ECHUS   DO   IBATÉ

INFORMATIVO DOS EX-ALUNOS DO SEMINÁRIO DO IBATÉ - SÃO ROQUE - SP

No. 32  -   Ano  07 – JUNHO DE 1999

EDIÇÃO INTERNET

 

EDITORIAL

 

Estamos na reta final da preparação para o nosso Cinqüentenário. Os ensaios do coral são momentos preciosos de união e recordação. E vêm envolvidas em emoção as palavras cantadas:  Amigo, venha cantar esta canção que só nos traz recordação daquele tempo, quanto estivemos juntos. Amigo, eu jamais vou te esquecer e toda vez que eu te encontrar, quero dizer, sempre, até morrer, amigo.

Portanto, no próximo dia 21 de agosto, venha, colega, cantar esta canção da amizade que vai se concretizar no abraço apertado , no sorriso largo e naquela lágrima, cujo brilho há de iluminar o nosso presente e o nosso futuro.

Campanheiros nossos escrevem livros; a pesquisa Marplan quer traçar nosso perfil; o Nélson nos traz um fato pitoresco: o Depólito nos conta como foi “descoberto”; o Attílio “filosofa” sobre fotos de 63; o Toledo escreve ao Pe. Luiz; novos colegas são contatados e acolhidos com alegria.

Eis o nosso Echus. Mande sua página, abra o seu coração. GAUDEAMUS.

 

 

Encontro de Agosto – Ibaté – Hospedagem no Seminário.

 

Caso o colega com os seus familiares que for ao nosso encontro no dia 21 de agosto no seminário do Ibaté queira pernoitar no seminário (quantas recordações!),  da sexta para o sábado  e/ou do sábado para o Domingo, deverá pro0videnciar a reserva com o Sr. Romualdo ou Sra. Miriam no Tel. (11) 425.2552, horário das 17:00 às 20:00 h.  Lembramos que em caso afirmativo, o interessado deve levar roupa de cama, banho, travesseiro e cobertor – não há café ou outra refeição e o preço é de R$ 8,00 por pessoa por pernoite a confirmar. Maiores informações também no telefone acima. Existe também a opção para quem quiser ficar em hotel na cidade de S.Roque no S. Roque Parque Hotel, na Av. Antônio Dias Bastos, 318 – Centro – tel (11) 425.3121 e tel/fax (11) 425-3437

 

 

ANOTE NA SUA AGENDA!

Não se esqueça, dia 21 de agosto de 1999, no Seminário de São Roque, a

GRANDE FESTA DO CINQÜENTENÁRIO

 

 

Questionário Marplan

Você vai receber nos próximos dias o Questionário Marplan para nos ajudar a conhecer melhor as expectativas dos leitores, no que se refere ao conteúdo e forma do ECHUS DO IBATÉ.  Trata-se de um formulário fácil de responder, objetivo e que já vem com carta-resposta, não precisando ser selado.  A pesquisa vai nos permitir avaliar também o número de ex-alunos e professores que conhecem as nossas atividades e encontros, bem como saber o grau de interesse e de participação nos referidos eventos. Esperamos, com a análise dos dados coletados, traçar as novas diretrizes do movimento. A pesquisa é uma cortesia do Instituto de Pesquisas MARPLAN do Brasil, que têm entre seus diretores o Luiz Carlos de Oliveira, ex-aluno do Seminário, ficando por nossa conta apenas as despesas com os papéis, envelopes e postagem. Não deixe de responder, participe. Você não precisa se identificar. Responda já!

 

Colegas Localizados – B e n v i n d o s !!!

 

O Antônio da Aparecida Simões Cucio informa que localizou os colegas:

·         BASÍLIO RESK NETO (1959-60)

·         CLÁUDIO GOMES BOTÃO (1966)

·         DIRCEU AJAMAN CHUK (1951-53)

·         ÉDSON DEPÓLITO (1963-64)

·         EDUARDO FRANCO GARCIA (1963-64)

·         ESTANISLAU ANTÔNIO DE BARROS BRÁS (1962-63)

·         FAUSTO TABARELLI (1953-54)

·         GILBERTO GONZAGA PEREIRA (1967-69)

 

 

LITERATURA, ESSE CINEMA COM CHEIRO

 

Este é o título do livro de nosso colega VALDEVINO SOARES DE OLIVEIRA (1959-1963), que saiu pela Editora Arte & Ciência. Valdevino é doutor em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. É professor do Curso de Graduação e de Pós-Graduação em Letras, na Faculdade de Ciências e Letras da UNESP, Campus de Assis, em São Paulo. Tem desenvolvido pesquisas em Literatura Brasileira e também é autor do livro POESIA E PINTURA – UM DIÁLOGO EM TRÊS DIMENSÕES, pela Editora UNESP.

Sobre o livro, o também nosso colega JOAQUIM BENEDITO DE OLIVEIRA (1950-56), doutor em Literatura, assim se manifesta:

O olhar analítico de Valdevino Soares de Oliveira horizontaliza, de início, a prosa experimental de Antônio de Alcântara Machado: embarca no bonde paulista e passeia pela cidade onde registra a rasa gíria da Barra Funda, espraia-se pelo diminutivo afetivo do Brás e pula do estribo na frase curta do Bexiga.

A leitura de LITERATURA – ESSE CINEMA TEM CHEIRO  poderá transformar-se em momento de séria agradabilidade, já que o olhar que transpassa a obra do autor paulistano convida o  leitor a percorrer cantos e recantos da cidade e neles provocar encontros com personagens paulistanamente vivos e reais. Além de monstrar o seu saber da obra de Antônio de Alcântara Machado, o autor oferece ainda o sabor de um estilo límpido, embora rigoroso ...”

 

 

Carta-Satisfação  ao  Pe.  Luiz Gonzaga,  anexa à

resposta ao Letterio Santoro ref. ao Echus no. 28

 

Prezado Pe. Luiz Gonzaga!

SP. 14.03.1999

Saudações

Sua intervenção – ref. aos nos. 23 e 25 – foi oportuna, providencial, correta. Sou-lhe grato por isso. Nesta, faço questão de dar-lhe satisfações e dissipar equívocos. Se o Sr. ler a carta, anexa, que enviei ao Lettério, muita coisa ficará desde já esclarecida. Me perdoe, de antemão, pelo bom e mal humor que ainda conservo lá e cá.

1 – A MUDANÇA NO ECHUS

O Sr. há de convir que, quando um meteorito ex-orbita na Galáxia de Gutemberg, e atravessa, na marginal, o pára-brisa do meu carro, ao início de um dilúvio ... além de orações, no é?, temos que nos proteger da contaminação, sem perder o bom humor, ainda mais quando o ciborg que pilota o meteorito é um quase sexagenário, ex-colega de seminário, o qual, sem mais nem por quê, movido mais pelo capricho literário ou alguma estranha satisfação, resolve, 40 anos depois, difamar e disseminar maledicências, provocando polêmicas fúteis e inoportunas pelo jardim onde já nos acostumáramos a só ouvir “estórias inocentes”.  Com o Sr. bem observou na carta para o Justo: “Já basta o veneno que os sem fé despejam na mídia” e sua tristeza:  “/ de “estórias inocentes”/ para confidências decepcionantes”;  o Sr. aproveita a mesma expressão que usei, “estórias inocentes”,  para lamentar, o que é para mim um conforto saber que uma pessoa idônea como o Sr. também tenha estranhado a mudança.

2 – BOM-HUMOR x VENENO

Escrevo-lhe também para demonstrar minha admiração por sua nobre atitude de grandeza cristã no episódio entre o Sr. e o falecido Luiz Lourenço. Comoveu-me a narração daquele encontro. Admiro qualquer pessoa capaz de dizer “meã culpa” e propósitos de reparação. Mais virtuoso que não pecar é saber reconhecer os erros. Aproveito, então, sua lição exemplar para desfazer alguns mal-entendidos. O Sr. me reprova: “/ embora contestando o Lettério,/ irreverência à Santa Missa/ e referências desairosas / julgamentos injustos/ “.  Não quero nem devo ignorar sua opinião. Assim, voltemos mais atrás. Nunca senti a necessidade de dar à publicação qualquer texto semelhante. Me senti provocado-convocado a contestar o artigo do Lettério, seja por indignação, em geral, seja por ver meu nome, frivolamente, arrolado no seu B.O de Prefeito, repito, de 40 anos atrás, apittando como fiscal vitalício das virtudes, como se todos os leitores do Echus tivessem interesse me conflitos mal resolvidos de uma consciência com suas memórias. Usei do bom-humor para não cair na armadilha da crônica venenosa, senão teria intoxicado o Echus, usando o estilo de L.S; aí, sim, a “censura” do Echus teria vedado. Lettério está interessado na “história da educação religiosa”, em alguma tese acadêmica e fala do direito à livre-expressão; enquanto disso, espera, com indecifrável excitação,  que seu “pacote” contra o Mons. Constantino seja publicado.

3 – AÇÃO X TESE LITERÁRIA

A – Direito por direito, minha opinião, agora, sem bom-humor, é a seguinte: A idéia de L.S., se bem-intencionada, não deveria ser uma tese, deveria, sim, ser um projeto sócio-educacional a ser debatido com religiosos, leigos e devidamente encaminhados às Mitras, ao Vaticano, e não induzir colegas ao exercício literário com peças folclóricas, expostas a cavilações e intrigas.

DIÁRIO ENIGMÁTICO

Trata-se de fazer ou não um movimento, o que implica um sério programa de ação sócio-filosófica e teologicamente bem fundado. Até agora, LS não exibiu requisitos nem propósitos para tal, pois utiliza um estilo ambíguo, escuso, tóxico. O maniqueu o trava, está sempre à espreita para atacar. Aqueles “dentes de tiranete” (do seu diário) reapareceram na forma de um pavoroso vampiro sequioso de nossa atenção e tolerância.

Assim como LS, inúmeros colegas B passaram, ao longo dos anos por dilemas, conflitos, choques emocionais e enfrentaram hoje outros problemas; se mágoas, frustrações, rancores não são superados com orações ou confissões, poderão ser tratados com diálogos, terapia, ou, melhor ainda, sublimados pela arte, pintando o “7”, como fez Salvador Dali, dançando as Valquírias de Wagner, a Valsa dos Patinadores, de Strauss ou jogando toda a raiva na “1812” de Tchaikoviski.  Se nada funcionar, tentar, então, bater uma bolinha e torcer para o Santos, pra tudo dar certo. Querer jogar nas lettera os maus humores, só se for na letra tombada, pois, na letra altiva, perfilada, deixa clara e arredondada a figura terrorífica de um Stalin ou Hitler. Cada colega lutou com seus íncubos e súcubos, tirando cada qual suas lições e agora, LS quer que, uniformizados, compartilhemos do seu diário de conflitos – ou conflitos diários – ainda malo resolvidos, ou que co-participemos de algum capítulo de sua tese de literatura ou história da educacão?  E trama histórias, lá do alato de um parnasianismo isolado – com a mesma fleugma de um Prefeito que já não appita mais – como se tudo fosse uma singela anedota onde os personagens fossem pessoas desprovidas de sensibilidade e autocrítica! Temos que fazer terapia em grupo só porque o último Prefeito biônico – que outrora “dirigia encômios ao regime militar” (do seu diário)  decidiu?  Enfim não se convida ex-colegas para debater tema tão denso e espinhoso envergando um fardão envernizado da academia dos imortais a caminho do habitual “chá das 5”.  Voltando a “MISSA LEIGA”.

Parte dela já expliquei na carta, anexa, ao Lettério. Antes de falar sobre a história dessa “missa”,  permita-me informar que lido com projetos de Educação Comunitária. Introduzi um “r i t o” (que logo aí abaixo descrevo), muitas vezes, em alguns grupos ecléticos quanto à cultura, religião, etc.  O Sr. não imagina a emoção telúrica (pra mim, humana e sobrenatural)  que emerge do fundo d’alma. Cultuando valores transcendentes, viabilizamos, na sessão, um ecumenismo concreto, sincero, “sine cera”. De repente, todos que falam diferentes linguagens, acabam falando a mesma língua. O êxito desta “missa”, acredito, se deva, inicialmente, a 2 regras:

(1) É culto de “catacumba” i. é, longe da parafernália global.

(2) Esse ritual não distingue oficiante de oficiados. Todos são iguais.

Com o 3o. Milênio aí, a Igreja não faz idéia como pode se alastrar pelo mundo um “rito” que iniciou, simploriamente, aos pés de um pé-de-café, o qual – como o Redentor de braços abertos – estendia seus ramos anunciando: o sinal ... : não é mais o Cruzeiro, e sim, o Cristo Real Ressuscitado. Aquele que despertará o gigante adormecido ... in hoc signo vinces!”   É, ele está entre nós e fala,  em silêncio, pelo Espírito Santo.

$ x AMOR: QUESTÃO ABERTA

Temos todos que nos “real-faber-tizarmos”.  Amor à Verdade e ao Trabalho deveria, ajustado aos tempos, ser o Real Investimento da fé; em suma, Amor à Vida, à Paz e às virtudes inerentes a essa nobre causa. NIsso deveria estar depositado o verdadeiro Capital. O $ é só um acidente, um símbolo numérico, secundário, da fé. Marx se equivocou aí, ao desprezar a dimensão espiritual da fé, onde reside a Capital do Amor. Jamais imaginaria que, hoje, é o diabo do “ópio” (em todos os sentidos, TV-Coca, etc) que se tornou a “religião do povo” E ... o Capital, ora, o Capital, é o mesmo de sempre: $em-fé, $em-esperança, $em-amor “crucificando” justamente os sem-terra-sem-teto-sem-tudo; o $$$ é o grande fetiche do $istema sem compromisso ético com a espiritualidade humana. A antítese às portas do 3o. Milênio é nítida: $$$? X s-TTT !!!  Quem vencerá?  A ira divina aparece só em uma passagem da “Boa Nova”:  na explusão dos “vendilhões do templo” e a orientação ... “daí a César ... e a Deus ...”.

CÉUS!  Cristo já dera o recado:  “Mandatum novum do vobis” e  “sede perfeitos como o Pai.

Mas quem ousa? Abro a questão e me retiro.

AS ORIGENS DA “MISSA LEIGA”

II – Um retiro bastou para. Um dia, eu entender o que era missa, liturgia, e a vida de um seminarista. Foi o sermão do Mons. Constantino e temas de meditação ( devo essa prática ao Seminário )  do Mons. J. Cristóforo:  fiz a seguinte meditação:  “missa” é cada ato que celebramos no dia-a-dia com nosso próximo; a cerimônia  no altar é para reunir (ecclesia), celebrar a fé, a fraternidade ecumênica. E a filosofia me convenceu que religião é religar-se, individual e coletivamente, no dia-a-dia, a valores transcendentais, ao bem, verdade, fé, liberdade, beleza, justiça, trabalho, ética, etc. Na missa, a cerimônia, e no dia-a-dia, o rito ( do sânscrito, “regra”), normatização de atitudes, conduta, assim: (1o. Ato) pela manhã: preparação com coragem para a luta pelo ganha-pão, trabalho, emprego, etc. Trocamos confissões, propósitos, e ofertamos o que há de melhor em nós para (2o e 3o)  a família, colegas, amigos, desconhecidos; defendemos nossa crença nas virtudes (4o e 5o)  conbatendo a corrupção, a deslealdade, a violência, a miséria, etc. e, se preciso for, (6o.) subvertemos a  ordem opressora até a autoimolação para ver o próximo redimido, justiçado, para, com a alma redimida, poder relembrar ou perdoar (7o.)  os erros dos que já foram ou aprender com suas lições; é a travessia crítica mais delicada e difícil, o momento que checamos todo nosso cristianismo, para ter, assim, a graça de poder comungar da fraternidade (8 clímax e razão de viver).  E aqui chegamos ao ponto crucial de mútuo-entendimento no julgar: 7o. ATO, é a “MISSA” que rezo consigo agora, antes do abraço amigo (8o.  ATO)  que cura qualquer “depressão”.

Tudo o que disse lá é verdadeiro. Ocorre que a temática levantada por L. Santoro de forma infeliz, acabou por me influenciar. Tenho que admitir que errei, justamente, ao me deixar influenciar pela provocação e ter renunciado às “3 linhas em branco do silêncio simbólico” que eu, anteriormente, pensei deixar à hora do Memento !!, com a mensagem:  “lembra sempre do bem que te fizeram, lembrar do mal, para que ter memória?  /  pois ... só comparando-te contigo mesmo é que te avalias”.  E com a palavra final, Cristo? “Passarão o céu e a terra ...”

Tivesse eu escrito isso, e o Sr. teria compreendido a essência da “missa leiga” . Achei que, omitindo nomes, estaria correto. É minha vez de rezar “mea culpa”.

FRAGILIDADES HUMANAS

De qualquer forma, tinha eu dito que III não escrevi inverdades. Para desfazer qualquer idéia tortuosa, revelo 3 fatos que mostram erros na esfera superior do seminário; logo entendi que não podia generalizar, mas contribuíram para decidir minha vocação. Alguns, o Sr. vai achar engraçado. Inicio com o episódio vivido por V.Reva

ARREPENDIMENTO

A – Foi no “Seminarinho” do Mons. J. Pavésio. Estudei lá. Ele batia pra valer e deformou a orelha de um colega. Seu nome consta no nosso cadastro. Não cito nomes. Muitos não gostam de relembrar, por isso não aparecem. Compreensível. Um dia, conversando com Mons. Pavésio, fiz a esperada pergunta: “Mons. O Sr. continua dando ‘paulistinha’,  puxando orelhas?”   Ele respondeu, constrangido, “parei de bater, todos voltam e perguntam a mesma coisa; eu estava errado, não sabia que deixava marcas tão indeléveis”.  (!)  Isso bastou para reconquistar nossa admiração. DE IGUAL PARA IGUAL.

É de 2 conhecidos padres – prefeitos B (quase perfeitos).  Tinham o hábito de esbofetear. Tive sorte, pois, nenhum me bateu. Que alívio!  O Sr. já imaginou a cena?: aluno e Pe. Prefeito porfiam em luta mortal e chegam à enfermaria, com o olho roxo e nariz quebrado, e são medicados dom Fontol e xarope de eucalipto. Daria outra briga, porque eu brigaria pelo elixir ... para pingar no nariz dele e fazer as pazes.

FRAQUEZA E FRANQUEZA

A cena é com o Mons. Constantino de C de quem muitos se queixam, cada qual com suas razões. Um sermão seu me fez entendê-lo:  “a educação dada aqui é antes de tudo para formar homens de caráter, sinceros, leais”.  Pus logo em prática e tudo que eu fazia de errado, entendi que devia contar a ele antes que alguém me acusasse. Isso virou um hábito. Mas um dia, mais topetudo que o Itamar, observei, espontâneo: “Monsenhor, como o Sr. pode exigir que não fumem se o Sr. parece uma chaminé ambulante pelos corredores?” (Suspense e engasgo!)  Ele fumava MF (mistura fina), ainda bem ... reagiu com um sorriso, me deu razão e emendou:  “meu filho, só porque sou padre, não significa que sou perfeito.” Caramba!  Corei, claro, diante da singela lição:   “Errei, perdão!  E daí?  V/c não erra, não?  Lição cristã de tolerância, compreensão e franqueza.

MUITO RESPEITO

Tudo isso para superarmos a hora do IV Memento 11, deixando que Kronos consuma tudo o que pra nada serve. E concluir: não houve qualquer “insinuação malévola” da minha parte. Participei de todos Encontros onde sempre reinaram o espírito de amizade e mútuo-respeito. Jamais me imaginei escrevendo para o nosso Informativo sobre assuntos tão desagradáveis. Se depender de mim, voto pela volta às “estórias inocentes”.  Por falar nisso, para descontrair, aqui vai a primeira da nova série, ao término desta “missa leiga” que acabamos de “concelebrar”  Ela coroa o 10o ATO desse nosso “rito”.

O FOGO DA SABEDORIA CONSOLA

Alice Smmanuella Surrealita, uma V inocente menina, um dia, achou no porão papéis velhos e uma caixa de fósforo num antigo baú de jóias. Aí ... é um, dois, três e ... bum!  O incêndio!  Tudo virou cinzas, menos o baú. Chega o bombeiro e pergunta: (1’) “Foi você, Alice?” (2’) Alice: “Nããoo!  Foi o braço.” (3’) Ele retruca: Ah, é?  E quem segura o braço?  (4’) Alice: “a mão, uai!” (5’, 6’) O bombeiro: “ta, a mão segura os dedos, e quem segura os dedos?” (7’) Alice, trêmula, murmurou, agarrada ao baú: “o fósforo!” e logo emendou (8’, 9’10’): “mas o fogo queimou ele também e fugiu.  Ninguém pega mais.” Pasmo geral!  Em 10’ Alice criou a teoria das causas perdidas e d’efeitos achados, a infralógica subtil, cruel, oculta entre o real e o irreal.  A santa inocência provou a eficácia do argumento-fumaça (MF):  não há mais culpa para quem guarda a arca da sábia mensagem do Mestre, tudo passa  “... mas não passarão minhas palavras.”

... Et ressurexit tertia die! Alleluia!

Aceite minhas homenagens e minha admiração por todos esses anos de abnegado sacerdócio e pelo apostolado da boa palavra que aconselha, conforta, perdoa e dignifica. Só nos resta, agora, caro Pe. Luiz, festejarmos com um belo “chorão” de Chiquinha Gonzaga e vinho moscatel, safra ano “0” A.D... “No Princípio era o LOGOS que se fez sangue...”  no puro vinho destilado da Verdade que nos liberta, aliás, nessa Páscoa que se aproxima e que, consolados, comemoramos com muito júbilo, paz e amor!

Alleluia!                                              Alleluia!                                              Alleluia!

Tomaz de Aquino Toledo

16/03/99 – 8o. Aniv/ de morte de

meu pai, João de Deus

 

 

 

 

 

NA CASA DO PAI

 

Faleceu no dia 25 de Maio de 1999, na cidade de Osasco (SP), onde era vigário-geral, o Padre

 

·         ELÍDIO MANTOVANI

 

Ex-aluno do Seminário do Ibaté no período de 1951 a 1956, e nosso reitor na década de 1970.

 

 

 

O PÁSSARO PIEDOSO E ... INTRUSO

NÉLSON ESTEVES SAMPAIO (1949/53)

 

Já não me lembro por que razão, mas naquele fim de dia, antes da oração da noite, o Pe. José Colaço iria fazer-nos uma prédica. A atual capela ainda não existia e havia sido improvisada uma, bem ampla, no prédio de entrada, no andar de cima. Na parede, uma cortina de veludo, cor maravilha, engalanando o altar e a querida e veneranda imagem do Imaculado Coração de Maria. Os seminaristas entraram e Pe. José, o grande conhecedor e mestre da língua francesa, começou a falar.

Eu o conheci no “Seminarinho”  da Rua Albuquerque Lins, esquina com a Rua Baronesa de Itu, dirigido pelo Mons. João Pavésio e onde lecionavam dedicadas senhoras. Hoje, o respeitável casarão deu lugar a uma Academia de ginástica. Pe. José ali comparecia uma ou duas vezes por mês e era o padre espiritual da meninada. Certa vez em que se conversava com ele, vieram trazer-lhe um copo de leite e um pedaço de bolo. Não teve dúvida em me oferecer o bolo e eu, menino ainda, aceitei regalado e sem constrangimento ... o seu lanche da tarde.

Feito este parênteses,  retornemos à capela. A noite deveria ser quente, porque todas as janelas estavam com as venezianas aberta e com os vidros levantados. Após cinco minutos de fala, entrou inopinadamente no recinto um objeto voador, adejando as asas e, após um volteio na frente, pousou decididamente no bando de madeira que enfeitava o pano de fundo do altar. Postou-se de frente para a assembléia. Pe. José ignorou o fato e prosseguiu na pregação. A atenção geral voltou-se para a ave, que fixamente encarava os presentes. Tinha um porte razoável e penas afofadas. Passarinho não era, pois estes, ademais, se recolhem ao crepúsculo. Vez por outra, volteava a cabeça e pareceu-me até virar o pescoço inteiro, como uma rosca sem fim. Os olhos grandes eram positivamente inquiridores. A essa altura, um riso abafado fez-se ouvir na capela, nos bancos da frente, onde  estavam os “menores”. Mais algum tempo após, no meio do recinto, os “médios” deram sinal de não se conterem. Por fim, lá atrás, os “maiores” aderiram também, e foi uma risada geral, embora não totalmente solta, por respeito ao lugar. Pe. José continuava a falar, já agora sem ser ouvido. À vista da situação, sorrindo com sua natural lhaneza, encerrou a curta exposição e retirou-se do local. De repente, a aparição alada resolveu safar-se e, rufando as asas, ganhou o espaço aberto. Foi um alívio.

Teve início a oração da noite. Tudo corria bem, atéo o momento do exame de consciência, salutar autocrítica diária que, para nós, àquela altura, se resumia em perquirir uma pequena quebra da disciplina, uma palavra impensada a algum colega, uma fugida de pensamento no horário de estudo. Fez-se o necessário silêncio. E naquele instante, a figura do pássaro voltou à mente da comunidade e irrompeu, aqui e ali, um riso mal reprimido que ameaçou alastrar-se novamente por toda capela. O leitor, então, prosseguiu célere na oração da noite e tudo voltou a aquietar-se.

Na manhã seguinte, no primeiro “recreio”,  após o café, o assunto geral era a aparição noturna da véspera. Eu, caipira da cidade, só então vim a saber que se tratava de uma CORUJA.

 

O LUCCA ME VIU CHORANDO

ÉDSON DEPÓLITO – GRILO (1963/64)

 

São perto de 20:30h do dia 11 de maio (99). Estou fazendo compressa de gelo no ombro direito suspeito de bursite.  Toca o fone e minha esposa, Raquel, atende, anunciando-me que está ao fone um tal de Simões. Julguei ter sido o Dr. Simões, um velho amigo da cidade de Belém do Pará, a quem já não vejo há algum tempo. E atendo rapidamente, porém, não reconheci a voz do amigo advogado e, ao iniciar o diálogo, fui perguntado simplesmente se já havia estudado em São Roque. Naquele segundo, minha mente vê a fachada do Seminário menor e não deu outra, ao responder a ele se lembrava do nome do colégio, soou o SMMICM e Simões me clareia o motivo do contato.

Ele não via, mas meus olhos lacrimejaram, tendo que disfarçar a voz que queria soluçar. Só lembro que disse a ele que fiquei muito feliz e que era uma notícia muito agradável em tempos de só notícias ruins. Na continuidade do bate papo, fui informado do encontro mensal e do preparatório para o encontro de São Roque. São passados 35 anos e confesso ter liberado minha memória de nomes e apelidos dos companheiros daquela época, mas ainda no telefonema me vieram dois nomes – ARMELINI e  CASEMIRO, criaturas com quem tive a honra, o prazer e a dádiva de dividir uma fatia do meu tempo aqui no planeta, que somente me trouxeram alegria, felicidade, satisfação e muita base moral para a vida inteira. Confesso que nesta noite eu dormi muito bem e fiquei ansioso para receber os tais “jornais”. Por volta das 15:00do dia 14, recebi o envelope com os jornaizinhos e nova emoção. Dei de cara com o calendário do ECHUS DO IBATÉ, com a foto do prédio e, ao abrir os jornais, dei de frente com a foto da PISCINA. Estávamos em casa apenas eu e meu netinho, o LUCCA, de 7 meses, e ele olhava para mim, achando estranho eu estar chorando, quando até então sempre ocorria o contrário, ele chorando e eu olhando.

Consegui ler o jornal no. 24, de outubro de 98. Novas emoções!  A profundidade do texto do EDITORIAL  deste exemplar, coincide inteiramente com minha forma de ser.  A estória de um novato e a nossa chegada no seminário, constante deste mesmo exemplar, além de puras, me levam a sentir as mesmas emoções e relembrar o terem, as mães chorando, os seminaristas mais antigos a nos acolher, o ônibus na chegada em São Roque, o canto a Maria na chegada ao seminário e nomes que com certeza dividiram o mesmo espaço como Mário Piva, Acácio, Santista, Pavão e outros.

Agradeço aos amigos a possibilidade de tão gratas lembranças, esperando poder desfrutar de momentos comuns juntamente com a turma, brevemente.

 

 

FOTOS DO PASSADO E FOTOS DO PRESENTE

ATTÍLIO BRUNACCI (1949-55)

 

O nosso Seminário do Ibaté teve muitos alunos que foram estudar na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, onde está instalado o Pontifício Colégio Pio Brasileiro que, ainda hoje, abriga os religiosos brasileiros dos cursos de Filosofia e Teologia.

Estas duas fotos são dos anos de 1963; mosteram alguns colegas  ibateenses em um bairro da Cidade Eterna. Elas foram publicadas no n. 28 da revista O Pio Brasileiro, vínculo de união entre os ex-alunos. Na ocasião dessa foto, a revista era dirigida por Luciano Mendes de Almeida que, anos mais tarde, viria a ser bispo-auxiliar de Dom Paulo Evaristo e, posteriormente, presidente da CNBB, no período de 1991 a 1995.

Um dos fotógrafos da revista era o Elídio Mantovani.

(nota: na citada foto que, infelizmente não reproduzimos aqui, aparecem: D. Zioni, Holien, Wolf, D.Décio e Letterio)

Dom Vicente Zioni – em 1963: Bispo-auxiliar de São Paulo, em visita ao “Pio Brasileiro”,  em 1999, arcebispo  emérito de Botucatu.

Holien Bezerra – em 1963, recém ordenado sacerdote em Roma; Em 1999, professor (emérito) universitário de história, aposentado e exímio criador de rãs no interior do Brasil.

José Wolf – em 1963: Calouro do curso de Teologia. Em 1999, competente jornalista em São Paulo, atuando na revista da Editora PIMI (de revistas técnicas).

Décio Pereira – em 1963, calouro do curso de Teologia. Em 1999, Bispo da importante diocese de Santo André e região.

Letterio Santoro – em 1963, calouro do curso de Teologia. Em 1999, Pedagogo na cidade de Garça-SP, professor de latim na Universidade de Marília, criador de polêmicas com o colega Toledo....

(Há a segunda foto aparecendo Pe. Elídio Mantovani, em 1963, na celebração de sua primeira missa)

Elídio Mantovani – em 1963: celebrando sua primeira missa em Roma; Em 1999, vigário-geral da importante diocese de Osasco e “braço-direito” de Dom Francisco Vieira que, “in illo tempore” foi nosso professor e mastro da banda do Seminário.

A publicação destas duas fotos no Echus do Ibaté é a minha homenagem a essas grandes figuras com as quais tive a honra de compartilhar a amizade e vida no Ibaté.

Em tempo: esta minha colaboração já estava pronta quando na tardinha do dia 25 de maio o Márcio Paçoca me ligou em casa para informar que o amigo Elídio Mantovani tinha falecido naquele dia. Fiquei chateado. Elídio, meu chapa, ora pro nobis !

 

 

NOSSA CORRESPONDÊNCIA

Prezado Ex-Seminarista. Estive “pescando” na imensidão da Internet e descobri a home page do Seminário de vocês e estou tomando a liberdade de fazer a propaganda do CD “RORATE”,  gravado pelo Coral Gregoriano de Belo Horizonte e que está à venda aí em São Paulo, pela revista Concerto – tel 535.5518.  Sou organizador, há 22 anos, do encontro anual dos ex-seminaristas do Seminário ?Seráfico Santo Antônio, em Santos Dumont, e, além desses encontros, nós temos todas as quintas-feiras um encontro aqui em Belo Horizonte, para tomarmos umas cervejinhas e um bate-papo e também cantarmos em gregoriano (não é o coral, mas um grupo “ecumênico” de ex-seminaristas: franciscanos, lazaristas, redentoristas e outros)  todo último domingo de cada mês. Por aqui sabemos que existem encontros anuais nos seminários do Caraça, Diamantina, Marian, Congonhas/Floresta (Juiz de Fora), borda do Campo (Barbacena), Belo Horizonte (Coração Eucarístico), Correas (Petrópolis), Aparecida e Bom Jesus de Pirapora (SP). Se você conhecer algum seminarista que tenha estudado em algum desses seminários, por favor, informe a ele e peça para entrar em contato comigo pelos telefones (031) 275.1722 Ramal 211 ou 224.4676. Um grande abraço franciscano, Altair Costa (Tachinha) enfrades@net.com.br

ECHUS:  o Altair nos forneceu o endereço do site do grupo de ex-alunos Missionários Sagrado coração:  http://www.osm.suliminas.com.br/inter-ex.htm

 

 
EXPEDIENTE

Equipe de coordenação: Mosca, Attílio, Jones, Almeida, Márcio e Correa.

Colaboradores: Barbieri, Ferreirinha, Nélson Esteves, Édson Depólito, Attílio Brunacci, Letterio, Antônio Simões, Tomaz de Aquino Toledo, Djalmas judica.

Artigos e colaborações, enviar para:

ECHUS DO IBATÉ

Cx Postal 71509

05021-990 São Paulo-SP

Se possível, enviar material em disquete (texto em Word e fotos hpg.

Os artigos assinados são de inteira responsabilidade dos autores, não expressando necessariamente a opinião da equipe de coordenação.

Internet:  http://www.geocities.com/Athens/Delphi/8915

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ECHUS  - SUPLEMENTO

 

EPISTOLARIUM SABOOHNENSIS – II

E P Í L O G O

 

ENIGMAS DE UM  “SINGELO TEXTÍCULO”  E UM  “QUERIDO DIÁRIO”

TOMAZ DE AQUINO TOLEDO (59-62)

 

ESCLARECIMENTO – Aos leitores de Gripe Asiática, Feliz Qüiproquó e Ecos dos Ecos (de Lettério Santoro, ECHUS nos. 23, 28, 14)  e de outras ressonâncias do diário de uma consciência enigmática. Depois da reação (Echus, no. 28) do respeitável Pe. Luiz Gonzaga ao meu artigo (No. 25, Fontol X Gripe Asiática) e ao texto de L.S. (N.23) volto aqui para esclarecer alguns equívocos infelizes. Peço, pois, desculpas a todos por este aborrecido retorno à crônica  Gripe Asiática, n. 23, e ao F.Qüiproquó, n. 28, de L.S.; desculpas também pelo humor – para desintoxicar – que daí deriva. Este EPÍLOGO revela e encerra, de vez, os enigmas gozosos dos “singelo textículo”  de Letério S. (Echus n. 23 e 28). Abro um debate e me retiro à observação silenciosa. Grato pela atenção!

NOTA (1) Para colegas desinteressados não perderem seu tempo: A semiótica deste texto é “sui generis”,  supõe a leitura dos artigos e cartas, acima.

NOTA (2) Se sobrar interesse e disposição, ler este texto junto com a carta-satisfação, anexa, neste No., ao Pe. Luiz Gonzaga.

 

PRELÚDIO

Sem querer evocar Voltaire, temo, porém, que voltaire à “krônica” Influenza de Letério Santoro. Haja Meloral! Fontol falhou.

RESUMO:   Conta Voltaire que, num belo dia, descia Narciso do Parnaso para o passeio diário junto à lagoa azul. Nesse dia especial, descobria que seu espelho d’água não era fixo, podia refletir outras facetas e miragens, enfim, era mortal. Raios! A formosura não era imortal, um rosto confundia-se com outros?!  O que diria sua Musa, a Virgem do Parnaso!?  N. intrigou-se com esse infeliz  “id pro illud”;  orgulhoso, porém quis se iludir com um “feliz qüiproquó”.  Natural que Voltaire detestasse Narciso. Ele era afeio e não gostava de enigmas que leh custavam tempo e $ para decifra-los. V. era uma espécie de Mister “M “  iluminisionista da época. Ele explica:  a lagoa era habitada por delfins, lá do aquário do Oráculo de Delfos. N. sempre enviava a sua Musa sonetos de amor rimado em papiro dourado. Nesse dia, porém, faltou papiro no arsenal pa-pirográfico. Sobraram só retalhos imprestáveis.  N. sacou, então, um rolo de pergaminho de algibeira, um raro palimpseto de Biblos, dos tempos de “O Nome da Rosa” de U. Eco, e o lançou, então, ao lago, perturbando a placidez da lagoa. Bingo, o golfinho distraído, se assustou: achou que era um peixe-espada. Que nada!  Era só um ... “singelo textículo” flutuando.  N., impaciente, não esperou passar a turbulência das águas: ajoelhou-se, ávido para se mirar e ... logo se prostou, furioso, ao ver, no espelho da água turva, seu rosto apolíneo ... deformado, dionisíaco.  Daí, bem, daí o safado Voltaire já contou.

 

PAUSA PARA MEDITAÇÃO

 

Falei com meu espelho de sala e com o do lavabo: “E agora? L.S. ainda não entendeu!  Libero o Apolo ou o Dioniso, Caim ou Abel?  O espelho, claro, nada falou. Optei, então, pela continuidade do bom-humor e dei vazão às alegorias surrealistas (3a. Via), um campo de linguagem e intelecção próximo às parábolas do evangelho; ao mesmo tempo, porém, me vi obrigado a esclarecer a “missa leiga” em linguagem, espero, direta e clara.  Tento, enfim, tirar a “trave da própria vista” para melhor enxergar o próximo.

 

CARO LETTÉRIO !

 

Não quero me repetir nem me alongar, mas, “singelo textículo”, de modesto piloto-kamikaze turbinado disparando a esmo pela Galáxia de Gutemberg ... eclipsa a visão.  Ademais, longa e escandalosa exposição do “singelo” dá infla(ma)cão e “atentado ao pudor”.

Vai dar trabalho, pois me obriga a uma rigorosa circunspecção, e, lamento, à circuncisão. E o preço do Debut.  Exige também inciso semântico afiado no canal deferente, para evitar mais efeitos eco-reverberativos desagradáveis, e raio laser para decodificar o “Feliz Qüiproquó”.  Pra te reservar, vou ter, aqui, que registra-lo, abrev/ de ‘SINTEX”.  Vamos lá:

 

O  “SINTEX”

 

1 – Vc afirma:  “Jamais/imaginar que meu singelo textículo merecesse tão acurado estudo de um colega de seminário”.   E mais adiante,  “P. ex.  no item 8”... Vc esperava outro que não um colega?  Então, é bom ler minha carta-satisfação, anexa, ao venerando Pe. Luís Gonzaga.

Ele não foi colega, não fez “acurado estudo”, mas concorda comigo num ponto básico. Como bom padre, entendeu minha  “missa”, embora a reprove.  Minha carta-satisfação a explica melhor e o tranqüiliza.  Ali falo de sua origem.  Quero que ele continue lendo o Echus.  Gostaria de lembrar que  “minha missa” é leita.  Brotou espontânea, e não do Sintex (lamento, mas o “embrião” já estava em St. Tomás, in De Veritate q.10-11-16-Vide Logos spermaticos.  Ela deve ser lida como um RITO mesmo, ou seja, uma seqüência de atos, ações com coerência simbólica,  não são meros itens  de uma tese acadêmica.  Assim, o tal “ITEM 8” é COMUNHÃO=8O. ATO, hora de reconciliação, recohecer o valor do próximo, ceder, transigir” etc.  É  (conm) seqüência do 7 Ato-Memento II, hora de se preparar para a comunhão, lembrar o passado, só para dizer ... “vi muitos erros e relevo, entendo a ideologia e a subordinação dos tempos, não preciso citar nomes, acusar senão, não seremos dignos de comungar”; no 2o. e 3o. Ato-Ofertório: “confessamos e oferecemos nossa atenção e respeito aos vivos” e como essa “missa” é leiga, é franca e aberta” no 4 e 5 Ato, atualizamos nossa fé.  No 6 Ato, para consagrar o talento tive que fazer o papel de Judas (!) e trair a missão.  Não, não vou me enforcar!  Sabe por quê?  Faltou $ para a corda! ... os 30 denários foram pra caixa do Gran’Anás e de Ka&Fax, mas não conta nada ao  Mosca nem ao Almeida; eles alegaram gráfica, correio arisco, fiscais, vereadoers, FMI, etc. Tudo bem!  Mactub! 

 

PAUSA-RECREIO / VER NOTAS    LUDOPÉDIO = SFAIPOMAKIA

 

2 – Vc se surpreende que sua narrativa se transforme em “pornodelírio gótico/pornofobias (sic)/ clima de suspense delirante/pesadelo.” O que dizer?  O uso do “textículo” já não dá uma subreptícia e “singela” pornoidéia apelativa?  Por precaução, sondei a reação dos colegas em relação ao SINTEX. Vc. Sabe, né?  macaco velho não pula em galho seco.  Transcrevi tudo o que ouvi, exceto “pornofobias” (!?).  Eu escrevi pornofonia.  Lapso seu, acontece.

RESULTADO DA SONDAGEM

ESTILO:  “provocador, irreconhecível, abusado, fofoqueiro, inquisitorial”;  ouvi coisas, aqui, irreproduzíveis;  todos estranharam, mas reconhecem o direito de manifestação, e há o seu fiel-apoiador de suspense: o Beta!

 

3      -  “P E S A D E L O

 

Tive quando tentei entender os impulsos que levam ex-colega, tão mariano, “flagelar”, de repente, outros coletas (Soocorrooo, Tiazinha!)  com um velho diário suspeito, e, ex confesso, em conflito consigo mesmo (v. Ecos dos Ecos).  O “Si n t e x”  é um meteorito de 40 anos-luz, de vulcão extinto em Plutão!  Como viver nesse palneta sem con-sider-ar universos paralelos?  Tive que me “transduzir” ao mundo surreal.  Vamos, então, ao descon(sc)ertante:

 

4      –   PENSAMENTO SURREALISTA

 

Me apareceu há 20 anos num surto de germanite acadêmica, na fase de doutorado em filosofia do mito. O estresse provocou crise febril e exigiu qwuarentena. O bom foi não me doutorar em mito, mas virar especialista em “vírus hermenêutico”;  entendo certos delírios, por isso, de certa forma, tens razão ao dizer, “orgulhoso”:  “E eis que da semente de meu singelo textículo brota uma tradução com hermenêutica fantástica” Nem tanto ...  colega, nem tão fantástica.  É dor, sofrimento, vivência.  Mas Kronos derrete tudo como no relógio surreal de Salvador Dali; devora os filhos no Hades e os dá à luz no Olimpo.

 

5      –     R I S O T E R A P I A

 

Pelo menos produzi uma boa coisa, Vc msmo admitiu:  “Faz-nos rir e pensar ao mesmo tempo”.  É típico da atitude surreal. Tenho na gaveta a cartilha e as regras (!). Apesar do humor, há ética e terapêutica nessa práxis.

 

6      – DANTE RETORNA  (T)  URBINATE

 

Vc insiste e volta à carga:  (a)  “mas não era ele Tomaz que eu me referia / cia o Ary /   (b)  Só se esqueceu de falar de seus irmãos  (c)  Possivelmente (sic)  Na memória, ambos me aparecem, muito vagamente (sic) um isso/. Outro aquilo  (d)  Cfm. Reza”   Em outeros trechos, me elogia: “arguto, criativo, especialista, bom, caro, nobre Tomaz”.  Bondade sua!  Diante disso:

 

INTERLÚDIO

 

Após esse ritornello e 10 doses de whisky é impossível não pensar surrealisticamente.

Item por Item:

a – O EFEITO INFLUENZA

Não posso crer: então eu não sei quem eu sou?  Bem, então, vamos riscar o “arguto e criativo Tomaz”,  pois virou insulto. Releia a “missa” , 3 e 7 Ato. Me siga:  falo do Ary ... depois vem, “Não importa” (...)   Está claro, não?  (reticências entre parêntesis), tradução: “não importa quem seja, fulano ou siclano, senão terei que no 7 Ato acusar também, e eu não o fiz, doutro modo, como poderia comungar, reparar, e ver o seu mérito?”  Mesmo assim, o Pe. Luiz Gonzaga não me poupou e se indignou (com razão), pois, julgou que eu fazia  “referências desairosas ... julgamentos injustos...”,  ou seja, falsos e levianos “sobre a formação ministrada”  Percebeu agora os efeitos colaterais deletérios? ...  E lá fui eu de cambulhada no efeito Influenza do Sintex  infla(ma)do.  Vc. Lustrou tanto o Sintex, que confundiu até o próprio Pe. Luiz.  E agora ...?  Voltando: provo tudo que escrevi. Mas para quê?  Quem tem interesse em difamação, intriga?  É para isso que serve o Echus?  Agora, ficai de joelhos no milho, enquanto me confesso com o Pe. Luís.  “Carpe diem” lendo essa” freqüentava minha casa uma amiga e freguesa de minha mãe, sabe quem era?   Era a amante de um famoso bispo (falecido)  de SP, por isso sabíamos de detalhes que ocorria no seio da Mitra.  E daí?  Devo, por isso, buscar o samurai perdido dentro de mim, pegar carona do kamikaze-doidão, de plantão no bairro da Liberdade, para se estatelar nas torres da Sé com o rolo do kami debulhando a manchete:

“Episcopus, fili mi, com quem Vc MITRAIU?” Nunca revelei isso antes. Ao Pe. Luiz, revelo fatos edificantes. Não posso aceitar que ele me interprete mal, meu texto é antídoto e não “veneno”;  ele está certo ao reclamar” “Os nos. 23, 25 me entristeceram’Já basta o veneno que os sem fé despejam na mídia/” Claro, não é por aí.

b – CASO DE CIRCUNDUÇÃO !?

E por que deveria eu citar nomes, se é Vc o promotor e juiz, e os arrola como (bem ou mal)  qu3er?  Como vê, não se trata de “esquecimento” (!!).  Aliás, foi Vc quem se esqueceu do bem-te-vi-papa-grilo atrás da orelha do seu diário.  No 9 Ato, Exortatio, falei disso, mas não adiantou. Por que inverter tudo?

c – DIÁRIO OU NOCTUÁRIO?

Vc tem um diário, não me acha na época, ó Diógenes-vagalume, e só tem “vaga lembrança” dos indiciados?!    E o ? bando de contestadores”,  de repente, passa a ter ? “bom sentido”?  Aiaiaiaiai ...! o que houve?  Grilos deleteriolando a memória?!  (Perdão!)  E no ...

d – CRÔNICA, REZA OU B.º ?

Lemos: ... “cfm.  reza (sic)  minha crônica”  Reza (?!)  assim como reza na missa, no s códigos, nos Autos da Barca do Inferno ?  “Inês é morta?,  meu.  E ainda se surpreende que a narrativa seja “pornodelírio gótico”!   “Gótico, dark” são tribos da moda:  curtem necroscopia mística.  Já estou rasgando o meu Rousseau, Jung, Wittgenstein, Pierce, Chomski, Lacan, Macluhan.  E vou visitar o Zé do Caixão.  Eu ... “especialista” !?   Corta isso.

e – ESTRANHOS PRAZERES

Aí Vc me arrasa:  “A gripe ásia/como pude ler com satisfação (sic) em meu Diário, explodiu em ...”  Mas que raio de “satisfação” é iessa?!   (Tiazinhaaaaa, me ajude!)   E ainda me consola:  “E claro que meu esclarecimento em nada diminui a beleza, argúcia ...”    Grato, grato por me aliviar!  Já estava frustrado, mas já dei o Marcuse, queimei a teoria sado-masô do Freud, e te dou de presente “O Riso” de Bérgson. Corta o arguto –argh!  Como sou feio.  O Reich vou segurar, precisarei dele.

f – CONVICÇÕES AMBÍGUAS

Vc. Lembra que eu:  “levantei a questão da educação sexual repressora, que indiretamente está pressuposta em meu (seu)  escrito”.  Por supuesto, ó nobre galliego!   Devo pressupor também o celibato que Vc excluiu do meu texto, como se não tivesse correlação alguma?  Por que omitir o cerne da questão?  Por que não explicitá-lo?  Ora, “linguagem indireta”,  sub-entendidos, excitam a imaginação do leitor e são, entre outras, chave de suspense e ambigüidades. Tantas imprecisões nessa crônica dá ao leitor, agora, o direito de pensar em manipulação de um diário por uma consciência em conflito com sua vaga memória.  Dá motivo para suspeitar das intenções do autor, quando – excitado por uma esdrúxula “satisfação” interna qualquer – forja personagens e cenários para ajusta-los ao enredo que lhe permite obter aquela mesma estranha satisfação.  Como vê, meu caro, não houve “qüiproquó”,  e, ipso facto, muito menos “feliz”.  É o que dá misturar reza com anedotas.  É, também  não sou “nobre” nem “bom”, apague-os. E assim, Vc me reduziu, refinadamente, a cinzas.  Parabéns!  Tentarei renascer como Fênix lobo aí abaixo (7).  O problema dos sonetos são as emendas.  Desfaço, pois, o último equívoco.  Qüiproquó!  Essa é boa!  Parece nome de placebo para amnésia!  Ou ... um astuto pedido de amnistia !?

OK, Herr Prefeito dos estudos!

ROMA LOCUTA CAUSA FINITA !

 

7      - ECOFONIA SALUTAR

Então, tá, esqueçamos tudo.  Vamos ao mais edificante, o seu  Ecos dos Ecos, no. 14.

Eu o desconhecia. Juro!  Se li, não registrei.  Tivesse lido, teria eu ? celebrado?  Outra “missa”, solene, aliás, como concluo essa, só com o 8o. e 9o. Ato, reconsiderações e tons propósitos, que é como se deve concluir toda missa, até o 10o. Ato: Pax Nobiscum!

 

8o.  9o.  10o.  A T O

Vc nos obrigou a ressoar o “Ecos dos Ecos”.  Se o SINTEX  brotou deste, só por falta de quem desse atenção às suas “speculationes” com seu diário, não seja por isso, aí vai minha homenagem à sua comovente autoanálise. A leitura do “Ecos dos Ecos” me impressionou. Que incrível!  Está tudo lá, transparente!  Pude reconhecer ali o autêntico Leterino, franco, frágil, sensível, humano, lírico, grato, autocrítico, confessando as dimensões de seus conflitos; ‘tá lá ...”  depois de ler páginas amargas, pessimistas e envenenadas do primeiro diário, rasguei-o/”: nesse trecho, aparece sua luta interna com a ditadura dos tempos ... Aí Vc. Entrou na “minha missa” direto no 7 Ato; depois:  “Subitamente/ disparei a escrever sobre disciplina / despontavam já naquela época os primeiros dentes de um possível tiranete (grifo meu)  “olha só  Vc. Rezando a “nossa missa”,  2, 4, 5 e 6 Ato; e continua ... reconstrói, em si, o eterno embate entre Caim e Abel ...: “ no 2o. Vol-diário:  pouca coisa se salva de agradável, espontâneo, original.  É uma seqüência de pieguismos que escondem ( ou relevam?)  o olhar e o coração de um maniqueu (grifo meu)  extemporâneo/”... BINGO !! acertei!  Foi mesmo o MANIQUEU !!! – Por que soltou o maniqueu?!!  Depois vemos lampejos de ira da alma no (s)  “angustiae” estreito (s), perdida num vale entre o divino e o humano, entre o Medioevo e a Renascença, perseguindo caminhos interiores que libertem o pensamento cativo e domestique a libido através da saída sublimada para esse sofrimento contido: “O sofrimento calado daí / era sublimadamente transposto para os diários e poemas/” Grafólogo sagaz, detecta até na “letra tombada”- a delicada travessia da “infância” para a “inocência perdida” e a prancha que salva, a “Literatura”;  casava os anseios de leigo à vida religiosa estruturando a afetividade vacilante.  Atento à tirania dos tempos (7 Ato) sente-se, aos 18 anos, espremido entre tolerar e cumprir o dever.  Por fim, lança um repto (9Ato): analisar a “história da nossa educação religiosa” ...  E quem senão Vc mesmo estaria mais habilitado, já que o impulso é seu?  Sou franco e pessimista:  nada vai mudar na educação religiosa, se a Igreja não rever a questão da educação sexual repressora, visceralmente associado ao problema do celibato.  E por conseqüência, o papel da mulher no culto, sua dignidade na administração dos sacramentos, enfim, rigorosa revisão do patriarcalismo religioso. Só assim veremos a imagem da Virgem Santa viva e real na mãe favelada, violentada, explorada, esquecida, desempregada.  Mas não acredito em mudanças. Acredito, sim, nas confissões, nas autobiografias, igual a sua, do Toschi: louváveis. A via da “Gripe” é  “statu nascendi”, contaminada, nada cristã.   “Tô fora.  Considere a via virtuosa e a trialética.  Minha dica :  ler o cap. sobre a  “Peste Emocional” in  “Análise do Caráter” e a obra  “O Assassinato de Cristo”,  ambos de W. Reich.  Para refrigerar:  “Certas Subtilezas Humanas”  e  “Poemas Sem Ismos” de M. F. dos Santos.

 

MENSAGEM FINAL

Na agenda de minha mãe antes de falecer:

“Sorria sempre, pois mais triste que um sorriso triste é não saber sorrir”

 

Tá, nem por isso vamos chorar de rir, né ?  Lá do alto, ela deve estar rindo dessa divina comédia humana que encenamos todos os dias.

 

NOTAS DE LUDOPÉDIO & MANALITATES

 

Nota (1)  Leterino!  As  “peladas” de várzea estão bótimas. Traga sua bola e fuja do Mosca, ele joga bem, mas apita duro co’s  pés e aí ... um chute torto lá no “singelo”,  já viu, né?

Nota (2) DE PROTESTO:   Já me roubaram 2 gols e quase fui parar no hospital. Se o Mosca der outra vez de juiz ... tsisis ... tsis  SCHINCARIOL nele e 10 a 0 para nós.  Ele sentirá a marca da minha “conga” em sua canela.  Oi Fanchini!  Minha C?C Vc. Já tem, né?

Nota (3) O Mosca não gostou e "O? as Notas 1,2

Nota (4) Nota “0” pro Mosca pra não bancar o censor.

Nota (5) Aí!  Todo mundo censurando todo mundo.

Nota (6) Como sou velhaco!

Nota (7) Tu quoque, fili mi!

Nota (8) Então, ta, vai aí um copsss?  Claro ou ... ?

Nota (9) Tudo bem! Mas da próxima vez, vai na bola, ta?  Não jogue com bola quadrada, nem muito cheia. É simples: é só mostrar o seu jogo e não expor o “singelo”, e não esqueça a camisa ...

Nota (10) Sorria!! ... Você está sendo filmado !!!

 

P O S T L Ú D I O

 

A O     E C H U S

Por que não lançar uma

Votação para mudar o nome

Do nosso Informativo? Que tal:

Piupiu do Sabiá Ibateense. Patativas

do Ibaté, Crocitar do Corvo. Silvos e

Sibilas do Ibaté. Vozes e Gorgeios do

Sábioóh, Papo-mocho da Garça, Gralhas do

Ibaté. Chilrear da Araponga. Sussurros do Cuco.

Murmúrios do Tico-Tico. Grasnar do Carcará.

Pipilar do Pica-pau. Grilos e Vagalumes do Ibaté

Uirapurus do Saboóh. Ibaté dos Sabiás uivantes.

Credo! Não e não!  Acho melhor vocês sugerirem.

ELENCO & TRILHA SONORA

Bando Canoro: Pterossaurus Saboóhnensis

Regência: Dante (T) urbinate

Com(sc)erto: Tocata & Fuga

TOM: Lá minor a S i major

Desconscerto: Polka – Maxixe

Iluminação: tomaz a. Toledo

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Original                                                  27/02                      - Meu aniversário

Versão 1:                                                07/03                      - Dia de S.Tomaz de Aquino

Versão 2:                                                08/03                      - Dia da Mulher e S. João de Deus 11.03.99

Versão 3:                                                16/03                      - SP. 8o.aniversário de morte de meu pai, João de Deus.