ECHUS DO IBATÉ
INFORMATIVO DOS EX-ALUNOS DO SEMINÁRIO DO IBATÉ - São Roque-SP
EDITORIAL
Contradizendo a letra da música cantada por Jorge Bem Jor,
este ano, em fevereiro NÃO tem carnaval! Contradizendo
também as más línguas, desta feita, no Brasil, o ano já começou efetivamente
neste fevereiro, antes do carnaval, que neste ano será em março. As férias
terminaram, os recessos findaram, as aulas recomeçaram, as atividades
reiniciaram.
Para nós todavia não houve recesso; o ECHUS foi
distribuído em janeiro. Janeiro também marcou o retorno ao CIRCOLO ITALIANO
e ao Boi-na-brasa: “O Bom filho à casa torna” , assim se inicia a
matéria do colega Paulo Toschi, publicada neste número, registrando o acontecimento.
Fevereiro chegou e, na primeira sexta-feira, lá estivemos
novamente, no Círcolo e no Boi-na-brasa, com muita alegria, com a presença de
novos freqüentadores (colegas recém-contatados pelo Simões) e, conforme se
expressa o Paulo Toschi, “dividindo a marmelada”. E a bem da verdade se
diga que a fatia da marmelada nunca ficou mais do que R$ 20,00.
Neste fevereiro já deveríamos estar com o nosso cronograma de atividades pronto.
Porém, algumas naturais dificuldades em ajustar datas não nos permitiu definir
o calendário para 2000. Contudo, o Fioravante e o Fierro já nos enviaram
notícias da confraternização, que será realizada no próximo dia 1º de abril na
cidade de Itu, com missa seguida de desafio futebolístico e almoço. O Paçoca, o
Manga, o Attílio e o Araçá estão em tratativas com a administração do Seminário
do Ibaté, com a intenção de marcar um encontro futebolístico lá. O Rovirso e a
esposa Oksana também nos convidam para retornar a Itatiba.
Faltaria ainda definirmos as datas e locais para realizarmos
as já tradicionais Missa de Páscoa dos Ibateanos e a Alcachofrada.
Neste Fevereiro celebramos também o terceiro ano da partida
de Dom Constantino Amstalden para a Casa do Pai.
DOM CONSTANTINO AMSTALDEN
Neste fevereiro celebramos o terceiro ano da partida de
D.Constantino Amstalden para a Casa do Pai.
Dom Constantino nasceu em Helvetia, município de
Indaiatuba, SP, no dia 07 de julho de 1920. Filho de imigrantes de Obwalden,
Suíça, ingressou no Seminário Metropolitano de Pirapora em 1933, onde
fez o curso secundário até 1938. Estudou filosofia no
Seminário Central da Imaculada Conceição do Ipiranga de 1939 e 1941. Prestou
serviço militar nos anos de 1942 e 1943 no IIIº do IV R.I. e na IVª C.R. de São
Paulo. De 1944 e 1947 fez o curso de teologia no Seminário Central do Ipiranga.
Foi ordenado presbítero em 08 de dezembro de 1947, na Catedral de São Paulo,
pelas mãos de Dom Antonio Maria Alves de Siqueira, Bispo Auxiliar.
No ano de 1948 foi vigário paroquial da Paróquia de Santo
Amaro, em São Paulo. Trabalhou no Seminário Menor Metropolitano do Imaculado
Coração de Maria em São Roque de 1949 a 1969, onde foi professor de latim e
matemática, padre Ministro da disciplina e Reitor. Em 1970 e 1971 foi pároco da
Igreja do Espírito Santo de Bela Vista em São Paulo.
Em 23 de maio de 1971 foi sagrado Bispo pelas mãos de Dom
Antônio Maria Alves de Siqueira na Catedral de Campinas. Em 20 de junho de 1971
tomou posse como administrador apostólico da Diocese de São Carlos. Em 18 de
setembro de 1986 tornou-se Bispo Diocesano de São Carlos (SP), passando a Bispo
emérito a partir de 21 de janeiro de 1996.
Faleceu em 14 de fevereiro de 1997 na cidade de Itirapina
(SP).
TRIBUTO AO PE. CONSTANTINO
LUIZ FURLANETTO (49/53)
A intenção não é abrir polêmica, pois sei que Pe. Constantino
era adorado por uns, amado por muitos e odiado por alguns. Desejo apenas
testemunhar a passagem do Pe. Constantino na minha vida.
De 1949 a 1953, fui seminarista do Pe. Constantino. Para
ele, a vontade era o essencial na formação do caráter, na luta para se alcançar
objetivos. Pe. Constantino, além de ser de origem germânica, havia passado pelo
exército, daí talvez, a explicação para seu modo rígido. “Querer é poder”,
independentemente das características psicológicas pessoais, parece ser a máxima
de sua formação.
Foi, em “síntese bem sintética”, o que tentou passar para
os formandos. Quantas horas gastou
conversando comigo, para mostrar-me que o orgulho e a desavença não produziam
benefício algum. Devia lutar contra mim mesmo para dominar meus instintos e,
com minha vontade, direcioná-los para Cristo.
Nessa época, Pe. Constantino teve influência benéfica em
minha vida.
Passados 10 anos, tendo estudado Filosofia e Teologia, não
era mais o “seminarista do Pe. Constantino”. Havia crescido, amadurecido,
encontrado o meu próprio caminho. Isso o incomodou.
Era, também, uma época de grande efervescência:
Política – todo o ambiente que antecedeu o golpe de 64.
Religiosa - o Concílio
Vaticano II, do qual surgiram os temas para grandes discussões, que o levaram a
desconfiança e a falta de diálogo.
Atei esses dois momentos contrastantes para mostrar que
conheci os dois lados do Pe. Constantino.
Ele era apenas uma pessoa que acreditava em alguns valores,
uma pessoa com grandes virtudes e alguns defeitos. Depende em qual faceta
olhamos para admirá-lo.
Teve, porém, a humildade de, em nosso primeiro encontro, em
1993, de público, pedir desculpas.
Era um grande homem, dentro de suas limitações.
Verdade que em 1963, já Padre, como Ministro de Disciplina
no Ibaté do Mons. Constantino-Reitor,
sofri bastante.
IL BUONO
FIGLIO
Paulo Francisco da Costa Aguiar Toschi (49/53)
O bom filho à casa torna. Três meses foram suficientes para a saudade nos trazer de
volta ao Círcolo Italiano e ao Boi na Brasa. Nosso grupo alegre,
brincalhão e barulhento não se acostumou à meia-luz e ao isolamento de uma
boate, muito elegante, porém, mais adequada para o encontro de casais
sussurrantes, à luz de velas ou sem nenhuma luz, ouvindo música para sonhar e
para dançar. E uma boate, é claro, não tem estrutura para servir jantar a um
bando de esfomeados.
Muito obrigado ao nosso colega e amigo, que nos ofereceu a
oportunidade de conhecermos aquele ambiente, de que não abrimos mão de
desfrutar, em ocasiões adequadas. Todavia, não tínhamos o direito de deixar
morrer a animação que sempre marcou os encontros de nossa turma. Além disso,
havia a questão do preço. A fartura da churrascaria, a preços populares, ou
ainda o valor módico do jantar do clube dos italianos são condições sine
quae non para manterem-se unidos os colegas de todos os bolsos.
Em nossa casa do Ibaté não havia discriminação. Nunca se
perguntou se alguém era patrocinado pela Obra das Vocações de sua Paróquia ou
se contava com o apoio financeiro de seus pais abastados. Sempre fomos todos
iguais, participando das mesmas delícias e das mesmas agruras, nos anos em que
convivemos sob as bênçãos do Coração de Maria. Aprendemos a lição de repartir a
lata de goiabada. Não podíamos, no limiar da terceira idade ou nela avançados,
renunciar a essa igualdade e a essa fraternidade. Na última vez em que
estivemos na boate, cada um pagou a sua conta. Não é este o espírito que deve
prevalecer.
No Boi do Circolo ou na Brasa Italiana
dá para a gente repartir a marmelada com os que não receberam visita. No mês em
que não tivermos recebido mesada, sempre teremos a certeza de que um colega nos apoiará, repartindo o pão
(e o vinho, que, ora bolas, ninguém é de ferro – ou será de fierro?).
Os Brunacci, os Fierro, os Lui, os Toschi, os Barbieri e tutti
quanti podem sorrir novamente em sua Pátria nº 2, pois, ubi italicus,
ibi Itália. E o Pedro Sansone, o
terror dos garçons, já está apto a fazer suas contas no guardanapo. Só tem uma
coisa: o grupinho do vinho reivindica o direito de pagar em separado a sua bebida,
para que o Mosca não fique apreensivo, quando pedirmos a 7ª garrafa (Corazza,
como você foi perder esta farra?), e o nosso xerife não estrague o seu jantar,
temeroso da ameaça de ter que participar de um rateio extra (esta observação
final, Luisinho, é uma maledicência que zumbiu em meu ouvido).
E, por falar em Presidente (mas quem foi que falou em
Presidente?), meu bisavô foi o Presidente do Circolo d’Onore Breccia de
Porta Pia, uma associação cujo único objetivo era reunir os amantes do
vinho. Sugiro a criação do Circolo d’Onore Colli di Saboó. O Presidente
poder ser o Germano (ubi vinus, ibi nóis).
ACADEMIA, CARTOGRAFIA, CALIGRAFIA E QUEJANDOS
Luiz Roberto Soares-Araçá (64/69)
Não me admira nem um pouco que o único defensor do (pseudo)
mapa do MOSCA para a “cidade” de
Salto tenha sido o TOSCHI. Quem dera! Como
dar credibilidade a um “lunático”? (apud Pe.JAIR) . Além do mais, reforçou minha tese, ao citar o CORAZZA. Ora, se nem o “dono do
Seminário”, oriundo de Salto, conseguiu chegar ao local do evento com a
“orientação” do mapa, é porque, obviamente, estava mesmo muito mal feito. Chega
de Cartografia, vamos para a Academia (de Letras).
Antes de mais nada, aqui vão meus aplausos para o GETÚLIO pela lembrança da
importância do Grêmio Literário Pio XII na nossa formação. Meus efusivos
agradecimentos ao GERALDO ABREU (64/66) por ter conservado este relicário, e ao MOSCA pela publicação do texto
“GENOVEVA”
divulgado na edição de nº 37 do ECHUS.
Fiquei sensivelmente emocionado ao abrir o jornalzinho e me
deparar com a “Genoveva”, velha conhecida, em “carne, osso e pescoço”, com
a minha antiga lavra, que imediatamente
reconheci. Fiz este trabalho, lembro-me bem, baseado num livro de mesmo título,
que recebi como prêmio de “Honra ao Mérito” das mãos do saudoso DOM CONSTANTINO, numa
daquelas sessões periódicas havidas no “Estudão”, aguardadas com ansiedade por
uns e aflição por outros, para anunciar as temidas notas escolares. Eu sempre
disputava “pau a pau” com o SÁVIO (64/69) as primeiras colocações, e quando ele não conseguia
o 1º lugar chorava copiosamente, com medo de levar “pito” do rigoroso tio.
Escolhi o pseudônimo de EDER JOFRE, porque eu era franzino como o famoso
pugilista, embora menos forte, e seu grande admirador.
Quanto ao texto “O pote e o lenhador”, veiculado na edição
de nº 38, pasmem, recebi 2 (duas) latas de leite condensado cozido para passar
a limpo para um colega de turma, que já possuía grande habilidade nos pés e
nenhuma nas mãos, constituindo-se sua letra verdadeiro hieróglifo, indecifrável
até para Champolion.
Mais do que nunca, nosso querido Seminário de São Roque
continua sendo uma fonte inesgotável de alegres lembranças. Conseguirá produzir
ainda bons frutos na medida em que tivermos capacidade de aproveitar para
nossas vidas tantas coisas positivas que aprendemos.
GRÊMIO LITERÁRIO PIO XII
Damos continuidade à reprodução de outra página do LIVRO DE OURO DO GRÊMIO LITERÁRIO PIO XII, precedida de trecho do texto do MONS.
GETÚLIO VIEIRA:
“...Quando em dezembro de
73 o nosso Seminário do Ibaté encerrou sua missão, fiquei de posse do LIVRO DE
OURO do nosso Grêmio, que ainda estava na ativa... De posse do Livro de Ouro,
quis que os colegas se recordassem de seu conteúdo e das inimitáveis letras de
nossos antigos mestres e colegas. Que tal reconhece-los?...”

“ O cultivo
crescente e aprimorado das letras pátrias, dentro de um Seminário, quer sejam
essas letras faladas ou escritas, não é apenas um conselho respeitável e
paternal dos nossos superiores ou um incitamento encorajador e entusiasta dos
nossos mestres.
Muito antes, lá pelas primeiras horas do Tempo, emergiu,
no plano divino da Redenção Humana, o Ministerium Verbi, como o meio
divinamente humano e humanamente divino para a extirpação do vício, para o
enraizamento da virtude, para a cristianização dos povos, para o rechamamento
dos transviados, para a proclamação da Fé e para a glorificação de Deus.
Ora, Ministerium Verbi supõe noviciado,
familiaridade e mestria tribunícia, e esta não dispensa, mas pressupõe o trato
metódico, acurado, incessante e devotado às letras pátrias.
E como tudo isso integra, objetiva e perfaz os ideais e as
finalidades do “Grêmio Literário Pio XII”, é para mim ensejo de envaidecimento
e de júbilo, como fundador deste Grêmio Literário e seu primeiro Diretor,
deixar aqui consignado, no momento da minha retirada deste Seminário, os meus
votos ardentes e vibrantes de:
PARA A
FRENTE, SEMPRE PARA A
FRENTE, E PARA
O ALTO,
MEU SIMPÁTICO E
QUERIDO “GRÊMIO LITERÁRIO PIO XII” !!!
São Roque,
Seminário, 9 de novembro de 1951.
Cônego João Bueno Gonçalves ”
PESQUISA
MARPLAN
Francisco Ferreira de Almeida (64/69)
Na edição nº 36 publicamos o conjunto de respostas
referentes ao informativo ECHUS quanto ao seu formato, interesse de leitura,
conteúdo e sugestões. Na edição nº 37 apresentamos as respostas referentes às
atividades do grupo de ex-alunos e professores e opiniões sobre as perspectivas
para o nosso futuro. Hoje, comentaremos o último grupo de respostas relativas
ao perfil de nossa comunidade de ex-alunos do Seminário Menor do Ibaté.
24 – Faixa etária
Até 50
anos 30%
Acima
de 50 anos 70%
25 – Estado civil
Solteiro 11%
Casado 70%
Desquitado/Divorciado 11%
Vive
maritalmente 5%
Viúvo 1%
Sem
resposta 2%
26 – Ano que saiu do Seminário
Até
1963 61%
Após
1963 32%
Não
responderam 7%
27 – Região que reside
Cidade
de São Paulo 54%
Interior
de São Paulo 22%
Grande
São Paulo 12%
Outro
Estado 11%
Sem
resposta 1%
28 – Atividade profissional
Aposentado 50%
Aposentado
com atividade 35%
Advogado 5%
Professor/educador 5%
Contador/Administrador
de
Empresas/economista/consultor 5%
Padre/Bispo 4%
Funcionário
público 3%
Sem
especificar atividade 8%
Aposentado sem atividade
15%
Não
aposentado – na ativa 47%
Contador/Administrador
de
Empresas/economista/consultor 14%
Professor/educador 9%
Advogado 4%
Outras-várias
com 1% 20%
Não
responderam 3%
29 – Renda média mensal (familiar)
Até
700,00 4%
De
701,00 até 1.400,00 15%
De
1401,00 até 2.800,00 21%
De
2801,00 até 5.600,00 31%
Acima
de 5.601,00 29%
Média
geral 3.900,00
30 – Ocupações favoritas (lazer)
Ouvir
música 69 Palavras cruzadas 23
Leitura 69 Pesca 17
Assistir
esportes 54 Ir ao teatro 15
Ir à
praia 41 Viajar ao exterior 14
Viajar
dentro do Brasil 38 Ir a concertos
musicais 11
Ir ao
cinema 28 Jardinagem 11
Praticar
esportes 24 Jogos de salão 10
Cuidar de sítio/chácara 22
Outras
respostas: culinária, tocas instrumentos musicais, colecionar algo, fotografar,
jogar xadrez, escrever/estudar,
caminhar/pedalar
31 – Espaço aberto - 53%
aproveitaram este espaço para emitir opinião:
ELOGIOS 30%
Parabéns ao dirigentes do ECHUS e organizadores dos encontros 22%
Parabéns
pela iniciativa da pesquisa 12%
Fico
feliz com a existência do informativo
6%
É
muito louvável a confraternização entre alunos/familiares 5%
SUGESTÕES 18%
Divulgar
a relação de endereços dos ex-alunos/professores 5%
Publicar
mais fotos do Seminário/antigas e novas 2%
Encontros
anuais/com maior freqüência 2%
CRÍTICAS 11%
Evitar polêmicas/debates/ataques pessoais 8%
COMENTÁRIOS 5%
Leitor se disponibilizando para cooperar 2%
32 – Identificaram-se no questionário
Sim 58%
Não 42%
Com estas respostas concluímos a publicação das principais
informações colhidas e tabuladas na pesquisa gentilmente elaborada pelo
Instituto de Pesquisas Sociais Marplan, através do nosso colega Luiz Carlos de
Oliveira, um dos seus diretores. Na próxima edição apresentaremos um comentário
conclusivo, destacando as respostas que mais nos tocaram e alguns caminhos e
correções já percebidas. Vale relembrar que todos podem e devem enviar
comentários sobre a pesquisa, esta era uma das intenções ao realiza-la,
provocar mudanças para melhor atender aos anseios de todos. Um forte abraço a
todos.
NA CASA DO PAI
Faleceu no último dia 26 de janeiro, em São Paulo, o nosso
colega
ANTÔNIO PEREIRA BEZERRA (61/63).
Aos familiares nossas mais sinceras condolências.
CHINÊS, BRASILEIRO OU AMERICANO?
ANTÔNIO SÉRGIO PAVÃO (66/69)
Dos sessenta novos seminaristas que partiam em 06 de
fevereiro de 1966 para uma nova caminhada (IBATÉ), estava um chinês – SUN KEN MI. Direto de Hong Kong, passa por São Paulo/São Roque e
chega a New York. Quem imaginaria rever tal sujeito que simplesmente evaporou?
Eis que em novembro de 1999 a grande surpresa – o Sun está no
Brasil.
Aproveitando o encontro mensal da turma de São Roque,
tive(mos) a oportunidade de rever mais um. Algumas horas foram suficientes para
relembrar momentos, anos de convivência (4 anos em São Roque mais 3 na Penha),
insuficientes para matar as saudades.
(Na foto:
Antônio Simões, Sun Ken Mi e Luiz Roberto Soares (Araçá)
Não consigo expressar os meus sentimentos sem lembrar e
utilizar duas canções de Milton Nascimento – CORAÇÃO DE
ESTUDANTE e a CANÇÃO DA AMÉRICA.
Estas, o Zé Legal, José Cardonha, vai gostar, outro companheiro/amigo de jornada que se juntou ao grupo de São Roque, que em:
·
1970 –
faria o colegial no Seminário da Penha;
·
1973 –
Filosofia (Ipiranga) Seminário da Freguesia do Ó, e
·
1976 –
Teologia no Seminário do Ipiranga.
Canções que não podem ser
lidas, mas ouvidas com o
coração e os sentimentos.
Pausa
– o telefone toca – adivinha quem é? É o Djalma Augusto de Medeiros (outro AMIGO
DO PEITO) ligando de Volta Redonda para
pedir o endereço do Sun. Que
coincidência! Justo no momento em que estou tentando escrever para o ECHUS sobre o próprio. Mais um
momento de alegria e satisfação em ouvir aquela voz com sotaque carioca (afinal
das contas são 22 anos de convivência na baixa fluminense). Mesmo assim,
continua palmeirense, ou
como diz o meu pai “palmeirista”.
Grandes lembranças não Djalma? (Esta só você vai entender: “MINDINHO”).
Continuando
e finalizando:
Gostaria de falar de um amigo
Adivinha por onde ele anda?
Não importa aonde
está dentro do peito
pode estar nos EUA,
mas está bem perto do que pensamos.
Mesmo tendo que cuidar da sua vida
há que cuidar do mundo, da amizade,
da alegria e dos sonhos que vivemos
e convivemos juntos.
Amigo é coisa pra se guardar
debaixo de sete chaves
dentro do coração.
Mas quem cantava, jogava,
estudava, rezava...
chorou ao ver seu amigo partir,
mas quem ficou no pensamento voou
com seu canto que o outro lembrou
e quem voou no pensamento ficou
com a lembrança que o outro cantou.
Enfim,
Amigo é coisa pra se guardar
no lado esquerdo do peito,
mesmo que o tempo e a distância digam não,
mesmo esquecendo a canção.
o que importa é ouvir a voz que vem do coração.
Seja o que vier, venha o que vier,
qualquer dia, amigo, eu volto pra te encontrar
qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar
E
nos encontramos...
PHOTO ANTIQUA

- 1963 -
EM PÉ: 1. Amauri José Sanches – 2. Sérgio Arlindo
Montini – 3. João Carlos de Lima – 4. Moreira – 5. Valter Cruz – 6. Cláudio José Fondello – 7. Manuel
Correia (ao fundo, com a mão na cabeça)
AGACHADOS: 1. Carlos de Rosa Filho (Sapo) – 2. Waldecy
Gomes da Cunha (Índio ou Waldé) – 3. Paulo Antônio da Cunha Cimi – 4. Jaime
Bernardo Freire – 5. Antônio Paulo Brunelli .
Cessão:
Carlos de Rosa Filho e Antônio Carlos
Marques
COLEGAS LOCALIZADOS
O Antonio da Aparecida Simões Cucio(67/68) informa que
localizou, nos meses de dezembro e janeiro, os
colegas:
ADEMAR MUTTON (55/56),
ANDRÉ LUIZ GALVÃO FRANÇA
(1970) e
FELÍCIO GIRELLI, Pe. (1953).
ROBSON MEDEIROS DA SILVA (57/58),
SÉRGIO OLIVEIRA DE FIGUEIREDO (1963),
O Simões também informa que com o auxílio dos colegas
Milton Fermiano Gonçalves-Macarão(70/73) e José Roberto Rodrigues(62/64)
localizou os seguintes colegas:
ANTÔNIO GALVÃO ROSA (61/62).
AUDELI ANTÔNIO VITOR
(71/72) e
E soube do falecimento dos colegas:
ANTONIO MAZZETTI (55/58),
falecido em 1980,
FRANCISCO ÂNGELO BORSOI (59), falecido em 1965 e
FRANCISCO DE PAULA CERAGIOLI
(51/52) falecido em 1997.
CORRESPONDÊNCIAS E
E-MAILS RECEBIDOS
FABIANO VILLELA DE
FIGUEIREDO, PE. (57/58) – recebemos
cartão com mensagem natalina e com a informação de que no dia 15 de janeiro o Pe.
Ubajara Villela, seu irmão, e ele
estarão comemorando 34 anos de sacerdócio.
ECHUS COMENTA:
A família Ibateana agradece a mensagem recebida e cumprimenta os Pe. Fabiano e
o Pe. Ubajara na data em que comemoraram 34 anos de profícuo sacerdócio.
MÁRCIO PEREIRA DA
SILVA-PAÇOCA (67/70) – Informo que no boletim nº 38, de
janeiro de 2000, na página 5, na PHOTO
ANTIQUA, o nome
correto dos colegas é: Márcio Paçoca,
Cláudio Coelho, Zenique, Sabé, Donivaldo (Baixinho) e Cláudio Gomes. Esclareço
ainda que a foto é do time Leão de São Marcos,
na final das Olimpíadas Internas, em maio de 1970, quando o time da foto venceu
o Galo de Ouro, na modalidade futebol de salão por 5 x 1, sendo dois gols do
Paçoca e três do Cláudio Gomes; para o Galo de Ouro marcou o Arnaldo Caproni.
PEDRO ANÍBAL DRAGO (60/63) – Caros amigos, já há algum tempo fui contatado pelo Corrêa
e passei a fazer parte da rede do Ibaté. Confesso que tenho participado pouco,
mas com muito interesse leio mensalmente as notícias do informativo e fico
muito feliz ao encontrar nomes que estão na minha memória afetiva. Por meio de
vocês, estive pessoalmente, há duas semanas, com o meu anjo: Silvino Miranda
Mello Neto. Foi muito bom encontrar o amigo de tantos anos. Quero
cumprimentar os dirigentes desse movimento!!! Dez para vocês!!! Gostaria de ter
notícias ou o endereço, e-mail, fone, etc. do: Eduardo dos Santos Lima, Antonio
Carlos Marques, Walter Cruz, Careca (Corrêa), para
organizarmos, com o apoio de vocês, um encontro de nossa turma de 60/63. Tenho
muitos escritos da época, meu diário e meu caderno espiritual, vejam vocês!!!
Não consegui jogar fora, gostaria de saber se há interesse de verem esses
escritos publicados no informativo como material de discussão. Aguardo
sugestões!!! Fiz parte militante na época da legião de Maria. Isso ficou muito
marcado como uma ação social efetiva que fazíamos nas redondezas do Ibaté.
Gostaria de ter relatos dos colegas que também participaram do movimento.
Alguém tem as atas das reuniões?? Seria muito legal recuperá-las. Por favor
completem os meus dados no banco: e-mail: pedrodrago@fgvsp.br
Parabéns e muito sucesso!!! Um grande abraço.
CÂNDIDO DA COSTA, PE.
(71/73) – Espero que
o ano de 2000 seja de muitas alegrias e encontros. Que a Vigem Imaculada nos
conduza pelos caminhos da paz. Que o Senhor conserve a todos no seu infinito
amor. Abraços do santista. Pe. Cândido da Costa. par.sant@zaz.com.br
CONFRATERNIZAÇÃO
EM ITU
O Sérgio Fioravanti e o Francisco
Fierro avisam que já está marcada a confraternização na cidade de Itu. Será no
sábado, dia primeiro de abril (verdade!), com missa seguida de
desafio futebolístico e almoço. Informações e adesões com Fioravanti, Fierro,
Mosca e Almeida.
E X P E D I E N T E
·
Equipe de
coordenação: Mosca, Almeida, Attílio, Justo, Márcio, Corrêa, Jones e Simões.
·
Artigos e
colaborações: Enviar para ECHUS DO IBATÉ,
Caixa Postal 71509, São Paulo-SP, CEP
05020-970.
Obs.
Se possível, enviar material em disquete(texto em word e fotos em
formato jpg)
·
Responsabilidade:
Os artigos assinados são de inteira responsabilidade dos autores, não
expressando necessariamente a opinião da equipe responsável.
·
Internet:
§
http://www.geocities.com/Athens/Delphi/8915
§
ibate@base.com.br
OU ibate@hotmail.com