ECHUS DO IBATÉ
INFORMATIVO DOS EX-ALUNOS DO SEMINÁRIO DO IBATÉ - São Roque-SP
EDIÇÃO INTERNET
A família do Ibaté está se preparando para o dia da nossa confraternização em 21 de agosto. As comissões, já constituídas, começam a delinear o grande evento. É preciso assinalar em nossa agenda e começar nossa contagem regressiva. Faltam 183 dias para a Jubileu de Ouro de nosso Seminário.
Nosso Echus vai cumprindo sua missão de unir, informar, arregimentar e alimentar em nós a sadia saudade que alimenta o presente e nos fortalece para o futuro.
Não estamos sós, um elo invisível nos une.
A Sandra é cronista esportiva. O Correa recorda o Neolir. O João Steck nos relata a estória do apuro. O Letterio esclarece um quiprocó. O Paulo Oliveira resgata momentos de emoção. O Lourenço canta o Futebol. O Waldemar Waldir, o poeta, está presente. O Simões descobre novos amigos. Colegas se manifestam por cartas e pela Internet. Gaudeamus.
Joaquim Benedito de Oliveira (Quinzinho) defendeu tese de doutoramento em Literatura Brasileira na UNESP-ASSIS, em 18/12/98. Um grande abraço da turma.
No último dia 30/01/99 pp ocorreu a segunda reunião preparatória da Festa do Cinqüentenário e do Encontro de 21/08/99. Presentes os colegas: Jones, Lourenço (Perereca), Barbieri, Attílio, Corazza, Quinzinho, Wilson, Francimar, Lui, Sansone, Furlanetto, Toschi, Almeida, Márcio, Fierro, Isaías, Ismael (Estilingue) e Pedro Costa, deliberaram:
1. pesquisar material para a elaboração do álbum comemorativo do cinqüentenário. Participarão deste trabalho Jones, Furlanetto, Careca e Toschi, juntamente com Attílio;
2. fazer a próxima reunião na cidade de Itu;
3. aprovar o tema do próximo encontro;
4. definir que a Missa do Cinqüentenário deverá ter músicas que recordem as várias épocas da vida do Seminário;
5. formar as várias equipes para preparação do encontro, na forma seguinte:
· Liturgia e Coral: Attílio, Furlanetto, Corazza, Quinzinho, Francimar, Isaías, Fondello, Lourenço e Clóvis Barone;
· Finanças: Cozzo, Gilberto e Wilson Mosca;
· Alimentação: Sansone, Fierro, Serginho Fioravante, Santiago, Mosca, Fanchini, Márcio e Almeida;
· Marketing: Serginho Fioravante, Jones e Lui;
· Recepção Largo Mendes: Araçá, Wilson, Márcio, Almeida, Santiago e Jones;
· Recepção Seminário: Serginho, Fanchini e Almeida de Salto;
· Animação do Encontro: Barbieri, Clóvis Barone, Isaías e Francimar;
· Coordenação Geral:
· Secretaria: Justo e Careca;
· Documentação: Jones;
· Equipe de Coordenação: Wilson, Sérgio Fioravante, Márcio, Attílio, Almeida, Justo, Careca e Jones.
BELMIRO BOLGNESE (55/58).
SANDRA – ESPOSA DO COLEGA
LUIZ ROBERTO SOARES (ARAÇÁ-64/70)
“Moleques!” Esta é a expressão exata que cabe aos jogadores quando entraram em campo, surfando no gramado encharcado pela chuva. O evento deu-se na manhã do dia 07 de dezembro no espaço gentilmente cedido pela Eternox em Mairinque, graças às gestões do amigo Santiago.
O primeiro gol logo veio. Quem marcou? Lógico! Veterano Quinzinho. Na arquibancada, o Almeidinha com sua câmara suspeita registrando os melhores lances. Nos últimos quinze minutos entra o Correa. Ele achou que o jogo era por rodízio. Que vergonha, hein Correa!
Por decisão unânime: empate: 3 x 3. Os demais gols foram convertidos por: Zezo (2), Sávio, Fausto e Toledo.
Parabéns Quinzinho! Aos demais que surfaram, muito bem!
BARELLI RECONDUZIDO À SECRETARIA DE ESTADO
Walter Barelli, ex-aluno do Seminário do Ibaté, tomou posse como Secretário de Emprego e Relações do trabalho do Governo de São Paulo no último dia 04 de fevereiro de 1999. Dessa forma, Walter Barelli, Ministro do Trabalho no Governo Itamar Franco, foi reconduzido para a mesma Secretaria que ocupava no ano passado, quando se afastou para participar das últimas eleições à Câmara Federal.
JOÃO STECK (55/58)
“... Claro que existia esse mictório no andar térreo, mas, palavra que eu não vi. E o aperto foi aumentando tanto que não vi outra solução a não ser fazer o que eu fiz. Lá no fundo do pátio, havia um eucaliptal com árvores de tronco bem grosso. Não tive dúvida. Fui atrás de um eucalipto e fiz o que talvez um menino da cidade jamais fizesse. Soltei, tranqüilamente, o xixi. Que alívio!! Tentei sair de fininho detrás da árvore e eis que deparei com uma cena que me acompanha por toda a vida. Na minha direção vinha o troncudo Pe. Ministro, vermelho, bufando como um touro dos pastos louveirenses. Atrás dele, um bando de crianças excitadas, barulhentas, parecendo um bando de maritacas lá das matas louveirenses. Uma cena que nem Fellini conseguiria reproduzir... Percebi que tinha mijado fora do penico.”
O trecho acima foi extraído da coletânea de “estórias”, que o colega João Steck enviou para ser colocada na Internet, na página criada pelo colega Paulo Toschi. O endereço da página é: http://www.geocities.com/~ptoschi. O site abriga o livro PALAVRA DE SEMINARISTA, do Paulo, e abre espaço para divulgação das estórias contadas pelos nossos colegas. Vale a pena visitar.
ANTÔNIO JURANDYR AMADI (1951-57) - Prezado amigo Justo – Laudemur Jesus Christus! Obrigado pelo convite para o encontro de 21/8 pf, do qual não participarei. A todos os colegas contemporâneos da década de cinqüenta, dos quais me lembro com afeto, peço transmitir-lhes minhas saudações e lhes dar meu abraço fraterno. Ao Seminário, no ofertório, diga-lhe que ABENS, ADSUM! “Tibi offero, Deo meo, vivo et vero...”
Esvai-se já, ao longe, no poente,
Um passado feliz da mocidade,
Que, em santos lampejos de piedade,
É-me ainda divina sarça ardente...
Meu Seminário! Em ti, à saciedade,
Num momento da vida estou presente
E sou o contumaz adolescente
Que se nega mudar-te na saudade ...
E meu ser de ex-aluno, à porfia,
Mantenho no Ibaté, no relicário
Do Ser Imaculado de Maria!
E, em meu sonho juvenil sexagenário,
Dêem-me os céus uma última alegria:
Deixar meu coração em teu sacrário!
A todos, um belo, feliz e santo encontro. A. Jurandyr Amadi. Itupeva, 29.12.1998
NASSER KEHDY NETTO, Pe. (1957) - À turma do Ibaté, meu abraço a todos e meus “parabéns” por tudo que têm feito. Parabéns pelas reuniões e encontros. A chegada do “Echus” é uma alegria para mim e, embora muitos dos citados não tenham sido meus colegas em 1957, sinto-me unido a todos e sinto-me rejuvenescer 41 anos... Muito feliz a idéia do calendário/99. Sigam em frente. Mesmo à distância, estou com vocês. Um abraço do Pe. Nasser.
LAÉRCIO DUARTE EUZÉBIO (1959-61) - São Paulo, 04/01/1999 – Prezados colegas ibateanos, É com grande satisfação, porque não dizer, com muita alegria que tenho recebido nosso Echus do Ibaté, que tem me trazido grandes recordações e sendo assim pretendo sempre que puder, colaborar para o mesmo dure por muito tempo. Espero assim contar com a atenção de vocês para poder receber nosso Echus. Grato.
LUZI GONZAGA MELLO CAMARGO, Pe. - São José dos Campos, 20/11/1998 – Prezado Justo, Quero começar agradecendo-lhe por me estar enviando sempre o ECHUS DO IBATÉ, embora a cada número, renove minha mágoa causada, quando me encontrei pela primeira vez com você e o grupo dos que estavam planejando o primeiro Encontro, pela pergunta do falecido Luiz Lourenço: - “Por que o Senhor era ruim?” Esta pergunta-afirmação, não tendo tido nenhuma contestação por parte de ninguém, levou-me a crer que era verdade o que ele pensava a meu respeito. Se era assim, faço a Deus minha “mea culpa”, procurando, com minha orações, reparar meus erros. Mas, porque sempre gostei do Seminário e dos seminaristas do meu tempo de professor, alegrei-me com a idéia do Encontro e, embora em estado de depressão, fiz o que pude para colaborar e para participar. Achei também ótima a iniciativa da publicação de periódico informativo.
Mas hoje lhe escrevo principalmente para dizer a você e à equipe encarregada do ECHUS que o número 23 e o suplemento do número 25 me entristeceram; pois, das “estórias inocentes”, se passou para confidências decepcionantes.
No nº 23, o artigo do Letterio transmite a idéia de que os seminaristas daquele período nem cristãos eram; que lá estavam forçados por seus pais, ou para aproveitar dos estudos, ou – se se pode imaginar tal coisa – com a intenção de perverter o ambiente. E a resposta do Thomaz de Aquino, embora contestando o Letterio, reveste-se de irreverência à Santa Missa e outras coisas sagradas, e contém referências desairosas aos sacerdotes e julgamentos injustos sobre a formação ministrada.
Ceio que os padres lá formados, mesmo a maioria dos que depois deixaram o sacerdócio, e quase todos os que tomaram outros caminhos que não o sacerdócio, são um desmentido a essas insinuações malévolas. Pois, não é isso que manifestam em seus Encontros. Do contrário, eles seriam sem sinceridade e sem sentido, não acha?
E quanto à censura a que se refere o mesmo Letterio, creio que não se deve deixar de exercê-la quando sua omissão fere a consciências, ou prejudica o próximo ou uma Instituição. Já basta o veneno que os sem fé despejam continuamente nos meios de comunicação.
Quero crer que a maioria dos ex-alunos não pode estar aprovando essas publicações a que me referi. De qualquer modo, se o Informativo continuar nessa linha – o que não posso acreditar – não me interessará mais recebê-lo.
Fazendo votos que a união de vocês não venha a ser prejudicada, subscrevo-me. Atmte. Pe Luiz M. Camargo.
PS – Logo que me for possível, enviarei uma contribuição para o Echus do Ibaté.
VLADIMIR MERLO GARCIA (1964-66) - Prezados colegas – Inicialmente, devo desculpar-me por não ter entrado em contato logo após ser “descoberto” por vocês e manifestar a grande emoção e satisfação em saber que um grupo de “abnegados” está conseguindo reunir os companheiros da saudosa época do Seminário, de tão gratas lembranças. Anexo, para controle, cópia do depósito efetuado (espero tornar-se um colaborador mais assíduo). Continuem neste trabalho maravilhoso e importante e que Deus os abençoe brindando-os com um novo ano dos melhores. Abraços, Vladimir Merlo Garcia.
HELENO CÉLIO SOARES (1957-59) - Ao Echus do Ibaté – Há três anos voltei a São Roque. Para nós, que estamos longe, esse nome tem aroma, vibração, misticismo. Emil, Moreira e eu tomamos o ônibus. Belo Horizonte, Sorocaba, São Roque, táxi e Seminário. Minha emoção eclodiu. Fazia tempo que não chorava. Minha esposa que fora comigo entendeu e deixou-me sozinho, pedindo aos colegas que me deixassem só. O pátio, a gruta, o dormitório, a capela, o cheiro, a lembrança gostosa de momentos que me ensinaram a ser homem. O encontro de minha adolescência. O local onde vi morrer um de meus melhores amigos e confidente: José Benedito Guimarães. A conversa que tive com seu irmão. O encontro com o passado, com o menino de doze e treze anos que teima em viver em mim. Ibaté, você marcou a minha alma! É impossível entender isso!
Cada vez que recebo o Echus do Ibaté, me emociono. Gostaria, imensamente, de reencontrar, escrever para os colegas de minha época: 1960-63. Deixo meu endereço e me sentirei realizado se receber correspondência de colegas do passado. Minha casa aqui em Beagá está aberta aos amigos. Parabéns a vocês que têm a felicidade de estarem juntos. Parabéns aos organizadores desse Informativo que nos une e faz reviver um tempo e pessoas que estão gravadas em nosso coração. Feliz Natal e um 1999 cheio de amor.
LETTERIO SANTORO (1955-59) - Companheiros, Aí vai minha primeira matéria do ano do Encontro e do Cinqüentenário. É uma resposta ao companheiro Thomaz de Aquino Toledo que eu gostaria de ver publicada como esclarecimento aos leitores e ao autor. Rumo ao 4º Encontro, bons trabalhos no cada vez mais esperado ECHUS DO IBATÉ. Abraços 16/01/99
ARY JOLY (1949-55) – (EMAIL) - Agradeço recebimento do informativo. Envio próxima semana minha contribuição. Aproveito para perguntar o endereço de nosso querido professor, Mons. Expedito, em Roma. Abraços a todos. joly@uol.com.br ECHUS RESPONDE: informamos ao Ary através de e-mail.
JOÃO STECK (1958) – (EMAIL) - Informando-nos que enviou ao Paulo Toschi coletânea de “estória” de sua época, vividas no Seminário do Ibaté. ECHUS INFORMA: Paulo Toschi disponibilizou na Internet as “estórias” contadas pelo Steck. Visite: http://www.geocities.com/~ptoschi.
ANTONIO CARLOS CORREA - “CARECA” 1964/67
Este espetacular colega que tivemos, conhecido na época (1966) como “Protozoário” devido ser miudinho de corpo, mas que hoje ultrapassou o porte do brasileiro médio, sobretudo em massa muscular, grande mergulhador e campeão das piscinas do mundo esportivo atual, ele, sim é minha grande testemunha. Grande comunicador que era, não só por dotes naturais de simpatia e expressividade, mas também pela facilidade mercurial de perambular entre os vários santos, Domingos, Luiz e José, foi ele mesmo o grande porta-voz e festeiro de meu primeiro gol no “campão”.
Eu já estava velho e acabado, três anos de Seminário; a “várzea” era meu lar, o meu destino. O pangaré em campo! Mas a “várzea” passou a ser desprezada e virou o pasto oficial, principalmente devido à sensível diminuição do número de alunos. Não houve jeito; tive que ser aceito no “campão”. Para Bartolomeu, Fausto, Amaral, José Ribeiro, Araçá e outros craques, a ímpar oportunidade de exercitarem o espírito de paciência, temperança, justiça, fortaleza e caridade.
Mais uma vez, hoje, sou grato a toda essa consideração e solidariedade. Naquela oportunidade, marquei meu primeiro gol. Sim, foi sem querer. Mas agora, como divulgaram no Echus de jan/99, eu nem precisei marcar o gol e está sendo essa festa toda! É muito amor por uma pessoa só! Agradeço muito a generosidade, mas está faltando o Neolir nesta história. Quem sabe ele apareça pelo menos no próximo jogo.
SEMINÁRIO DO IBATÉ
50 ANOS – TEMPO DE RECORDAR
OLIVEIRA LEITE GONÇALVES (1949/54)
Li, como sempre, com avidez, o nº 27 do Echus do Ibaté. Chamou-se especial atenção o texto de Alfredo Barbieri sobre os dias de festa. Terminou relembrando o famoso painel da “Branca de Neve”. Isso me trouxe uma série de evocações que gostaria de repartir com os colegas, sobretudo os que foram dos primeiros anos do Seminário.
Ao quanto me recordo, a primeira vez que foi apresentado, aconteceu em 21 de junho de 1952, dia de São Luiz Gonzaga e onomástico do Mons. Reitor, Luiz Gonzaga da Silva, sempre querido e respeitado por ser homem de grande zelo e virtude. A letra deve ter sido do Pe. João Rezende. Quem àquelas alturas fazia letras, era o Tarcísio Francisco da Silva. Logo falo mais sobre ele. Eis a letra da apresentação:
Com amizade e respeito
o Seminário brinda
Com todo amor dento ao peito
trazendo a oferta mais linda.
Canto e corações
em festa vimos depor
que tudo enfim sejam dons
para saudar o Reitor
(estribilho) Monsenhor
Vimos aqui festejar
com flores vivas, formosas, mimosas
de filhos teus a cantar, a saudar.
Ó Reitor!
são sacerdotes em flor
que desejando o ideal sem igual
vem pedir-vos a bênção de amor.
Ó São Luiz, Padroeiro,
dos corações virginais
faze de nós um canteiro
de almas a ti bem iguais.
E de quem ora se fiz
nosso Luiz de Gonzaga,
a tua prece.ó Luiz,
eleitas bênçãos lhe traga.
(estribilho)
O Tarcísio tinha um estilo bem diferente deste. Lembro-me que no dia 07.06.1950, o Pe. Ministro fazia 30 anos e o Tarcísio, aluno da turma, então, mais adiantada (4ª ano), em homenagem ao aniversariante compôs uma letra com a música do Hino Nacional da Inglaterra, já que o Pe. Ministro era professor de inglês. A 2ª estrofe dizia, chamando atenção para os famosos “comer fogo”, “levar injeção” do Pe. Ministro, que eram as freqüentes broncas, assim:
A quem fraqueja
não dá cerveja,
mas fogo.
Ao que esmorece,
jamais se esquece
de injetar com precaução, sem dor,
uma injeção.
Trouxe-me também à recordação a lembrança do dia 25 de março, dia em que foi oficialmente inaugurado o seminário, quando, na hora do almoço, a que chamávamos de “banquete”, foi lido o documento de criação do Seminário em latim e a seguir a tradução, com assinatura do Prefeito da congregação dos Seminários Card. Giuseppe Pizzardo e do Substituto J. B. Montini, que, 14 anos depois, seria o Papa Paulo VI. Era 1949.
Daquele ano me recordo de uma das primeiras festas, preparada para os padres professores pelo então reitor, Mons. Luiz Gonzaga de Almeida. Este havia feito Teologia em Roma e gostava muito de músicas italianas. Fez ensaiar um coral de meninos do então “Admissão”. Trago duas letras, tiradas da lembrança de 50 anos passados. Podem não ser fiéis. É apenas para matar uma velha saudade. Em 02.10.49, dia dos Santos Anjos da Guarda:
Preghiera allá Vergine
O bella mia speranza
dolce amor mio, Maria
la pace mia tu sei
tu sei la vita mia.
Quando ti chiamo, ò Madre,
mio cuor diventa contento
l’anima mia è beata
quando tua voce io sento.
Pretegge, ò Madre, preotegge
ai professori diletti
perchè um giorno nel cielo
com Te godano dal Padre.
Na mesma festa, o mesmo coral de meninos cantou a seguinte letra, espécie de hino do estudante:
Domenica
è giorno Del Signore
serebbe peccatore
l’andare a studiar.
Il lunedi
è giorno di prigrizia
sarebbe un’ingiustizia
il mettersi a studiar.
Il martedì
è infermo il professore
Ò Che gran dolore
non si può studiar.
Mercoledi
ci viene l’ispettore
bisogna fargli onore
e non si può studiar.
Il giovedi
è giorno di vacanza
sarebbe intolleranza
il mettersi a studiar.
Il venerdi
è giorno di penitenza
bisogna far astinenza
e non si può studiar.
Il sabato
è giorno de vigília
sarebbe meraviglia
il mettersi a studiar.
No fim, se ouvia a voz a Marcos Mazzetto: E viva lo studio!
Lembro-me que 1949 foi um ano especialmente difícil para mim. Doze anos, adolescente, em adaptação a um novo estilo de vida seminarística. Nas aulas de latim estava o Pe. José Collaço, que adoeceu por não conseguir resultados da classe do 1º ano. Saiu, tratou-se e, quando voltou, foi o professor de melhor didática. Foi professor de grego e de francês. E como aprendi com ele! Deus o tenha na sua glória!
Um abraço a todos os ibateanos e em especial aos amigos daqueles primórdios de 1949. Obrigado ao Barbieri por me ter ensejado recordar momentos tão bons. Goiânia, 25 de janeiro de 1999.
UM FELIZ QUIPROCÓ
LETTERIO SANTORO (1955/59)
Ao receber o sempre esperadíssimo ECHUS DO IBATÉ, de número 25, deparei, para gáudio e espanto meu, um suplemento, elaborado pelo companheiro Tomaz de Aquino Toledo, onde analisa “efeito colateral de texto de-Letterio”. Li, reli e treli o sofisticado, erudito e mágico escrito, e, cada vez que o leio, descubro nele riquezas sutis. Jamais poderia eu imaginar que meu singelo textículo sobre a gripe asiática merecesse tão acurado estudo de um colega de seminário. Isso me orgulha, mas também me surpreende. Surpreende-me que aquela narrativa se transforme, diante do leitor, num “pornodelírio gótico”, ou que contenha “pornofobias”, ou que provoque “clima de suspense delirante”, ou mesmo “pesadelo”. Possivelmente tudo se deva a um enorme qüiproquó.
De fato, o bom Tomaz não era da época da gripe asiática; nunca foi chefe de bando; não tinha obrigação de conhecer o ROBSON; jamais participou daquela maliciosa conspiração. Ao constatar seu sobrenome – Toledo – no texto deste cândido taciturno, de repente se imaginou envolvido num delírio surrealista. Pois como podia ser? E eis que da semente de minha modesta crônica brota uma tradução com hermenêutica fantástica. Coisa de especialista, que nos exige uma atenção redobrada. Faz-nos rir e pensar ao mesmo tempo. Mas não era a ele, Tomaz, que eu me referia. Ele chegou a citar, na brincadeira, um outro Toledo, o Ary. Só se esqueceu de falar que, antes dele, outros dois Toledos, seus irmãos, haviam passado pelo colégio do Ibaté. Possivelmente tenham permanecido no seminário menos tempo que ele, mas foram também colegas nossos. Na memória, ambos me aparecem, muito vagamente, como contestadores, no bom sentido que a palavra conseguia ter naquele tempo. Um deles agitava outros companheiros nos recreios; outro participou, com certeza, da gripe asiática, tanto passiva com ativamente, conforme reza minha crônica.
A gripe asiática, como pude ler com satisfação em meu Diário, explodiu em agosto de 1957, mobilizando todo o colégio. E um de seus irmãos, um outro Toledo, ó nobre Tomaz, lá estava metido no episódio, narrado em meu texto que o esclarecimento dado por mim em nada diminui a beleza, a argúcia e a criatividade de seus comentários originalíssimos. Ao contrário, a última e mais concentrada leitura me permitiu descobrir aspectos que a emoção das primeiras me havia toldado. Por exemplo, no item 8, você levantou a questão da “educação sexual repressora”, que indiretamente está pressuposta em meu escrito. Tenho certeza que a questão não é extemporã. Sempre é tempo, e isso pode muito ser feito no ECHUS, com mais vagar e reflexão, sempre é tempo de rever o passado. O estudo de nossa história individual e coletiva, ao longo desses cinqüenta anos de seminário menor, não pode ser inútil nem para nós nem para outras gerações. Tudo é lição para o futuro. Sua análise se junta às observações do artigo do companheiro Roberto Delgado, nessa mesma edição de nosso informativo, começando assim a discussão de uma grande tema que marcou nossas vidas.
Portanto, meu caro Tomaz, o qüiproquó dos Toledos provocado pela crônica foi muito feliz, pois provocará, assim espero, um debate rico e fundamentado sobre nossa educação no colégio do Ibaté.
UM DOMINGO DE FUTEBOL
LOURENÇO MEDEIROS FERNANDES (1949)
“PERERECA”
Ex-alunos somos
somos felizes
é com muita alegria pra todos
que queremos agora exaltar.
A nossa turma era muito boa
não podemos deixar de catar
com muito amor (bis)
1) Ai que saudades do futebol
que transformava nosso viver
a nossa turma agitava a torcida
enquanto a outra lá esperava
o que será desta partida.
(Ex-alunos somos...
até com muito amor)
2) Os professores ficavam olhando
os bons alunos ali jogando
nosso Ministro Constantino observando
os meninos que driblavam
e o placar iam marcando.
REVIVER
WALDEMAR WALDIR DE FARIA - 1955/58)
(DO LIVRO “HABITANTE DO SILÊNCIO”
caminheiro
tive pés feridos e ombros calejados.
não acreditei nos abrolhos,
nem na cruz.
fizeram-me um getsêmani
tão delicioso,
que criei outra ceia outro pão e novo vinho.
judas, por certo, estava de folga...
PROCURE UM EX-SEMINARISTA E ACHE DOIS
ANTÔNIO DA APARECIDA SIMÕES CUCIO (1967-68)
No dia 23 de janeiro, primeiro dia do fim de semana prolongada da fundação de São Paulo, estive no litoral (Praia Grande), a convite do meu amigo Almeida. Previamente havia anotado o endereço de alguns amigos ex-seminaristas que moram na região para tentar revê-los, dentre os quais: Rubens Biazi, Aníbal Poty e o Geraldo Magela.
À tarde, de posse dos endereços, fomos (Almeida e eu) tentar localizá-los. Eu estava dirigindo e conversávamos sobe o seminário. Pergunta daqui e dali e localizamos o endereço do Aníbal, cuja casa n. 90, ficava do meu lado, a qual localizei: - “É aqui, Almeida”.
O Almeida disse: - Deve ser um daqueles dois que conversam na rua. Então eu disse: - Se for um dos dois deve ser o da direita, parece ter jeito de coroinha, ex-seminarista, etc...., a turma sabe do que estou falando.
Batemos palma e formos atendidos por um menino que nos afirmou ser aquele da direita. Enquanto isso os dois de despediam.
Ao nos aproximarmos deste, o outro já ia longe. Nos identificamos e entre abraços e apertos de mãos, este gritou para o que ia já a certa distância: - volte aqui.
Foi então que descobrimos que o outro também era ex-seminarista (David de Moraes – 49/54).
Recebemos, via Internet, fax e correio, cartões e mensagens natalinas com votos de boas festas dos colegas: José Cavalcanti Braga, Pe. Celso Paulo Torres, A. Jurandyr Amadi, Alfredo A. Fernandes Filho, Heleno Célio Soares, Pe. Cândido da Costa, Vladimir Merlo Garcia e Rodolpho Dufner Júnior. A turma do IBATÉ agadece e retribui os votos recebidos.
CONTRIBUIÇÕES
Faça um Depósito Instantâneo Bradesco para a conta 226990-2, agência 95-7 (Nova Central/SP). Envie-nos cópia do comprovante de depósito, com seu nome no verso, para podermos anotar em livro de doações. Remeta-o para: ECHUS DO IBATÉ, Caixa Postal: 71.509, São Paulo/SP, CEP: 05021-990, ou via fax para telefoneL011) 864-8852. Esta conta está em nome dos tesoureiros: Carlos Dominges Cosso e/ou Wilson Mosca e/ou Gilberto Cianfloni Lucarts.
AGRADECIMENTOS
A Família Ibateana agradece as contribuições espontâneas recebidas até 29/01/99: Wilson Cândido Cruz, Laércio Duarte Euzébio, Justino Hélio Zancan, Vicente de Paulo Moaraes, Vladimir Merlo Garcia, Pe. Nasser Kehdy Neto, Mário Renato Raso, José Cavalcanti Braga. Darci Jacob Carnelutti, Paulo Francisco Toschi, Luiz Roberto Soares, Nelson Esteves Sampaio, Alfredo A. Fernandes Filho, Wilson Mosca, Roberto Giacone, Alfredo Barbieri, Eduardo Antonio Santiago, Pe. Aurélio Vieira de Morais, Côn. Laerte Vieira da Cunha, Darcy Corazza, Joaquim Benedito de Oliveira, Pedro Sansone, José Francimar Ramos, Antonio José de Almeida, e Norival Lupetti, e as aquisições de fitas do 3º Encontro: Roberto Giacone e José Francimar Ramos. Importante: Há nove contribuições de colegas que ainda não conseguimos identificar. Solicitamos nos sejam sempre enviados, por telefone, fax ou carta, informações sobe depósitos.
Colaboradores: Sandra Soares, Antônio Carlos Correa, João Steck, Letterio Santoro, Oliveira Leite Gonçalves, Loureço Medeiros Fernandes, Waldemar Waldir de Faria, Antônio Simões, Alfredo Barbieri, Wilson Mosca, Antônio José de Almeida e José Justo da Silva.
Artigos e Colaborações:
Echus do Ibaté
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