia, muito me motivou também a garimpar recordações e fatos que me foram marcantes, recordar e viver amigos da idade que é a mais marcante da vida humana, adolescência à maturidade, criam elos que nos tornam mais fortes. Abraços’. José Cavalcanti (O Santo)

 

O CELESTINO ROSA DOS SANTOS , de Cotia, como nosso caro Oswaldo, do Seminário Maior, enviou, ou, como diz o Oswaldo, teve a ousadia de escrever para ele em latim, em 27 de março de 1949. Na correspondência, relembra a inauguração de nosso Seminário do Ibaté:

Acerrime egressus horam desiderabam et tandem suave illius dies post jentaculum curru speciali “omnibus” partim vehimus usque ad ferroviam stationem. Ibi duos erant currus nobis securrit et sic nulis novitatibus ocurrentis in S. Roque pervenimus et ibi etiam magnae fuit incolis illius urbis mirationi quum tot sacerdotes in viam irruperunt. Tum alter “omnibus” nos in Seminarium apportavit et ibi quod accidit tanquam et ego scis. Haec omnia tibi narro quia nihi non vocavit esse tecum et aliis “cotianis” ut de his rebus decertarem”.  

 

 

NOVAS AQUISIÇÕES

·       AGOSTINHO PALO – 50/51

·       ALBERTO ALONSO CASEMIRO – 63/64

·       ALCIDES PASCHOALOTTO MOINO – 49/51

·       ALFREDO ALBERTO FERNANDES FILHO (Pirulito) – 50/51

·       ÁLVARO BERNARDO DE MEDEIROS – 49/52

·       ANTÔNIO CARLOS CORREA – 64-67

·       ANTÔNIO MANOEL DE OLIVEIRA SOBRINHO (Sobrinho) – 58/61

·       ANTÔNIO PEDRO LORENZATI – 51/56

·       ARLINDO PIRES PINHO (Macaco) – 61/64

·       ARMANDO DONOLA – 49/51

·       BENEDITO BARBOSA DA CRUZ  (Benê) – 60/61

·       CARLOS DE ROSA FILHO – 60/65

·       CARLOS FERRAZ ALCÂNTARA (Miséria) – 1951

·       DEUSDEDITH CADU DOS SANTOS – 53/54

·       DIONÍSIO AUGUSTO DE MEDEIROS – 1959

·       DJALMA JUDICA – 1959

·       EDANIR DOS SANTOS – 59/61

·       ÉDSON LOPES DA CRUZ – Castor – 59/60

·       EDUARDO SILVESTRELLI – 60/62

·       ELANIR DOS SANTOS – 59/61

·       FAUSTO GUIMARÃES FORTES (Gigantinho) – 63/67

·       FERNANDO VIEIRA TORCATO – 59-64

·       FLÁVIO MILTON CAMPOS – 55/56

·       FRANCISCO CLEIRIVAN RIBEIRO MARQUES – 59/61

·       FRANCISCO CLÉVERTON RIBEIRO MARQUES – 59/61

·       FRANCISCO RIBEIRO DE ARAÚJO – 1949

·       FRANCISCO TERRA DE AGUIRRE – 1953

·       GRACIANO DOS SANTOS GONÇALVES FILHO – 64/67

·       INDOLETE DIAS – 52/54

·       INOCÊNCIO SILVA PINTO – 60/61

·       IVO MAZIEIRO – 58/59

·       JOSE BRANCO ZUGLIAN – 49/52

·       JOSÉ DE BARROS BARBOSA – 1953

·       JOSÉ FRANCIMAR RAMOS – 60/63

·       JOSÉ FRANCISCO GUZZON – 1964

·       JOSÉ LUIZ PLOOM – 58/59

·       JOSÉ MARIA CAMPOS – 58/61

·       JOSÉ RIBEIRO (Pinduca) – 63/67

·       JOSÉ RICARDO FALCÃO – 64/67

·       JOSÉ RODRIGUES REIS NETO – 59/60

·       JOSÉ SESKEVICIUS, PE – 62/65 – Professor de Latim e Matemática

·       JOSÉ VIEIRA TORCATO – 64/66

·       LAÉRCIO DUARTE EUZÉBIO – 58/61

·       LAURO ÂNGELO – 58/59

·       LÁZARO QUADRO – 60/62

·       LUIZ ADEMÁRIO GOUVEIA (Gerolino/Bimbim) – 1961

·       LUIZ DOS ANJOS RICO – 58/59

·       LUIZ GUIMARÃES FORTES NETO (Gigante) – 61/64

·       LUIZ ROBERTO OLIVEIRA (Bexigão) 64/65

·       MANOEL NÉLSON DE LIMA – 60/62

·       MANUEL CORREIA – 57/64

·       MARCOS PELIZARI DE SOUZA (Corujão) – 49/54

·       MAURO ADALBERTO PATRONI – 61/62

·       MAURO REINALDO PEREIRA – 54/58

·       NADIR FERMINO – 60/66

·       NORBERTO ANTÔNIO FOLKAS – 64/66

·       OCTÁVIO FELIPPE CASTELLO – 1950

·       PASQUALE GERARDO (Gansolino) – 61/64

·       PAULO ANTÔNIO DA CUNHA CIMI – 61/64

·       PROPÍCIO JOSÉ DA SILVA – 59/62

·       ROBERTO DELGADO DE CARVALHO – 57/59

·       ROBERTO GIACONE – 61-63

·       ROGÉRIO GUIMARÃES FORTES – 69/71

·       SÉRGIO NAIME MANTOVANI – 1951

·       VALDIR CELANTI – 59/61

·       VIRIATO ANTÃO GONÇALVES TRANCOSO – 60/66

·       VITO VENTURA – 61/62

·       WALTER CORREA – 60/63

 

RECORDANDO O FRANCÊS

ALFREDO BARBIERI (1949-53)

Padre José Colaço, nas suas aulas, permitia tudo.  Nela se comia maçã, doces, bolachas, numa boa.  Quando a tente estudava, ele não perguntava. O dia que não estávamos por dentro, lá vinha o interrogatório.  Num aniversário dele, devia fazer uma saudação em francês.  De Gaule que me perdoe, mas foi assim”

Très cher Abbè Joseph

Nous vos élèves nous sentons heureux dans cette commemoration de plus un anée de vie de V. Reverence.

Nous suplions a Sancte Joseph de vous faire hereus et vous combler de benedictions les plus choisis.

Recebes donc nos sinceres congratulations et nos prières, humbles mais fervents.

Ad multos annos!

 

 

UMA LEMBRANÇA,

UMA HOMENAGEM

LUIZ FURLANETTO

Há tempos, pensei em escrever para lembrar a figura de Monsenhor João Kulay. A lição que o Márcio Paçoca relatou moveu-me a perder a vergonha e arriscar.

Lembro-me do DKW.  O ronco de seu motor era sinal de que o Mons. Kulay estava chegando e com ele teríamos as aulas de Física e Química., esperadas por alguns e temidas por outros. (Por onde andará Pedro Costa??).  A todos, Monsenhor tratava com bondade.

Monsenhor e sua piteira!

Lembro-me da primeira análise laboratorial. Monsenhor havia preparado os frascos com diversas substâncias e cada aluno devia descobri-las fazendo a análise. Fiquei empolgado. Achei um trabalho “moderno”,  pois exigiu de cada aluno algo bem pessoal. (lembro-me do Zeferino de Souza Coelho. Por onde andará?)

Admirava sua humildade, sua ciência. Que faculdade havia feito?  Certo é que conhecia muito bem e sobretudo gostava de ensinar o que sabia.

O que admirava em Mons. Kulay era sua simplicidade e seu espírito de fé. Nunca ouvi criticar alguém ou se queixar de alguma coisa.

Quando deixei o ministério, várias vezes fui visitá-lo no Arquivo da Cúria.

Sempre me recebeu de braços abertos, com amabilidade, preocupado com minha adaptação à nova vida, sem uma palavra de incriminação e sempre com seu cativante sorriso.

Admirava o Monsenhor João Kulay.

 

EM SALTO, SÓ DÁ MOSCA

Recebemos dois recortes de jornal relatando as proezas futebolísticas dos irmãos Mosca.

“ JOGANDO SÁBADO ÚLTIMO NO EMAS, CONTRA O CLUBE DE CAMPO CAXAMBU, A EQUIPE B DOS VETERANOS SALTENSES VENCEU FÁCIL, POR 4 TENTOS A 0, COM OS 4 TENTOS ASSINALADOS PELOS IRMÃOS MOSCA;  ÉDSON MARCOU TRÊS E WILSON, UM. ”

Se os dois estivessem no Palmeiras, o Coringão não venceria por 5 a 2, não é Márcio Paçoca?!?!?

 

 

RÁPIDAS E IMPORTANTES

 

FITAS DE VÍDEO – Ainda temos 14 fitas de vídeo de nosso II Encontro, num trabalho muito bem feito por nosso colega Jones Nadir Gama. Estão à venda para custearmos as despesas de publicação de nosso Informativo. Os interessados queiram por favor contatar o Gilberto Lucarts, nosso enfermeiro pelo telefone 570.6459. Preço: R$ 20,00 mais as despesas postais.

LUIS OLIVEIRA – COF – Estamos aguardando sua colaboração.

RIFAS – As três rifas, que objetivam a formação de um caixa para nossas despesas, estão indo bem. Em breve publicaremos seu balanço e os nomes dos felizes contemplados.

CONTAS PARA DEPÓSITOS

Bradesco: Darcy Corazza – Ag. 197-0 – c.c. 77.175-9

Banespa: Gilberto cianflone Lucarts – ag. 0262-60 – c.c. 009029-2

Banco do Brasil – Antônio José de Almeida – Ag. 0712-9 – c.c. 65220-2

Obs.: Por favor, envie o comprovante de depósito ou uma cópia para Gilberto Cianflone Lucarts, Rua Santo Irineu, 37 – Saúde – 04127-120 São Paulo-SP

 

III   ENCONTRO   -   NÃO SE ESQUEÇA!   -  DIA 30 DE AGOSTO DE 1997

 

 

REI MOMO  X  CIRCOLO

 

Nem o Rei Momo segura o Encontro no Circolo Italiano.

Sete de fevereiro de 97. Sexta-feira de Carnaval!  Não sei, não. Acho que não aparece ninguém ... Véspera de Carnaval, feriados à vista, sei não!

Surpresa geral!  Foi a mais concorrida das noites dos últimos encontros!  Vinte e três pessoas. Entenda, irmão! Em torno das mesas do severo e aristocrático bar do Circolo, as figurinhas carimbadas de sempre e a participação inesperada e amiga de companheiros debutantes: Gilberto, Márcio, Almeida e a querida família (Terezinha, Carolina e Rafael), Cosso, Fierro, Corazza, Alfredo Barbieri e Ana, Antônio Orzari, Furlanetto, Lourenço Medeiros (nosso maestro de sempre), Luiz Gonzaga (novo bacharel em Direito), José Lui e Rose, Attilio e Luizia, Sinésio, Holien, Barizon e Nérice, Dionísio e Maria Cecília ... (saudades de nossa Taubaté).

O concorrido jantar de confraternização no tradicional Boi na Brasa da Major Sertório!  A alegria de sempre marcando o renovado encontro de nossa amizade ... Brindes mil e repasto farto a preços módicos comletavam a noite de mais um encontro ...  E não é que a Carolina, do Almeida, com seu olhar buliçoso e sorriso enigmático, acompanhava atenta, curiosa e surpresa, através do entreabrir da larga porta de entrada e dos janelões envidraçados, o desfilar das fogosas Damas da noite em frente, sob o tremeluzir incessante do luminoso-chamariz ...  Era a casa de espetáculos I Love You ...

 

MARÇO NO CIRCOLO ...

FRANCISCO FIERRO (1949-53)

Tradição é tradição.  A primeira sexta-feira, dia 07 de março de 97, marcou nosso encontro no Circolo Italiano, na tradicional São Luiz com Ipiranga.   Lá estávamos nós respondendo presente. Furlanetto, Gilberto, Almeida, Márcio, Corazza, Attílio, Fierro, Luiz Alberto e o filho Rafael, Alfredo e Joel Barbieri, Joaquim Barbosa e Angélica e a agradável presença de Wilson Mosca. Desta vez, a Pasta venceu o “Boi na Brasa”!   Jantamos no Circolo. Ufa!

 

 

NA CASA DO PAI

 

Com pesar, informamos o falecimento de nosso colega que esteve entre nós no período de 1971 a 1973.

ADELMO MENDES DOS SANTOS (LATINHA)

Nossos mais sinceros votos de pêsames a todos os seus familiares.

 

 

OBRIGADO, BARBIERI

WALTER BARELLI (1951-56)

 

A idéia da turma de reviver uma parte de nossas vidas através de encontros e reminiscências faz com que leiamos, com prazer, os textos que cada um dos colegas escreve.

Outro dia, conversando comigo mesmo, lembrei-me da origem da expressão que costumo repetir e que meus familiares e amigos aprenderam e consideram, talvez, original. Não é nada disso, não. A expressão tem dono e foi incorporada da prosa que o Barbieri exercitou-nos nos Ecos da Tribuna.

Barbieri, refiro-me ao Alfredo, não o irmão, Joel, que foi meu colega dos “médios”, nos encantava e divertia, quer nos esquetes e dramas, quer na prosa. A propósito, será que ele não editou sua produção?  Seria mais um escritor do Vale do Paraíba, como Monteiro Lobato. E ele e o poeta, José Luiz Brant Carvalho, cognome  “Taubaté” ou “Tartaruga”, poderiam ser nossos nomes nas Academias de Letras, expressões que foram do Grêmio Literário Pio XII.  O Cláudio Giordano, que edita  O NANICO  e nos brindou no Natal com a poesia  “História de um cão” que, na interpretação do Paulo Sebastião Ribeiro, provocava lágrimas na platéia, talvez pudesse ser o editor.

Mas estou me estendendo em considerações, sem ir direto ao assunto.  Talvez isso já seja um vício de quem,  como eu,  está absorvendo a prolixidade da chamada área política.  Nosso Barbieri, em uma crônica, contava a história de um caipira incorporando o linguajar amadeuamaralino ou amadeuamaralense (de Amadeu Amaral, famoso por documentar o dialeto caipira e pretensão deste escriba em mostrar erudição perante os seletos leitores)  os famosos ditos de nossas piadinhas.  Lembram do “um humilde, ninguém vence?”  A tradução do nosso autor era:

Eu num tenho orguio

Como inté pedreguio

Ri e gostei tanto da expressão, que ela costuma ser repetida sempre que me encontro em situações difíceis.  Alguns engolem sapos ou lagartos, eu  “eu num tenho orguiu, como inté pedreguio”.

Obrigado, Barbieri.

 

SCIO  CUI  CREDITI

 

Dia 19 de abril foi a Sagração Episcopal de nosso colega de Seminário do Ibaté¸o José Maria Pinheiro. A turma do Ibaté marcou sua presença.  Lá estiveram o Cônego Laerte Vieira da Cunha, D. Fernando José Penteado, D. Antônio Gaspar, Pe. Antônio Carlos Barra, Francisco Fierro, Darcy Corazza, Alfredo Barbieri, Joel Hirenaldo Barbieri, Walter Barelli, Attílio Brunacci, Gilberto Lucarts, José Justo da Silva e Sra.

Presenteamos o colega com linda túnica e estola, em nome de todos nós, a grande família do Ibaté. A Missa foi campal, pois toda a cidade de Nazaré Paulista lá estava saudando seu ilustre filho

Conheçamos um pouco da biografia do nosso D. José Maria.

Nascido em Nazaré Paulista, no dia 31 de julho de 1938. Estudou no Seminário Menor Metropolitano de São Roque de 1951 a 1957. Seus estudos filosóficos foram feitos no Seminário Central do Ipiranga e no Seminário de Aparecida do Norte. Em 1961, volta ao Seminário Central para o curso Teológico, concluído em 1964. Além dos cursos de Seminário, fez complementação na Faculdade de Guarulhos. Exerceu a advocacia e lecionou nas Escolas de Primeiro e Segundo Graus, no Magistério e no Seminário Filosófico.

Ordenado sacerdote no dia 27 de dezembro de 1964, na Igreja Nossa Sra. da Salete, em São Paulo, celebrou sua primeira missa solene na Igreja de N. Sra. de Nazaré, eu sua terra natal.

Torna-se missionário no final de 1976, indo para Itacoatiara-AM, onde permaneceu por quatro anos.

Voltando a São Paulo, é nomeado vice-Chanceler do Arcebispado e capelão da Irmandade do Rosário (Paissandu). Em seguida, foi convidado para ser secretário Regional da CNBB, em Manaus, onde permaneceu por seis anos.

Vai para a França, em 1990, fazer mestrado em Teologia no Instituto Católico de Paris. Retornando ao Brasil, assume a Paróquia de Guajará-Mirim (RO) onde se encontra até hoje, sendo agora nomeado Bispo Auxiliar de Guajará-Mirim.

Foi sagrante D. Geraldo Verdier, Bispo de Guajará-Mirim e, consagrantes, D. Jorge Marskell e D. Bruno Gamberini.

Seu lema, Scio cui crediti (I,12) – Sei em quem acreditei -, inspirado na Segunda Carta de São Paulo, sintetiza a fé do novo Bispo, que deixou sua terra, indo para a região missionária da Amazônia, movido pela fé em Jesus Ressuscitado.

Com este registro, nosso abraço de coletas e feliz e fecundo ministério.

 

 

 

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