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ECHUS DO IBATÉ INFORMATIVO DOS EX-ALUNOS DO SEMINÁRIO DO IBATÉ SÃO ROQUE – SP - BRASIL No. 29 - Ano 7 - março de 1999EDIÇÃO INTERNET |
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Vivemos a Quaresma, oportunidade de reflexão e oração, caminhando para a paixão do Senhor preparando o nosso coração para as alegrias da Páscoa, celebrando a Ressurreição, vitória do Cristo sobre o pecado e a morte
A pedagogia da Igreja, para os grandes momentos da celebração litúrgica, faz preceder e valorizar a festividade e assim tirar maior proveito.
Nossos encontros, de dois em dois anos, na Casa da Mãe, no velho casarão do Ibaté, têm sido momentos de fé, confraternização e no corrente ano com um sabor especial, cantando os 50 anos de saudades e gratas recordações. Preparemo-nos para este grande momento de nossas vidas, festa de nossos corações, celebrando o Cristo da nossa juventude, de nossa maturidade, luz que nos há de acompanhar até o final do nosso peregrinar.
Eis mais um Echus do Ibaté repleto de notícias, novidades, realizações, acolhendo a manifestação de todos os colegas e com alegria contando com a participação das esposas em seus comentários e artigos. Bem-vindas.
A Rose historia o encontro de Itu. A Marilda mostra a “pontualidade” do Lui. Cônego Laerte relembra a primeira turma. O Mosca fala da Homenagem a Mons. Hamilton. O Luiz Roberto comenta seu tempo. O Paulo Toschi lembra o “Winetou”. O Waldemar Waldir conta seus versos. Novos colegas são localizados e a família do Ibaté se regozija.
ROSE (ESPOSA DE JOSÉ LUI 1949-56)
Foi na antiga estação de Pirapitingui, por onde passava a “Maria Fumaça”, que conduzia os antigos alunos de Salto e Itu até São Roque nos idos tempos de 1949, hoje tristemente desativada, que ocorreu o encontro no último Sábado de Fevereiro.
O Mosca, sempre cuidadoso, uma semana antes do evento, foi até o Rancho para reconhecimento do local e acertar os detalhes do evento. Lá chegando, encontrou o Lui vagando pela estrada sem entender por que os colegas não tinham ido à reunião. Coisas da idade, “of course”!
O Rancho da Picanha, restaurante situado em lugar extremamente aprazível, foi recebendo os amigos que, chegando um após o outro, reuniu mais de trinta participantes.
No vai e vem do “couvert” e saboreando a famosa pinguinha de Cabreúva, os presentes ouviam atentamente o Mosca desfilar as tarefas distribuídas a cada um para organização da festa do Cinqüentenário do nosso Seminário.
O almoço foi servido com saladas, carnes suculentas e, como sobremesa ... deliciosos doces caseiros.
O comportamento de todos foi exemplar, mas deixou curiosos os freqüentadores do restaurante por não entenderem o que estava acontecendo.
A novidade inesperada do encontro foi uma proposta de organização do Clube de Investimentos. O que? Quem? Como? Quando? Onde?
Maiores informações serão fornecidas no Circolo Italiano, local no qual se reúne o grupo todas as primeiras sextas-feiras do mês.
A reunião terminou por volta das 15 horas com muita alegria e grande empenho em colocar em prática as decisões tomadas durante a reunião.
Esperamos que outros encontros como este possam ocorrer para reforçar o elo de amizade entre os componentes do grupo.
Informamos o falecimento do colega FRANCISCO WANG ocorrido no dia 15 de março. Nossas preces e nossa solidariedade à família. Pax.
O Antônio da Aparecida Simões Cucio informa que localizou os colegas
· ANTÔNIO DE PAULA PEREIRA (Lazinho) 61-66
· ANTÔNIO ERNESTO DE OLIVEIRA (Sarava) 60-61
· BENEDITO APARECIDO DA CUNHA 68-69
· CLÁUDIO GOMES (Corintiano) 1968
· DONATO DE FIORI 67-69
· GERALDO MAGELA VERAS 67-68
· JACOB ZOFIAN 60-63
· JOÃO ANTÔNIO CASTANHO 54-55
· MARCO ANTÔNIO FIORIN 67-68
· MOISÉS FRANCISCO DE OLIVEIRA 67-68
· ROBERTO BERTGES 1966
· WILSON DOS SANTOS NASCIMENTO 68-69
Erramos: Na edição anterior, no rodapé da primeira página, grafamos incorretamente o nome de nosso colega localizado pelo Antônio Carlos Correa:
· BELMIRO BOLOGNESI 55-58
Atendendo a pedidos, nosso colega Luiz Roberto Soares (Araçá) marcou nova partida de futebol para o dia 24 de abril de 1999, às 10:00h, entre Leão de São Marcos e Galo de Ouro, a ser realizada na chácara de nosso colega Aírton Oreste Gobbi (Lambari), na cidade de Jundiaí. O colega Araçá solicita aos atletas e torcedores que confirmem antecipadamente a presença ao grandioso evento. Contatos pelos telefones: Araçá (11) 548.0111 Dr. Soares – Fausto (11) 426.3874 – Zezo (11) 3104.3142 Acácio – Manga (11) 425.6698 Santiago.
LUIZ ROBERTO SOARES (1964-69)
Digno de incômios o opúsculo ou “livrete”, como ele o chama, de autoria do colega PAULO TOSCHI (anos 50), intitulado “Palavra de Seminarista”. Percebe-se que foi escrito mais com o coração do que com a razão, ou preocupações técnico-literárias. Passei pela mesma maravilhosa Casa, onde vivi 6 anos, e onde, adolescente, forjei os traços de meu caráter.
A propósito, um livro marcante para mim, na época foi “O moço de caráter” de Dom Tihamer Toth. Fui discípulo do então Mons. Constantino, na década de 60, quando os hábitos e regras eram um pouquinho, bem pouquinho, mais flexíveis. Já se jogava futebol com short (que despudor!) e não com as ridículas calçolas-amarelas da turma de 50.
Devorei impetuosamente a obra, que muito me emocionou pelas alegres reminiscências, mais ainda porque “Araçariguama”, meu torrão natal, foi citado 4 vezes, e o “Pe. Jair”, meu incentivador no caminho vocacional, à época vigário de Araçariguama, também foi citado 2 vezes. E, pelo que conheço o Pe. Jair, mantenho contato com ele até hoje, o Paulo deveria estar “lunático” mesmo, quando resolveu deixar o seminário, porque o “baixinho” não mente.
Concordo em gênero, número e “caso” (como gostaria de ouvir o velho Constantino da “Ars Latina”) com o Paulo quando disse que “o Seminário de São Roque era o Seminário do Pe. Constantino. Sem ele, o Ibaté não teria sido o mesmo”. O ardor, o carinho, a devoção com que atuava, junto aos alunos, magnetizava a todos. Era admirável!
Parabéns, mais uma vez, à iniciativa do colega Paulo. Esperamos que traga desdobramentos e estimule outros colegas a escrever ou a aprofundar o trabalho. É um período digno de ser escrito e reescrito. Araçá.
José Lui não perde o trem
MARILDA (ESPOSA DE WILSON MOSCA 1955-57)
Como é do conhecimento de todos os amigos ibateanos, neste 21 de agosto, o Seminário de São Roque comemora seu cinqüentenário. Já está inativo de suas funções, mas se fez inesquecível e marcante na maioria das pessoas que ali viveram durante um tempo de suas vidas. Os ensinamentos, as experiências, os amigos, os professores, as alegrias, as tristezas, enfim, tudo que se compartilha resulta em soma e nos faz crescer.
No dia 27 de fevereiro p.p., havia sido programada uma reunião com um grupo de ex-alunos para preparar a grande Festa em que as tarefas de cada participante seriam designadas. A presença, portanto, de todos era importantíssima. Essa data e o local escolhido foi idéia de nosso amigo Lui.
Pois bem, no dia 20 do mesmo mês, o Mosca e eu fomos conhecer o local para passar esta informação aos outros participantes. O local escolhido foi o Rancho da Picanha, próximo a Itu. Passeio bastante agradável, viagem de curta distância, mas que surpresa !!! Quando lá chegamos, vimos um casal caminhando pelo acostamento. O espanto foi recíproco !!! Era o José Lui e esposa que haviam chegado com uma semana de antecedência.
Em outubro de 1996, José Lui chegou atrasado uma semana à alcachofrada na chácara do Almeida, o que chateou muito sua esposa Rose. Por isso, fez promessa solene para dona Rose: “Doravante, jamais perderia qualquer compromisso, nem que para isso tivesse de chegar ao local com uma semana de antecedência!”.
PAULO TOSCHI (1949-53)
Este artigo é dirigido aos colegas que até hoje não aderiram ao grupo que mensalmente se reúne no Circolo Italiano e no Boi na Brasa, que participa de eventos e de encontros anuais e que festeja a alegria de estarmos relembrando os dias gostosos em que vivemos perto do Saboó, no Seminário de São Roque, do Imaculado Coração de Maria, hoje invocado como Seminário do Ibaté.
No dia 5 de março de 1999, éramos 23 no Circolo Italiano e 21, logo a seguir, jantaram alegremente no Boi na Brasa. Ao todo, cada um gastou apenas R$ 20,00 (alguns, R$ 23,00, porque o Pedro já tinha ido embora; errou na conta) sendo que mulheres presentes não pagam. Sim, vários companheiros fazem-se acompanhar de suas esposas, que se integraram de corpo e alma ao nosso convívio. No Circolo Italiano, tomamos um aperitivo, uma batida de pinga e limão (pode ser de vodka) ou uma cerveja. Os que estão de dieta tomam refrigerantes, que podem ser “diet”. Acompanha um amendoim torrado.
O Circolo Italiano é ponto de encontro. De lá, uns quarenta minutos depois, vamos para o Boi na Brasa, uma churrascaria bem simples e muito boa, que fica bem perto. São duas churrascarias com o nome de Boi na Brasa. Nós freqüentamos a que fica na Rua Marquês de Itu, 188. Dá para todos irem a pé. No edifício Itália, bebericamos no bar da primeira sobreloja. É um lugar simples e agradável. Alguns colegas costumam fazer ponto na entrada do prédio, na calçada da Avenida São Luís, de forma que, se você estiver indo pela primeira vez, basta identificar um grupo de quarentões, cinqüentões ou sessentões, com alegria de quem pensa estar nos seus 12 ou 15 anos, e pode perguntar sem acanhamento: - “Vocês são da Turma do Ibaté?” O grupinho já está tão “manjado” no “pedaço” que, se não forem antigos colegas seus, é bem possível que saibam orientá-lo como chegar ao bar da primeira sobreloja.
Se tiver acanhamento de fazer perguntas a estranhos na rua, vá entrando no prédio, procure um elevador que fica na parte central do edifício, onde um porteiro simpático irá orientá-lo muito bem. No elevador, escolha o botão S1. Quando a porta se abrir na sobreloja, você lerá, no pórtico do Circolo Italiano, a frase: UBI ITALICUS, IBI ITALIA. Mesmo que você não faça parte da “buonna gente”, vá em frente; é por ali mesmo que irão começar as suas emoções. No corredor, ao passar pelo guichê da secretaria do clube, cumprimente a simpática senhorita de plantão. Não precisa pedir licença nem se apresentar. A entrada é franca. No final do corredor, encaminhe-se para a direita. Do lado esquerdo, fica um restaurante onde os sócios do Circolo costumam jantar. Não é lá que nós nos encontramos. Do lado direito, está o bar. Você irá encontrar umas mesinhas no fundo do salão, com poucas pessoas. São os sócios do clube, geralmente quietos. Logo na frente, porém, uma turma bem maior, de gente barulhenta, como se fossem os verdadeiros donos da casa, estará falando alto e de forma agitada, extravasando alegria. Não tem erro: é a Turma do Ibaté.
A primeira reação desses marmanjões vai ser querer submete-lo a um teste de adivinhação. Inverta o jogo. Banque o esperto. Não diga o seu nome. Procure identificar naqueles rostos maduros algum traço de um jovem que você tem na lembrança há 30, 40 ou 50 anos. Arrisque-se a chamá-lo pelo nome. Se não for quem você pensa, ele vai dizer quem ele é, para, a seguir, perguntar: “ - E você, quem é? De que turma você é? ”
Se você tem graves problemas do coração, ponha um “Izordil” embaixo da língua, porque você vai precisar.
Homenagem ao Monsenhor Hamílton Bianchi
WILSON MOSCA (1955-57)
Em nosso informativo no. 19 de abril de 98, nosso colega Luiz Alberto Corrêa (51-57) escreveu belo texto sobre a comemoração dos dez anos do falecimento de Mons. Hamilton José Bianchi, que estudou no Seminário do Ibaté de 1949 a 1953.
Além de destacar seu abnegado trabalho em prol dos menos favorecidos, em especial, aos injustiçados e explorados operários do Grupo J.J. Abdala, fabricante do cimento “Perus” na cidade de Cajamar, o Luiz Alberto relembrou sua passagem pela cidade de Jundiaí, onde foi vigário Geral da Diocese, Professor do Seminário Diocesano e Coordenador da Pastoral Diocesana e a dedicação de seus últimos anos de vida à evangelização na Região Amazônica.
A cidade de Jundiaí ainda não esqueceu o Mons. Hamilton, haja vista, notícia inserida no Jornal “O Verbo”, publicação oficial da Diocese de Jundiaí, no. 54/55 de janeiro de 1999.
Homenagaem a Mons. Hamilton Bianchi
Os vereadores da Câmara municipal de Jundiaí aprovaram dia 1o. de Dezembro a instituiçãode uma Homenagem Anual ao Mons. Hamilton José Bianchi. Na justificativa do Projeto apresentado pelo Vereador Durval Orlato, lê-se “A merecida homenagem da “Medalha dos Direitos Humanos” a Mons. Hamilton José Bianchi, se deve ao seu acolhimento e luta junto aos trabalhadores da Empresa “Perus”, de Cajamar, durante a greve “interminável” ocorrida no final dos anos 60. Além deste fato marcante, Mons. Hamilton também demonstrava uma especial preocupação com os mais pobre e necessitados, aceitando a missão de evangelizar a Região Amazônica ao final de sua vida”.
ATTÍLIO BRUNACCI (1949-55)
Na cultura da sociedade, nós costumamos celebrar cada passagem importante da nossa vida. Celebrar quer dizer tornar célebre, isto é, tornar inesquecível. Por isso, cada passagem importante sempre recebe um tratamento diferenciado; é sempre lembrada e dela ninguém se esquece: o nascimento, o primeiro emprego, os quinze anos, os cinqüenta nos, as bodas, etc.
Todos nós sabe4mos que a palavra PÁSCOA significa passagem. Historicamente, é a festa com a qual os judeus celebram a passagem pelo Mar Vermelho, a passagem da escravidão dos egípcios para uma vida melhor de liberdade dos filhos de Deus em busca da felicidade da terra prometida.
A Ressurreição de Cristo inaugurou a Páscoa dos cristãos, a passagem da morte para a vida do Cristo Ressuscitado, devolvendo-nos a esperança de uma vida nova, a esperança daquela mesma felicidade que Deus prometera ao povo judeu, de libertação dos filhos de Deus, que não é mais escravo das misérias, das injustiças, das doenças, do analfabetismo ...
Celebramos igualmente a nossa passagem pelo Seminário do Ibaté, que tentou com a melhor das intenções (diga-se de passagem ...) dar-nos um futuro, também, de felicidade ap preparar-nos para a vida no exercício do sacerdócio ministerial ou no exercício do sacerdócio do nosso casamento ou da nossa profissão.
Neste ano do cinqüentenário do Seminário do Ibaté, queremos celebrar a Páscoa em todas estas dimensões: a passagem do povo hebreu para a liberdade, a passagem da morte para a vida do Cristo ressuscitado e a nossa passagem pelo Ibaté, onde conquistamos uma vida nova ao aprendermos os valores da amizade, da ética, dos valores da amizade, da ética, dos valores humanos, dos valores religiosos, dos valores da existência ... Existência que morre no Tempo, mas ressuscita na Eternidade.
Celebremos a Páscoa! Celebremos passagens inesquecíveis!
BAILE DA PÁSCOA
10.04.99
Anote na sua agenda
Nosso colega José Lui avisa:
os interessados devem fazer reserva de convites e mesas
O Refeitório – ‘Winetou”
PAULO TOSCHI (1949-53)
Em São Roque, as refeições eram tomadas em silêncio. Durante o almoço e o jantar, eram lidos livros. Na refeição do meio-dia, a leitura era sempre uma história interessante, como o Winetou, de Karl May, que lembrava as aventuras de um índio nos Andes, A Vestal, de Edmundo de Amicis, uma história do tempo dos romanos, ou, O Herói do Alcácer, contando a vida de um padre acusado de um crime que não cometeu, mas cujo assassino não podia revelar, pois este se confessara com aquele sacerdote, acusando-se do pecado.
Durante o jantar, o livro era sempre sobre a vida de um santo, como Padre Vianney. Uma passagem de outro livro, de que nunca esqueci, foi sobre São Luís Gonzaga, que era filho de nobres e levava à escola um pagem para tomar nota da matéria, enquanto ele ficava concentrado, ouvindo as explicações do professor. Era uma esnobação de causar inveja. Esse santo era tão obcecado com a perfeição que nunca conseguiu rezar um rosário inteiro, pois sempre que estava rezando uma Ave Maria e, por alguma razão se distraía, começava tudo de novo, desde a primeira dezena do primeiro mistério do terço.
No fim do jantar, antes de nos levantarmos, era lido o Martirológio Romano, um livro que continha a relação de todos os santos que seriam comemorados pela Igreja, no dia seguinte.
Quando mais tarde eu servi o Exército, em Quitaúna, lembrava sempre do Martirológio, quando, no fim do dia, o capitão reunia a tropa para ler o boletim do quartel, com os nomes de todos os envolvidos em atos burocráticos, promoções, dispensas, penalidades, etc.
Aliás, a vida de caserna, por incrível que pareça, tinha muita coisa semelhante à do Seminário. Ambas eram organizações rígidas, com disciplina severa, embora uma voltada para a piedade e para a vida espiritual e a outra bem ligada às coisas materiais.
Os padres não tomavam suas refeições no mesmo salão dos alunos. Tinham uma sala em separado e aproveitavam o almoço e o jantar para colocarem os seus assuntos em dia.
Nunca tive oportunidade de apurar o que significava o Seminário para os professores e dirigentes. Embora fossem padres seculares, estavam ali em regime de quase clausura, isolados, pouco saindo para irem encontrar suas famílias, e nunca vi algum deles recebendo visitas.
Deviam gostar daquele ambiente, pois o próprio Cardeal Motta, muitas vezes, para lá ia, quando queria descansar um pouco. Para nós era uma grande festa. Assim que víamos o seu carro se aproximar, corríamos para abraçá-lo e beijar sua mão, pedindo que decretasse feriado durante sua permanência. O bom arcebispo, muitas vezes, atendeu ao nosso pleito, para contrariedade dos padres, que viam as aulas interrompidas e o programa de ensino ser prejudicado.
Outros bispos também nos visitaram, como Dom Paulo Rolim Loureiro, que gostava de ficar conversando com os alunos, quebrando completamente o cerimonial, Dom Antônio Maria Alves de Siqueira, Arcebispo de Campinas, que, nos retiros, fazia pregações de profunda reflexão, sempre se referindo à Virgem Maria, e Dom Ernesto de Paula, que esteve em São Roque uma vez. Sempre que recebíamos uma visita, o primeiro a anunciá-la era o Padre Constantino, tocando em alto som uma marcha norte-americana que ele devia adorar, pelo seu alto-falante de bocal grande, assentado na janela de seu quarto. Certa ocasião, recebemos a visita do Governador Lucas Nogueira Garcez, que veio acompanhado de auxiliares, em grande estilo. Tinha um irmão que era nosso professor, o Padre Matheus. Lembro-me que fui dar uma olhadinha no carro do Governador e vi duas metralhadoras de mão, cruzadas sobre o aparador que fica atrás do banco traseiro.
Echus: o trecho acima foi extraído do livro “Palavra de Seminarista” do colega Paulo Francisco da Costa Aguiar Toschi, que pode ser encontrado na Internet no endereço http://www.geocities.com/~ptoschi
Nosso velho Latim ...
CÔN. LAERTE VIEIRA DA CUNHA (1949-52)
1. Veneris facies ante cum veneris,
ne sedeas, sed eas;
ne pereas per eas.
2. Episcopi muli aeribus ornantur.
3. No vi oras.
4. Cave mulierem;
oculos enim habet vocativos;
manus vero ablativas;
et si tibi ipsa fuerit dativa,
tibi erit et genitiva,
postea accusativa;
et tu tanden infelix eris nominativus.
5. Uvas athenas portas.
Poesia
Monólogo 2000
WALDEMAR WALDIR DE FARIA (1955-58)
cultivarei o musgo preso
na última haste,
porque perdi meu som
em breves e semínimas
aprisionadas
evangelizarei
os pregos de meu rosto
para que o meu corpo
não sucumba
e fique
absolutamente inerte,
como feto.
não direi as coisas refeitas,
ainda,
porei esse embornal
cheio de estrelas
nas palmas aladas
das mãos
e oscularei com hálito
quente
o silêncio ocluso
de meu colo tenso.
por enquanto,
nem cicio.
por enquanto,
sou habitante do silêncio.
Correspondência e email recebidos
RICARDO MENDES TAHAN, PE. – Ad dominos, qui “Echusnomia” curant, seilicet, pecuniam necessariam ad producendum “Echus do Ibaté” gerunt, eas R$ ..., ut dona, mitto.
Oh! Latinzinho difícil de sair. “Oh! Tempora! Oh! Mores! E pensar que na filosofia e na teologia, os textos e as aulas eram em Latim. Este abuso acabou com o uso e, sem uso, a gente esquece. Salutationes adscribo omnibus “Echus” facientibus. Receber o Echus é uma alegria e lê-lo é recordar algo que fiz e que valeu a pena, como Ministro, Diretor Espiritual e Professor. Pe. Ricardo, 28.01.1999.
MÁRIO GAMBASSI LUIZ ANGELINI 58-61 – Caros colegas, por favor, meu e-mail correto é maga@sincormg.com.br Obrigado. Mário Angelini, Deo Gratias! Lembram quando a gente colocava em cada folha dos cadernos o seguinte: V.J.M.J, ou seja Viva Jesé, Maria e José?
Primeira Turma
CÔN. LAERTE VIEIRA DA CUNHA (1949-52)
Como integrante da primeira turma do Seminário Menor Metropolitano do Imaculado Coração de Maria de São Roque, tenho o direito de me entusiasmar mais do que os outros, com a festa dos cinqüenta anos de fundação dessa casa de formação para o sacerdócio e para a vida.
Quando o Seminário de Pirapora comemorou cinqüenta anos, em 1947, eu lá estava; a minha caminhada rumo ao sacerdócio começou em janeiro de 1946. Em 1997, comemoramos o centenário da fundação do Seminário de Pirapora com belíssimo encontro festivo que reuniu ex-alunos, bispos, padres e leigos, formados ou não quanto aos estudos, mas todos eles guindados ao ponto mais alto de um caráter bem formado.
Agora estou me lembrando de como foi aquele começo do Seminário do Ibaté. Nem a metade do que existe hoje estava construído. A minha primeira aula de grego foi no refeitório dos padres; as irmãs tinham esquecido de recolher o açucareiro ... imaginem o que aconteceu. Havia aulas no porão e em todos os cantos da casa, pois os seminaristas chegavam a perto de duzentos ... alguns nem esquentaram. Os primeiros professores: o reitor, Mons. Luiz Gonzaga de Almeida; o vice-reitor, Mons. João Bueno Gonçalves; o diretor espiritual, Pe. Pascoal Amato; o ministro da disciplina, Pe. Constantino Amstalden, o Pe. José Maria Colaço e o Pe. José Mayer Paine, único que está vivo, e bem vivo, para contar a história do início do Seminário do Ibaté. A minha turma, a primeira, como já disse, assumia todos os cargos de confiança dos superiores: prefeito, sineiro, presidente do Grêmio Literário, da Congregação Mariana, etc. Em 1952, 22 de agosto, festa da fundação do Seminário; fomos revestidos da batina: Corazza, Walmir, Almir, Leônidas, Josué, Tarcísio, Zequinha, Waldemar Correia e eu. Vestidos do “santo hábito talar”, sentimo-nos importantes e desfilávamos a nossa vaidade perante a inveja dos demais, pobres coitados ...
Naquele começo, tudo foi difícil, mas nós éramos felizes e sabíamos. Passados cinqüenta anos, só temos que agradecer a Deus e ao Coração Imaculado de Maria pela sólida formação, intelectual e de caráter, recebida no saudoso Seminário de Ibaté.
Classificados
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AMBAS CORRETORAS SÃO DO COLEGA MÁRIO GAMBASSI LUZ ANGELINI (58-61)
R. S.GABRIEL, 555 CJ. 410 S.PAULO-SP
(11) 881.3977
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· Colaboradores: Rose, Marilda, Mosca, Justo, Barbieri, Côn. Laerte, Luiz Roberto Soares, Toschi, Waldemar Waldir, Careca, Márcio e Attílio
· Artigos e Colaborações:
Echus do Ibaté
Cx.Postal 71509
05021-990 São Paulo-SP
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