ECHUS   DO   IBATÉ

INFORMATIVO DOS EX-ALUNOS DO SEMINÁRIO DO IBATÉ – S.Roque-SP

No. 62  -   Ano  10  -  JULHO-AGOSTO DE 2002

EDIÇÃO INTERNET

 

 

DOM FRANCISCO

UMA VIDA A SERVIÇO DO EVANGELHO

 

Francisco Manuel Vieira nasceu em Portugal, cidade do Porto em 29 de outubro de 1925;  com seis anos de idade  veio para o Brasil, diretamente para São Paulo, com sua família. Seu pai, aqui então trabalhava como marceneiro no bairro de Pinheiros. Francisco, então com um pouco mais de 10 anos de idade, entrou para o antigo Seminarinho onde iniciou os seus estudos e começou a cultivar a sua vocação sacerdotal. Logo depois foi para o Seminário de Pirapora-SP e, posteriormente, para o Seminário Central do Ipiranga em São Paulo.  Em 8 de dezembro de 1952 foi ordenado Sacerdote. Em seguida foi trabalhar no Seminário de São Roque–Ibaté; lá desenvolveu edificante trabalho, notadamente como professor, lecionando entre outras matérias a disciplina de Latim. Quem não se lembra do companheirismo do então Pe. Francisco Vieira, incentivando e ajudando a fazer o campão de futebol, onde nos divertimos muito e forjamos nossa personalidade. Mais tarde o ainda Pe. Vieira assumiu a paróquia de São Pedro, no bairro da Mooca em São Paulo. Trabalhou muito pela pastoral vocacional na região do Belém. Já com uma vida intensa dedicada à Igreja, foi nomeado bispo auxiliar de São Paulo em 25 de janeiro de 1975, período em que mais uma vez demonstrou sua capacidade e dedicação a serviço da Igreja. Em 1º de maio de 1989 assumiu a então recém criada Diocese de Osasco–SP. Por todos os locais de trabalho que passou, Dom Francisco sempre teve uma presença marcante de maneira serena e amiga, seja como professor, superior, pároco, animador vocacional, ecônomo ou bispo. Todos aqueles que trabalharam e trabalham, conviveram e convivem até hoje com Dom Francisco sempre aprenderam e aprendem a lição do amor ao próximo ensinada por Cristo que, com seu exemplo de vida, Dom Francisco testemunha. A devoção à Maria Mãe de Deus sempre foi outra lição que nos transmite desde há muito tempo. Tendo Dom Francisco completado 75 anos de idade, conforme o Código Canônico, solicitou ao Papa João Paulo II  seu afastamento do exercício episcopal; sendo assim, neste dia 30 de junho de 2002, Dom Francisco passa para o seu sucessor, Dom Ercílio Turco a responsabilidade pela Diocese de Osasco. A turma toda do Ibaté, os amigos do Seminário de São Roque, através do Echus, manifestam de coração um profundo e sincero agradecimento a Dom Francisco Manuel Vieira, por tudo quanto ele fez pela Igreja e especialmente por nós, seus alunos, companheiros e amigos. Sabemos que, embora mereça um bom descanso, Dom Francisco vai continuar sua missão evangelizadora na Diocese de Osasco, assumindo como nunca o seu espírito missionário; é mais uma lição de vida que ele nos deixa. Dom Francisco, nosso muito obrigado e votos de felicidades.

 

Colegas Localizados

O Antônio Simões (67/68) informa que localizou mais os seguintes colegas:

·        DIMAS RIBEIRO (66/67)

·        FRANCISCO MACHADO TEIXEIRA (1966)

·        TARCÍSIO MARCOS RISSO (1966)

·        RONALDO LUCAS MACHADO (67/68)

·        ANTÔNIO RODRIGUES VINA (59/62)

·        ALFREDO CUSTÓDIO DOS SANTOS (62/64)

·        JOSÉ CARLOS DA SILVA (59/60)

Atendendo ao “Procurando Amigos” da edição no. 61 , o amigo Luiz Ferreira de Brito (49-50) informou-nos ter encontrado:  

·        ANTÔNIO AMANDI (51/57)

 

Na Casa do Pai

Comunicamos o falecimento de

JAMIL APARECIDO BARBOSA (1972), em 30.04.2002,

ODAIR GILBERTO FERNANDES, (66/67) em fevereiro de 2002 e de

MARIA MECELIS, Da., mãe do colega Roberto Mecelis (59/60), em 06.05.2002.

Aos familiares, nossas condolências.

 

PESCARIA EM ALTO MAR

Rogério Guimarães Fortes (69/71)

 

No feriado de primeiro de maio último, saiu do porto de Bertioga, litoral de São Paulo, a embarcação Miragaia, que teve como destino uma pescaria em alto mar. Pescadores do Ibaté: Rovirso Aparecido Boldo (64/69), José Francimar Ramos (60/63), Ademar Valdevino da Silva (Patão 71/73), Márcio Pereira da Silva (Paçoca 67/70), Isidoro da Silva Leite (63/64), Fausto Guimarães Fortes (63/67) e Rogério Guimarães Fortes (69/67)  acompanhados de familiares e amigos que completaram a tripulação de 18 pescadores. Fomos premiados com um dia maravilhoso que prometia muito boa pescaria, mar calmo, tripulantes a bordo, muita tralha de pesca e mentira de pescadores... e lá fomos nós... mar adentro. Bastaram os primeiros movimentos da navegação e dois “lobos do mar”, o Rovirso e o Márcio Paçoca já davam sinais de que haviam trazido alguém escondido na tripulação, um tal de “Hugo”. Ninguém via a fera, mas ficaram a todo momento chamando por ela. Não muito tempo depois, nosso grande goleiro e cantor, o Francimar, engrossa o coro chamando novamente esse tal de Hugo... Que coisa!!! Não muito tempo passado e o lugar mais freqüentado do barco eram as beliches... amontoando de pescadores e... amigos inseparáveis desse tal de Hugo. A propósito: Simões de que turma do Ibaté era esse “Hugo”?  Brincadeiras à parte, gostaríamos de parabenizar todos os alunos do Ibaté, familiares e amigos que participaram da pescaria, possibilitando um dia de confraternização diferente e muito agradável. Resultado da pescaria (não é mentira!!): foram pegos 111 peixes espadas e 2 bicudas, nada mal para uma primeira experiência desses pescadores do Ibaté, nas águas do nosso litoral. Agradecemos ao Fausto e equipe dos pescadores de Itapevi pelo trabalho de organização do evento. Até nossa próxima aventura.

 

As Eleições vêm aí

Começamos a receber as primeiras manifestações de colegas que devem disputar postos eletivos nas eleições de outubro deste ano. Divulgamos abaixo algumas informações sobre os candidatos. Reafirmamos a todos os colegas que serão candidatos ou que tenham familiar nas mesmas condições que nos escreveram para podermos publicar na próxima edição do ECHUS DO IBATÉ.

WALTER BARELLI – Será candidato a deputado federal pelo Estado de São Paulo. Estudou no Seminário de São Roque de 1951 a 1956. Suas principais atividades: Diretor Técnico do DIEESE, Ministro do Trabalho e Secretário do Emprego e Relações do Trabalho do Estado de São Paulo por 7 anos. Pretende desenvolver políticas nacionais visando à proteção do trabalho da mulher, dos jovens, dos portadores de deficiências, bem como, ao apoio às pequenas e microempresas.

ANA MARIA QUADROS – esposa do nosso colega ibateano JOSÉ LUIZ BRANT DE CARVALHO (50/59), será candidata a Deputada Estadual pelo Estado de São Paulo. Foi Vereadora do Município de São Paulo e  sua bandeira maior é a educação com empregabilidade e, no cenário estadual, pretende dar continuidade a sua luta pelo desenvolvimento com justiça social. Fará “dobradinha” com Walter Barelli.

JOÃO DE ASSIS BENVEGNU – Será candidato a Deputado Estadual pelo Estado de São Paulo. Estudou no Seminário de São Roque de 1950 a 1955. É empresário na área de recursos humanos. Dará ênfase a segurança, saúde e educação, colocando em prática os ensinamentos adquiridos no Ibaté.

 

FIDES QUID TIBI PRAESTAT?

Paulo Toschi (49/53)

Nasci na região central de São Paulo, e nela vivo até hoje. Uma exceção foram os cinco anos em São Roque e outra, breve residência na Vila Pompéia. No mais, sempre morei e trabalhei entre a Praça da Sé e a Avenida Paulista. Nasci e fui batizado na Bela Vista, e o celebrante, ainda vivo, foi o Pe. Antônio Triviño. Quando cheguei à porta da Igreja do Divino Espírito Santo, na Rua Frei Caneca, quatro dias após o meu nascimento, acompanhado de meus padrinhos, (era costume de minha mãe batizar os filhos logo que saíssem da maternidade, antes de entrarem na sua residência), o celebrante perguntou ao Cônego Paulo Florêncio da Silveira Camargo:

-  “QUID PETIS AD ECCLESIAM DEI”?  E  meu padrinho respondeu:

-  “FIDEM”. Nova pergunta:

-  “FIDES, QUID TIBI PRAESTAT”?  E o padrinho:

-  “VITAM AETERNAM”. 

Fiquei pensando no significado desse diálogo, enquanto assistia à Missa que comemorava os 40 anos de sacerdote do nosso colega  Pe. Aurélio Vieira de Morais (veja foto ao lado), em Rochedale, um bairro de Osasco.  Nascido em Cotia e sempre atuando na Grande São Paulo, está no Rochedale há vinte e sete anos, onde construiu a primeira capela e, depois, um grande templo que eu e o Attílio Brunacci, representantes da Turma do Ibaté, encontramos lotado de fiéis que assistiam à Missa comemorativa também dos 65 anos do nosso amigo. Um bairro bem distante da Praça da Sé. De gente simples e boníssima. Conheci aquela região quando ainda era um grande descampado, nos meus tempos de soldado de infantaria, tendo palmilhado várias vezes aquelas terras. Hoje, é um bairro populoso, tido por muitos como uma região de certa periculosidade, principalmente onde estão as favelas. Mas os paroquianos do Pe. Aurélio são gente de muita religiosidade, firmes na fé e pessoas muito distintas. Uma comunidade entusiasmada. Uma demonstração de que o movimento carismático, que soa meio estranho para muitos católicos da minha geração, tem sentido e produz bons efeitos. Na hora da Consagração, durante a Missa, permaneci em pé, não por irreverência, mas pela dificuldade de manter-me ajoelhado. Pude ver que todos os demais estavam genuflexos, ainda que no chão duro. Foi emocionante poder ter uma visão ampla de todo o templo e assistir à demonstração de fé daquele povo. Prostrados, em absoluto silêncio, evidenciando que estavam conscientes de estarem assistindo, mais uma vez, ao milagre da transubstanciação e confirmando que nele acreditavam com fervor. Um espetáculo de fé nem sempre encontrado nas igrejas da região central de São Paulo, onde muitos permanecem indiferentes e distraídos, enquanto o sacerdote exibe à adoração, a Hóstia e o Cálice com o corpo e sangue de Cristo. Às vezes, fico pensando:

-  Mas o que estas pessoas vieram fazer na igreja?  Estão apenas cumprindo uma obrigação?  Se acreditam que Deus está ali, porque se comportam dessa forma?

Quando as pessoas andavam a pé e percorriam alguns quarteirões para tomar uma condução, ao passarem diante de uma igreja, que geralmente ficava em lugar de destaque e sua edificação imponente se sobrepunha ao casario baixo das cercanias, tiravam o chapéu diante da porta principal, em reverência ao Santíssimo. Hoje, passam velozes em seus automóveis e nem percebem o templo de Deus. Em Rochedale é diferente. Trabalho do Pe. Aurélio, sem dúvida, e de seus auxiliares, clérigos e leigos. Foi edificante constatar a importância do apostolado quase anônimo de um amigo que viveu as mesmas experiências que nós, em São Roque, e que consegue, com tanta eficiência e usando a linguagem que seus fiéis entendem, pregar a palavra de Deus e formar uma comunidade cristã, em local onde isso, talvez só para mim, não fosse de esperar. Fiquei cogitando:

-  Que fizemos de positivo, neste sentido, muitos de nós outros? 

Eu, com certeza, nada. Alguns colegas, eu sei que também têm o seu mérito, não resta dúvida. Mas, ali, eu me impressionei. Perguntava a mim mesmo:

- Mas não aprendemos no mesmo catecismo? Não fomos inspirados pelas mesmas meditações matinais? Não rezamos o mesmo Terço? Não participamos dos mesmos retiros? Não ouvimos a leitura do mesmo Evangelho? Da mesma Imitação de Cristo? Não nos debruçamos sobre o mesmo Tratado da Verdadeira Devoção? 

Sim, estávamos juntos, mas “muitos são os chamados e poucos os escolhidos”. E Ele sabe escolher. E sabe colocar o homem certo, no posto certo, no lugar certo. Pena que poucos de nossos colegas estiveram lá para presenciar esse ato de fé da comunidade liderada pelo Pe. Aurélio. Um homem que não se incomoda de as crianças estarem correndo pela igreja, enquanto está pregando. Sabe que elas, no devido tempo, estarão compenetradas, nos momentos solenes da Missa. Fomos avisados na véspera. Se eu tivesse recebido o telefonema dos organizadores da festividade, um dia antes, que era a primeira sexta-feira do mês, data do nosso encontro mensal, poderia ter transmitido o convite a muitos, que certamente lá teriam ido. O convite foi feito sem o Pe. Aurélio saber. Os paroquianos telefonaram para alguns colegas de quem o Cônego Laerte lembrou os nomes. Pena que o Pe. Laerte também não pode ir. Nem o Pe. Edmundo, o Bita. Domingo é complicado para eles. Mas, na seqüência das homenagens, na própria igreja, logo após a Missa, eu tive uma grata surpresa: um dos líderes do movimento paroquial, para obsequiar o Pe. Aurélio, havia copiado da Internet o meu livrinho “Palavra de Seminarista”, inclusive fotos, e composto uma brochura bem feita, e, ao saber que eu era o autor, pediu que fizesse a entrega ao nosso amigo, em nome dos paroquianos, que subscreveram uma dedicatória. Vários outros presentes foram oferecidos ao homenageado. O Pe. Aurélio havia acabado de ser designado responsável pela Comissão de Liturgia da Diocese de Osasco (infelizmente Dom Vieira não conseguiu mudar a sua agenda para estar presente à comemoração de seu antigo aluno, mas enviou a sua bênção através de um representante) e o povo de Rochedale se cotizou para dar ao seu pároco um lindo e valioso Dicionário de Liturgia. Depois, o Attílio Brunacci subiu ao altar para contar algumas peripécias do Aurélio em São Roque, e comprovou seu discurso, entregando uma fotografia onde o nosso colega aparece, comodamente, puxando o cabresto de um burro atrelado a uma caçamba cheia de terra, enquanto os demais colegas, com escavadeiras nas mãos, descansavam em breve pausa, da tarefa árdua de cortar o barranco que deu lugar ao campo de futebol. O Attílio contou, também, que o Aurélio, nos ensaios para as apresentações teatrais, era instado a ficar calado, e tinha que limitar-se a uma única fala. Uma de suas paroquianas adorou esta revelação, pois disse que o Pe. Aurélio também tem um grupo que se apresenta no palco, lá em Rochedale, e costuma ser severíssimo nos ensaios. A seguir, um representante do Coral da Diocese de Osasco cantou o “Panis Angelicus”, e Pe. Aurélio, que gosta muito de música, o acompanhou, mostrando seus excelentes dotes. Fiquei um pouco preocupado, quando um sacerdote, ao meu lado, comentou:

-  Puxa, o Pe. Aurélio conhece muito o Latim.

Após a cerimônia, comemoramos com salgados e doces, alegremente, no salão paroquial, ouvindo o Coral da Diocese, que fez uma exibição de grande categoria, e tivemos oportunidade de ficar papeando, para recordar os bons tempos de São Roque. Parabéns, Pe. Aurélio. Deus o mantenha por muitos e muitos anos à frente do seu povo.

 

Flagrantes da Edição

Os Dez Mandamentos do Preguiçoso

1.       Viva para descansar.

2.     Ame a sua cama, ela é o seu templo.

3.     Se vir alguém descansando, ajude-o.

4.     Descanse de dia para poder dormir à noite.

5.     O trabalho é sagrado, não toque nele.

6.     Nunca faça amanhã, o que você pode fazer depois de amanhã.

7.     Trabalhe o menos possível; o que tiver para ser feito, deixe que outra pessoa faça.

8.     Calma, nunca ninguém morreu por descansar.

9.     Quando sentir desejo de trabalhar, sente-se e espere que ele passa.

10.  Não se esqueça, trabalho é saúde. Deixe o seu para os doentes.

 

IBATÉ VERBUM

Lourenço Madeiros (Perereca – 1949)

Quando li o Ibaté Verbum do ECHUS 61, logo me lembrei das seguintes gírias:

PUNGA -  Era atribuída àquele jogador que ia em direção ao gol e quando chegava na cara do goleiro chutava fora e o comentário era: “Ele é punga, não sabe jogar futebol”.

PÔR O PÉ NA BIGORNA – Esta gíria era atribuída ao jogador que após vários dribles dava um chutão e a bola ia numa das janelas do estudão, errando de longe o gol (isto quando não quebrava algum vidro). Por isso todos gritavam: Vá pôr o “pé na bigorna”.

 

 

POESIA

 

ESFÓLIOS DO PASSADO

EM SOLUÇOS NO PRESENTE

Weider Andrade Junqueira (1951)

Afloram-me jubilosos em dourados sonhos,

aqueles momentos em que outrora pus-me.

São endoados idos e atônitos enlevos bisonhos,

em vendavais aromáticos de recordações que seduzem-me.

Saboó, no seu polar majestoso e verdejante,

a inspirar-nos o amor de um Deus ardente.

Finos lírios envoltos em laços, numa vida de fé,

no hospedeiro lar que foi, o Seminário do Ibaté.

Se espelha do alto sua figura imponente,

na sombra do bosque, há de esconder a dor,

são passados os tempos, cheios de um feliz ardor.

Vulto místico, arauto da paz fervilhante de paixões,

e agora!... até verdugo és, a fustigar-nos os corações,

São lembranças, que acendem as chamas do ontem,

preparando-nos para o mar tempestuoso do hoje,

a caminho do paraíso celestial do amanhã.

Sus, clamai das alturas e no azul do firmamento,

os augustos e harmoniosos cânticos de outrora.

Sus, ouvi nos rogos de nossa Mãe, Maria,

doces e suaves ensinamentos de nossa aurora.

Envolva-nos com sua eterna fragrância de amor,

eleva-nos, com sua cândida pureza de coração,

destila-nos as impurezas no âmago de nosso interior,

e volva-nos para as deleitosas brisas da salvação.

Aperta-me o peito, não sei de que jeito,

mas posso sentir.

É como granada, tramando calada,

querendo explodir.

Em reluzentes passados e fúlvidos instantes,

até o porvir.

 

 

Correspondências e e-mails recebidos

ALTAIR DE ALMEIDA COSTA (Tachinha) - Ex-aluno do Seminário Seráfico de Santo Antônio – Santos Dumont (MG) - Organizador do ENFRADES - Grupo de ex-seminaristas franciscanos do Seminário Seráfico de Santo Antônio, em Santos Dumont – (MG)  -  Prezados amigos do Ibaté, Paz e Bem! Aí vão os endereços de dois “desaparecidos” da turma de 1949: ARNALDO MOURA BELLOUB, e  GUIDO CHAGAS. Espero que estes endereços sejam dos tais “desaparecidos”. Gostaria que fosse divulgado nas páginas do ECHUS DO IBATÉ o novo email da PORTINHA DO TACHINHA: www.gregoriano.org.br . Esta é a minha página na Internet, na qual consta a história do Coral Gregoriano de Belo Horizonte, do ENFRADES  -  Encontro Franciscano de Ex-seminaristas e a Portinha do Tachinha: página com mais de 1.000 links interessantes. Esta página deve ser recolocada no “ar” na próxima semana. Se conseguir localizar mais algum da lista eu mando para vocês. Na Internet tem uma página:  www.albumdigital.com.br , onde é possível colocar fotos de graça. Na minha página já coloquei umas 150, inclusive uma quando estive no Ibaté com a turma de Belo Horizonte(tirada à noite, quando o encontro já havia terminado). Vocês poderiam utilizar esta facilidade e depois de colocar um monte de fotos, podem fazer um link desta página que vocês criarem, na página que vocês já têm. Um grande abraço do Tachinha. 

echus informa: nossos agradecimentos ao Tachinha.

ANTÔNIO SIMÕES (67/68) – Comunico a alteração do meu e-mail:  acucio@bol.com.br

JOSÉ ANTÔNIO NETO (59/64) – Caríssimo amigo Wilson Cruz. Não sei como começar, mas vou dizer. Finalmente vou ter a oportunidade de revê-los. Vim aqui para os EUA pela primeira vez em 1967 e por aqui fiquei. Interessante como as coisas mudam. Mas estou muito bem, graças a Deus. Finalmente o ano letivo terminou. Sábado e domingo foi dia de formatura e festas. Estou fazendo o que gosto: ensinando línguas e mandando estudantes ao estrangeiro e algumas vezes os acompanhando. Vou para Sevilha, Espanha, depois de amanhã, 5a feira, 16 de maio. Viajo um pouco pela Europa e volto dia 17 de junho. Dia 24 de junho vou para o Brasil, chegando aí dia 25, às 9:50h da manhã, em Guarulhos, via United Airlines. Fico em São Paulo até o dia 3 de julho, depois vou viajar pelo Nordeste e Rio. Comprei um pacote (Brazilian air pass) e tenho que estar de volta em São Paulo dia 24 de julho. O pacote é de 21 dias. Os meus pais moram em Castro, PR. Tenho dois irmãos em São Paulo. Fico entre São Paulo e Paraná (há muitos lugares para visitar, muitos parentes e amigos – Vinhedo, Foz do Iguaçu, Presidente Prudente, etc.) desde o dia 24 de julho até 12 de agosto quando volto para os EUA. Mas, por isso mesmo, estou dando todos esses detalhes porque quero guardar um fim de semana para matar as saudades com vocês. Espero poder ir a uma das reuniões de vocês entre este tempo (se é que há uma nesse período), para poder recordar os saudosos tempos do passado. A amizade é de valor incomparável. Nada se pode comparar com a amizade. Os deuses não dão (deram) outra coisa melhor aos homens. Assim disse o nossos famoso orador Cícero. É um grande presente que todos nós temos. Estou anciosíssmo para revê-los todos (Cidão, Isaías, Zelão ou Batistão, Correia, Toledo, Angelini, Martini, Ramalho, etc.)  Acho que amanhã vou passar um breve e-mail ao Antônio José de Almeida. Recebo quase sempre notícias daí, mas quase nunca respondo. Recebo, também, com freqüência o ECHUS. Muito obrigado por tudo. Eu penso que o Careca foi a razão de estar em contato com vocês. Que ótimo trabalho vocês estão fazendo. Muito obrigado por tudo, por fazer renascer as emoções daqueles momentos felizes de minha vida. Foi um ótimo tempo, tempo de alegrias, felicidades e crescimento humano. Nunca vou esquecer aqueles tempos tão agradáveis. Devo passar o e-mail para o Almeida avisando que estou chegando ou não? Responda-me logo, se possível, porque só tenho amanhã aqui, mas vou ler o e-mail na Espanha e vou também escrever. Bom, com um grande e saudoso abraço, despeço-me esperando vê-lo dentro de um futuro bem próximo.

ECHUS responde:  Quando esta edição do nosso Informativo estiver sendo distribuída o NETO já estará no Brasil. Se for marcada uma confraternização para dar as boas vindas, possivelmente nos dias 28 ou 29 ou 30 de junho, estaremos contatando os colegas citados e outros que queiram participar de mais esse encontro.

JOSÉ FERNANDES DA SILVA (1963) -  Caros colegas: É com grande satisfação que volto novamente a escrever a vocês, que nos brindam com o Informativo, que é esperado com muita curiosidade e sempre nos causa alegria, pois, nos conduz no tempo, para dar minha opinião sobre a arrecadação a fim de custear as despesas. No meu ponto de vista, acho que vocês deveriam dizer, mediante a quantidade distribuída, qual seria a importância mínima necessária mensalmente, que cada um deveria contribuir, acrescido de uns 20% para fazer frente a algumas despesas extras. Acredito que todos nós devamos contribuir para uma coisa tão importante e acredito que o valor mensal não será pesado, pois, temos colegas que trabalham bastante para nos brindar com o Informativo, sem nada cobrar, motivo pelo qual devemos levar muito sério essas contribuições mensais, pois, “corremos o risco de termos que participar de uma reunião com o Monsenhor Reitor”. Sugiro, inclusive, que cada um pegasse os envelopes de depósito e os preenchesse todos, inclusive numerando os meses, para controlar caso algum mês ficasse esquecido. Sem mais, envio um abraço a todos os colegas e agradecimentos aos nossos redatores, impressores, distribuidores, corretores de texto, investigadores, que nos fazem criar asas. Que Deus lhes pague.

JOSÉ FRANCISCO GODINHO (55/59)Tenho recebido o ECHUS DO IBATÉ todos os meses e acompanho as matérias e as correspondências para matar um pouco a saudade dos velhos/novos tempos. Um abraço a todos.

LUIZ MONTEIRO (54/59) – Favor divulgarem no Informativo os meus e-mails: lomonteiro@uol.com.br  e lomonteiro@msn.com . Um grande abraço.

TÚLIA PASCALE, IRMÃ -  Bons amigos do ECHUS. Dentro da oitava da Páscoa, venho até vocês desejar-lhes Feliz Páscoa. Caros irmãos em Cristo, a Páscoa é a maior festa do cristianismo, toda a liturgia da Igreja gira em torno da Páscoa. Se celebramos esta data é porque cremos que Jesus Cristo vive e reina para sempre e está no meio de nós. A festa da Páscoa, porém, deve encher ainda mais o nosso íntimo de santa alegria, de júbilo intenso. Por quê? Trata-se da vida nova trazida por Jesus. A Páscoa lembra-nos a grande possibilidade de transformarmos este nosso mundo tão pecaminoso num mundo de virtude e de vida plena, saudável, alegre e feliz, se colocarmos em nós a energia do Ressuscitado. Jesus não quer nos ver sofrendo. A Páscoa é o sorriso de Jesus estampado em nossos rostos. Jesus, o sorriso do mundo, e nós, com Jesus, o sorriso prolongado até o fim dos tempos. Imagino como na manhã de Páscoa Jesus e Maria Santíssima se encontraram. Que encontro maravilhoso! Somos capazes de imaginar o que foi na alma de Jesus e de Maria neste lindo encontro da manhã de Páscoa! A Páscoa é este dia bonito, inesquecível, de uma vida renovada. Quero desejar a todos Vida Nova. Cristo nos renova. A Páscoa é a festa das festas. Exultemos e alegremo-nos; é este o dia que o Senhor fez para nós! Aleluia! Abraços e orações a todos os ex-seminaristas do Ibaté.

WEIDER ANDRADE JUNQUEIRA (1951) – Prezados amigos do ECHUS, “Laudemus Domino, Qui es in caelis”. Permita-me, mais uma vez, importuná-los com um quinhão de prosa e, aos dignos membros da equipe responsável pelo ECHUS DO IBATÉ. Referente a circulação do Informativo, poderá ser uma solução a fixação de uma anuidade criteriosa, que não venha pesar aos contribuintes e, ao mesmo tempo, vir alcançar os seus objetivos. Outrossim, estou enviando alguns “Reais” para auxiliar nas despesas de correio, conforme comprovante anexo em nome de Carlos Domingues Cosso.  Ego sum pauper sapientie. Mas, mesmo assim, ouso-me, no entanto, a enviá-los em artigo intitulado “Esfolios do passado, em soluços no presente”. Talvez seja um poemeto pobre de um pobre sonhador, a navegar na Internet do tempo, buscando auspiciosas recordações ao deleite da alma. Submeto-o à apreciação dos ilustres doutos para um eventual aproveitamento, se possível. Nestes horizontes de recordações em que encontramos e, nestes torvelinhos caprichosos que a vida nos tenta fisgar com suas ciladas, uma coisa pude notar. A semente firme da fé plantada no coração de cada um, e o amor fecundo em nossa “Mãe Maria”. Não foram em vão os esforços que nossos mestres se propuseram em nos ensinar. “Salve-os”. Como é belo estar feliz ao lado de nosso Senhor Jesus. Aquele que derrama sobre nós as suas bênçãos, enchendo-nos de uma grande alegria interior. Imbuído neste néctar celestial onde os anjos cantam as glórias do Senhor, aproveito a oportunidade para apresentar-lhes minhas cordiais saudações.

 

PHOTO ANTIQUA

- 1 9 6 7 -

Conjunto musical que fez sucesso entre 1967 e 1969. Identificados quase todos, exceto três. Valerá a pena que nos escrevam.

Começando do baterista, no sentido anti-horário: Acácio Fechio (Zezo), Carlos César Henriques, Rovirso Aparecido Boldo, Djalma Augusto de Medeiros, Lázaro Dirceu Mendes de Aguirre, Cirênio José da Gama e José Pedro de Camargo Rodrigues de Souza (Xixa), o último, do lado direito.

 

E x p e d i e n t e

Equipe responsável: Celso A. Guidugli, Jones Nadir Gama, José Lui, Eduardo Antônio Santiago (Manga), Márcio Pereira da Silva (Paçoca), Luiz Carlos Martucci, Luiz Monteiro, Wilson Mosca, Paulo Toschi, Antônio Simões e José Geraldo Licheri. Telefone para contato (11) 3864.8852.

Artigos e Colaborações: Enviar para Echus do Ibaté – Cx. Postal 71.509 – 05020-970 São Paulo-SP  - Se possível em disquete (texto em Word e fotos em JPG).

Responsabilidade: Os artigos assinados são de inteira responsabilidade dos autores, não expressando necessariamente a opinião da equipe responsável.

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