ECHUS DO IBATÉ
INFORMATIVO DOS EX-ALUNOS DO SEMINÁRIO DO IBATÉ - São Roque
no. 72 - Ano 12 - MARÇO - ABRIL de 2004
EDIÇÃO INTERNET
ESPORTE BRETÃO VIVE DIA DE GLÓRIA EM ITAEMBU
O nosso colega Rovirso Aparecido Boldo (1964-69) e família recepcionaram mais uma vez a turma do Ibaté no dia 13 de março, no Condomínio Itaembu. O encontro foi um dia de alegria por estarmos juntos. Amizade revigorada, momento de convivência familiar e principalmente com o espírito de estarmos participando todos unidos, dizendo não a qualquer tipo de diferença e ao mesmo tempo dizendo sim “ao convívio saudável, tal como diz o Salmo: é bom estarmos todos juntos. A peleja futebolística foi a esteira desse momento muito legal para todos nós. Galo de ouro e Leão de São Marcos protagonizaram verdadeira porfia do esporte bretão. Artistas do jogo da bola desfilaram sua arte, fazendo com que os deuses de plantão que acorreram a Itaembu exultassem de entusiasmo ao virem tanta arte num só dia.
Placar final: 3X3 – Emoção pra todo lado – emoção ao constatarmos que ainda conseguimos correr atrás de uma bola de futebol – consolo de ver que os outros também se queixam de certas dorzinhas aqui e ali e até admiração ao perceber que um chute nosso ainda faz com que uma bola de futebol se desloque e quase chega lá.
Que foi viu: Sávio, antigo ponta veloz, hoje competente zagueirão; Rovirso, antes meia-atacante enfiado, hoje o “no. 1” do esquema Parreira; Pavão, goleirão do Ibaté, hoje competente técnico a la Telê Santana, que não sai do banco; Bartolo, nos bons tempos lateral avançado, hoje, ponta recuado; Paçoca, precursor do lateral-ala, agora, goleiro que só faz golpe de vista: Zezo, o grande meia-armador, hoje na função de “enceradeira”- roda, roda, mas não sai do lugar; Perereca, que foi ponta esquerda driblador, agora é exímio cobrador de escanteios; enquanto que o Fausto, grande center-alfa de outrora, hoje é exímio cobrador de lateral; já o Rogério, defensor intransponível dos bons tempos, agora é um bom auxiliar técnico. Zaqueu continua o mesmo: sempre chuta para o lado que estiver virado; Mosca, vigoroso becão dos tempos bons do Ibaté, hoje juizão que não são do círculo central (e não traz nem apito!); Feijão agüentou correr por quase 15 minutos, está de parabéns pela melhora; Patão, que já jogou bem em várias posições, hoje só joga fixo; Simões, que tinha 7 fôlegos, hoje diz que não corre por estar se preservando ...
Com o empate de 3 a 3, ficou indefinido o representante do Ibaté nas Olimpíadas em Atenas – categoria sub-65. Será marcada uma nova peleja para resolver o impasse – o convite já está feito para todos – em breve confirmaremos a data.
ECHUS REANIMADO
Muitos colegas sensibilizados com a situação de nosso Informativo, relatada no número anterior, colaboraram com o nosso caixa, de tal sorte que estamos todos reanimados para seguir em frente. Nunca é demais dizer que, se a colaboração for mais extensa, poderemos agora, já robustecidos, fazer uma programação melhor, voltando a produzir edições mensais como anteriormente.
Da mesma forma, vai novamente aqui o convite e apelo a todos para que participem gostosamente escrevendo e enviando suas recordações, idéias, causos, poesias, etc., pois, afinal de contas, “O Echus existe para ecoar a nossa alma! Em uníssono, estejamos sempre!”
PAULO TOSCHI (49/53)
Em Grego, “kath’holon” significa “por toda parte”, e daí “católico” ter o sentido de universal, para identificar a Igreja que, partindo de Jerusalém, espalhou-se pelo mundo. Assim também a Turma do Ibaté, nascida a poucos quilômetros do maior centro urbano do País, hoje se encontra presente em outros Estados, e em outros países, com representantes até na Espanha, Itália, Vaticano, Estados Unidos, Canadá e outras paragens. De vez em quando, um deles aparece.
Nas últimas reuniões na Chácara Souza, reduto atual dos antigos alunos do Seminário do Imaculado Coração de Maria, nas noites das primeiras sextas-feiras, tivemos o prazer de ter conosco o Antonio Wenceslao Alvarez Alvarado (56), vindo da Espanha com sua mulher Emma, e o João Steck (58), vindo pela segunda vez do Canadá. Todos nós que já passamos pela experiência do primeiro reencontro com os antigos companheiros, a convite de algum “Simões” abnegado e persistente, recordamos com emoção a felicidade que sentimos, ao ver novamente amigos que estavam distantes, há mais de vinte, trinta, quarenta ou cinqüenta anos. Muito mais que amigos, irmãos. As pessoas em geral se recordam de alguns antigos companheiros de escola primária, de faculdade, de clube, de associação, ou de seu serviço. Contudo, um irmão é sempre diferente. Tem o mesmo sangue correndo nas veias, aprendeu da mesma forma os primeiros passos, passou pelas mesmas vicissitudes, recebeu a mesma educação, teve igual formação moral e religiosa, experimentou os mesmos sucessos e semelhantes contratempos e frustrações, não importa quantos anos separem os mais velhos dos caçulas. É o nosso caso. Claro que estou falando de pais espirituais e do “sangue” semelhante que corre em nossas almas e não em nossos corpos. Não sou capaz de avaliar se mesmo as pessoas de nossas famílias são capazes de compreender quão profunda é a identidade que existe entre os antigos seminaristas, a ponto de sermos iguais a colegas com os quais nunca chegamos a conviver realmente, a colegas que não pertencem à mesma época nem são da mesma geração. É com este espírito fraternal que estamos acostumados a receber carinhosamente cada um que, tendo estado no Ibaté, se aproxima de nosso convívio atual. Foi muito grato para todos, assim, receber os dois colegas residentes no exterior, quando aqui estiveram. Gostaríamos de estar com eles todos os meses, em todas as primeiras sextas-feiras, tamanha é a alegria que nos causou a sua visita. Para os que podem estar juntos amiúde, aquela emoção profunda do primeiro encontro vai se diluindo, mês a mês, substituída por uma sensação permanente de solidariedade e de uma sensação triste de perda, cada vez que não podemos comparecer a uma reunião da Turma. Para os que vêm de tão longe, imagino, cada encontro é um primeiro encontro, mexendo intensamente com os seus sentimentos. E, quando partem, a saudade cresce, o desejo de retornar aumenta, sendo muito gratificante quando conseguem realizá-lo, como foi o caso do nosso irmão “canadense”, que voltou a nos encontrar. Vimos isto no brilho de seus olhos, no sorriso estampado em seus rostos, refletindo suas almas entusiasmadas, ávidos para reviver suas recordações da infância e da juventude, inquietos por conhecer cada pequena novidade que o “Echus do Ibaté” não lhes transmitiu. Vieram acompanhados de amigos e parentes, talvez para comprovar a verdade das estórias que a eles contaram, a nosso respeito. Acredito que, depois dessas visitas, deve ser muito bom para esses colegas tomar conhecimento, pelo nosso jornalzinho, de que sua presença foi marcante para os demais companheiros, que estes se empolgaram por poderem apertar suas mãos e abraçá-los, que todos nós nos sentimos honrados com a deferência de sua visita. Pois saibam esses nossos amigos e todos os que moram em outros rincões, que deles temos saudades, que não são somente eles, distantes, que ficam a lamentar a impossibilidade de estarmos juntos a cada mês. Caros irmãos, obrigados pela sua visita, obrigados pela felicidade que nos propiciaram, mas, por favor, voltem, assim que puderem. Desejamos, também, que todos os outros, longe no exterior ou longe no Brasil, possam nos dar a mesma alegria, comparecendo de surpresa a algum dos nossos encontros, pois temos certeza de que saberemos lhes retribuir, com inesquecível acolhida, inclusive ao som do “Va Pensiero”, do “Cantiamo Ai Nostri Amici” ou mesmo do “Sub Tuum Praesidium”, do qual possam até já ter se esquecido. E, não custa aproveitar a oportunidade para insistir, os que estão por perto, mas andam sumidos, corram também ao encontro de seus irmãos que os esperamos de braços e corações abertos. Vocês todos nem imaginam quantas vezes repetimos os seus nomes e nos lembramos saudosos dos momentos que vivemos juntos.
Os companheiros da turma de 55-59, como as pombas do soneto de Raimundo Correia, que aprendemos a recitar na tribuna livre do Grêmio Literário, um a um, vão-se do pombal desta vida para a aurora do eterno dia. Em 2001, logo depois do V Encontro dos seminaristas do Ibaté, faleceu o velho Manuel Barja, então mais disposto do que nunca a viver, participativo na política, ambicioso lá em São José dos Campos. Em fevereiro de 2003, antes do VI Encontro, desapareceu Dom Décio Pereira, com quem convivi mais tempo no colegial de São Roque, na filosofia de Aparecida, e na teologia de Roma, e sobre quem escrevi uma Pequena Memória ainda não publicada no ECHUS. Um ano depois, no dia 05 de fevereiro deste ano da graça de 2004, foi a vez do companheiro Tiago Etelvino Alexandrino partir para a casa do Pai. Cada referência de colega de turma soa-me também como um dobre de sino a finados. E olhe que me refiro apenas a quantos vinham participando comigo dos inesquecíveis Encontros bienais. Porque desconheço por certo o desaparecimento de outros tantos e velhos camaradas de nossa turma, que afinal há de ter sido uma das mais numerosas do Seminário Menor do Imaculado Coração de Maria.
A última vez que vi o Tiaguinho foi precisamente no Encontro de 99. À noite, depois do Encontro geral, reafirmamos nossa amizade numa pizzaria da cidade de São Roque, onde ele e vários outros mineiros (José Moreira, Paulo Acácio, Hermes, etc. e familiares) cavaquearam conosco sobre deliciosas lembranças de nossa adolescência. Alguém teve a feliz idéia de colher assinaturas dos presentes ad perpetuam rei memoriam. E foi lá que surpreendi o Tiago com a informação de que eu possuía dele uma artística ilustração da primeira página de uma coletânea de poemas de bardos ibateanos coetâneos, denominada Arpejos da Aurora, cuja inconfundível assinatura era Jacobi, em latim mesmo, significando de Tiago. Porque nosso companheiro não era exímio apenas no futebol de nosso tempo; eram também um letrista de primeira, qualidade talvez desconhecida de muitos. O Tiaguinho, recordo-me bem, chegou a pedir uma cópia dessas iluminuras exclusivas, mas infelizmente não lhe prestei esse favor, ingrato que fui. Com sua delicada pena banhada de nanquim, o Tiago, nos últimos tempos do Ibaté, ornamentou, a meu pedido, aquela página de rosto da coletânea com a dedicatória à Virgem dos castos donzéis..
Devo ter também dele, sentado na sala de estudos exclusiva da nossa sexta série, uma fotografia junto com o Sigmar Malvezzi e o Roberto Delgado. Em nosso último ano o Seminário teve a maior turma de todos os tempos, como constatei nas relações de alunos de todas os anos, afixadas no corredor do refeitório no último Encontro de 2003. Era muita gente. E não cabíamos todos no grande Salão de Estudos. Fomos então em 1959, os do último ano, colocados na sala ao lado. Foi ali com certeza que o Tiago Alexandrino, talvez numa daquelas tardes preciosas de estudo livre, atendeu a meu pedido, e ilustrou artisticamente, a primeira página de minha coleção de poemas.
E eis que no dia 05.02.04 chamou Deus o companheiro Tiago para junto de si. Foi-se mais uma pomba, como diz Raimundo Correia em seu soneto. Assim vai-se reduzindo a turma de 55-59. Com os outros já falecidos, acolha-o a Santa Virgem sob seu manto no céu.
RELÍQUIA
ALBERTO PIMENTA DE OLIVEIRA-PIPINUDO (53/58)
O valor de um objeto de estimação não é determinado em razão de sua materialidade, mas em razão do sentimento de afeto que o liga a quem ele pertence.
Pois bem, estou a lhes enviar duas fotografias (*) do “MISSALE ROMANUM” que o Mons.Expedito Marcondes recebeu como brinde de um amigo, por ocasião de sua ordenação sacerdotal.
Este missal chegou às minhas mãos através do Prof.Dr.Enio Aloísio Fonda, fundador e atual Prefeito do Instituto do “ARCHIVUM GENERALE POETARUM LATINORUM BRASILIENSIUM”, da UNESP, Campus de Assis, onde lecionou Língua e Literatura Latinas. Hoje, já aposentado, orienta alunos nos cursos de mestrado e doutorado.
Natural da Eslovênia, o Prof. Ênio foi seminarista, quase padre, e conheceu diversos dos nossos superiores em São Roque. Ele fala muito no Mons.Expedito Marcondes e, por especial gentileza, resolveu agraciar-me com esta preciosa relíquia, extraída do acervo que compõe o Instituto por ele administrado.
Agora, o “MISSALE ROMANUM” está silencioso na minha estante, num constante “murmúrio” de ruidosas evocações em minha memória afetiva.
(*) Infelizmente, neste portal não oferecemos as fotografias apresentadas nos jornais e, por isso, pedimos nossas sinceras escusas. A justificativa que apresentamos é que tais fotos deveriam ser escaneadas diretamente dos originais do jornal e, sendo assim elas assumem um tamanho exageradamente grande, vários kabaites, o que faz com que os internautas desprovidos de acesso “banda larga” sintam-se totalmente desconfortáveis quando da tentativa de abrir estes mesmos arquivos. Nossa proposta no presente caso, além da de se consultar o exemplar em papel recebido em sua residência, é que o internauta, feliz por ter conseguido abrir este arquivo, agora exercite sua vigorosa imaginação: há a apresentação, pois, de duas fotos: a primeira é o missal fechado. A segunda é a foto da primeira página deste missal, onde se encontra, com baixa visibilidade, uma dedicatória.
A M I Z A D E
DANIEL GASPARINI (46/47)
Amizade, termo lindo,
Amor, ternura, bondade,
Que mostra um amor infindo,
Que infinda a felicidade.
Amigo, sempre acalento
A nos olhar com carinho,
Pureza de sentimento
Como o aconchego de um ninho.
A amizade vale tanto,
Ter amigos, que virtude!
Amigos que são, de pronto,
Desvelos, solicitude.
Amigos, sim, bem os temos,
Sejamos pois, lealdade,
Nas horas duras, bem vemos
Quanto vale uma amizade.
AETATIS GALLINARUM
MÁRCIO PAÇOCA (67-70)
Corazza – Quomodo potes Gilbertus annos gallinorum cognoscere?
Gilbertus – Ex dentibus, Corazza.
Corazza – Insanis, Gilbertus, gallinae dentes non habent!
Gilbertus - At ego habeo!
FESTA DE NOSSA SENHORA DA ANUNCIAÇÃO
Dia 21 de março passado, convidados pelo nosso colega ibateano, Cônego Laerte Vieira da Cunha (1949/52), estivemos participando da novena da Festa de Nossa Senhora da Anunciação, relembrando que há 55 anos era inaugurado oficialmente o Seminário de São Roque, no dia 25 de Março de 1949.
O CORAL GAUDIUM, tendo a frente o nosso colega Isaías Dantas (1959-65) deu um tom solene à celebração. O sermão foi proferido pelo Attílio Brunacci (1944-55), interligando sua fala com músicas do coral.
Os vários colegas que lá estiveram puderam viver horas de piedade e confraternização.
Parabéns, Cônego Laerte; conte conosco sempre!
CORRESPONDÊNCIAS RECEBIDAS
FRANCISCO CLÉVERTON RIBEIRO MARQUES (59/61) – Amigo Cosso, fiz a contribuição anexa ao ECHUS DO IBATÉ, para cobrir despesas neste exercício com impressão e remessa do Informativo bi-mensal dos ex-alunos do Seminário do Ibaté, São Roque, elo que em espírito nos transporta aos tempos em que convivíamos no mesmo ideal e que constantemente atiça a nossa memória para relembrar momentos que determinaram os rumos de nossas vidas. Aproveito para comunicar-lhes que, assistindo ao programa “Boa Noite Brasil” , dia 10.02.2004, 3ª feira, apresentado por Gilberto Barros (o Leão), na TV Bandeirantes tive a grata satisfação de acompanhar com muito interesse a participação do Dr.Rolando Zani em uma matéria sobre Cirurgia Plástica. Não fosse a leitura atenta do artigo publicado no nº 65 de jan-fev/2003, pág. 8, sob o título “BONITO É SER VOCÊ” , acho que passaria desapercebido o fato de tratar-se do nosso ex-colega ROLANDO ZANI (59/63), que muitas vezes fez parte do nosso time de vôlei, naqueles tempos. O ECHUS DO IBATÉ continua ecoando em nossos ambientes atuais, muitos e muitos anos depois. Parabéns à equipe responsável por este belo trabalho.
JULIA RODRIGUES DE ABREU - viúva do nosso colega João Bosco Prado de Abreu (58) – Sr.Antônio Simões, venho através desta comunicar-lhes que recebi os Informativos dos ex-alunos do Seminário do Ibaté, São Roque. Infelizmente chegaram com um pouco de atraso, pois, o Sr.Dr.João Bosco Prado de Abreu, faleceu no dia 04.03.2003. Se ele estivesse ainda conosco ficaria imensamente feliz, pois, ele nunca esqueceu do tempo em que passou por aí no Seminário. Estivemos morando aí em São Paulo, nos anos de 1960 a 1970, e nesse ínterim, ele esteve visitando por duas vezes o Seminário. Agradeço a intenção de vocês ex-alunos de localiza-lo, pois, a única coisa que nos resta agora é orar pela sua boníssima alma , que continuou até os seus últimos dias de vida, dedicado à religião católica e praticando o bem a quem precisasse, com carinho, amor e dedicação. Não me lembro do ano em que ele estudou aí, pois, quando o conheci em 1959, ele já estava fora do Seminário. Segue uma lembrança do seu falecimento. Agradeço pelo interesse em reencontra-lo.
EDÉLCIO MUNHOZ (68/69) – Perdi contato por mudança de endereço. Agora nova casa e com e-mail para contato. Pela internet não consegui encontra-los. Não participei dos encontros por falta de tempo. Agora tenho tempo mas sem dinheiro. O fantasma do desemprego me pegou. Fé em Deus e bola pra frente.
FRANCISCO DE ASSIS SIQUEIRA CAMARGO (60/62) – Prezada equipe do ECHUS Dtores, não expressando necessariamente a opinião da equipe responsável.
E-mail: echus@zipmail.com.brO IBATÉ, em primeiro lugar quero cumprimenta-los pelo heroísmo e idealismo ao manterem o nosso “jornalzinho” vivo. Cada vez que recebo o ECHUS sinto-me como estivesse nos idos dos anos sessenta, quando estive no Seminário. Não podemos declarar nossa incompetência e deixar morrer nossos sonhos. Pretendo fazer minha parte contribuindo para manter e melhorar o veículo que nos une. Por favor informem os dados da conta corrente do ECHUS para que eu possa ajuda-los a manter vivos nossos sonhos e recordações.
· ECHUS INFORMA: os depósitos podem ser feitos no BRADESCO, Agência 95-7, C/C 226990-2, em nome de CARLOS DOMINGUES COSSO.
DANIEL GASPARINI (estudou em Pirapora) – Caros colegas, sou piraporano de 1946/47, porém tenho vários amigos ibateanos. Portanto, gosto de ler o Informativo ECHUS e fico feliz quando o recebo. Obrigado pela remessa pontual. Atendendo ao pedido de ajuda, prontifico-me a colaborar na medida do possível. Se houver interesse da redação, poderei remeter periodicamente, para publicação, algumas poesias, contos, crônicas, etc., porém, é opção de vocês; não estou pedindo. Anexo um pequeno poema (AMIZADE) que compus, e ainda uma modesta contribuição financeira. Um abraço.
ALBERTO PIMENTA DE OLIVEIRA (53/58) – Caros amigos, envio-lhes comprovante de minha modesta contribuição, pois, entendo que, enquanto houver um ibateano por este mundo de meu Deus, o “mensageiro da saudade” deve cumprir sua missão. O meu cordial abraço extensivo a todos os ibateanos.
BENEDICTO LUIZ DE OLIVEIRA MARTINS (54/57) – Envio-lhes comprovante de minha contribuição voluntária ao ECHUS DO IBATÉ.
JOSÉ ROBERTO CARNEIRO (66/68) – Caro amigo Simões, estou lhe enviando o comprovante de um pequeno depósito que fiz para colaborar com o ECHUS DO IBATÉ. Um abraço.
LUIZ DA CUNHA FERREIRA DE MIRANDA (58/59) – Amigo Simões, tudo bem? Como você me pediu, estou lhe enviando a foto tirada no Seminário de São Roque, em 1958. Aí aparecem vários colegas, entre os quais os irmãos Vieira. Se não estou enganado o Getúlio é o 1º agachado à direita, de boina, e o irmão dele o 2º da direita para a esquerda, logo atrás dele. Eu sou o 1º agachado da esquerda para a direita. Em pé, logo atrás de mim, e de óculos, é, segundo acredito, o Francisco Cooco, embora não tenha 100% de certeza. Ainda me lembro bem dele, do jeito de galã e até me recordo da voz dele, muito parecida com a do ator. O que tenho certeza é que se chamava Cooco. Você não precisa devolver-me a foto agora, depois a pegarei quando o visitar em dezembro. Um abraço e até breve.
· O ECHUS RESPONDE: Caro Miranda, sua foto está sendo publicada nesta edição do nosso Informativo. Ali consta o nome da maioria dos seus colegas da foto. O Francisco Cooco não estudou no Ibaté. Aquele que você pensa ser o galã é o nosso colega Antonio Millan (55/59).
LUIZ GONZAGA CRUZ (57/58) – Prezado Wilson, recebi seu último e-mail sobre o site do ECHUS e este, penúltimo, sobre as reuniões no restaurante e no sítio do Rovirso. Sinto não ter podido participar, pois, além de ter vários problemas a resolver, tenho uma internação para cirurgia cardíaca na próxima semana. Posteriormente entraremos em contato. Comunico, também, a efetivação de um depósito para a conta de Carlos Domingues Cosso, como colaboração ao ECHUS DO IBATÉ.
CÔNEGO JOSÉ MAYER PAINE (Professor) – À equipe responsável pelo ECHUS DO IBATÉ, venho agradecer a delicadeza com que me distinguem, enviando exemplar do ECHUS; aprecio-o muito! Segue uma pequena contribuição para as despesas. Com fraterno abraço.
LUIZ DA CUNHA FERREIRA DE MIRANDA (1958-59) - Caro José Lui e equipe: Agradeço pelos dois últimos números do ECHUS DO IBATÉ, pedindo desculpas por não tê-lo feito antes. É sempre com muita alegria que recebo esse jornalzinho tão querido para todos nós, lendo integralmente e com interesse tudo quanto relata sobre nosso querido Seminário e, especialmente, sobre nossos queridos colegas, mesmo, naturalmente, aqueles com quem não chegamos a conviver, por não serem de nosso tempo. Gostaria mito de apresentar aqui uma pequena sugestão que, estou certo, não deverá agradar somente a mim, como aos demais colegas: colocar, sempre que possível, os nomes dos colegas quando se tratar de fotos. Para assim podermos recordar, sobretudo aqueles que nunca mais se encontraram desde a saída do Seminário, às vezes, há 40 ou mais anos, assim como eu e que, não sendo assim, jamais poderemos saber de quem se trata, não é verdade? Se isso lhes for possível e não representar muito trabalho a mais para essa formidável Equipe, estou certo que posso, desde já, agradecer por mim e por todos os colegas por essa de vossa parte, OK? Agradeço, também, pela ampliação da foto que lhes havia enviado e que ela possa, brevemente enriquecer ainda mais esse informativo para o deleite de todos. Aproveito para enviar a toda essa Equipe e a nossos colegas e familiares, os votos de uma Feliz de Santa Páscoa e que o Ressuscitado, entre nós, ilumine sempre mais nossa Fé e que seu Amor esteja sempre em nossos corações. Abraços a todos, no Cristo Ressuscitado.
CASO EDIFICANTE
O MENDIGO DISCIPLINADO
JOSÉ LUI (1949-56)
Ricardo está tomando uma cervejinha e jogando baralho com os amigos quando, de repente, um mendigo todo maltrapilho, com a barba enorme, vem falar com ele:
- Cara, por favor ... me paga um café!
- Claro! diz Ricardo, muito bondoso. Quer uma cerveja também?
- Não, obrigado, eu não bebo! Só quero um café mesmo.
- Então, senta aí! Insiste Ricardo. Vamos jogar baralho com a gente!
- Eu também não jogo – diz o mendigo – só quero o cafezinho mesmo!
- Então pega um cigarro aqui, cara!
- Eu também não fumo – só quero o cafezinho!
- Já sei – diz Ricardo – vamos dar um pulinho lá em casa. É aqui pertinho. Aí a gente toma o café de minha mulher, que é uma delícia!
- Isso mesmo, eu aceito! Diz o mendigo sorrindo.
Chegando em casa, Ricardo toma uma bronca.
- Porque você trouxe esse mendigo aqui? Você é louco?
- Só pra te mostrar como fica um homem que não bebe, não fuma e não joga.
EXPEDIENTE
Equipe responsável: José Lui, Justo, Licheri, Marcio Paçoca, Martucci, Monteiro, Mosca, Paulo Toschi, Santiago, Simões.
Artigos e colaborações: Enviar para ECHUS DO IBATÉ, Caixa Postal 71509, São Paulo-SP, CEP 05020-970.
Obs. Se possível, enviar material em disquete (texto em word e fotos em formato jpg)
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