ECHUS DO IBATÉ
INFORMATIVO DOS EX-ALUNOS DO SEMINÁRIO DO IBATÉ – S.Roque-SP
EDIÇÃO INTERNET
A COPA DO MUNDO DE 1962
OSWALDO BUZZO (1962)
Transcorria o ano de 1962, meu primeiro e único ano no Seminário. Vivíamos num mundo à parte, repleto de aulas, estudos, missas, lazer, enfim, dentro do conceito de mente sã num corpo sadio. As notícias do mundo externo aos muros do Seminário chegavam-nos com grande atraso e sempre cuidadosamente filtradas. Assim, ficamos sabendo apenas no mês de abril, da invasão dos EUA a Cuba, com grande ameaça de terceira guerra mundial, quando a URSS tomou o partido da Ilha de Fidel. Salvo raras exceções, éramos todos loucos por futebol. O Campeonato Paulista tinha alguns jogos transmitidos pela TV, quase sempre à noite. Cheguei a assistir a alguns num receptor instalado no quarto do Pe. Ruy, onde, por incrível que possa parecer, nossa fé fazia com que distinguíssemos a bola e os jogadores na tela preto e branco, apesar dos milhares de chuviscos que ali habitavam, No Seminário, além do temor normal que eu sentia quando via o Reitor Constantino, acompanhava os jogos dominicais que o primeiro quadro realizava, torcendo ferrenhamente pelos nossos craques, como o Nirtão, Fanchini, Bruno, Careca, Cleirivan e outros que não me recordo. No plano internacional, o Brasil se preparava para disputar a Copa do Mundo no Chile, e tentava bisar o feito de Campeão Mundial conquistado em 1958, na Suécia. Soubemos que seríamos liberados das aulas nos horários dos jogos para “assistirmos” aos prélios. Um aparelho radiofônico de portentosas dimensões foi instalado num dos cantos do pátio de recreio, junto aos chuveiros e sala de jogos. O Brasil levou para o Chile praticamente a mesma seleção de 1958, com alguns jogadores, à época, já no limite da idade útil para o futebol. Em compensação, tínhamos Pelé. Confiantes, ouvimos a estréia do Brasil contra o México, dia 30 de maio. Depois de um jogo tépido e desenxabido, o Brasil ganhou por 2x0, gols de Zagallo e Pelé. Era uma calorenta quarta-feira, à tarde, e apesar de o Brasil não ter jogado bem, vibramos muito após o jogo. Dia 2 de junho, um Sábado. O Brasil enfrentou a Checoslováquia e logo aos 20 minutos Pelé se contundiu, vítima de uma distensão na coxa, deixou o campo carregado, e se despediu definitivamente da Copa. O jogo terminou 0x0, e o Brasil ainda estupefato ante a perda do seu jogador maior, levou um verdadeiro sufoco da equipe européia. E veio o dia 6 de junho, uma quarta-feira, aquela ainda está indelevelmente gravada em minha memória. O jogo era contra a Espanha, e decisivo. Um empate eliminaria o Brasil. As aulas, como de praxe, foram interrompidas logo após o almoço e nos preparamos para torcer pelo Brasil. Eu, à época com 11 anos, meio alheado ao embate, jogava “ferrinho”, no pátio defronte a gruta, com o Paulo Cimi. O jogo mal havia começado quando aos 10 minutos a Espanha fez 1x0, gol de Adelardo. Silêncio sepulcral! O Brasil jogava mal, e passava por maus momentos frente à equipe espanhola. Resolvemos, eu e o Cimi, brincar de “Caça ao Tesouro”, no morro que ficava por detrás do Seminário. Porém o clima tenso no ar impediu-nos a concentração e voltamos ao local da torcida. Alguns colegas já se postavam defronte à gruta, orando, olhos fixos na Virgem de Lourdes. Outros demandavam apressadamente, à capela no segundo piso. O primeiro tempo terminou e, como muitos, no intervalo, também me encaminhei à capela-mor. Como os outros, orei fervorosamente para que o placar fosse revertido. Colegas com o rosto aflito, olhos fixos na Virgem da Conceição, rezavam, como eu, pela mesma graça. O segundo tempo teve início e, como por milagre, Amarildo, “o possesso”, resolveu jogar. Logo aos 6 minutos o Brasil empatou. Uma festa, paletós e cadeiras voavam para o alto, gritos de “Deus seja Louvado”, euforia geral, levada ao delírio máximo, quando, aos 39 minutos, Amarildo fez o segundo gol. Muitos então se dirigiram correndo à capela novamente, dessa vez para agradecer e pedir que o jogo terminasse. Ao final fomos todos convidados para um pequeno lanche no refeitório, algo, que me lembro, era inusitado. Após o dramático jogo com a Espanha, o Brasil criou confiança, venceu a Inglaterra (3x1), o Chile (4x2) e, no domingo, dia 17 de junho, sagrou-se campeão ao vencer a Checoslováquia (3x1), com gols de Amarildo, Zito e Vavá. Essas reminiscências me ocorrem no momento que o Brasil se prepara para disputar mais uma Copa do Mundo, desta vez, na Coréia e Japão. Teríamos nós, companheiros do saudoso Ibaté, coragem para repetirmos o gesto de 1962? Não creio, isto porque, hoje, infelizmente, o futebol é movido muito mais pelo amor ao dinheiro, do que pelo prazer do jogo em si. De qualquer forma, me sinto honrado, por ter sido mais um dos que ajudaram a “empurrar” a equipe brasileira ao pódio, naquele saudoso ano de Seminário, onde aprendemos, acima de tudo, a respeitar nossos superiores, valorizar nossos companheiros de vocação, e, principalmente, amar e confiar em Maria.
Copa do Mundo 2002
Vem aí mais uma copa do mundo. Apesar de os jogos serem em horários bem pela manhã, fica a sugestão para assistirmos juntos e torcermos pela seleção, de alguma maneira a ser combinada. Desde de já aceitamos sugestões.
Futebol em Araçariguama
Aproveitamos que o assunto é futebol, nosso colega Luiz Almeida Lopes Filho (Luiz Macuco- 62/64), nos convida para jogarmos futebol no sítio Bom Jardim, em Araçariguama, em data a ser combinada. Vamos entrar em forma e topar mais este desafio!
CASO EDIFICANTE
JOSÉ LUI 1949-56
Padre Novato
O novo Padre da paróquia estava tão nervoso no seu primeiro sermão que quase não conseguiu falar. Antes do segundo sermão, no domingo seguinte, perguntou ao Arcebispo como poderia fazer para relaxar, e este lhe sugeriu que, na próxima vez, colocasse umas gotas de vodka na água e que, depois de uns goles, estaria mais relaxado.
No domingo seguinte aplicou a sugestão e sentiu-se tão bem que poderia falar alto até no meio de uma tempestade, de tão feliz e descontraído que se encontrava.
Depois de regressar à reitoria da paróquia encontrou uma nota do Arcebispo dizendo:
“Querido Padre,
Na próxima vez coloque gotas de vodka na água e não gotas de água na vodka. Não coloque limão e açúcar na borda da taça. O missal não é um apoio para o copo. O manto da imagem de N.S.J.C. não deve ser usado como guardanapo. Existem 10 Mandamentos e não 12. Existem 12 Apóstolos e não 10. Não nos referimos à Cruz como “aquele T grande”. Não nos referimos ao nosso Salvador Jesus Cristo e seu Apóstolos com “JC e sua Banda”. O Pai, o Filho e o Espírito Santo não são “O Velho, o Júnior e o Aparecido”. Judas não enforcou Jesus e Tiradentes não tem nada a ver com a história. Backstreet Boys não estava na relação de música do coro. Aquela “casinha” era o confessionário e não o banheiro. A iniciativa de chamar o público para dançar foi muito plausível, mas fazer trenzinho e correr pela Igreja, não. Água Benta é para se benzer e não refrescar a nuca. As Hóstias devem ser distribuídas para o povo e não usadas de aperitivo para acompanhar o vinho. Aquele pregado na cruz era Jesus Cristo e não Raul Seixas. Edir Macedo não é Diretor Financeiro da Igreja Católica. Procure usar roupas debaixo da batina. Evite abanar-se com a batina quando estiver com calor. O nome do Papa é João Paulo e não Leonardo e nenhum dos dois fez dupla com Xororó. Pelos 45 minutos de missa que acompanhei, notei essas falhas. Lembro ainda que uma missa leva em torno de 1 hora e não 2 tempos de 45 minutos. Aquele, sentado no canto do altar, ao qual referiu-se como ”Velha do Apostolado”, era eu.
Espero que tais falhas sejam corrigidas no próximo domingo.
Atenciosamente,
(a) Arcebispo”
Circulação do Informativo Echus do Ibaté
Ainda não tivemos retorno à indagação feita no número anterior do Echus do Ibaté, sobre a forma de custearmos as edições futuras do informativo. Contamos com sugestões e colaboração dos colegas. Participe!
“IBATÉ VERBUM”
MÁRCIO PAÇOCA 1967-70
Usar gíria no quotidiano do Seminário era veladamente proibido, na medida em que significava falta de cultura, ou ao menos falta de estudo e conseqüentemente não ser bem visto entre superiores e colegas. A regra máxima era falar bem, escrever bem, visto nos prepararmos para sermos comunicadores de augusta mensagem para o ser humano.
De qualquer maneira, a gíria criada entre nós, através de palavras e expressões, tinha o seu espaço e significado, e vale recordar:
1. AMIZADE PARTICULAR: expressão usada quando dois seminaristas eram constantemente vistos juntos, sugerindo que o relacionamento entre os mesmos ia além do coleguismo.
2. BADALO: era o popular puxa-saco, aquele que vivia agradando aos superiores, sempre debaixo da batina dos padres e falando bem dos mesmos, tal qual o badalo está debaixo do sino e faz o mesmo tocar.
3. BANDIDO: aquele que tocava na banda. Tocar na banda, no íntimo do tocador, era vivenciar um momento fora da disciplina quotidiana, era a oportunidade de subverter a estratificada ordem, era puro prazer.
4. BONITINHO: colega que primava por andar bem arrumado, sapatos sempre engraxados e cabelos bem penteados. Como a maioria não era bem assim, o bonitinho era sempre alvo dos comentários da turma.
5. CALDINHO: dar um caldinho, era submergir a cabeça do colega na água da piscina, fazendo-o ficar dessa forma por alguns instantes. Hoje, pensando bem, era brincadeira de verdadeiro maluco.
6. CAIPIRA: estudante do interior, de fala carregada e roupas simples, provavelmente nunca tinha ido à Capital. – também chamado de caipora ou capiau.
7. C.D.F.: C... De Ferro, pois sendo assim não haveria problema em ficar um grande número de horas sentado para estudar. Quem muito estudava era C.D.F. Posteriormente surgiu o C... De Aço. (C.D.A.)
8. GAFOTO: banheiro, privada; ir ao gafoto era ir ao banheiro fazer o que é próprio – confesso que até hoje desconheço a origem de tal gíria.
9. “INTELECTUS APERTAT, DISCURRIT”!: expressão em Latim macarrônico, que era mais ou menos traduzida assim: quando o intelecto ficar apertado e portanto você não souber a resposta, comece a discorrer e veja se consegue enrolar o interlocutor, geralmente um professor durante a chamada oral.
10. LAVAR: atitude própria da lavadeira, aquele colega que ia contar para os superiores as coisas da turma - o famoso “traíra”.
11. MAIORES – MÉDIOS – MENORES: embora tal expressão fosse a oficial para denominar a divisão entre os alunos em turmas, segundo a idade e o tamanho dos mesmos, acabou virando gíria entre nós.
12. OLHA A CONSCIÊNCIA!: expressão usada com forte sentido de acusação de que o colega estava sendo desonesto. Geralmente era usada durante o futebol, quando alguém punha a mão na bola e não acusava a falta.
13. PALAVRA DE SEMINARISTA: expressão usada quando alguém queria fazer valer a sua palavra como verdadeira e acima de qualquer suspeita.
14. PÓ DE ARROZ: colega que por ter mais posses que os demais, não gostava de se misturar com os mesmos – sujeito fresco.
15. QUEIMAR: soltar gazes, peidar. Dar uma queimada era o mesmo que soltar um peido. O colega que era cara de pau nessa situação, dizia: “Alguém queimei, não sei quem fui...”
16. SABÃO: doce feito com pão envelhecido que havia sobrado dos dias anteriores – geralmente era servido como lanche no recreio da manhã.
17. SANTINHO: colega que tinha a aparência de bom menino, comportamento quieto, não fazia bagunça. Ser santinho era não ser muito bem visto pelos demais.
18. SOBRÁ PASSA!: expressão usada com muita fome, durante o ritual em que as travessas de comida eram passadas de colega para colega nas refeições para que cada um se servisse. O esfomeado que falasse por primeiro tal expressão adquiria o direito de repetir a comida após o último ter se servido. Raramente sobrava...
Caro colega, a redação do “Echus” aguarda a sua colaboração com mais gírias e expressões daqueles tempos, para que possamos recordar e ampliar nosso “Ibaté Verbum”.
Candidatos às Eleições 2002
O Echus do Ibaté se propõe a divulgar os nomes, números de inscrição e legenda de todos os colegas que se candidatarem a postos eletivos, informando o cargo que pretendem disputar nas eleições deste ano e a região onde atuam. Não faremos propaganda política de nenhum candidato nem demonstraremos preferência por qualquer partido ou corrente política, embora seja muito importante para todos nós que haja colegas nossos, tanto em Brasília como nos Estados e Municípios, agindo com a formação que receberam nos mesmos bancos onde sentamos para estudar ou nos ajoelhamos para rezar, pois saberão representar os nossos pensamentos, nossos anseios e nossos sentimentos cívicos. A todos desejamos êxito, e cada um de nós, certamente, irá colaborar para isto, com o voto pessoal e com outros que conquistar, para o bem de todos e do nosso povo.
LIVROS
PAULO FRANCISCO TOSCHI (49/53)
Um livro muito interessante, para os colegas que gostam de estudar a história da Igreja e da Religião é “TU ÉS PEDRO”, de Georges Suffert, tendo na capa menção a Santos, Papas, Profetas, Mártires, Guerreiros e Bandidos e à História dos Primeiros Vinte Séculos da Igreja fundada por Jesus Cristo. E a contra-capa resume:
“há mais de dois mil anos, o apóstolo Pedro, atendendo à orientação de Jesus, deixou Jerusalém e seguiu para Roma, a fim de fundar a primeira Igreja do Mestre. Muitas páginas da história da humanidade se escreveram ao longo destes tantos séculos. Houve guerras, perseguições, mudanças políticas e econômicas. A Igreja, entretanto, mantém-se viva. Georges Suffert acompanha neste livro a extraordinária aventura da Igreja, século a século. Ao longo desta apaixonante narrativa, surgem personagens fascinantes e inusitados: bandidos, aventureiros e santos; milhares de arquitetos sem nome; teólogos e sábios que trabalham trinta ou quarenta anos no silêncio de conventos. A formação da Igreja primitiva; Roma e o desmoronamento do Império; a Guerra dos Cem Anos; a peste negra e as Cruzadas; a Reforma – momentos marcantes de dois mil anos da história do cristianismo são apresentados num texto envolvente, nesta obra indispensável para os que querem entender a estranha força de uma instituição milenar”.
Georges Suffert é escritor e jornalista, membro do comitê editorial de “Le Figaro”. Foi colaborador de “France Observateur” e de “L`Express”. É autor de dezenas de livros, já tendo recebido o prêmio Saint-Simon. O livro de 519 páginas é tradução da Adalgisa Campos da Silva e editado pela Editora Objetiva Ltda., do Rio de Janeiro. Pode ser encontrado nas livrarias especializadas em livros religiosos. Partindo da Igreja de Jerusalém, o autor estuda os primórdios, a importância de Paulo, o primeiro concílio da história, a ruptura entre cristãos e judeus, os gnósticos, com a teoria do bem e do mal, Mani, que tenta conciliar Buda, Zaratustra e Jesus, a Alexandria e a helenização do cristianismo, afirmando o autor que, sem essa helenização, a Igreja, nascida em Jerusalém, não teria tomado o impulso que a tornou universal, a partir de Roma. Fala das perseguições, das heresias, de São João Crisóstomo, de Santo Agostinho e Santo Ambrósio, dos Padres da Igreja, dos bárbaros, da queda do Império, de Gregório Magno, de Carlos Martelo e de Gregório III. Depois, mapeia a conversão da Europa, desde a Grã-Bretanha até a Morávia e a Panônia. Dedica um capítulo ao rompimento entre Roa e Constantinopla, com a fabulosa história de uma palavra: filioque. Avança e chega às Cruzadas. Continua, detalhadamente, século após século, por 35 capítulos, ora enfocando a importância da Igreja para a História, ora a influência da História nos destinos da Igreja. Enfrenta os problemas da Reforma, da Revolução Francesa, do liberalismo, da separação da Igreja do Estado. Chega aos dias atuais, à primeira e segunda grandes guerras, abordando a atuação de todos os papas, desde os mais antigos, cujo título não significava serem os chefes de todas as igrejas, até Pio XI, Pio XII, João XXIII, Paulo IV e João Paulo II, cada um com suas características, imprimindo a força de suas personalidades aos caminhos da Igreja. Estudou amplamente todas as outras figuras e os fatos importantes da Igreja, aqui não citados, por mera questão de brevidade. É uma obra digna de ser lida, não só pelos colegas que continuam empenhados no ministério eclesiástico e nos trabalhos leigos de grande dedicação à Igreja, como por todos nós que, minusculamente, de certa forma, fazemos parte dessa majestosa história. A par do papel religioso da Igreja, é impressionante constatarmos como esta, ao longo de 21 séculos, continua sendo de suma importância e influência para a história da humanidade. É um livro escrito por um leigo, mais um historiador e um jornalista que um homem de atuação religiosa, mas que serve para robustecer a nossa crença, principalmente nestes dias atuais, em que inúmeras seitas se apresentam, com muito alarde e cativando centenas de milhares de adeptos, graças a um marketing expressivo, mas que, tudo somado, nada significa diante dos 21 séculos da Igreja e de sua universalidade. Da leitura desta obra indispensável, apreende-se o significado profundo do texto de Mateus, 16, 18: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. E as portas do Inferno não prevalecerão contra ela”.
Poesia
MÃE, QUANDO EU MORRER ...
JOEL HIRENALDO BARBIERI – (1951/58)
Ao vires o arrebol surgir tristonho,
Nas tardes de esplendor e de mistério,
E as folhas a cair num cemitério
Cercando de ternura o eterno sonho.
Ao vires o meu túmulo sombrio,
Coberto de folhagem e de flores,
Num canto, abandonado dos amores,
Não sintas no teu corpo um calafrio.
As flores que tu vês, mamãe querida,
As folhas verdejantes de esperança,
É tudo que ficou de minha vida.
São versos que te fiz sem escrevê-los.
Recolhe uma só flor como lembrança,
Do filho que te amou com mil desvelos.
2º lugar no concurso de poesia realizado pelo CENTRO MELLO FREIRE DA CULTURA - Mogi das Cruzes, entre 107 composições do Brasil inteiro.
Na Casa do Pai
Recebemos informações do falecimento de nossos colegas:
· SALVADOR ROSÁRIO JOSÉ DE BONITO (67/68), em 21.01.2002
· JOSÉ CARLOS BARBOSA (66/67), em 25.02.2002, e
· TADEU ÁLVARES PEREIRA (1971), em 03.03.2002.
Nossas condolências aos seus familiares e nossas preces pelos falecidos.
ENCONTRO DA TURMA
JOSÉ LUI (1949-56)
No dia 23 de março de 2002, em Itatiba, nas dependências do Condomínio onde o Rovirso tem sua casa de campo, realizou-se mais uma confraternização do grupo de ex-seminaristas do Seminário de São Roque. O número de participantes foi de 28, fora as mulheres e crianças.
O pessoal foi chegando, e sob os auspícios de um dia cheio de sol, cada um foi tomando lugar nas dependências da sede do Condomínio.
Ali começou a rodar tira-gostos, deliciosa caipirinha e cerveja da melhor qualidade, enquanto os atletas jogavam futebol no belíssimo estádio do Condomínio. Após o jogo, foi servido um suculento churrasco e para finalizar sorvetes diversos.
Esperamos que encontros como este se repitam, pois são de extrema importância para reforçar a união dos participantes do grupo.
Queremos, outrossim, agradecer profundamente ao Rovirso que colocou à disposição as dependências do Condomínio para que este evento se realizasse proporcionado imensa alegria no coração de todos os participantes.
Atenção
Já está à disposição de todos os colegas o CD com os Informativos Echus do Ibaté, do número 01 a 51. O trabalho foi elaborado por nosso colega Rocco Antônio Evangelista (1959-62). O custo é de apenas R$ 10,00 cada, mais despesas de remessa pelo Correio, se for o caso. Os interessados devem enviar solicitação pelo tel/fax (11) 3864.8852 ou pelo email echus@zipmail.com.br
Colegas localizados
O Antônio da Aparecida Simões Cuccio (67/68) informa que localizou os colegas:
· CARLOS ALBERTO NOGUEIRA FERREIRA - 1959/61 e
· JOSÉ ORLANDO ALVES - 1959
Procurando Amigos
Caro amigo ex-seminarista, depois do uso (sem sucesso) de todos os meios possíveis no intuito de localizar os nossos amigos do tempo de Seminário, vamos fazer uma tentativa através dos próprios colegas de turma para que nos ajudem na busca de novos colegas.
TURMA DE 1949:
· Alberto Aguiar Sanches
· Ângelo Palácio Moyano
· Antônio Carlos de Andrade
· Arnaldo Moura Belloub
· Félix Zebino de Araújo
· Fernando Scarlet
· Guido Chagas
· Isaías Luiz da Silva
· João Heleuse Nogueira
· José Molina Gianini
· José Molina Júnior
· José Vitor Alves Neto
· Luiz Carlos Martins
· Luiz Ferreira Brito
· Mário Fernando Pires da Moura
TURMA DE 1972:
· Francisco Andrade da Silva
· Gilmar de Freitas Campos
· Samuel Marques.
Correspondências e e-mails recebidos
· ANTÔNIO CLARET DE ALMEIDA - 1954 – Caros amigos, o ECHUS DO IBATÉ chega para mim como verdadeira “hora da saudade”, servindo como eficiente “aide-memorie”, provocando lembranças afetuosas de pessoas e coisas daqueles bons tempos passados no Seminário de São Roque (1954). Poxa! São reminiscências longínquas de quase cinqüenta anos atrás, que nos levam de volta àquela época de sonhos e ideais da juventude, que depois nos seguiram vida afora! Obrigado, saudosistas obstinados, por esses momentos de suave nostalgia, em gostoso exercício de anamnese aos recém-vindos à terceira idade. Chego a me recordar agora, por exemplo, de uma enorme placa que existia na fachada da pequena casa do caseiro do Seminário, com os seguintes dizeres: “parva domus, magna quies”. Não sei explicar porque, mas isso ficou na minha lembrança. Talvez seja por causa da força da sabedoria popular contida na mensagem. E por falar nesse assunto, estou mudando outra vez de endereço. Agora estou morando na Rua Conceição, 514 – apto. 131. Campinas (SP), CEP 13010-050, onde aguardo os amigos. FELIZ PÁSCOA A TODOS.
· JOEL HIRENALDO BARBIERI - 1951-58 – Caro Mosca, atendendo sua solicitação, via Alfredo Barbieri, encaminho-lhe um exemplar do jornal “A GAZETA DA ESTIVA” que publicou meu discurso da saudação a Dom Beni, novo bispo auxiliar de São Paulo. Se achar interessante poderia aproveitá-lo para o ECHUS. Ou, se preferir, tenho este soneto que me valeu o 2º lugar num concurso de poesia realizado pelo “Centro Mello Freire da Cultura-Mogi das Cruzes”, entre 107 composições do Brasil inteiro. Um abraço. - ECHUS RESPONDE: por enquanto, estamos publicando a sua poesia, deixando o discurso para outra edição. Desde já, porém, aproveitamos para cumprimentar Dom Beni e todos os bispos auxiliares que foram empossados pelo Cardeal Arcebispo de São Paulo.
· ACHILLES PACELI DE OLIVEIRA PINHEIRO, Pe. - 1956 – Prezado Justo, receba meu abraço e meu agradecimento pela remessa “perseverante” do informativo do pessoal de São Roque. Estou agradecendo, também, em nome de D. Osvaldo Giuntini, nosso colega e meu bispo, aqui em Marília; estamos enviando uma pequena contribuição. Apesar dos insistentes convites para os encontros, a distância tem sido nossa grande inimiga. Quem sabe um dia poderemos nos ver e conversar. Tenho muito viva a lembrança daquele ano (1956) que passei em São Roque, na verdade um tempo apenas de transição; por isso, talvez, não tenha deixado em mim uma saudade tão profunda como vejo que ficou em vocês, que lá permaneceram mais tempo. Abraço a todos com amizade e estima. Anexo envio-lhe a REVISTA DO JUBILEU, edição comemorativa ao Jubileu de Ouro da Diocese de Marília (1952/2002) e a programação do nosso ano jubilar, para que vocês estejam em comunhão conosco.
· JOÃO SCHALL, Dr. - 1958-59 – Caros Amigos: Primeiramente saudações ibateanas. Em segundo lugar, peço a vocês a gentileza de processarem, novamente, a mudança de meu endereço no cadastro existente nessa Agremiação de ex-alunos, de forma que as nossas comunicações não venham a sofrer solução de continuidade.. Assim, meu atual endereço é o seguinte: Rua Maurício Lorencine, 115, Jardim Sta. Teresa, Jundiaí/SP – 13211-405, fones 4582-0634, 9700-5397, 9987-1442 e 4338-2039. Desde já agradeço e, espero que todos os meus ex-colegas, também, possam, através dessa informação, refazer suas anotações quanto ao meu endereço. joaoschall@uol.com.br
· OSWALDO BUZZO - 1962 – Queridos Amigos: Saudações em Cristo! REMINISCÊNCIAS – Quero exteriorizar minha alegria de reviver mensalmente as inúmeras lembranças que nos unem, a cada novo número recebido do Echus, e particular, se houver espaço no jornalzinho, de lembranças que me ocorrem da Copa do Mundo de 1962, que “assisti”, juntamente com queridos companheiros, no Seminário do Ibaté. Um abraço fraterno a todos os colegas. Nota da Redação: O artigo de Oswaldo Buzzo está em destaque nesta edição.
· GILENO CALDAS BARBOZA - 1963/64 – Li há alguns meses a história das abelhas, que me fez relembrar o colega José Fernandes, que mora lá em Juquiá. Por motivos de problemas no meu e-mail, só agora queria voltar ao assunto, para acrescentar que, naquele dia, comemos filhotes de coelhos que morreram por causa das picadas de abelhas. O interessante também é que o Fernando Jorge estava tranqüilo na fila, quando eu peguei uma abelha pelas asas e coloquei no seu gordo pescocinho. Foi aquele corre-corre, e depois ele queria me pegar, mas até hoje ele não conseguiu. Soube que ele é professor de Geografia lá em Santos. .Até agora não li nenhuma explicação por que falavam a palavra “quiabo” quando ia começar o retiro espiritual ... Bons tempos. Ah, o Heleno comentou outro dia que eu era um cearense de olhos verdes. Quase ele acertou. Eu sou sergipano, a não ser que tenha havido outro Gileno. Ele também foi vítima de minhas brincadeiras, quando num roda-roda lhe acertei o rosto. Também correu muito atrás de mim, mas o Oswaldo, meu amigo grandão, sempre me defendia. Abraços para todos.
· HOLIEN PAULO GONÇALVES BEZERRA – 1950-51 – Dica para não reenviar vírus. Para evitar a disseminação de vírus, crie um contato no seu address book (catálogo de endereços) com um nome falso qualquer, por exemplo: # Alerta! Ou qualquer outro nome precedido com o sinal “# “. Com esse sinal, o nome será o primeiro de seu catálogo de endereços. Dê OK. Deixe o espaço do e-mail vazio, não coloque nenhum e-mail falso. Deixe todos os demais campos em branco. Se seu micro estiver contaminado e o vírus tentar se auto-enviar para todos os endereços do seu address book, seu computador vai colocar uma mensagem de erro dizendo que: “A mensagem não pôde ser enviada. Um ou mais destinatários não têm um endereço de e-mail. Favor checar se Address Book e tenha a certeza de que todos os seus destinatários têm um endereço de e-mail válido”. Assim, basta você clicar em OK e a mensagem com vírus (que você não sabia que estava sendo encaminhada do seu micro) não será enviada para ninguém. O e-mail com vírus, então, será automaticamente armazenado no seu arquivo “drafts”(rascunho) ou “outbox”(caixa de saída). Vá até eles e apague a mensagem. O problema é resolvido, o vírus não se espalha e você, sem querer, não contamina o micro dos amigos. Importante: reenvie essa mensagem para todo seu listado. Para procedimentos futuros, arquive esta mensagem em uma pasta de fácil acesso. Nota da Redação: Não podemos nos responsabilizar pelos procedimentos recomendados por colegas, nas mensagens por estes enviadas, que divulgamos. No caso, aconselhamos a nossos internautas, mesmo os que seguirem os conselhos do Holien, que mantenham sempre o seu anti-vírus atualizado.
· CARLA VIRGÍLIA DIAS FERREIRA – 24.01.2002 – Olá, estou a escrever de Portugal, sou filha do Carlos Alberto Nogueira Ferreira, e foi com muito agrado que verifiquei que andam à procura dos antigos colegas do seminário. O meu pai ficou muito feliz ao receber a sua carta, e vai responder o tão breve quanto possível, e eu confesso que também fiquei com curiosidade, por isso peço que me envie o vosso site da Internet, para podermos ter um contato mais próximo de uma realidade tão longínqua, um grande abraço.
Nosso email: acucio@hotmail.com e wmosca@ig.com.br
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Equipe responsável: Celso Guidugli, Jones Nadir Gama, José Lui, José Justo da Silva, Licheri, Márcio Pereira da Silva (Paçoca), Martucci, Luiz Monteiro, Wilson Mosca, Paulo Toschi, Eduardo Santiago, Antônio Simões e John Charles (diagramação).
Artigos e colaborações: Emviar para nosso email ou para Echus do Ibaté, Cx. Postal 71509 – 05020-970 SãoPaulo-SP
Se possível, enviar material em disquete (texto em Word e fotos em jpg).
Responsabilidade: Os artigos assinados são de inteira responsabilidade dos autores, não expressando necessariamente a opinião da equipe de coordenação.
Internet: http://www.geocities.com/mpacoca
Email: echus@zipmail.com.br