ECHUS   DO   IBATÉ

INFORMATIVO DOS EX-ALUNOS DO SEMINÁRIO DO IBATÉ - SÃO ROQUE - SP

No. 42  -   Ano  08 – MAIO DE 2000

EDIÇÃO INTERNET

 

 

PÁSCOA, DE NOVO

(ANTÔNIO CARLOS CORREA – CARECA – 1964-67)

 

Péssach ou Páscoa, a principal festa doméstica da comunidade judaica, é a festa da Liberdade, comemorativa da libertação de Israel da servidão egípcia. A cerimônia consiste essencial e muito resumidamente em se contar e reviver a história do Êxodo, utilizando-se de vários símbolos para ilustrá-la e dramatizá-la. É quando se serve o Seder, um banquete ritualizado em que a mesa é decorada com muitos requintes. Assentada, a criança mais nova da casa profere quatro perguntas ao pai (Má Nishtná), que as responde pela leitura de um livro, o Hagadá; ele trata da narrativa familiar da escravidão no Egito, da obstinada recusa do faraó em deixar os israelitas partirem, da corajosa chefia de Moisés e do milagre da redenção. Cada um dos diversos componentes da refeição contém uma lição, dentre os quais destacamos o vinho que, tomados quatro goles, simboliza a alegria, e o ovo, símbolo da existência e da otimista afirmação de Israel da santidade da vida, que é mergulhado em água salgada para se manifestar solidariedade com o destino amargo dos antepassados judaicos.

Não é apenas a religião judaica, como podemos agora verificar, mas também a cristã (e tantas outras), na qual fomos criados e dentro da qual nos desenvolvemos, que se encontra totalmente  envolvida em simbolismos. É que o homem é um ser absolutamente simbólico. Homo simbolicus. Todas as suas ações, projetos, fantasias e pensamentos; toda sua vida é simbólica. Queira ou não, tenha ele consciência ou não., todo seu quotidiano reflete a constante pujança das imagens simbólicas. Se tiver consciência dessa operação, tanto melhor, pois aí estará a vantagem e o dever do ser homem: tornar possíveis as transformações e a descoberta de sentido para a vida; de resto, estaria apenas repetindo e repetindo; arrastando-se e não em colaboração com as forças da vida. Mínima que seja sua tentativa de elaboração desses símbolos, e sua existência será de mais discernimento e sabor.

Perplexos como estamos hoje diante de tantos fenômenos como depressões, síndromes de pânico e de bournout, neoliberalismo, neopentecostalismos, anorexias, fundamentalismos e corrupções de toda espécie, que denunciam profunda desorientação e falta de sentido para a vida, temos mais é que dar significados a todos os nossos ateos diários, para nossa saúde mental e espiritual.

Em julho, estaremos celebrando a nossa Páscoa particular, nossa Péssach, hora de nos abraçarmos e festejarmos a união, a amizade e a solidariedade; sentimentos reais que teremos a oportunidade de expressar; tão reais que vale todo o esforço para que lá estejamos em 10 de julho, nós que passamos por um mesmo ninho e que, se para lá fomos um dia, certamente o foi por termos muito em comum: laços eternamente fraternos, pois São Roque é nossa Jerusalém; o Saboó, nosso Sião.

Nosso Professor-Doutor Quinzinho, em brilhante artigo nesta edição, dá-nos prova disso. Com a aguda inteligência que lhe é peculiar, este nosso tão conhecido artilheiro procura (e consegue!) decodificar um pouco do significado dos encontros de nosso grupo, registrando em nosso espírito, de maneira saborosa, a certeza de que a vida só tem sentido, se dermos um sentido a ela.

 

 

ANOTE EM SUA AGENDA

 

O Padre Celso Paulo Torres (1961-64) convida-nos para a celebração de nossa tradicional Missa de Páscoa, momento de congraçamento e de alegria. Será no dia 10 de Junho próximo, às 11 horas, na Igreja Santa Rita de Cássia, que se localiza na Praça Santa Rita de Cássia, 133, Bairro de Mirandópolis-S.Paulo. Para quem vai de Metrô, ela fica próxima à Estação Praça da Árvore (dá para ir a pé); para quem vai de automóvel, basta tomar a Rua das Rosas, que dá diretamente na Praça a partir da Av. Jabaquara, altura do número 544. Telefone da igreja: (11) 275.6801.

 

 

TU ES SACERDOS IN AETERNUM

WÍLSON CÂNDIDO CRUZ (1959-64)

 

Hoje, 14 de abril de 200, assisti no Globo Repórter a um programa sobre padres casados. Este é um assunto que desperta o interesse das pessoas em geral, não só dos católicos, havendo opiniões divergentes dentro e fora da Igreja e sendo adotadas posições bastante conhecidas de todos nós.

Fui seminarista apenas por cinco anos incompletos, tendo deixado o Ibaté com 15 anos, quase 16. Casei-me aos 37 anos. Durou uma década e voltei a me casar aos 53. Decididamente, o assunto não me diz respeito, contudo, o programa de televisão me provocou, a ponto de eu correr ao computador para escrever este artigo.

Ocorreu-me que vários outros colegas da Turma do Ibaté também devem ter assistido ao Globo Repórter. O que terão pensado? Para mim, trata-se de uma renúncia, de uma escolha. Mas fica a pergunta: não fosse essa abstinência um requisito, uma imposição para o candidato a presbítero, e os colegas que prosseguem no exercício do Sacerdócio teriam seguido o exemplo de Jesus Cristo e do Apóstolo Paulo, ou estariam afagando seus netos, nos intervalos das missas e demais atos religiosos?

Acompanhando como tenho a oportunidade de acompanhar o dia-a-dia de muitos colegas que já exercem o Ministério e que hoje são casados, após a licença canônica, de uma coisa eu tenho certeza: não fosse esse preceito, a Igreja teria hoje um grande número de devotados e dedicados ministros, de cujas virtudes eu sou testemunha, “ensinando a todos os povos” como é o desejo de Cristo. Não me conformo com o fato de o Seminário de São Roque ter tido 1.250 alunos e, hoje, apenas 25 deles, ou pouco menos, serem padres ou bispos! Mais do que desperdício do investimento, preocupa-me o desperdício de talentos. Afinal, “a messe é grande e os operários são poucos”.

Pergunto-me, finalmente, se os ex-seminaristas, como eu, se aqueles que deixaram o caminho para o qual haviam sido chamados bem antes de estarem próximos do altar da celebração, teriam preferido bater em retirada, caso tivessem a possibilidade de, sendo sacerdotes, terem uma esposa, filhos, uma família, enfim?  Vendo o numeroso grupo que se reúne em todas as primeiras sextas-feiras e em datas especiais, fico a pensar que o fato de estarmos casados não nos impede de sermos, hoje, bons advogados, juízes, delegados, médicos, engenheiros, operários, bancários, funcionários públicos, vendedores, professores, industriais, caminhoneiros e tudo o mais que somos. Por que nos impediria de sermos bons sacerdotes? O fato de termos a experiência do casamento nos ajuda a sermos excelentes profissionais. Quanto o mundo seria diferente se os padres também tivessem essa experiência!

 

 

FESTA DAS NAÇÕES – BRASIL 500 ANOS

WÍLSON CÂNDIDO CRUZ (1959-64)

 

Fomos informados de que está transcorrendo a grandiosa FESTA DAS NAÇÕES em comemoração aos 500 anos do descobrimento do Brasil e, aproveitando o ensejo, o Jubileu de Prata da Festa do Divino Espírito Santo, promovida pela Casa dos Açores de São Paulo. Com início no Dia 13 de Maio, quando por volta das 10h estava prevista a chegada, por helicóptero, de uma réplica da Imagem da Virgem de Fátima, vinda de Portugal. Houve em seguida uma solene Missa campa, celebrada por S. Exma. D. Cláudio Hummes, Arcebispo de São Paulo, em louvor à Mãe de Deus e nossa. A festa continua em andamento, aos sábados e domingos, até 11.06, das 10 às 17 horas, com shows artísticos, comidas típicas e bons vinhos de tonel, artesanatos de várias nações e muita diversão (Ubi vinum, ibi nóis). A propósito, no dia 21 de Maio às 11;30h, houve a participação brilhante do nosso amigo tenor, o Luicci, que já se incorporara ao nosso coral, cantando belíssimas canções italianas, acompanhado pelo nobre colega José Isaías Dantas (59/65). Como o outro ponto culminante se dará em 11 de junho (encerramento dos festejos), coube-nos a honra de convidar os prezados colegas e amigos,  ibateanos ou não, a comparecer e participar conosco, a partir das 10h da Santa Missa campal em ação de graças e em louvor ao Divino Espírito Santo e ao Santo Cristo, celebrada pelo Pe. Antônio Maira e pelo Frei Luiz de Souza.

Local dos eventos: Clube Esportivo e Recreativo do Trabalhador CERET – Rua Canuto de Abreu, s/n. – Tatuapé – SP (próx. Ao Shopping Anália Franco. Prof. Elisário dos Santos – Presidente.

 

 

O ANIVERSÁRIO DO CORAZZA

ÁVILA, ESPOSA DE DARCY CORAZZA ( 1949-52)

Li no editorial do Echus do Ibaté de março: “A família ibateana vive e continua a fraternidade ...”

Isto é um fato: os gestos dessa fraternidade são alegres e comoventes.

Foi isto o que presenciei no dia 20 de março, quando se reuniu uma centena de amigos do Corazza para festejar os seus 70 anos. O evento foi promovido por ex-jucistas e articulado por Marli Gouveia. Realizou-se no Maggiolino – Pizzaria, em Pinheiros. Foi um encontro cheio de emoções e de abraços efusivos.

Lá estavam também os amigos do Seminário do Ibaté.

O restaurante fora reservado nesta noite para a comemoração. Corazza levou um bom tempo ara ir da porta da entrada até a mesa para ele reservada.

Os amigos esperavam pacientemente na fila a vez de abraça-lo. “Fale seu nome para que ele o identifique” era a recomendação que recebia cada um ao aproximar-se do velho assistente da JUC.

“Oh, Lice!  .... Oh! Márcio! … Oh! Chico ... Que abraços, quantas recordações ...!

Havia amigos que há mais de 30 anos não se encontravam!

Como era emocionante voltar, ao menos em memória, aos tempos de Seminário e de Juc! Tempos em que, com o coração de entusiasmo juvenil, se lançavam à luta pela justiça e curtiam sonhos de realizações plenas de amor, de fraternidade e de paz. Era a luta pela utopia do reino.

A noite de 20 de março de 2000 foi uma noite luminosa e radiante para o Corazza; foi uma noite do “céu”.  Então se confirmou a palavra do salmista: “Como é bom estarem juntos os irmãos”.

 

 

CONTAMOS COM VOCÊ NO PRÓXIMO ENCONTRO

WILSON CÂNDIDO CRUZ (1959-1964)

 

No último dia 5 de Maio, Mês de Maria, relembrando que para nós era um mês todo especial, reunimo-nos para que com as alegrias do nosso encontro aproveitássemos para louvar a Mãe da nossa juventude e maturidade, como bem destacou o amigo Wilson Mosca: “Sub tuum praesidium...”

Reiteramos aos colegas ibateanos que estivemos reunidos, após o expediente, como só acontecer, na 1a.  sexta-feira de cada mês, no Circolo Italiano, no Edifício Itália (São Paulo-SP). Depois de bebericar, rumamos ao Boi na Brasa, churrascaria da Rua Marquês de Itu, 188. Foram momentos muito agradáveis em que, não só relembramos passagens de nosso passado memorável, como ainda saboreamos aquela deliciosa picanha regada, é claro, a vinho ou cerveja.  No final, de quebra, demos um show à parte de cantoria, regida ora pelo Perereca, ora pelo Corazza (faltou o Isaías), arrancando alguns aplausos dos outros comensais presentes.

Tem aumentado a  cada  primeira sexta-feira o número de participantes das várias turmas do Ibaté (da primeira à ultima), sem contar as esposas e filhos, aderindo à Confraria do Circolo D ‘Onore Colli di Saboó –Ubi vinum, ibi nóis, criação do Paulo Toschi.

Aproveitamos, na ocasião, para recepcionar os colegas recém-localizados pelo Simões. Aguardamos Você também, caríssimo colega, no próximo dia 02 de junho, para nos dar a honra de estarmos juntos e ajudar a avivar ainda mais a chama de nossa amizade.

Um abraço amigo

 

 

UBI VINUM, IBI NÓIS

JOAQUIM BENEDITO DE OLIVEIRA (QUINZINHO)  1950-56

 

Toda vez que entoamos o Va, Pensiero, o Fierro me cobra a tradução e algumas notas a respeito daquela emocionante canção italiana que já arrebatou nossos amigos presentes aos Encontros, no Ibaté, ou naquela paróquia do Bita, no Jardim São Luiz, ou sei lá onde mais a gente cantou, sem dizer nada da apresentação espontânea, no Boi na Brasa.  É verdade que nesta última, o coro representava muito mais o lema do Circolo D’Onore Colli di Saboó, então por conta do maestro ufficioso, Dom Toschi, do que homenagem a algum aniversariantes do dia ... A verdade é que esta canção faz parte da ópera Nabucco, de Giuseppe Verdi, primeiro grande sucesso deste compositor, apresentada pela primeira vez no La Scala, de Milão, em 09 de março de 1842.

Esta ópera conta a história do cativeiro dos israelitas em Babilônia e da conversão, no final, de Nabucodonosor, à fé judaica. No ato III, na Segunda cena, os judeus escravizados cantam à beira do rio Eufrates um hino à pátria perdida. Va, pensiero é o primeiro dos cantos patrióticos de Verdi, com uma melodia pungente, própria para quem está com saudades, e que é típica das posteriores passagens do compositor.

Aí vai a tradução insistentemente pedida pelo Fierro:

 

VA, PENSIERO

GIUSEPPE VERDI

Tradução: Prof. Joaquim Benedito de Oliveira

 

Va, pensiero, sul’ali dorate                          Vai, pensamento, sobre as asas douradas

Va, ti posa sui clivi e sul colli                       vai passar sobre colinas e montes

ove olezzano tepide e molli                         onde recendem tépidas e macias

L’aure dolci del suolo natal                          as doces brisas do solo natal

                                                                   

Del Giordano le rive saluta                          Saúda as margens do Jordão

Di Sionne le torri atterrato                           As torres derrubadas de Sião

O mia patria si bela e perduta,                    ó minha pátria, tão bela e perdida

O nembranza si cara e fatal                       ó lembrança tão querida e fatal

                                                                   

Arpa d’or dei fetidici vati                              A harpa de ouro dos fatídicos poetas

perche muta dal sali cepandi?                    por que pende muda dos salgueiros?

Le memorie nel petto riaccendi                  Reacende no peito as memórias

                                                                   

Ci favellan del tempo che fu ...                    fale-nos do tempo que passou ...

O simile di soli mai fati                                Oh! Parecem solos, mas são de fato

traggium suono de crudo lamento              trágico som de cruel lamento

                                                                   

Oh! t’spiri il Signore um concento              Oh! Que o Senhor te inspire uma harmonia

Che ne infonda al patire virtù                      que nos infunda virtude no padecer

 

Isto que fazemos com este canto, no entanto, é coisa bíblica:

 

Salmo 136 – Os Rios de Babilônia – Às margens dos rios da Babilônia

 

Assentamo-nos a chorar,

Lembrando-nos de Sião,

Nos salgueiros daquela terra,

Suspendemos, então as nossas harpas,

E, ali, aqueles que nos fizeram cativos

Pediam-nos que lhes cantássemos um cântico.

Nossos opressores exigiam de nós alegria:

“Cantai-nos um dos cânticos de Sião”.

Mas, como poderíamos nós cantar um cântico ao Senhor

Em terra estranha?

Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém,

Que minha mão direita se paralise!

Que minha língua se me apegue ao paladar,

Se eu não me lembrar de ti.

Se não puser Jerusalém

Acima de todas as minhas alegrias.

Contra os filhos de Edom, lembrai-vos, Senhor,

Da queda de Jerusalém,

Quando eles gritavam: Arrasai-a,

Arrasai até os seus alicerces!”

Ó filha de Babilônia, a devoradora,

Feliz aquele que te retribuir o mal que nos fizestes!

Feliz aquele que se apoderar de teus filhos,

Para os destruir contra uma pedra

 

Porque este canto tanto encarna nossa saudade de tempos de antanho? Por que, afinal, ele se tornou quase um símbolo de nossos Encontros?  Sentimo-nos exilados de uma terra perdida definitivamente? Porque pedimos sempre para nosso pensamento percorrer as colinas do Ibaté, local de nosso Eldorado da infância? Convenhamos que esta nossa escolha simbólica tem a ver com tudo isso, é claro. Mas, se alguém souber quem a escolheu pela primeira vez, (e eu me lembro), terá uma outra explicação, tão verdadeira quanto as anteriores.

Aos fatos: no primeiro ensaio do coral que iria cantar na missa do primeiro Encontro, lá nas traseiras da igreja da Consolação, quem propôs o Va, Pensiero  foi nosso colega descendente de italianos, cria inveterada o Brás e que já pesquisou sua FAMÍLIA pelas bandas da península da bota: o Caridade, o Tatu, o goleiro (ups!), o comedor de bolachas do carnaval de Cidade Ademar, o cachaceiro mór (e de bom gosto, pois só toma da boa) e estas qualidades não são as únicas, Brunacci, o Attílio.

Ora, para quem já cantou ladainha de Nossa Senhora, lá na igreja do Brás, ao som do Santa Lucia, aquela outra cançoneta napolitana de que a gente também gosta, nada a admirar a escolha do Va, Pensiero ... Trata-se, pois, de pura saudade à italiana.

Vai aí minha revelação, indiscreta, mas correta, reta, bem feita, quase que perfeita, paralela a tantas recordações de dias memoráveis vividos em volta das colinas do Ibaté, onde deixamos palavras, pensamentos, frases, discursos inteiros, choros e vivas e que gostaríamos de re-ouvir para nos reencontrarmos definitivamente. Parece mesmo que algo se perdeu e agora queremos reencontrá-lo. Mas o choro de agora se disfarça nas lamentações dos israelitas à margem do rio Eufrates. O fio dos irmãos que se reencontram?

Talvez, para terminar estas notas, a tentativa de uma tradução mais livre e mais rimada, a pedidos:

 

Vai, pensamento de asas douradas

Pousar sobre montanhas e colinas

Onde recendem mornas e alisadas

Do solo natal as doces brisas colinas.

 

Saúda as margens do rio Jordão

E as belas torres caídas de Sião.

Ó, minha pátria, tão bela e perdida

Ó lembrança fatal, mas tão querida.

 

A harpa de ouro dos poetas desastrados

Por que dos salgueiros pende silenciosa?

Reacende no peito a doce memória,

Fale-nos do tempo que se fez história.

 

Oh! Parecem solos, mas de fato são

Trágico som de dura lamentação.

Oh! Que o Senhor inspire harmonia

Que infunda em nós a força no sofrer.

 

Giuseppe VERDI  -  ópera  Nabucco

 

 

O Seminário hoje é  Sião sitiada pela nossa lembrança?

Quem a (o)  destruiu?

O Eufrates agora se chama Boi na Brasa?

Nossa harpa é uma garrafa de vinho, Germano?

Uma única certeza: este texto é de um poeta desastrado.

A recordação não é fatal e continua fazendo história

 

Tema de Inês de Castro

 

 

 

 

 

SABOÓ, I LOVE YOU

ANTÔNIO CARLOS CORREA – CARECA (64/67)

 

Dizem por aí que logo, logo será apresentada uma proposta bem  organizada - no momento é só assunto de bastidores - de uma grande excursão para “escalar” do morro do Saboó, o morro dos nossos sonhos, o nosso Sião. (aliás, uma busca no cartório de imóveis de S.Roque informa que toda a área que o circunda pertence a muitos colegas daquela época!).

Os mais valentões já estão se preparando para não dar vexame: é musculação (com o Sílvio Martins Filho, o Mineirinho (60/65), iridologia e hipnose (com o Antônio Evangelista Bueno-51/52), hidroginástica, voltaréns e moxebustão.

Os fumantes, angustiados como sempre, cogitam até em mudar de marca, mas acham que a melhor fórmula é a abstinência por pelo menos uns dois dias antes do desafio. O Fausto Fortes (63/67) já comprou um livrinho sobre como parar de fumar, vício que aprendeu aos 12 anos catando as bitucas do Mons.Amstalden; ele jura que um dia vai lê-lo.

Os mais prudentes garantiram as vagas do Dr.Édson Mancini (1954), do Dr.Epaminondas Muniz Santiago (60/61), do Dr. Felipe Campione (59/63), do Dr.Rolando Zani (59/63) e de outros médicos de nossa turma; também do Antônio Simões (67/68), como enfermeiro, do Luís Carlos Martos (66/67), como massagista e de tantos outros especialistas da saúde, para nossa infra-estrutura física.

O Sérgio Moreira Martins (65/67) e o Dr. Ladanir Moraes Melo (63/64) mandam notícias de que estão de prontidão, passando sebo nas canelas.

José Ribeiro, o Pinduca,  (63/67), trabalhando em demasia, vai tirar suas férias só para isso. Até o bissexto colunista deste jornal, o Marco Pólo (63/64), lá de Brasília, quem diria, decidiu fazer o regime-da-Lua para mostrar do que ele é capaz, “... agora, é sério!”; diz que vai trazer os trackings Vladimir Merlo Garcia (64/66), o João Grandino Rodas (60/61) e o João Steck (58) todos de lá, porque são experts em todas as áreas e vão ajudar a todos.

Num cruzamento de ligações telefônicas, sem querer, soubemos que a Sandra iria deixar o Araçá (Luiz Roberto Soares – 64/69) sair de casa; que o seu castigo, até lá, terá terminado, e que ela o perdoa, mesmo assim... perdoa por ele estar sempre de plantão, laborando.

Toda nossa equipe será capitaneada pelo nosso Dunga (Fernando Antônio Camilo (50/51). Já o andarilho Santanerchi (49/50), um cavalheiro, homem experiente, será o nosso guia e subirá o morro de mãos dadas com o espanhol  Manoel Barja (58/59), ambos de S.José dos Campos; diz que vai fazer de tudo para trazer também o Pasquale Gerardo, o nosso Gansolino (61/64), também de lá,  e que ele vem mesmo, pois ele - que nos trará os band-aids da Johnson -  sabe que o Girafa, Mauro Griggio (59/62) foi localizado e que subirá esse morro ainda que venha uma tempestade daquelas: conta com a garantia do Manuel Correia (57/64), que já nos confirmou sua vinda, “... mesmo que a Comolatti vá à falência”. Seu reencontro com o Gilberto Lucarts, o Beta (57/60), será um verdadeiro Congresso de Enfermagem, para nossa garantia.

O Grilo, Dr. Édson Depólito, (63/64), o Dino Zanardo (64) e o Carlos Alberto Freginne (66/68) juram de pés juntos que não vão empurrar ninguém, mas que se cuidem o José Petrúcio (66/69) e Vicente Antonelli (65/68); parece que têm contas a acertar...

Sérgio Arlindo Montini (63/66) ainda está sendo convencido de que não fica bem querer subir o morro numa moto; isso é privilégio exclusivo do Luiz Monteiro (55/59), o autêntico Motocicleta.

Francisco de Moraes Filho (61/64), especialista em transporte vertical,  disse que, se precisar, ele manda instalar um elevador lá no morro, para facilitar a subida, mas não garante a descida, que isso é incumbência do “Santo”, o legítimo José Cavalcanti Braga (67/70).

Algumas mensagens criptografadas, via satélite, foram captadas; eram do José E. Amaral (63/68), lá de New York City garantindo sua participação, assim  como as do Thomaz Gomide (57/60) e do Sun Ken Mi (66/69), sob uma condição: têm que aparecer também o Jibóia (Dílson Branco-61/64), o Macaco (Arlindo Pires Pinho-62/64), o Passarinho (Vagner Carvalho Mello-61/63), o Gatinho (Sérgio Solferini Mamede-59/60), o Sapo (Carlos de Rosa -60/64) e o Sapinho (Durval de Almeida-49/57).

Não sabemos ainda se o Tibúrcio (Letterio Santoro 55/59) pretende contemplar o Saboó lá de baixo ou lá de cima, mas que ele vem, ele vem mesmo. 

O Tigueis (Gilberto Gomes – 62/66) ... mas o telefone dele só dá ocupado! Pedro Aníbal Drago (60/63) e Luiz João Corrar (59/60) acham que, por questões logísticas, devem levar seus notebooks e calculadoras e mandam dizer que o cenário, depois de analisado, deverá ser assumido pelo José Anchieta Alves da Costa (58/62), que   c e n á  r i o,   neste hemisfério  é com ele mesmo.

O Dr. Paulo Rabelo Correa (57/8) nem bem ouviu a notícia e já contratou outro jurista, o Luiz Gonzaga Cruz (57/8), que está entrando com uma liminar na justiça: pretende trazer toda a família, os amigos e também os vizinhos.

O velho maratonista José Maria Campos (58/61) enviou-nos um rápido telegrama lá do Paraná, onde vive atualmente: “... estou fora de forma; nao e mais como naqueles tempos de Santa Tereza: a idade aniquila a gente; so conseguirei correr ate Guarulhos; de la partiremos correndo eu e o Mané (Manoel Nélson de Lima-60-62); para S.Roque, so viajamos de fusquinha; sairemos a noite; ligacao direta; abracos pt” 

Nossa subida no morro terá a devida cobertura radiofônica dos especialistas Luciano Pereira Monteiro (66/67) e do veterano Benedito Barbosa da Cruz (60/61).

Sairão notícias n’O  Democrata por conta do Jamelão (Roque José Alves de Lima-65/66) e do Índio Bibo (José Antônio Pires (64/66) e reportagens em revistas caprichadas pelas mãos do Zaqueu (Antônio Carlos Marques-60/65).

E ouvimos um grito lá de Tambaú: era o Renato Artamendi (58/59) querendo nos dizer que, quem sabe não seria esta a oportunidade de reencontrar o portuguezinho-sonâmbulo  que, numa determinada noite enquanto dormia,  urinou sobre ele, quando era o prefeito dos menores.

Já o Trovão, Lázaro Dirceu M. Aguirre (63/69) enviou-nos um rádio lá do Mato Grosso: virá a cavalo e  já saiu de lá no último Sábado de Aleluia; que um dia ele chega; que vai demorar um pouco, pois ainda vai passar no Acre para trazer o Waldé  (Waldeci Gomes da Cunha 63/65) na garupa; que vão passar, os dois, ainda em Colorado D’Oeste, Rondônia, para se juntarem ao Zé Maria (D.José Maria Pinheiro 51/57), e que, quando adentrarem o Estado de S.Paulo, vão trazer a qualquer custo os velhos Torcatos, lá de Paulicéia, pois que esses têm, além da excursão, uma  “reunião-de-hora-marcada” no escritório do Wálter Barelli (51/56) junto aos Amstaldens, aos Cléverton e Cleirivan, Edanir e Elanir, aos Sabinos, lá de Mairinque, aos Moscas, aos Squinellos, aos Válter e Víctor Cruz, aos Freitas Marques, aos Gomides Ribeiros, Wellington e Newton Souza, ao Rupiara e ao Alatuinfan, aos Fortes, e a todos os Toledos.

Em turístico cartão-postal de Biritiba-Mirim, o Antônio Freitas Pereira (59/61) diz que não vai perder essa reunião de modo algum,  nem a excursão, e que pretende trazer toda sua delegação para também participar.

Rubens Dufner (53/54), nosso homem dos transportes coletivos, já se colocou à disposição para o que der e vier. Álvaro Bernardo de Medeiros (61), arquiteto sempre alerta e previdente, já está providenciando uma visita de inspeção antecipada, preocupado que está com a trilha que vamos seguir. “Tudo por nossa segurança!”, ele nos declarou.

Desconsolado está o Willian Paulo Câmara (62) porque na subida do morro não haverá mesa de pingue-pongue! Mas é que ele ainda não sabe que já confirmaram presença o Eduardo Pires D’Elboux (65/68) e o Carlos José Vila Maior (65/66), também duas grandes feras e que lhe farão de ombro.

O Justo (José Justo da Silva 51/57) e o Wálter Francisco da Silva (53/6), agora sócios de uma boutique de pães, já estão com os fornos quentes; o Attílio Brunacci (49/55) está pocurando o Ary Joly (49/55); juntos, levarão as bolachas, e o Pedro Sansoni (51) está negociando uma boiada com o Sérgio Alexandre Fioravante (49/53); diz que é de lá que vai sair o nosso churrasco e que chamará o (João Batista da Silva 51/57) para abater os novilhos a unha (55,8cm de bíceps!). O molho da carne sempre foi e será uma especialidade do Rocco Antônio Evangelista (59/63) que já disse que não dará a receita; é um segredo! O Moisés Bovo (50/51) já aprontou a massa das pizzas. Os espetinhos ficarão por conta do maior “espeto” do seminário, o Dr. Alberto Alonso Casemiro (63/64) que conta com a eficiente gerência do Agostinho Pereira de Araújo (65/66).

Haverá abundância de tudo, até o Miséria (Carlos Ferraz Alcântara-51) estará presente!

Não há outro colega mais bem qualificado para a criação de competências organizacionais eficazes no manejo da ecodinâmica de nosso desempenho na subida do moro do que o Professor-Doutor  Sigmar Malvezzi (57/59), ele que nos dará a honra de sua presença, um dos primeiros a nos dizer que virá meeeesmo.

A cobertura cine-fotográfica será obra do imbatível trio Asdrúbal Ângelo Baruffaldi (1949/53), Jones Nadir Gama (69/70) e Penna Prearo (Ariovaldo Carlos Prearo - 61).

E seremos abençoados pelo decano Darcy Corazza (49/52), para dar certo; o “Saravá” fica por conta do Antônio Ernesto de Oliveira (61/62), o Saravá. Lá no topo do morro, um grande show: José Lui (49/56) e sua Rose nos brindarão com sua dança magnífica programada com o pôr do sol, ao som do nosso maior violeiro, o Isaías (José Isaías Dantas 59/65) regidos pelo maestro Sebastião Vicente da Silva (58/60); e, claro, o Sávio (Domingos Sávio Amstalden 64/69) não deixará de cantar o famoso Chuá,-Chuá, e ampliará seu repertório com o “Que tarde amena, depois da tormenta, suave zéfiro...”.

Para o “finis coronat opus”, nada mais nada menos que uma canja do Miguel Csuslinovics (63) acompanhado pelo melhor pianista da atualidade, o Ademir Neves Queiroz (62). O repertório, eles quererem deixá-lo como surpresa. Tudo ainda está em fase de idéias e programações, mas de uma coisa todos estão certos: ninguém aparece por lá se para o almoço não houver aquele tutu-de-feijão levado em caminhão pelo Luizão, o factótum (Luiz Contin) , e servido com requinte pelo Eduardo Antônio Santiago, o Manga, (71/73), naqueles pratos de papelão forrados com uma toalhinha de papel celofane, como manda a tradição.

Mas isso é o que dizem por aí ...

 

 

 

 

COLEGAS LOCALIZADOS – SEJAM BENVINDOS!!!

 

O Antônio da Aparecida Simões Cucio (1967-68) anuncia que neste abril de 2000 localizou os seguintes colegas daqueles tempos de Saboó, catacumbas e espiribol:

 

*         WAGNER BARÃO – 1971-73

*         EXPLENTER CESTARI – 1951

*         VICENTE MENDES MESA – 1963

*         WALDEMAR CARDOSO – 1971

*         BENEDITO CÉLIO PRESENTE – 1960

*         JAMIL AZARIAS FERREIRA – 1959-61

*         MARCOS ANTÔNIO MATHEUS – 1962 – 64

*         HÉLIO FRANCISCO SABINO – 1960-64

*         LUIZ CARLOS SABINO – 1963-64

 

Simões, o nosso “achão”, expressa sua enorme gratidão ao excelso Otávio Guzzon (1960-63) por sua generosa ajuda na localização desses três últimos colegas citados. Todos sabemos que nosso grupo será muito mais alegre, mais descontraído e muito mais inteligente com a chegada de todos eles. A família saboonita deseja boas vindas aos recém-chegados, informando-os de que nossos tradicionais encontros acontecem sempre na primeira sexta-feira de todos os meses lá no Circolo Italiano (Avenida São Luiz, 50, 1o. andar Edifício Itália Centro S.Paulo-SP. A  reunião se inicia lá pelas 19/19:30h e, sempre por volta das 21h, já se chegou a uma decisão a respeito de onde ir jantar: ou lá mesmo, no Circolo ou em algum outro lugar. Contudo, ultimamente (há uns três ou quatro anos, mais ou menos), tem-se dado preferência à Churrascaria Boi na Brasa (Bos Crepiturus), um reduto ex-seminarístico bem nosso, ali pertinho (Rua Marquês de Itu, 188 fone 222.9479). É claro que se pode levar alguém da família ou amigos; as portas estão sempre abertas. Há estacionamentos pelas redondezas, não-caros, e dá pare se ir de metrô (Estação República). Alguns costumam ir diretamente ao Boi por questão de horários ou outros compromissos. Is gastos beiram os 18 ou 20 reais, com caixinha e tudo, comendo-se bem, mas divertindo-se melhor. E é bom já ir tirando da cabeça a idéia de só ir a algum desses encontros se souber com antecedência que alguém de sua turma lá estará presente: isto é bobagem, das grandes; quem um dia passou pelo Estudão, ouviu aquele sino badalar, conheceu o “Luizinho”, a caveirinha do laboratório, ouviu os sermões de Amstalden ou tomou daqueles banhos gelados traz dentro de si esse sentimento único de amor fraternal e amizade gratuita que a todos nos identifica. E ninguém vai lhes perguntar se vocês estão indo todos os domingos à missa ou rezando o terço: somos todos religiosos e ateus, praticantes e não praticantes, comunistas e capitalistas, gordos e magros, pobres e ricos, mas somos todos muito bonitinhos: dentre nós não há um só  feio! Juntem-se a nós.

Apareçam, pois, para nosso regozijo.

 

 

CORRESPONDÊNCIAS E E-MAILS RECEBIDOS

 

LUIZ CARLOS SABINO – 1959-64 no. 173 – Mairinque, 17 de Abril de 2000 – Laudetur Jesus Christus!  - Na verdade, minha surpresa, júbilo, alegria, contentamento, emoção, nostalgia ... não há palavras que possam expressar com propriedade o que senti ao ser “descoberto” pelo Simões e também ao receber exemplares do Echus do Ibaté.

Pensando melhor, há, sim, palavras apropriadas ... quais sejam, agradecer a esse fantástico Simões pelo trabalho realmente extraordinário que, não sei a que duras penas, vem realizando no sentido de localizar os ex-seminaristas e reintegrá-los nesse maravilhoso e inigualável grupo. Simões, desejo muito conhecê-lo e dizer-lhe, de viva voz, o quanto o seu trabalho é admirável e merece ser reconhecido por todos nós ... Você é uma bênção de Deus ...

Bem, voltando às páginas do livro do passado, até o período de 1959-60, quando tive o privilégio de freqüentar nosso querido Seminário, o Echus concedeu-me a inefável alegria de tornar presente aquela ‘

Época inesquecível.  A imagem (foto) do inesquecível Mons. Constantino encheu-me de emoção, reconhecimento e de uma saudade incrivelmente dolorosa ... visto que eu desconhecia o fato de ele na não estar mais fisicamente entre nós ... requiescat in pace. Também sofri em silêncio e elevei preces a Deus pelos outros companheiros igualmente chamados deste vale de lágrimas para integrar o celestial aprisco do Senhor.

A alegria, porém, retornou ao meu coração ao “devorar” os exemplares recebidos  do Echus , lendo, relendo, revendo as fotos, os nomes, testemunhos, relatos, e a lista dos aniversariantes, onde tive a satisfação de reconhecer muitos nomes e relembrar antigos colegas que doravante pretendo novamente tornar amigos e irmãos ... Também os tópicos do Livro-de-Ouro do Grêmio Literário Pio XII ... é uma verdadeira raridade de inestimável valor.

Passados estes momentos primeiros de intensa emoção, para não tornar-me em demasia extenso, reconheço que devo parar por aqui, com a firme promessa de novas participações e colaborações e, mais uma vez, não me cansando de admirar o formidável trabalho do Simões ... vou acessar o site na Internet para localizar os companheiros da minha época e repartir com eles a infinita alegria de “estarmos de volta”...

Com a paz de Cristo, deixo meu afetuoso e fraternal abraço a todos os ibateanos ... ou será ibateenses?!?! 

 

EUDEMAR ANTÔNIO DE OLIVEIRA MEIRA – 1955-57 – Acredito que, no afã de ter encontrado mais um, o Antônio A. Simões, o PASTOR DO REBANHO DISPERSO, após ter me emocionado, acabou anotando errado a data, citada no Echus do Ibaté 40 ... Iniciei no Seminário Menor de Aparecida do Norte, na primeira turma. Em 22.02.1954, deixei esse e, em 23.01.1955, iniciei em São Roque, no Seminário Médio Metropolitano. Em 29.12.1957, saí de férias e, em 10.01.1958, fui visitado em minha casa pelo Mons. Luiz e pelo Pe. Pascoal, que me informaram que deveria permanecer mais um tempo de férias.

Meu vigário da época, Pe. João Ligabue, da Paróquia Menino Jesus de Tucuruvi, então afirmou que na realidade, eles acharam que eu não dava para a coisa; que a prorrogação das férias era a forma de me mandarem embora.

Em maio de 1958, fui ser arquivista da Cúria Metropolitana, na Praça Clóvis, com o Professor Padre Kulay, onde fiquei até dezembro de 1958. De lá para cá, só em 11.02.200, voltei a ter contato com coleta, data que irá para a minha memória, como foram as citadas acima, pois grande foi o júbilo em conhecer o Simões, localizador incansável, imensa a alegria de ter sido recebido no Circolo Italiano, como se o estivesse ali freqüentando há anos. Aqueles  que passaram por lá nos anos 55-56-57 e lembrarem do Eudemar, ou do Budaque (como me chamavam em Aparecida do Norte Cônego Moisés), procurem ativar minha adormecida memória, que a alegria será enorme, e, se virem lágrimas em meus olhos, não se preocupem, porque são de Alegrias. Obrigado, Antônio da Aparecida Simões.

 

WALTER BARELLI – 1951/56 -  (nosso colega ibateano, ex-ministro do Trabalho e atual secretário estadual do Emprego e Relações do Trabalho) – S.Paulo, 01 de Maio de 2000 – Dia do Trabalho. Prezados amigos do Ibaté e leitores. Todos os meses, quando leio o nosso Echus, me dá uma vontade louca de escrever uns artigos contando peripécias do nosso saudoso Seminário. Como se trata de uma vontade louca, estou esperando o psiquiatra curar a loucura e assim poder escrever os artigos. Penso que não irá durar muito o tratamento.

Brincadeiras à parte, com os compromissos à frente da Secretaria Estadual, e atualmente envolvido com problemas de desemprego em São Paulo, tem sido dificultoso um relacionamento mais intenso com os amigos ibateanos; dificuldades, entretanto, que não impedem de cultivar a amizade com todos, sejam com aqueles do meu tempo, seja com aqueles que foram para o Ibaté depois de mim. Parabéns à equipe do Echus; um abraço a todos os seus leitores.

Em tempo: tá na hora de marcar outra alcachofrada com espiribol.

 

PAULO TOSCHI – 1949-53 – Gostei muito da entrevista do Sr. Luiz. Não sei quem foi o entrevistador, mas ficou muito interessante com a riqueza das lembranças daquele nosso amigo. Pergunto se me autorizariam a colocar essa entrevista na Seção Colaboradores da minha home-page Palavra de Seminarista.  Um grande abraço.

 

MANOEL MARCOS DA SILVA – 1969-71 – Estou enviando meu e-mail para estabelecer contato com os colegas que estudaram no Ibaté, de 1969 a 1971. Moro em Osasco.    manoel13@hotmail.com

 

ANTÔNIO JOAQUIM ANDRIETTA – 1955-57 – Santo André, 03 de maio de 2000 – Caros Amigos Ibateanos. Paz em Cristo!  Uma vez por mês, parte de minha noite (e entrando na madrugada), dedico-me à leitura do recém-chegado Echus. Sempre são horas de boas-novas e gratas recordações, mais de 40 anos já transcorridos. No de abril, duas matérias foram marcantes. A justa homenagem ao valoroso e denodado líder jucista dos “negros” anos da ditadura, o “decano” do Ibaté, Darcy Corazza.  Valeu, e com muitos méritos.  A segunda, o delicioso e detalhado relato (que memória impressionante!)  do “fac-totum Luiz Contin, o “Luizão”.  Acho apenas que ele se esqueceu de mencionar, entre todas as coisas que fazia, que era também o matador de garrotes (e de certeira marretada na testa do bicho)  e exímio (embora sangrento)  açougueiro.  Naveguei no site do Ibaté e li todas as listas dos ex-alunos. Aproveito para atualizar meus telefones (...). Um forte e fraternal abraço.

 

PAULO RICARDO VOLPE – 1971 – DE 06.04.200. Aos colegas do Ibaté, meu email ricardo95tipo@bol.com.br 

 

PAULO SEBASTIÃO RIBEIRO – 1950-56 – Recebemos seu e-mail, que envia abraços a todos e diz que atualmente tem uma empresa de projetos ambientais - www.mar.com.br/centrab - em Arraial do Cabo, a 150Km do Rio de Janeiro, e que possui, também, uma pequena e confortável pousada, com restaurante, a Estalagem Porto e Viagem dos Sabores  - www.rionegocios-rj.com.br/estalagemdoporto - na mesma cidade, que oferece passeios turísticos muito agradáveis e ecologicamente corretos, disponibilizando-a a preços módicos (com descontos fora de temporada) aos colegaS do Ibaté. Reservas podem ser feitas no central@uol.com.br 

 

OLÍMPIO SOARES ARRANHA – 1955-56 – Caros amigos, confirmo o recebimento dos números atrasados e do último ECHUS. Foi uma satisfação muito grande ter tido a oportunidade de recordar tempos tão remotos e gostosos. Muito obrigado. Depois de  encontrado, já tive o prazer de contatar alguns colegas daqui de Minas Gerais e de São Paulo (...) pela cortesia deste colega fora do comum que nos recebeu em seu sítio, o José Moreira de Souza. Um abraço fraterno. oaranha@uol.com.br

 

JOSÉ ROBERTO RODRIGUES – 1962-64 – 16.04.200 – Saudações aos colegas! Quero comunicar a todos que estarei me casando (pela primeira vez) entre junho e julho próximos. Como vou me mudar para S.Paulo, para São José dos Campos, gostaria de localizar, na nova cidade, colegas lá residentes. Agradeço desde já. Um abraço a todos.

 

MÁRIO RENATO RASO – 1959-61 – De 06.05.200 – Olá, ibateanos, sou o Mário Renato e gostaria de dizer que minha data de nascimento é 25.05 e não 22.05. Como vocês podem ver, recebi o jornal pelo correio e gostaria de dar algumas sugestões e comentários. Na listagem de aniversariantes, colocar o período para melhor nos situarmos no tempo, afinal, já se passaram alguns aninhos ...  quanto ao comentário do Paulo Toschi (Echus 41) sobre o padre Constantino, endoço-o em gênero, número e grau, pois muitas coisas poderiam deixar de ter acontecido. Felicito a todos os aniversariantes de Maio!  Um grande abraço a todos!!! (Obs. Em 03.05, foi efetuada uma contribuição para o Echus).

 

 

EXPEDIENTE

Equipe de coordenação: Mosca, Attílio, Justo, Almeida, Márcio, Correa e Simões.

Artigos e colaborações, enviar para:

ECHUS DO IBATÉ

Cx Postal 71509 – 05021-990 São Paulo-SP

Se possível, enviar material em disquete (texto em Word e fotos hpg.

Os artigos assinados são de inteira responsabilidade dos autores, não expressando necessariamente a opinião da equipe de coordenação.