ECHUS DO IBATÉ
INFORMATIVO DOS EX-ALUNOS DO SEMINÁRIO DO IBATÉ - São Roque-SP
No. 24 - Ano 06 – OUTUBRO DE 1998
EDIÇÃO INTERNET
Estamos na primavera, estação do ano cantada pelos poetas, o renascimento da natureza desabrochando em flores. E as fases da vida são comparadas com as estações do ano. Assim, a primavera é a nossa juventude, quando nos abrimos para a vida e descobrimos seus encantos.
Pois bem, nossa primavera foi passada, para muitos de nós, nas plagas do Ibaté. E essa primavera bem vivida nos deu forças para vencermos as lutas do verão e hoje, no outono, colhemos os frutos da amizade e da confraternização, da segurança, na vida que os anos da primavera nos garantiram. E temos consciência de que o inverno que se aproxima e tinge de neve nossos cabelos não atinge nosso coração, que pulsa ardente no ideal acalentado em nossa primavera e nos preparamos para o grande encontro do cinqüentenário em agosto de 1999.
O Justo nos contra a estória de um novato. O Laerte nos relata a mudança para o novo seminário. O Waldemar Waldir e o Letterio nos brindam com seus versos. Enfim, é o nosso Echus, informando, unindo, encontrando.
A FAMÍLIA IBATEANA AGRADECE A SCHINCARIOL
Representando a Comissão Organizadora do 3o. Encontro de agosto de 1997, os colegas Sérgio Alexandre Fioravanti e Francisco Fanchini fizeram a entrega da fita do encontro aos diretores da Cervejaria Schincariol, patrocinadora do evento, bemcomo de cartão de prata com os seguintes dizeres:
Aos Senhores Diretores da Cervejaria Schincariol
Das colinas do Ibaté, os ex-alunos cantam a uma só voz:
Schincariol, Deus lhe pague!
3o. Encontro – Agosto de 1997
Seminário de São Roque
A Comissão Organizadora”
CIRCOLO-BOI NA BRASA
Queremos lembra-lo e convida-lo para as primeiras sextas-feiras. Novos colegas estão aderindo e os encontros têm sido momentos preciosos. Venha e sinta você mesmo a alegria de estarmos juntos. Boi na Brasa, agora na Rua Marquês de Itu, 188 – São Paulo.
BOCA NO TROMBONE
O Clóvis Baroni sugere: quem tiver instrumento musical, levá-lo no próximo encontro – para reviver a “Furiosa”.
ESTÓRIA DE UM NOVATO
JOSÉ JUSTO DA SILVA - PADEIRO (1951-57)
Quando cheguei ao Seminário em 1951, comigo entraram vários Walters, todos com “W”. Tinha o Walter Godoi, o Walter Miguel de Moura (Soldadinho), o Walter Nascimento, o Walter França e o Walter Barelli. Os pais deviam ter mania de nome de General de Guerra Mundial. Em 1953, chegou mais. O Walter Francisco da Silva.
Ele foi recentemente localizado pelo Careca e, pela primeira vez se reuniu com a gente, por ocasião da celebração da Páscoa, em 06 de junho passado, na capela das irmãs Filippini, na Freguesia do Ó.
Naquele dia, ele chegou devagarinho, como quem nada quer, tentando descobrir, entre faces enrugadas e cabelos brancos, algum contemporâneo. Desistiu, estava difícil. Partiu para o caminho mais prático. Apresentou-se, falou quem era, de que período. Descobriu os conhecidos, inclusive eu. Estava todo eufórico. Perguntou pelo Joel Barbieri, pelo Cláudio Giordano, pelo João Barizon e por outros. O papo começou a rolar solto e as estórias foram aparecendo. Então, ele contou a sua.
Foi no dia da primeira viagem para o Seminário. Apresentou-se na estação da Sorocabana. Naquela época, todos iam de trem para São Roque.
Chegou todo embrulhado no terno caqui (todos usávamos dois tipos de terno: o caqui, para todo o dia, e o azul-marinho, para os dias de festa).
Carregava a mala, grande para o seu tamanho e cheia de tudo o que tinha direito para um aluno de internato.
Ficou num canto, quieto e, ao mesmo tempo, demonstrando todo nervosismo de um novato. Foi nessa hora que encostou ao seu lado um veterano. Mais tarde, soube o seu nome: João Barizon.
O Barizon era (... deve ser ainda) um cara tranqüilo, boa gente e pinta de malandro, que usava as calças como o Cantinflas, isto é, no meio da bunda. Encostou no Walter Francisco e puxou papo.
- Você é novato?
- Novato?
- É. É novo no Seminário?
- Sim.
- A mala aí é sua?
- Sim.
- Não trouxe mais nada?
- Não.
- Não trouxe a cama e o colchão?
- Como?
- A cama e o colchão pra você dormir.
- Eu não sabia.
- Então você está perdido. Todo mundo quando entra no Seminário tem que trazer a cama e o colchão. Se não trouxer, dorme no chão.
- O Barizon saiu de fininho, deixando o menino todo enrolado e preocupado, com a mancada de não ter trazido a cama e o colchão.
MISSA DE ENCERRAMETO
Dia 04 de Dezembro, às 19 horas, 1a. sexta-feira do mês, na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, na Aclimação, Missa de Encerramento do Ano Ibateano.
NOSSA CHEGADA AO SEMINÁRIO
DISSERTAÇÃO ESCRITA EM 1949
COM. LAERTE VIEIRA DA CUNHA (1949-52)
Depois de um longo período de férias, uma só coisa tomava lugar em meu pensamento. Era o dia 25 de fevereiro, dia marcado para a nossa partida para o novo Seminário do Imaculado Coração de Maria. Eu estava ansiosíssimo por saber qual a vida que iríamos levar no Seminário e esse era o motivo de meus sonhos quase quotidianos. Finalmente raiou o dia 25. Manhã linda e serena, em breve tornou-se mais bela ainda pelos primeiros raios solares. A partida estava marcada para as 9 horas na Estação Sorocabana. Saímos, portando, bem cedo de casa, eu e meus pais. Quando chegamos à estação, já lá estava um colega meu, também acompanhado de sua mãe. Travamos uma conversa animada, e, enquanto conversávamos, iam chegando muitos seminaristas, dos quais a maior parte eu já conhecia. Eu estava transbordante de alegria; dava a mão para um, puxava conversa com outro, e assim o tempo ia passando. Finalmente chegou o trem. Tomamos apressados nossos lugares num carro especial para os seminaristas. E ali ficaram muitas mães derramando lágrimas por causa de seu filhinho que ia partir. De fora, meus pais apreciavam o meu jeito entusiasmado, puxando conversa, brincando com um e com outro. Em certo momento, o chefe do trem deu o primeiro sinal de partida. Então despedi-me de meus pais, abraçando-os com muita ternura e carinho. Ao segundo sinal, o trem foi deslizando devagarinho. E nós fazíamos uma algazarra do outro mundo. Era tanta a nossa animação que nem sentimos o trem chegar à Estação de São Roque, onde descemos todos. Ali dois ônibus da cidade já estavam à nossa espera. Embarcamos. A nossa alegria aumentou nesse momento, pois já estávamos bem perto do Seminário, que ia ser a nossa morada durante vários anos. Durante uns quinze minutos mais ou menos, os ônibus rodaram pela estrada cheia de pó. Quando porém começaram a subir a ladeira do Seminário, avistamos aquele lindo casarão no alto do morro, e então cantamos um hino de louvor à Maria que é a mãe de todos os Seminaristas. Como nos sentimos felizes! Tínhamos chegado num Seminário novo e seríamos nós os primeiros habitantes dessa casa abençoada por Maria.
Ó Maria, vencendo todos os obstáculos das férias, aqui estamos para nos prepararmos para o Sacerdócio. Queremos pois viver segundo o Coração de vosso divino filho Jesus, para um dia subirmos ao altar de Deus e cantarmos cheios de júbilo: GLÓRIA IN EXCELSIS DEO.
POESIA
CONFITEOR
Waldemar Waldir de Faria (1955/58)
Eu, pecador, confesso
com as palavras
mais velozes e silenciosas
e com os joelhos
infinitamente dobrados
A sarça de fogo
não queimará meus lábios
e nem as circunstâncias
irão interromper
meu arrependimento.
Porque devo e posso
estender minhas mãos,
aflito e sereno,
para tocar a frieza
de seu perdão.
Não balbucio preces,
porque minhas últimas
rezas quedaram distantes
em algum rosário
desfeito ...
NOITES DO IBATÉ
Letterio Santoro (1955/59)
No escuro da noite,
todo o céu se abria
como imenso livro
de Cosmografia.
Pela Via Láctea
As constelações
Se viam mais nítidas
Que em nossas lições
Os olhos andavam
pelos quatro cantos
do céu, descobrindo
sempre mais encantos.
Mas nos plenilúnios,
olhos na luneta,
a lua mirávamos
e os longes planetas.
E até confessávamos,
a sós e a medo,
às lindas estrelas
os nossos segredos.
Noites do Ibaté,
não vos vi em vão,
que ainda brilhais
no meu coração!
NOSSA CORRESPONDÊNCIA
ANTÔNIO CARLOS CORREA (CARECA) – 1964/67 – Recebemos esquema numerando os alunos da foto publicada no Echus 23 e listando oitenta e cinco nomes, dizendo: “Isso não é uma obra de arte ..., mas é obrasuada ... serve; apenas serve para a sua finalidade. E é pasivel de aprimoramento. Data provável: início de novembro de 1966. Obs.: a foto, igualmente à da banda, saiu invertida”.
IVO MAZIEIRO – Caros amigos. Há pouco tempo fui descoberto pelo Correa e passei a receber o nosso informativo e outros comunicados. Peço desculpas por ainda não ster sido possível uma interação maior de minha parte com os amigos. Não faltará oportunidade. O motivo maior desta é para atender ao apelo de “Sem Grana, não há jornal!” Anexo comprovante de depósito, conforme solicitação, o qual mensalmente será efetuado de acordo com a sugestão dos amigos. Aproveitando a oportunidade, se possível, gostaria de receber uma relaçõo dos “já descobertos”, onde constasse nome, telefone, endereço dos amigos, principalmente os de minha época, 58/59. Não querendo ser chato, solicito correção em seu cadastro de meu sobrenome, de Masiero para Mazieiro. Um grande abraço a todos.
CARLOS A. SQUINELLO - ... dizendo que recebe com satisfação o Echus do Ibaté, porque lhe traz recordações felizes, e pedindo para atualizar sues dados cadastrais....
VIRIATO ANTÃO GONÇALVES TRANCOSO – “... visitei o site e gostei muito...”
PAULO TOSCHI – 1949-53 – informando que criou uma página, a www.geocities.com/janchieta, onde colocou o livro Palavra de Seminarista, com várias fotos e arquivos de som.
Colaboradores:
· Wilson Mosca
· Waldemar Waldir
· Letterio Santoro
· Pedro Sansoni
· Carlos Domingues Cosso
· Gilberto Cianflone Lucarts
· Alfredo Barbieri
· Antônio José de Almeida
· Walter Barelli
Artigos e colaborações:
Caixa Postal 61
13320-970 Salto-SP
Internet: http://www.geocities.com/Athens/Delphi/8915
Emails: ibate@base.com.br ibate@hotmail.com
Obs.: se possível, enviar material em disquete (texto em word e fotos em formato jpg)
OS ARTIGOS ASSINADOS SÃO DE INTEIRA RESPONSABILIDADE DOS AUTORES,
NÃO EXPRESSANDO NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DA EQUIPE DE COORDENAÇÃO.
ECHUS - SUPLEMENTO
SEXSAB - SOCIEDADE DOS EX-ALUNOS DO SABOÓ
REF. ECHUS, No. 23 SET/98: GRIPE ASIÁTICA, DE LETTERIO SANTORO (1955-59)
TOMAZ DE AQUINO TOLEDO (59/62)
Leio e me divirto com as estórias inocentes que o Echus publica. Na última “santa” ceia de sexta-feira, Beta (Gilberto) e o Almeida com sorrisos diet enigmáticos me informaram que eu teria uma surpresa ao ler o No. 23 (thãtchãã) suspense! Li meu nome numa estorinha fermentada nos anais do cândido-taciturno Letterio Santoro. A crônica está bem urdida, confunde-se, porém, com um torpor febril delirante. É, de fato, um delírio surrealista cifrado, uma metáfora que traduzo, aqui, sincopada, para o Echus, e que evoluiu, em ritmo dramático, na forma de um RITO sublimado em 9 ATOS. Ei-lo:
1 - INTROITO-INTROIBoATÉ GRIPE ASIÁTICA E ROBSON
Não sou dessa época; portanto, não faço parte das cavilações “marianas” subreptícias agregadas ao pornodelírio gótico do exímio narrador.
2 – CONFITEOR – EPIDEMIA
Só me lembro de uma figura teogônica, atrás de uma fumaça de eucalipto: era o Beta, enfermeiro, com seu FONTOL e um misterioso elixir antigripal, vazio, claro! O Beta bebia tudo e dá-lhe Fontol aos menores; hoje ele justifica: “o xarope era só para os da turma de S.JOSË”. Mas que tinha gosto de vinho, tinha, sim, Beta! Confesse no próximo prandium in CAENACULO BOVE CREPITURO.
3 – OFERTORIUM – MEMENTO I LETTERIO (S.JOSÉ) ALIÁS, LETTERINO
Me lembro bem, ele e o Moreira formavam os melhores registros de voz barítona e baixa do coral do Seminário. Tinha talento também para o palco e certamente representou o Cardeal Richelieu em dias festivos, ao som d’AIDA de Verdi (...) Fui coetâneo de LS só 1 ano/59. Com 13 anos só, como poderia eu ser chefe de um “bando (!) de contestadores”? Devoto da Virgem e Sto.Agostinho, jamais escandalizaria um Sct. Sanctorum mais velho, muito menos perturbaria um “ingênuo ....Robson”, o qual não conheci, mas em cujas virtudes acredito; além disso não me sinto à vontade, aqui, falando de ex-colegas dignos do meu respeito, por mais erradio ou “insuportável”, como quer Letterio. Infelizmente LS. o cita em seu pornoboletim e meu nome numa “maliciosa conspiração”. Brincou?! Porque eu!? Já que o SENHOR me chamou, ADSUM MAGISTER! É claro que Santoro se referiu a outro Toledo, o ARY, seu êmulo em pornofonias. Não importa. (...)
4 – GLORIA – KYRIE – TRINITAS DOXOLOGIA E ABLUÇÃO
Resolvi entrar no clima de suspense delirante para sentir e avaliar melhor a hábil manipulação que o pornógrafo faz do terror, prazer, culpa. Pra quê ...?! Me senti arder nas chamas do inferno. Meu pecado: competir com Lúcifer, atrair mais pessoas pro inferno do que o próprio Lúcifer, condenado, por isso, ao complexo de Lúcifer, o qual, pela mesma razão, sofre até hoje, mutatis mudandis, do complexo de Jeová. Rezei o DE PROFUNDIS para sair do pesadelo criado pela verve literária de L.S. Justo eu, TOMAS DE AQUINO, maior teólogo da Igreja, DR. ANGELICUS da SUMMA TEOLÓGICA! defensor da pureza de intenções (Tese 238); e in CONTRA GENTILES (Tese 666) combati hereges que posam de santo ad dexteram Dei Patris e sucumbem vítimas do complexo de Jeová. (...)
5 – EPISTULA – CREDO – RETÓRICA MEDIEVAL
Descobri pós pesadelo. Macambúzio, L.S. –sabe lá de que fresta- nos arrasta a um “justificável”, porém, ambivalente “televoyeurismo” que lembra a “Sta” Inquisição. Imune à gripe do Kama Sutra, LS observa, com rigor ascético, todos detalhes. A linguagem inquisitorial de suspense erótico, a la Psicose de Hitchcock – ainda hoje presente em seu breviário dark – não me deixa mentir: “maliciosa conjuração ... contra censura ... / bando de adolescentes / espírito de contestação(sic) ... vigilância / se vingar(sic) / atrapalhar a censura / barbas da censura (3a. vez)” et ita porro, omnia per versa ejaculanda. Adiantou eu, in CONTRA GENTILES, advertir contra o perigo do MANIQUEU? herege-perseguidor grassa justamente no seio (êpa!) da Igreja ad dexteram DEI PATRIS sob o pretexto de “defender a fé”. V.NOVA ENCÍCLICA : FÉ & RAZÃO. Evangelos .
6 – OBLATIO – A CONSAGRAÇÃO LITERÁRIA
Em dialética da linguagem não se confunde sujeito gramatical-real com o sujeito virtual(criptológico). Na narrativa notamos um hábil sensor-voyeur, volátil, “neutro”; na verdade, um censor elíptico, que se serve dos “pobres ouvidos do inocente Robson que estrilavam”. Mas que ouvidos estrilam? Dúvidas surgem quando miramos pela “fresta” do suj/críptico: ai! O suspense desaba subitamente. Como é ser sensor-censor ao mesmo tempo? Que prazer ... há ...? Imagino o sujeito televirtualizado operando à distância; febril, mas frio, traça, ad libitum, a linha invisível, maniquéia, bem dali, na fenestra estreita que flutua, sutil, entre o bem e o mal, e subrai-se, imune, na narrativa, i.e., subsume-se no LIMBO. Magistral! Mas ainda prefiro o DIVINO DANTE, sua comédia é, todavia, mais light.
7 – CONSECUTIO TEMPORUM – MEMENTO II – A CENSURA (sic)
NO LACRE DA TRAMA ROMPE A CAIXA DE PANDORA
Essa gripe gera lembranças soturnas: a figura do delator, dizia-se, acusador; por coincidência, eram os tais protegidos de alguns superiores (?!), e aquele Monsenhor que sangrou e deformou (!?) a orelha de um colega. E o Pe. Prefeito que espreitava para esbofetear alunos indisciplinados? E o Dir. Espiritual que ... bem, a declinar nomes prefiro declinar De Belo Gallico. Aqui calha bem a vela expressão: O TEMPORA! O MORES!
8 – COMMUNIO – REPARAÇÃO E MÉRITO
A gripe de L.S. tem um mérito: trazer à tona, tarde demais, a séria questão do CELIBATO E DA EDUCAÇÃO SEXUAL REPRESSORA. Todos conhecem estórias de colegas que fizeram terapia para superar conflitos originados de orientação sexual ambígua, farisaica. É mais autêntico o conceito do amor na obra O ASSASSINATO DE CRISTO, de W.REICH do que na obra de João Mohana. Indicavam a leitura de OS DEZ MANDAMENTOS, mas proibia-se de ler o 6o. Cap. (?!). Por quê? W.REICH, sem religião, resumiu bem sua percepção de CRISTO: “TRABALHO, AMOR E CONHECIMENTO são as fontes de nossas vidas, deverão, por isso, governá-las”. Nenhum teólogo captou a trindade divina com tanto realismo e lucidez. Não sei se aqui é lugar para essa questão, tampouco se foi esse o pio propósito do nosso límbico L.Sanctoro. Se foi, perdeu boa ocasião de executar o MANIQUEU. Preferiu orquestrá-lo. Há pouco, o velho Cabala de Salomão cobrou do Papa as omissões de Pio XI e exigiu “mea culpa” PAUSA para assistir TOM & JERRY com meu filho Felipe Gibran (6).
9 – EXORTATIO – QUESTIONES DISPUTANDAE
A questão transcende a frivolidade da narrativa, tem espectro cultural mais amplo. A gripe de L.S. encobre problemas de legitimação de autoridade, de poderes, direito de acusar, censurar, reprimir, terror etc. LS, irreconhecível, se omite. Seu alvo são os personagens (?!), obnubila a seriedade da questão com suspense erótico e retórica canônica invectiva e perde a imparcialidade de repórter. Seqüelas do delírio dark? Um jeito canhestro de saudar “como ta-tu?”. Seja como fôr, entenda-se tudo isso como um efeito colateral de texto gótico, literalmente, de-LETTÉRIO ... ATCHIM! Acho que pe(q)guei outra gripe; deve ser a velha INFLUENZA. O LETTERA! O hu-MORES!
10 – ITE, MISSA EST !
NIHIL OBSTAT – IMPRIMATUR
BISPO LIBÉRI’O SANCTUS SANCTORUM DE Ó CALCUTÁ
“MINHAS (IM) PERDOÁVEIS INOCÊNCIAS”
(Original de Getulino do Espírito Santo Maciel)
É PRECISO QUE SEJAMOS NADA (...)
ACONTECE QUE NÃO SOU NADA, (...)
ANDO ...
ONDE ANDA O PÓ E VISTO ROUPAS DE SILÊNCIO PARA O BAILE DAS ESTRELAS DISTANTES (...)
E PERCEBO QUE ESTOU SOZINHO, ESTOU NADA NO MEIO DO CÉU (...)
EU NADA VI O TUDO QUE NÃO SOU (....)
É PRECISO QUE HAJA UM POEMA VAZIO NA GENTE PARA QUE OS OUTROS
SEJAM A ESSÊNCIADAS COISAS
IN TEMPORE: Quem gostou e quiser
(im )perdoar inocentes, peça um
exemplar ao Getulino. Vale a pena!
(IN COENACULO BOVE CREPITURO)
APUD EPISTOLARIAM: ACTA APOSTOLICA QUEJANDA (di) VINUMQUE VERITATIS::
CARO LETTERIO!
Apareça nas “santas” ceias de sexta-feira. Bibamus et gaudeamus propter nosdras Fragilitates! Perdoai os levitas do Senhor!
SURSUM CORDA! PAX VOBISCUM!
ALÔ GETULINO!
Congratulações! Aproveito o espaço para agradeceer, ( um pouco tarde), o exemPlar que Vc. Me deu. Esse informativo deve revelar almas inspiradas que passaram pelo “mosteiro” do Saboó. Envie – a pela propaganda – per versa (!)
p.favor! Gratia tibi!
Achou o PISCIS TARTARUGAQUE? PAX ET FAX TECUM!
ALÔ BARELLI!
1) Estamos trabalhando!
2) Temos um projeto de Educação Comunitária
3) Dê-nos uma força, “quae sera tamen”. BOA SORTE!
ALÔ BETA!
O xarope era vinho ou licor? Cuidado! FONTOL dá verborréia d’efeito colateral,
Ta lá na Bula ... papal. LEIA!
ALÔ TOSCHI!
Parabéns! Valeu! Bom exemplo! Palavra de ex-seminarista! Serve? Não me deu latinorréia nem outros defeitos colaterais
Grande abraço a todos!
Tomaz de Aquino Toledo
BANANALITATES – MEMORANDA
FELIZ NATAL E ATÉ O 3O. MILÊNIO COM A GRAÇA E A PAZ DO SENHOR!
DIVERTICULIT HILARIUM
QUEJANDA,
VINUM,
VIRUS,
VIRUMQUE CANO:
(canto em canto o que sobrou das armas e dos varões assinalados por influenza)
1. EXTRA! GRIPE ASIÁTICA REVELA O DANTE ALIGHIERI BRASILEIRO E SEU ESCONDERIJO: O LIMBO.
2. TURISTAS ACHAM, POR ACASO, OLIMPO BRASILEIRO: O SABOÓ – UM POEMA VAZIO COM UM OLHAR PEREGRINO DE SAUDADES, MIRANDO NOSSA AUSÊNCIA.
3. CRIADA A NOVA ASSOCIAÇÃO SABOONÁCIA DOS EX-ALUNOS DO IBATÉ ; SEXSAB com duas turmas:
IO = A SÉ Q SABE (oficial) e
ZÉ = ‘Cê Q Ñ SABE (anTioficial)
4. O NOME SEXSAB ESTÁ EM VOTAÇÃO. ‘CÊ Q SABE. VOTE! A ESCOLHA É SÓ UMA QUESTÃO DE HERMENÊUTICA. A TURMA QUE VENCER GANHA O LIMBO
5. C’EST FINIS LA BATPAXOMIOMAKYA
ET SUFFICIT BANALITAS! .
LEITURA ESPIRITUAL
EPÍSTOLA DE GENESIS (2,9-10 ... 25) APOCALIPSUS EX ABYSSU AD LIMBOLÍNCULAS
finis coronat opus