ECHUS  DO  IBATÉ

INFORMATIVO DOS EX-ALUNOS DO SEMINÁRIO DO IBATÉ – SÃO ROQUE

N º  60 - ANO 10 - JANEIRO/FEVEREIRO – 2002

 

EDIÇÃO INTERNET

 

 

 

ÁVILA,  ADEUS !

A nosso caro irmão  Darcy Corazza.

 

Ficamos muito tristes ao saber que a sua querida Ávila havia nos deixado. Estávamos todos nos preparando para as festas de Natal, quando correu a notícia, entre seus colegas, no dia 21 de dezembro, de que a nossa amiga Maria Genézia de Ávila Corazza, sua esposa desde 1971, havia sucumbido, após uma indisposição que, finalmente, revelou-se um enfarto.

Ávila foi uma mulher valorosa. Formada em Pedagogia e em Psicologia, essa filha de Biguaçu, uma cidade catarinense, surgiu em sua vida para transformá-la, e foi o seu esteio, não só no consultório de Psicologia, perto da Av. Santo Amaro, como nos trabalhos junto aos jovens, na Capelinha de São Pedro, no bairro da Saúde e, ainda, no lar, como companheira inseparável, amiga e guia dos seus passos. Um lar que se completa com os dois filhos Silvana e Gian Carlo.

Ávila casou-se com um homem que nunca deixou de fazer de sua vida um sacerdócio. E não deixou por menos: fazia da Psicologia, um veículo de evangelização, o seu trabalho maior. Deus a levou, é verdade que hoje ela goza das delícias celestiais, da presença do Pai, mas, aqui na Terra, fica um vazio, fica uma saudade imensa.

Neste momento de sua vida, conte, caro amigo, com a solidariedade, com a presença de seus colegas. Una-se a nós, estreite o seu relacionamento conosco. Participe de todas as nossas atividades, intensamente. Estaremos todos prontos a ajudá-lo, iremos buscá-lo, mesmo que o Giba não o possa. É só telefonar. Tenha sempre os nossos telefones ao seu alcance. Não hesite em chamar-nos, até para um dedo de prosa. Estaremos ao seu lado, com muito prazer. O seu carisma, as suas qualidades de liderança, o seu ideário tão rico, a sua coragem sempre impressionaram a muitos, ao longo de sua jornada, mas, nós, seus colegas do Ibaté, podemos nos gabar de termos sido os primeiros a descobrir essas qualidades em você. Agora, chegou a hora de você precisar de alguns ombros, para apoiar-se, para abrir-se, para refazer-se. Corazza, abuse da nossa amizade.

OS SEUS COMPANHEIROS DO IBATÉ.

       

 

HOW GREEN WAS MY VALLEY !

PAULO FRANCISCO TOSCHI (49-53)

 

Postado ao lado da casa onde morou o Padre Constantino, eu contemplava o brilho do sol já em declínio, que realçava a verdejante paisagem de um magnífico vale, formado por sacudidos montes que, evocando Obwalden, se derramavam em um pacífico lago, onde alguns meninos pescadores desfrutavam a sua tarde de lazer, num sábado ameno de novembro. Somente os pioneiros têm o privilégio de escolher um recanto tão aprazível, para abrigar a sua descendência.

O Coral ECOS DO SABOÓ havia participado do encontro dos Ex-Alunos de Filosofia do Seminário do Ipiranga, em Helvétia, uma Colônia de Suíços, em Indaiatuba, onde os Amstalden foram os primeiros a chegar. A Igreja de Nossa Senhora de Lourdes era uma graça. Oitenta e cinco participantes do Encontro, mais vinte e cinco membros do Coral lotavam o pequeno templo, onde um bispo e cinco padres, todos ex-alunos do Ipiranga, celebraram a Santa Missa. No almoço, saboreamos iguarias típicas da Colônia e, terminadas as cantorias  post  prandium , em que se irmanaram os alunos do Ibaté, os filósofos do Ipiranga e os descendentes dos helvécios, o João Bosco Amstalden convidou um grupo de colegas de São Roque, para irmos visitar as irmãs de Dom Constantino e o local onde este morou. Uma casa bem conservada, simpaticíssima, sóbria e distinta e, de repente, lá estávamos nós, no quarto do Pe. Constantino, examinando curiosos e emocionados os seus pertences, os seus livros, os móveis, os adornos e outras recordações que os parentes de Dom Amstalden conservam com muito carinho. Era como se ele estivesse presente. Indo para a sala, eu vi na parede um retrato de família, onde o Padre Ministro tinha a jovialidade do início dos anos 50, quando o conhecemos. Reunimo-nos em torno da mesa da sala de jantar e eu li o seguinte trabalho, que havia preparado, para homenagear o nosso mestre:

“Dom Constantino Amstalden – GALLIA EST OMNIS DIVISA IN PARTES TRES: A Gália toda está dividida em três partes, das quais, numa, habitam os Belgas, noutra, os Aqüitanos e na terceira, aqueles que, na língua deles, são chamados Celtas e, na nossa língua, são denominados Gauleses. Assim, há mais de 50 anos, o Padre Constantino Amstalden nos iniciava na tradução de textos latinos. Mas, não fora à toa que escolhera o livro de Júlio César, o De Bello Gallico.

Hoje, estamos aqui, em meio aos integrantes desta pujante colônia de Helvécios, conseguimos compreender o quanto era importante, para aquele Amstalden, além de nos ensinar o Latim, dar-nos lições de história do seu povo. Pois bem, nós também tínhamos, lá em São Roque, um Vercingetorix, homem de porte imponente, esguio, que sabia conduzir o nosso grupo, com autoridade e firmeza. Sua veste era a sotaina e sua arma, o rosário, um terço preto de contas ovaladas, que ele dedilhava, ao mesmo tempo em que a comunidade se locomovia em fila silenciosa, ou quando estávamos no dormitório, preparando-nos para dormir. Do salão de estudos, quando ele não estava lá, podíamos vê-lo, muitas vezes, indo e vindo no corredor, desfilando as contas do rosário. Era o nosso líder, provia as nossas necessidades, cuidava de nossa formação e promovia o nosso lazer. Adolescentes que éramos, tivemos nele um pai, que substituiu o que deixáramos em casa, quando resolvemos seguir a carreira eclesiástica e ingressamos naquela casa de ensino. Era um pai enérgico, sim, como os nossos também eram, naqueles anos 40 e 50, mas jamais de descuidou de nossa educação e de nossa formação. A ele recorríamos em nossas necessidades do dia-dia. Organizava os nossos jogos e passeios. Vigiava a nossa recreação. Supervisionava o salão de estudos. Estabelecia a nossa rotina. Guardava as nossas economias para pagar, por nossa conta, os doces e laranjas que adquiríamos. Dedicou os melhores anos de sua vida ao nosso Seminário e a nós, os seus seminaristas. Sem ele, São Roque não teria sido o que foi. Era o nosso Padre Ministro. Mais tarde, tornou-se o Reitor dos colegas mais jovens. Como recompensa pelo seu imenso esforço em prol de Seminário, e pelo mérito indiscutível, acabou sendo guindado ao grau máximo do sacerdócio, tornando-se o Bispo de São Carlos.

Antes disso, porém, eu, já um ex-seminarista, tive o prazer de tê-lo como Vigário, em minha paróquia, do Divino Espírito Santo da Bela Vista. Começou como Vigário Auxiliar de Mons. Paulo Florêncio da Silveira Camargo, já idoso e doente. Depois, o substituiu. Na verdade, ele foi para a Bela Vista para assumir a direção, o que fez discretamente, sem melindrar o velho pároco, que já não tinha condições de responder por aquela igreja. Assim também foi, de certa forma, no Seminário.  Era ele quem tudo decidia, em razão de sua personalidade forte, é certo, mas, sem dúvida, agindo dessa forma com o conhecimento e o beneplácito da autoridade eclesiástica. A verdade é que, sem ele, São Roque não teria sido o que foi.

Estamos aqui, hoje, neste Encontro dos ex-seminaristas da Filosofia, como membros do Coral e da Turma do Ibaté, colaborando para o êxito desta festa. Nada mais justo que aproveitar esta ocasião, já que estamos na terra dos Amstaldens, dos Bannwart, dos Wolf e dos Ambiel, para citarmos apenas os pioneiros, para homenagearmos, em nome dos antigos alunos, a figura de Dom Constantino Amstalden, o mais ilustre dos Helvécios, o nosso Vercingetorix. Aos seus parentes, aqui presentes, queremos demonstrar a gratidão que temos para com nosso mestre. A lembrança mais terna que temos dele era o seu entusiasmo pela música, que transmitia por um alto-falante de bocal muito grande, que ele pendurava na janela do seu quarto, e que era acionado nas festividades e quando chegava alguma visita importante. Todos os sábados, na hora do Angelus , às seis da tarde, ele tocava a Ave Maria de Soma, enquanto um aluno lia uma dissertação que preparara sobre Nossa Senhora. Criação de Dom Constantino, este era o momento nostálgico que mais ficou gravado em nossa memória. Como servo de Maria, ele procurava encerrar a semana, homenageando a Virgem.

Dom Constantino, com saudades, nos unimos, hoje, aos seus amigos e parentes e fazemos questão de homenageá-lo.”

Terminada a leitura, fui recompensado por um terno abraço da irmã do nosso Padre Ministro. Lembrei-me do carinho dele, em 1975, envolvendo-me em seus braços, longamente, na última vez em que nos encontramos.

 

SPONSA  CHRISTI

        (À IRMÃ LUÍZA  -  1959)

LETTERIO SANTORO (55/59)

I

Qual outra Inês na Roma desgraçada,

do mundo rejeitaste os esponsais.

Tua alma toda branca e imaculada

não quis as falsas glórias mundanais.

 

II

A Cristo como aquela pretendeste,

a Ele consagraste o coração.

Trocaste desta terra a linda veste,

e o corpo teu cobriste de roupão.

   

III                                                                                                        

Por filhos tu nos tens, ó cara Irmã,

que somos do Senhor novéis levitas.

Jesus te elege a noiva mais louçã,

a doce mãe de teus seminaristas.    

                     

IV

Tu brilhas muito mais no esquecimento

que aquelas que refulgem lá no mundo,

cercadas de fulgor e acatamento,

mas imersas num báratro profundo 

 

V

Não temas desta vida suportar

a lida passageira e morredoura.

De Sponsa Christi o nome tens de honrar,

pois gozarás de Glória duradoura.

 

 

NOSSA MENSAGEM DE NATAL

(Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado)

 

Neste Natal nossa mensagem é de Paz. Queremos convidar você, seus familiares e amigos para que no silêncio do coração meditem no mistério do Natal do Senhor, olhem humildes para Jesus de Nazaré que há 2001 anos trouxe a esperança e a certeza da salvação.

História, indizível e irrepetível, aquela noite em que Deus se faz gente igual a gente.

A pequena e pobre Belém, de repente, se transforma na Belém Celeste, pois acolhe o Rei dos Reis, o Deus do Universo, o Senhor dos Corações.

A silenciosa Belém torna-se palco do hino mais lindo ouvido sobre a Terra: “Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na Terra aos homens por Ele amados”. “Nasceu-vos, hoje, um Salvador que é o Cristo Senhor” (Lc.2,11)

Os pastores, os vizinhos, as pessoas humildes acorrem alegres até a gruta de Belém. Pessoas sábias e importantes chegam do Oriente, perguntando: “Onde está o Rei dos Reis que acaba de nascer? Vimos uma estrela especial e viemos homenageá-lo e adorá-lo”. (Mt.2,2). Coisa misteriosa e até triste: as pessoas importantes de Jerusalém e cidades vizinhas, desconhecem que Deus está presente no seu meio, na sua pátria, no seu território.

Hoje você, igualmente, pergunta: “Onde está o Rei dos Reis que acaba de nascer em Belém?” Admirável descoberta. Você percebe que Ele está no seu meio. Ele está presente no doente que sofre horrivelmente e esconde seu rosto para poder chorar melhor. Ele está presente naquele seu vizinho que você passa por ele e finge que não o vê, porque está com pressa para chegar à “igreja”. Ele está presente naquele menino de rua, maltrapilho, abandonado, que olha triste para você, mas com esperança de ser acolhido. Ele está presente naquela pobre mãe que lhe disse: “Bom dia”, e você nem ligou para ela! Enfim, Ele está presente em cada próximo do qual você se faz próximo.

Jesus de Nazaré está presente dentro de você, quando você faz a sua prece piedosa, quando você o adora no santuário do seu coração, quando você chora no seu íntimo os seus pecados, quando você exclama agradecido “SANTO, SANTO, SANTO É O SENHOR DEUS DE MISERICÓRDIA, SEU NOME É PARA SEMPRE”.

                                                                

O CANTO  DOS  CÂNTICOS

No dia 21 de dezembro, o Coral Ecos do Saboó foi levar o seu abraço a um de seus integrantes, o Alberto Casemiro, e à sua esposa Mari, cantando na missa de bodas de prata que seus filhos Alberto e Marianne mandaram celebrar, na Igreja Santa Teresinha, no bairro do mesmo nome. Encerradas as atividades do ano 2001, os cantores marcaram novos ensaios para o mês de fevereiro deste ano.

 

Litteras discere in sinu Matris

ECOS  DA  TRIBUNA

(Transcrito da edição no. 6, de outubro de 1956)

JOAQUIM BENEDITO DE OLIVEIRA – 6ª (QUINZINHO)

Anoitece. Às melancólicas vibrações do crepúsculo acrescenta-se o dobre vagaroso e sombrio de um sino. Os compartimentos do sanatório cobrem-se de tristezas. Passando pelo pátio, algumas pessoas de fisionomia silenciosa, se dirigem para a capela. Outros conversam baixinho. Em geral, a consternação se reflete por toda parte.

Morrera alguém. Alguém amado daqueles que ora deixam transparecer sua mágoa. Acabava  de extinguir-se uma vida juvenil. Uma existência vivida para um ideal, o mais sublime que há nesta terra.

Morrera um seminarista... Sua história é breve como sua vida.

Dois anos antes...

Rejubila-se o jovem coração. O anelo do sacerdócio crescia-lhe na alma. Recebia a santa batina. O negro escudo de seu branco ideal.

Vendo-se revestido da sotaina sacerdotal, longe de parecer-lhe uma veste de luto, afigura-se-lhe trajado da túnica vitoriosa dos santos. Afogado em alegrias celestes morre para o mundo sedutor.

Um ano, dois anos de batina. Durante esse tempo Ramiro soube amadurecer no íntimo o ideal de ser padre. Todavia, ignorava que horrível doença o consumia lentamente. Via-se tomado de inexplicáveis fadigas, e a tosse fraca e pertinaz roubava-lhe preciosas horas de sono.

Após rigoroso exame médico foi chamado pelo Reitor. Tímido, apreensivo, dirige-se ao superior. Mas, ó desilusão, não é o Reitor quem o chama, é o próprio Mestre que o convida para a cruz

 - Ramiro, você deve abandonar o Seminário. Precisa tirar a batina. Está tuberculoso...

Palavras aterradoras!  Mas Ramiro nada responde. Seus olhos reluzentes e viçosos perdem, de súbito, parte daquela feliz cintilação. Aguda espada perpassa-lhe a alma.

Às tontas, retira-se. Vai à capela. Somente lá compreende o sacrifício exigido pelo divino Amigo.

Dias depois, Ramiro está no hospital. Lívido, magro, submete-se conscientemente aos exames e medicamentos necessários por causa da tísica avançada. 

E o mal piora. Agrava-se. Mesmo assim o jovem encontra, dentro de si, forças para o apostolado: aos  que com ele padecem ministra-lhes o exemplo de edificante resignação. E, sobretudo, reza por eles por que por eles sofre.

A doença progride.

O peito arquejante e fatigado nem parece mais do moço disposto de outrora. É chegado, então, o último dia. Ramiro pede o Santo Viático. Comunga com piedoso fervor. Sente as delícias da visita de Jesus. Por um momento seus olhos brilham.  Brilham... a paz do céu estampa-se nas faces empalidecidas. Sua bela alma despede-se de seu pobre corpo! Voa para a eternidade, ao mais suave amplexo, com Jesus. Morrera um seminarista... Os que o amavam, pranteavam sua morte.

O dobre merencório de sino prenunciador de tristezas substitui-se pelo repique festivo dos carrilhões celestes. Mais um levita engrossa a mansão de Deus.

Anoitecera. Na terra e no firmamento a noite. Noite nostálgica. Se Ramiro não conseguiu tornar-se outro Cristo pelo sacerdócio, tornou-se através da imolação, do sacrifício heróico da vida pela santificação dos que o rodeavam.

 

 

HUMORISMO 

CASO EDIFICANTE

(Enviado por José Lui – 49/56)

Eram três filhos que saíram de casa, conseguindo bons empregos e prosperaram. Anos depois, eles se encontraram e estavam discutindo sobre os presentes que eles conseguiram comprar para a mãe, já bem idosa. O primeiro disse:

- Eu consegui comprar uma mansão enorme para nossa mãe.

O segundo disse:

- Eu mandei para ela uma Mercedes zerada com motorista.

O terceiro sorriu e disse:

- Com certeza ganhei de vocês dois. Vocês sabem como a mamãe gosta da Bíblia, mas ela está praticamente cega e não consegue mais ler. Então mandei para ela um papagaio marrom raro que consegue recitar a Bíblia todinha. Foram 12 anos de treinamento num mosteiro, por 20 monges diferentes. Eu tive de doar US$ 100.000,00 por ano para o mosteiro, durante 10 anos, mas valeu a pena. Nossa mãe precisa apenas dizer o Capítulo e o Versículo que o papagaio recita sem um único erro.

Tempos depois, os filhos receberam da mãe uma carta de agradecimento pelos  presentes.

- “Milton, a casa que você comprou é muito grande. Eu moro apenas em um quarto, mas tenho de limpar a casa todinha”.

- “Marvin, eu estou muito velha pra sair de casa e viajar. Eu fico em casa o tempo todo e nunca uso a Mercedes que você me deu. E o motorista também é muito mal educado”.

- “Querido Melvin, você é o único filho que teve bom senso pra saber do que a sua mãe realmente gosta. Aquela galinha estava deliciosa, muito obrigada”.

 

NOTA DA REDAÇÃO: Pra aumentar a graça deste caso, durante a reunião de fechamento desta edição, presentes os colegas da equipe que publica o Echus do Ibaté, o José Lui disse que ia iniciar os trabalhos lendo uma oração. Todos fizeram o sinal-da-cruz e mantiveram atitude de recolhimento, enquanto o Lui, sério, lia esta piada. No final, foi uma gargalhada em coro, pois havíamos caído em mais uma brincadeira do Lui.

 

 

SER AVÔ

ALFREDO BARBIERI (49-53)

         

Ser avô é Dom de Deus

É desvelar-se em carinho

É renovação da vida

É viver intensamente

Descobrindo a cada dia

A beleza de viver!

É encher-se de brandura

Revivendo as alegrias

Da infância de seus filhos

 

É o chorinho, é o sorriso

É poder aconchegar

É sentir a cada instante

A vida desabrochar.

É cantar, sem ser cantor

É brincar, sem ser criança

Encenar, sem ser ator

Fazer rir sem ser palhaço

Encantar-se da beleza

 

Ver o mundo diferente

Notando as pequenas coisas

Que a vida adulta esconde:

A flor, o pássaro, a chuva

O “au-au”, o “paque-paque”

O “miau” e o “piu-piu”

É esquecer as agruras

É viver só de ternura.

 

É embalar novos sonhos

De que o mundo tão violento

Um dia há de ter paz

É rezar diariamente

Agradecendo a Deus Pai

O vibrante dom da vida

Com meu neto nos braços

Sinto-me o dono do mundo!

 

 

 

 

CORRESPONDÊNCIA E E-MAILS RECEBIDOS

 

·        CELSO GUIDUGLI (58-59) – Desejando boas festas a todos.

·        WEIDER ANDRADE JUNQUEIRA (51)  -  Amigo Justo, Salve Maria!  Confesso que foi uma surpresa e, ao mesmo tempo repleto de felicidade, ao receber o telefonema de nosso amigo Antônio Simões, heróico descobridor dos escondidos navegantes por aí afora, neste mar tempestuoso da vida. Parabéns, por este gesto tão auspicioso em encontrar nossos irmãos em Cristo Jesus. Agora, abre-se mais um horizonte de novos colóquios entre nós. Recebi com muito júbilo as remessas do ECHUS DO IBATÉ. Li-os com muita atenção e carinho, trazendo-me muitas lembranças, mesmo pela minha passagem relâmpago por estas plagas. Só que em determinado momento fui pego de surpresa, e senti profunda tristeza, ao ler, in memoriam a partida de meu grande amigo Pe. João (Maria) César de Resende. Que Deus, em sua suma e infinita misericórdia, o tenha para sempre na glória dos bem aventurados. Gostaria de saber notícias de meu anjo que, na ocasião, foi designado para acompanhar os meus passos. Havia-me esquecido de seu nome devido ao tempo e, lembrei-me que talvez em meu arquivo de cartas recebidas poderia encontrar e, tive sorte. Achei várias cartas, não com o nome completo, mas assinado “BARRA”, que mencionava o amigo “Luizâo”. Encontrei, também, outras tantas missivas do Pe. João Maria, nosso amigo. Que bom foi lê-las todas novamente, após 49 anos. Se recordar é viver, viver os momentos de recordações são espinhos que castigam a alma. Transformá-lo-emos, porém, em rosas, se entregarmos ao Senhor. Meu caro amigo Justo, ao término desta, aproveito a oportunidade para apresentar-lhe minhas cordiais saudações, um feliz Natal e próspero Ano Novo, extensivos a toda família ibateana.

ECHUS RESPONDE: Monsenhor Antônio Carlos Barra (o Véio), estudou em São Roque de 1949 a 1954 e reside no Rio de Janeiro (RJ), à Rua Barão de São Francisco, 385 – Vila Isabel – CEP 20541-270 – telefone residencial 0xx21-576-0484 – e comercial 0xx21-252-0784.

·        JOSÉ ARMANDO TOLEDO (54) – Prezados colegas: Favor alterar meu endereço para: Rua Cel. Quirino, 42 – apto. 36 – Cambuí – Campinas (SP) – CEP 13025-000.  Feliz Natal!  Feliz Ano Novo!  Abraço em Cristo.

·        ANTÔNIO NATAL DA SILVA (60) – Caro amigo Justo. A finalidade desta é atualizar o meu novo endereço para o envio de correspondências: Rua Limão Bravo, 110 – Vila Helena- S. Miguel Paulista – São Paulo (SP) – CEP 08081-460. Que o Sagrado Coração de Jesus abençoe a nós todos ex-seminaristas e, que o novo ano que surge, seja repleto de glórias e conquistas.  Feliz Natal e próspero Ano Novo.

·        AGOSTINHO REBELO CARDONA (68-70) Caros colegas, Simões e família:  Nesta quadra festiva, não queria deixar de vos enviar os meus sinceros votos de “UM SANTO NATAL” e um Novo Ano de 2002 em que todos os desejos sejam realizados. Aproveito para estender estes votos a todos os meus ex-colegas do tempo de estudo no Seminário de São Roque, esperando um dia poder me juntar a todos vós nas vossas comemorações. Simões, para ti e toda a tua família em especial, pois, foi a tua perseverança que fez com que me reencontrasse e, continuar a receber as vossas notícias. Assim sendo, mais uma vez, “UM SANTO NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO”, são os votos sinceros deste vosso colega.

·        OLIVEIRA LEITE GONÇALVES (49-54) – Brava equipe responsável pelos ECHUS DO IBATÉ, prezados colegas do querido Seminário. Vocês não imaginam o quanto os invejo por poderem participar dos eventos e encontros freqüentemente realizados em São Paulo. Aqui em Goiás, penso constantemente em vocês e a cada jornal que me chega é uma oportunidade de reviver e repensar os momentos gostosos de São Roque No momento encontro-me privado de quase 90% da visão, por conseqüência de um procedimento médico. Conto com suas preces e de antemão as agradeço. Comunico meu novo endereço:  Rua Nicolau Copérnico, Qd 8 Lt 11 Setor Serrinha, Goiânia (GO) – CEP 74835-050.  Desejo a todos os colegas, antigos mestres, um Feliz Natal e um abençoado Ano Novo.

·        IRMÃ TULIA PASCALE  - Neste Natal a paz e a fraternidade estarão presentes em cada um de nós e todos os momentos de nossas vidas serão repletos de alegria e paz! Vamos até Belém e vejamos que é isto que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer, “Foram às pressas e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura”(Lc. 2-15-17). O nascimento de Jesus é a esperança se uma vida cheia de luz e paz. Para sentir as mãos  de Deus basta contemplar a natureza que ele nos deixou. Feliz Natal!  Feliz 2002! Paz a todos os seminaristas do Ibaté.  PS: Gostei muito do Encontro dos seminaristas em São Roque, no Ibaté. Parabéns pela organização. Vi amigos de muitos anos. Alguns quase 30 anos depois. De jovens para cabelos brancos iguais aos meus.

·        JOSÉ LAÉRCIO GHIDINI (60-61) -  Prezados colegas da equipe de coordenação do ECHUS. Solicito, a partir desta data, o envio do jornalzinho para meu novo endereço:  Av. Paschoal Ardito, 1845 – Bairro São Vito – Americana (SP) – CEP 13465-000. Fico muito grato de ter recebido todas as edições, quando da minha permanência nos Estados Unidos. Parabenizo essa brilhante e organizada equipe que não mede esforços para localizar colegas e continuar com os esforços, que suponho não sejam poucos, de editar o ECHUS, mantendo assim esse elo com nossos ex-colegas lá do saudoso São Roque. Um abraço a todos.

·        ANTÔNIO GASPAR, D. (51-55) – Recebemos cartão desejando um Feliz Natal 2001, com a seguinte mensagem: “Aceitando sua nova Vinda, queremos renovar nosso compromisso batismal: somos Igreja que evangeliza!”.

·        JOSÉ MAYER  PAINE, CÔN.   (professor) – muito prezado José Justo: quero agradecer, por seu intermédio, a publicação de meu artigo sobre os seminários de São Paulo, no ECHUS DO IBATÉ passado. Agradeço, outrossim, a remessa mensal do boletim e aproveito a oportunidade para saudar a todos os antigos alunos do Seminário de São Roque, desejando-lhes um ano novo repleto de graças e bênçãos.  Abraços.

·        MÁRIO ANGELINI (58-61) – Feliz Natal e 2002 cheio de paz, amor e encontros!

·        WALTER VICENTINI (58) – Atenção pessoal de Aparecida 55/56/57. Fazendo um certo esforço de memória vocês vão se lembrar do esforço do prefeito chato dos menores e dos médios. O pior clarinetista da banda, o pior desempenho teatral que tiveram (S. Domingos Sávio), que pintou alguns cenários... e que trabalhou arduamente no campo de futebol e levou cascudos do Pe. Vieira. Sacristão, então nem pensar, deixava o vinho na mão de alguns e que à noite iam tomar (não vou delatar ninguém agora, embora o crime já prescreveu). No futebol... então... o melhor goleiro de todos os tempos... etc...

·        VALÉRIA POLLINI FERNANDEZ -  Comunico o falecimento do meu pai, ex-seminarista, no dia 23/10/2001.

MANUEL FERNANDEZ BARJA (58-59),

O Echus do Ibaté manifesta o seu sentimento em nome de todos os colegas.

 

 

COLEGAS LOCALIZADOS

Benvindos !!!

O Antônio da Aparecida Simões Cuccio (67-68) informa que localizou os colegas: 

§        CARLOS ROBERTO COLTRO - 1964

§        JORGE DE JESUS BERNARDO - 1963

§        JOSÉ HOMEM ARRUDA LEITE DE ALMEIDA - 1965

§        JOSÉ MANUEL PEDREIRA CARABEL – 1961-62

§        ROGÉRIO VALENTIN DE SOUZA - 1968

§        TOMAZ DE OLIVEIRA CÉSAR - 1959

§         JOEL ROCHA DE OLIVEIRA – 1968-69 - In memorian: falecido em 1991.

 

CIRCULAÇÃO DO INFORMATIVO ECHUS DO IBATÉ

Neste ano de 2002, o ECHUS DO IBATÉ circulará de dois em dois meses, até setembro, esperando voltar esperando voltar a ter circulação mensal, a partir de outubro. Estamos expedindo 950 informativos, a cada remessa, e só o custo de remessa é perto de R$ 600,00. Há ainda os gastos com envelopes e etiquetas. Temos contado com a colaboração de colegas, para o patrocínio da diagramação e impressão. Não sabemos até quando esse apoio poderá persistir. O trabalho de preparação das matérias e as tarefas manuais nada custam, pois são realizados pela equipe do informativo. Para ter boletins mensais, na quantidade atual, precisamos arrecadar mais de R$ 1.000,00 por mês. Estamos estudando a possibilidade de fixar uma anuidade para cobrir as despesas. Gostaríamos de ouvir a sua opinião. Escreva para o endereço do jornal, telefone ou envie um e-mail,  contribua !

 

CONTRIBUIÇÕES

As contribuições para o Echus podem ser feitas através da conta corrente  no. 226.990-2, no Banco Bradesco,  Ag. 95-7 (Nova Central) em nome do tesoureiro.

 

ATENÇÃO

Já está à disposição de todos os colegas o CD com os informativos ECHUS DO IBATÉ, do número 01 ao 51. O trabalho foi elaborado por nosso colega ROCCO ANTÔNIO EVANGELISTA (59/62). O custo é de apenas RS10,00 cada, mais despesas de remessa pelo Correio, se for o caso. Os interessados devem enviar solicitação pelo tel (11) 3864.8852

 

 

-          - - - - - - - - EXPEDIENTE - - - - - - - - - -

 

·        Equipe responsável: José Lui, Celso Guidugli, Jones, Licheri, Márcio Paçoca, Mrtucci, Mosca, Paulo Toschi, Santiago, Simões, Attílio, Justo, John Charles (diagramação).

·        Telefone para contato (11) 3864.8852

·        Artigos e colaborações: Echus do Ibaté. Cx. Postal 71509 – 05020-970 S.Paulo-SP

·        Obs. Se possível, enviar material em disquete (texto em Word e fotos em jpg).

·        Responsabilidade: Os artigos assinados são de inteira responsabilidade dos autores, não expressando necessariamente a opinião da equipe de coordenação.

·        Internet: http://www.geocities.com/Athens/Delphi/8915

·        Email: echus@zipmail.com.br

.