ECHUS DO IBATÉ
INFORMATIVO DOS EX-ALUNOS DO SEMINÁRIO DO IBATÉ - SÃO ROQUE
No. 73 - Ano 12 - MAIO/JUNHO de 2004
EDIÇÃO INTERNET
GALO DE OURO x LEÃO DE SÃO MARCOS � 31 DE JULHO
A decisão da vaga para as Olimpíadas de Atenas/2004 – modalidade futebol e categoria sub-65 - será dia 31 de julho próximo. Atendendo a convite gentilmente feito pelos nossos colegas ibateano, os irmãos SILVINO DE MIRANDA MELO NETO (1959/61 e OTO MELO (1949/52), realizaremos tal porfia às margens da barragem do Rio Jundiaí, no Sítio Recreio dos Bandeirantes, km 63 da Rodovia Mogi-Bertioga (a 10 km de Mogi das Cruzes).
O esquema é o de sempre: levar carne e bebida que cada um irá consumir (haverá um churrasqueiro de plantão). Preparem-se, pois, dia 31 de julho, às 09:30 hrs estaremos juntos!
Mais informações e confirmação: Acácio (Zezo) 3104.3141 coml, Fausto 4141.3874 coml. Isidoro 3645.4932 (res. noite), Mosca 3864.8852 (res. noite), Rovirso 3906.0283 (res.), Manga 4712.6698 (res.) e Simões 6916.0896 (res.). O Silvino mandou as coordenadas geográficas do local:
· Latitude Sul 23o 36’57,3” e
· Longitude Oeste (W) 46o 10’05,2”.
Quem se perder, pelo amor de Deus, heim!
BALAS ENCRAVADAS – O FILME !
Dia de cinema no Ibaté era dia de festa. A meninada mal engolia a janta e já corria para o teatro, que se transformava em cinema. Lá já estava montada a velha máquina projetora. Um rolo na máquina, os outros dois de prontidão.
Quando todos, seminaristas e padres, estavam ajeitados nas cadeiras, apagavam-se as luzes e começava o filme: O GORDO E O MAGRO quase sempre. De vez em quando, um filme de mocinho. Padre Vieira, que bem mais tarde se tornaria dom Vieira, era o encarregado da censura. Na hora dos beijos, ele metia a mão na frente do projetor, dava um tempo, tirava a mão e... o filme continuava, deixando a nós, adolescentes, a imaginar o proibido. Quando ele errava no cálculo do tempo de duração do beijo e tirava a mão antes, um grupinho de adolescentes, do qual eu fazia parte sempre, cochichava um “goooooollllll !” para o colega do lado. Ficava mais feia a emenda do que o soneto.
É... de fato! Dia de cinema era dia de festa. E foi dia de festa mesmo aquele em que fomos ao velho teatro assistir à obra-prima intitulada BALAS ENCRAVADAS! Na verdade o que mais nós queríamos era ver os empregados do seminário atuando no filme.
Foi mais ou menos assim a produção: alguém da cidade entrou com a grana, outro bolou a história e convocaram-se os artistas da cidade, gente que galopava pelos sítios e fazendas cuidando do gado ou das plantações de uva. Salvo engano, a companhia do Mazzaropi cuidou das filmagens. A história eu não conto, porque quem viu vai lembrar-se e quem não viu poderá ver. Daqui a pouco eu falo disso.
Foi divertida demais aquela sessão de cinema. BALAS ENCRAVADAS na máquina, o gravador imenso, daqueles de rolo, com a trilha sonora ao lado. Alguém contou um, dois, três! Filme e gravador começaram a rodar. A sincronia não estava lá estas coisas, mas foi divertido ver os empregados do seminário, o Luizão e seu Joaquim vestidos de calça rancheira, a mesma que hoje é chamada de “jeans”, camisa xadrez, uns baitas duns revólveres pendurados na cintura correndo atrás de bandidos ou correndo dos mocinhos.
Lembro-me bem do Luizão contando como foi filmada uma das cenas de briga. Ele, muito forte, um loirão enfezado, devia pegar um sujeito e jogá-lo para fora do bar. Como não tinha onde agarrar o rival, fechou a mão na barriga dele e juntou tudo pele, carne e camisa. O cara urrava de dor, mas não dava para parar a cena. Quase que a briga virou de verdade, garantiu o Luizão.
BALAS ENCRAVADAS foi um filme artesanal, uma comédia meio sem pé nem cabeça. Os artistas – mocinhos, mocinhas e bandidos - eram todos de São Roque. O cenário era São Roque, Maylasque, Mayrinque. Naquele tempo, tinha muito mais verde do que tem hoje. Tinha mais cavalos do que tem hoje.
Gente do céu! Turma dos anos 60 e poucos, vocês não vão acreditar! O Careca conseguiu uma cópia do filme BALAS ENCRAVADAS que passou no seminário e nos fez dar boas gargalhadas. Quem quiser matar saudades é só pedir. Tenho certeza que assistir a esta obra-prima da cinematografia é dar um vôo gostoso ao passado. Eu vou querer uma cópia, ora se vou!
NOTA DA REDAÇÃO: Tivemos a sorte de encontrar a Sra.Íris Barioni, irmã do Sr.Vasco Barioni, dono do cinema de São Roque, que não mediu esforços no fornecimento de uma cópia em VHS desta película, produzida em 1960, que fez história e criou cultura na vida de muitos ex-alunos, pois, em algumas cenas aparecem as imediações e o próprio prédio do Seminário. A ela nossos sinceros agradecimentos. Temos farta quantidade de cópias à disposição, ao preço de R$ 25,00 cada (incluindo despesas de correio), para aqueles que nos enviarem seus pedidos para soldosaboo@ig.com.br.
CHE NE INFONDA AL PATIRE VIRTU
PAULO TOSCHI (49/53)
“Va, pensiero, sull’ali dorate......”
Quando ouvíamos ou cantávamos estes versos, para onde será que o pensamento de cada um dos meninos e jovens do Seminário de São Roque se encaminhava? Para onde nos levavam as asas douradas da imaginação? Para o lar, onde ficaram os pais, os irmãos, os tios, os avós, os primos? Para a escola, onde ficaram os colegas, os professores, os funcionários? Para a nossa paróquia, onde ficaram os coroinhas, o padre, o sacristão, as professoras de catecismo, os cruzados? Para o nosso bairro, onde ficaram as pipas, as travessuras, o carrinho de rolimã, a bicicleta, o jogo de taco, as peladas, o esconde-esconde, o bafo, o pião, os balões? Éramos todos muito pequenos, quando deixamos espontaneamente ou fomos induzidos a deixar as nossas casas e partimos para estudar latim, rezar muitas vezes por dia, fazer retiros, meditar todo alvorecer, ouvir o martirológio romano ao cair da noite, andar em filas silenciosas pelos corredores, ficar segregados em recreações, ir à capela fazer o exame de consciência todas as tardes, aprender grego, italiano, inglês, apologética, ler a Imitação de Cristo, aprender a devoção de São Luis Maria Gringnon de Monfort, e tantas outras coisas sisudas que incutiam responsabilidades bem acima de nossa capacidade etária. Seria, então, o “Va Pensiero” a reflexão sobre a infância perdida, sobre a adolescência tolhida, sobre a inocente coleguinha de primário, cuja fugaz lembrança, de repente, virou uma terrível tentação a ser a todo custo evitada? Dentre as técnicas então empregadas para contenção dos entusiasmos que a natureza ia conferindo, há frases que até hoje ressoam em nossos ouvidos: -“Nas férias, se vocês estiverem em suas casas, e chegarem as amigas de suas irmãs, vão para o quarto, ler a história da vida de um santo ou rezar!” -“Nas férias, vocês podem ir de suas casas à igreja, e da igreja para suas casas, mas andem de olhos baixos, e aproveitem para rezar o terço!” -“Nas férias, se algum de vocês quiser ler a revista O Cruzeiro, pode ler, mas não precisa voltar para o Seminário!” -“Nas férias, se algum de vocês quiser ir ao cinema, pode ir, mas não precisa voltar para o Seminário!”. Ainda bem que não havia nem televisão, nem celular, nem internet.
“Va, pensiero, sull’ali dorate....”
Dos 1.420 alunos do Ibaté, poucos mais que 20 hoje são bispos ou exercem o sacerdócio. Os demais, ou fogem de qualquer convite para participar das reuniões da Turma do Ibaté, ou, quando se reúnem, cantam o “Va Pensiero”.
Então, pergunto: no que pensam hoje os já encanecidos ex-alunos de São Roque, quando cantam o “Va Pensiero”? Porque esta canção marcou tanto? Porque fazemos questão de recanta-la, sempre que nos reunimos?
“Oh mia patria, si bella e perdutta!”
“Oh membranza si cara e fatal!”
Existe em todos nós o intenso desejo de reviver aqueles dias. Sofremos muito, sentimos a frustração de nossa infância interrompida, violentada psicologicamente, mas todos, de dois em dois anos, corremos à colina do Ibaté, na esperança ilusória de que lá ainda esteja o nosso velho sino, a nossa harpa de ouro pendurada no salgueiro. “Arpa d’or dei fatidici vati, perché muta dal salice pendi?” Pois não há qualquer outro evento que reúna tantos ex-seminaristas, como o encontro bi-anual no velho casarão. “Le memorie nel petto raccendi, ci favella del tempo che fu!” Temos saudades dos profetas fatídicos? Quem seriam eles?
É bem grande o número de ex-seminaristas do Ibaté que não admitem sequer ouvir falar daqueles tempos. Os nossos atuais afoitos “caçadores de vocações perdidas” já ouviram muitas palavras rudes e manifestações de contrariedade, quando, no seu esforço particular de reencontro do passado, saem, perseverantes, à busca de ovelhas desgarradas. Eu fui um desses que respondeu asperamente quando convidado pela primeira vez.
“O t’ispiri il Signore un concento, che ne infonda al patire virtù”.
Um dia, eu criei coragem e fui ao Circolo Italiano. Foi como deitar em um divã. Depois de algumas sessões, eu era outro. Ao som do “Va Pensiero”, de cuja letra eu já havia me esquecido, fui criando alma nova. “Del Giordano le rive saluta, di Sione le torri aterrati”. Aterradas as minhas torres de Sião, passei a saudar com alegria as margens do meu Jordão. Porque entendi, estando junto aos meus irmãos, que era ali “ove olezzano tepide e molli l’aure dolci del suolo natal”.
“Va ti posa sui clivi, sui colli”. Caminhe até o Saboó e nos traga de volta a saudosa visão da infância perdida. Uma infância que poucos no mundo tiveram o privilégio de desfrutar. Daí termos tanta saudade dela. Uma adolescência dos escolhidos de Deus.
Um dia destes, trocando idéias com os freqüentadores mais renitentes dos nossos saraus mensais, ao sabor do churrasco e do vinho generoso, já avançando nas horas madrugais do sábado, surgiu um pensamento arrojado, de termos uma sede própria, onde pudéssemos nos reunir com maior freqüência e com mais serenidade, sem as limitações de um restaurante, sem o barulho ensurdecedor de uma escola de samba que o freqüenta, e conversar, e discutir assuntos de interesse comum, e passar horas felizes junto aos nossos irmãos, e cogitar algo de útil, não só para a nossa turma, mas, para o meio em que vivemos, seja de cunho religioso, caritativo, educativo, comunitário ou assistencial. Não dispomos, é verdade, de recursos para tanto. Porém, não devemos afugentar esse sonho, pois podemos fazer pequenas reuniões em casas de colegas, reuniões um pouco maiores, se algum padre nosso companheiro ceder, de quando em vez, o salão de reuniões de sua igreja, nos dias em que este permanece vazio, podemos pensar em assembléias até com platéias mais numerosas, se algum colega, dono de escola ou faculdade, nos ceder, umas poucas vezes por ano, o horário ocioso do local de eventos de sua entidade de ensino, enfim, há muitos meios para conseguirmos realizar esse sonho, onde poderemos planejar como realizar a missão para a qual fomos um dia convocados, dar sentido, ainda que tardio, à vocação que nos foi feita. Deus escreve certo por linhas tortas. Não o desapontemos. Sejamos agradecidos pela preciosa oportunidade que nos deu, fazendo com que muitos dos quase 1400 que não prosseguiram no caminho do altar, do púlpito ou do confessionário, possam redimir-se, banindo do seu “Va Pensiero” a mais triste estrofe do desalento hebreu: “O simile de Solima ai fati, tragi um suono di crudo lamento”.
O nosso colega Letterio Santoro (1955.59), colaborador assíduo do ECHUS DO IBATÉ, com páginas brilhantes que bem revelam sua privilegiada inteligência e gosto apurado pelas letras, nos brindou com uma coletânea que organizou em sua mocidade, em que reuniu poemas de vários alunos do Seminário de São Roque, todos merecedores de destaque, pela qualidade de seus versos. O jornal Echus do Ibaté pretende publicar a partir desta edição todas estas poesias de modo que pelo menos uma delas figure nas próximas edições. Hoje estamos dando início a essa divulgação com versos de João da Imaculada, pseudônimo do nosso querido e pranteado Dom Décio Pereira, e de Waldemar Waldir de Faria, quando estava no 5o. ano, em 1958. Do primeiro, por estarmos inaugurando hoje em tom festivo a divulgação da coletânea reunida sob o nome de “Arpejos da Aurora”, não quisemos, propositalmente, transcrever o poema “Na Minha Morte” que, em outra edição, será apresentado. Preferimos, nestes dias frios de inverno, brindar os colegas com “Belas Flores”, para revelar a alegria que ia à alma do poeta. Do Waldemar, escolhemos os versos emocionados que escreveu, a propósito do recebimento de sua batina em 1958. Leiam antes, porém, o feliz intróito do Letterio, para perfeita compreensão da importância da sua coletânea que transmite não apenas os dotes literários de muitos dos nossos colegas, mas o sentimento e enlevo que ia à alma daqueles seminaristas, a influência que recebiam do ambiente em que viviam e sua expectativa do porvir.
‘ARPEJOS DA AURORA são uma coletânea poética de bardos do fim de minha adolescência e começo da juventude, companheiros de colégio, de Filosofia e Cursinho, organizada por mim, depois de me despedir da Virgem da Poesia no dia 19 de março de 1959, nos silêncios do Ibaté, em São Roque.
Um vate frustrado diante da altura de escritores coetâneos decide juntar o que estava disperso entre os estudantes de três tempos diversos, e preparar um opúsculo com poemas de colegas. O fim de minha VOZES MARIANAS, coletânea de poemas próprios, me apontou o caminho para o ARPEJOS DA AURORA, coleção de poemas alheios. No primeiro, encerrei minha produção poética dos anos de colégio; no segundo, continuei meu amor a poesia ajuntando obras de outros. Passados quarenta anos, descubro, com alegria e alguma admiração, o valor simbólico dessas iniciativas.
Decidi. Ultimamente, escrever sobre os ARPEJOS DA AURORA, conservados em cadernos encapados e com letra manuscrita, no intuito de surpreender os poetas autores daqueles versos, que deles talvez nem se lembrem mais, e de divulgar agora os nomes e as produções de companheiros de antanho. Embora o nome ARPEJOS DA AURORA pareça romântico (e quem não é romântico no início da juventude?), nada mais significa que os cantos em versos (arpejos) produzidos por adolescentes e jovens na aurora da vida.
É o seguinte o levantamento feito no caderno de poemas:
Poetas de São Roque:
· Giustino Botari – 19 poemas
· Décio Pereira – 8 poemas
· Waldemar Waldir de Faria – 6 poemas
· Nazareth dos Reis – 5 poemas
· Getulino do Espírito Santo Maciel – 5 poemas
· Nílio Antoninho Vieira – 4 hai kais
· Joel Barbieri – 3 poemas
· Arnaldo de Oliveira Figueiredo – 1 poema
· Antônio Jurandir Amadi – 1 poema.
Poetas de Aparecida:
· Sebastião Leme – 2 poemas
· Luiz Ravásio – um poema
· Laerte Serafim – um poema
· Alcides – um poema
· Aírton Silva – um poema
· Tarcísio Bessi – um poema
Poetas do tempo do Cursinho:
· Sandra Bertholdo (poeta, amiga de primeira namorada) – 3 poemas
· Maria da Luz – um poema
· Ivone Marques – um poema
Perdido no meio de tantos poetas contemporâneos, o Benício Mantuano de Paiva, meu primo, com um poema.
A maioria dos versos de ARPEJOS DA AURORA foi escrita com minha letra, uma letra razoavelmente bonita que tive na sexta série do colégio e no primeiro ano de Filosofia. Transcritos com caneta tinteiro num caderno de oitenta folhas, cuja primeira página foi ilustrada com a arte do companheiro TIAGO ALEXANDRINO ETELVINO, da minha turma. Está lá a dedicatória:
escrita em letras especiais com especiais iluminuras, a nanquim, com um pé de lírio de folhas verdes e lírios brancos no canto direito acima, e assinatura inconfundível do artista Tiaguinho, abaixo, no canto direito em latim, genitivo singular: Jacobi. Em seguida, nas páginas seguintes, os poemas de nossos bardos.
Embora em sua maioria transcritos por mim nas páginas de meu caderno, disponho ainda de alguns manuscritos preciosos, com a própria letra do autor: MEU VELHO SINO, de HERILDO COÉFA, pseudônimo de WALDEMAR WALDIR DE FARIA, de 1956, em homenagem aos sinos da Igreja de Nossa Senhora da Luz, de diamantina. Outro manuscrito, preciosíssimo particularmente para mim, é o AVE VERA CASTITAS, de autoria de GIUSTINO BOTTARI, dedicado a mim, que lho teria pedido. O pequerrucho loiro, como se apelidava, assinou e datou o soneto tem São Roque, no dia 06.09.1959, quarenta e quat4ro anos atrás! Outra relíquia poética são os teres poemas compostos por SANDRA BERTHOLDO, amiga de minha primeira namorada, um de cujos manuscritos é de 1962. Um deles está encimado por uma observação minha: A Nádia falou-me da Sandra e me deu estas poesias. Vi a poeta na Penha, no primeiro baile depois que deixei o colégio, ao lado de Nádia. Sandra escreveu seus poemas até os dezoito anos e depois, que pena! Parou.
De 1959 a 1964, deixei de produzir versos, mas me tornei um compilador de poemas de amigos e colegas. E foi bom, pois salvei do naufrágio poemas alheios que os próprios autores, talvez, não têm mais à mão. Não é estranho descobrir na velhice o que me acompanhou a vida inteira? “
Virgem Santa, recebo esta batina
Das mãos do Bispo, com um dom do céu.
Hei de sempre guardá-la como um véu,
Que traz um selo de Missão divina
E amanhã, nos fulgores da Colina,
Quando enfrentar do mundo o escarcéu,
Valer-me-ia do escudo deste véu,
Que se veste de cor tão heroína ...
É negra e abjeta para o mundo
Que desconhece o amor casto e profundo ...
Não importa! ... de vitória é minha palma!
Recebendo-a, Vos peço, no entanto,
Que dentro deste humilde e negro manto,
Viva sempre a brancura de uma alma
(Waldemar Waldir de Faria – São Roque – Dezembro de 1958.
Ex-seminarista – 5o. ano – brasileiro de Diamantina)
BELAS FLORES
Ó flores, belas flores amarelas,
Em verdes, grandes prados navegando,
Vós sois a primavera que em chegando,
Pintais de fulvo tom minhas capelas.
Floridos os altares, junto às velas
Ficais todo o ambiente renovando.
Bem perto do sacrário estais orando
E então me pareceis muito mais belas.
Flori, flori campos tão singelas.
Vivei a meu Jesus sempre louvado.
Um hino todo grato ide entoando
Ao Deus, o Criador das aquarelas.
(João da Imaculada – São Roque – 1958)
JOSÉ LUI (1949-56)
O roubo do cavalo no Saloon - Numa daquelas cidades modorrentas de faroestes, o sujeito amarra o cavalo em frente ao Saloon e vai tomar um drink, mas na volta descobre que o seu cavalo foi roubado.
Furioso, ele saca o revólver e entra no bar atirando para o alto.
- Quem foi o desgraçado que roubou o meu cavalo?
Silêncio.
- Tudo bem! Eu vou tomar outro drink, e se o meu cavalo não estiver lá fora quando eu terminar, vou fazer aqui o mesmo que eu fiz no Texas!
Pediu uma cerveja e tomou tranqüilamente sob uma dúzia de olhares curiosos. Quando saiu, lá estava o cavalo dele amarradinho no lugar.
Um outro sujeito que estava próximo resolveu arriscar:
- Só por curiosidade, o que é que você fez no Texas?
- Voltei a pé para casa
SEJAM BENVINDOS!!!
O Antônio da Aparecida Simões Cuccio (1967/68) informa que localizou os seguintes colegas.
· JOSÉ AUGUSTO BARNABÉ (1964)
· JOSÉ PAULO GOMES (1953/57)
· NÉLSON MARTINS (1965)
· JOÃO EVANGELISTA RIZZO MOREIRA (1968)
· RAIMUNDO CÉSAR DANTAS (1965/68)
JANTAR NA 1A. SEXTA-FEIRA
Voltamos a convidar todos os nossos colegas a participarem do encontro que realizamos toda 1a. sexta-feira do mês, atualmente sendo realizado no Restaurante e Chácara Souza, Rua Arthur Guimarães, 205, no Bairro de Santana, Zona Norte da cidade de São Paulo. É um momento de reencontro e confraternização que você não pode perder. Na última 1a. sexta-feira, dia 04 de junho de 2004, tivemos a grata satisfação de receber pela primeira vez os colegas
· ANTÔNIO SYDNEI DE OLIVEIRA JÚNIOR (1964/68) e
· RAIMUNDO CÉSAR DANTAS (1965/68).
Seja você o próximo a comparecer.
É com pesar que comunicamos o falecimento de nossos colegas:
Sérgio Solferini Mamede (Gatinho) (1959/60) em 17 de janeiro de
2004
Henrique Augusto Bernardo Preto (1949/510 em 25 de abril de
2004 e
Roque José Alves de Lima (Jamelão) (1965/66) em 02 de julho de 2004
Aos familiares, nossos sinceros pêsames e que Deus os tenha.
Quando você olhar para uma estrela, preste bem atenção:
A Camila deverá estar piscando e sorrindo para você!
Camila Pereira
Justo da Silva –
In memoriam: 02.07.1975 – 28.06.2004
Agradecimento das famílias Justo e Pereira
Transcrito do Arquivo do Grêmio Literário – Trabalho apresentado com o pseudônimo EGON MAYER, em 1964.
Quem seria o verdadeiro Egon Mayer?
A CIÊNCIA DO NÃO - Em época bem remota, já quase esquecida na neblina do passado, foi a Arábia governada por um Califa que se tornou famoso. O seu nome era Abdu Abas.
Era um dos inúmeros reis que aquele país teve, que soube praticar em seu governo a simplicidade, a benevolência e a meticulosidade. Esforçava-se ao máximo para governar os seus súditos com retidão, torturado pelo receio doentio de errar.
Um fato muito interessante que ocorreu em sua vida deve ser citado com a certeza de que vocês poderão colher dele as tâmaras mais doces da sabedoria e da lenda.
Ao completar o primeiro ano de seu reinado, convidou para uma grandiosa festa em seu palácio os poetas, os doutores e altos dignatários da corte, e durante a cerimônia, quis o rei fazer uma consulta a três grandes sábios de seu reinado. A expectativa era grande e todos aguardavam com ansiedade o momento desejado.
Após a cerimônia das festas, o famoso rei chamou os três sábios para fazer as perguntas que tanto inquietava os espíritos daqueles muçulmanos e dirigiu-lhes algumas palavras dizendo:
- Governei meu país durante este período, em paz, e foi na paz que presidi o seu futuro, mas parece-me que em alguma coisa falhei e é por isso que vos pergunto: Que ciência devo estudar, que coisas devo aprender para ser infalível em meu reinado?
Durante alguns minutos, toda a corte ficou em absoluto silêncio.
O primeiro sábio aproximou-se do rei e pôs-se a falar:
- Pelo meu parecer, a única ciência que Vossa Alteza deverá aprender é a “Filosofia”, pois é nela que está apoiado todo o nosso ser e a origem do mundo e na minha opinião todos os governantes do mundo tinham que ser bons filósofos.
Dirigiu-se ao rei o segundo sábio e disse-lhe:
- Acharia melhor que Vossa Majestade não ocupasse seu tempo em problemas filosóficos, pois de que lhe adiantaria se o país não tivesse uma economia que o sustentasse? Por isso, a minha opinião é que Vossa Majestade deva aperfeiçoar-se em Economia.
Aproximou-se do rei o terceiro sábio e dirigiu-lhe estas palavras:
- Alteza, minha opinião sobre este delicado assunto não coincide com as já apresentadas. Acharia melhor que Vossa Majestade não perdesse seu tempo atrás da Filosofia e muito menos na Economia de nosso país, pois a riqueza e a sabedoria realmente aparecem juntas. Ao meu ver, só há uma ciência que deverá aprender e aprofundar-se mais nela.
- Sim, e qual é esta ciência? respondeu o rei, esperançoso de receber uma resposta que o satisfizesse mais do que as outras duas.
- É a Ciência do Não, respondeu o sábio sorrindo.
O rei absorto, arregalou os olhos e repetiu novamente – a Ciência do Não?
O sábio calmamente continuou. Um rei famoso como Vossa Majestade é, deverá receber diariamente inúmeros e inúmeros pedidos, propostas, sugestões, insinuações, as quais nem todas o satisfazem. Logicamente, para que não sejam prejudiciais ao nosso país, deverá respeitosamente dizer: Não! Não! Não! ... e como fazer isso sem magoar, sem ferir, sem entristecer alguém?
Governar, continuava o grande sábio, governar é dizer não. Dizer não às guerrilhas que fazem nos cantos do país, dizer não aos que desejam promoção de cargos inúteis, dizer não às leis que surgem, e, repetiu novamente – governar é contrariar, é proibir. Não, foi início da primeira ordem de Deus dada ao primeiro homem – não comerás o fruto daquela árvore. Dos Dez mandamentos de Deus, sete começam pela negativa Não e continuou ... continuou ... por mais de uma hora a falar da tal ciência que para os outros, pouco antes, era desconhecida.
Ao terminar aquele discurso com tanta eloqüência e de tanta curiosidade, o rei levantou-se de seu trono e cheio de alegria exclamou ao grande sábio”
- Acabo de aprender a ciência do Não, meu caro umelá. Conheço-a agora muito bem. É a ciência de que eu precisava para consertar as falhas de meu reinado, e sendo assim, dou-te o lugar de honra durante esta festa.
E o rei ordenara que continuasse o festim com músicas, danças, doces, etc ..., pela ciência de que tanto precisava, aquela ciência que todos aguardavam com ansiedade e que precisava para governar suas províncias, para dirigir suas terras, para orientar suas famílias.
E durante anos e anos, o rei governara todo o seu extenso território com retidão e com dignidade, sem mais cometer falhas, não através da filosofia e muito menos através da economia, mas sim através da ciência que o terceiro sábio, o famoso El Kabir, lhe havia ensinado, a Ciência do Não.
NOSSAS CORRESPONDÊNCIAS
ANTÔNIO SÉRGIO PAVÃO (66/69) – Caros amigos: Ressuscitar é obra de cada dia. É iniciar uma nova manhã com o desejo da construção de um mundo fraterno. É ir ao encontro do outro. É acreditar no poder de transformação de nossa caminhada. É apostar na vida que desabrocha a cada instante. É dizer Sim ao Plano do Pai que continua realizando a ressurreição. Sinceros votos de uma Páscoa feliz! Dulce, Danielle, Ana Carolina e Pavão.
SEBASTIÃO VICENTE DA SILVA (58/60) – Caros colegas, tenho recebido regularmente o Informativo, e tem sido muito gratificante reviver aqueles momentos em que passamos mais próximos de Deus. No último vocês mencionam as dificuldades financeiras de se manter este trabalho e gostaria de dar minha participação para, quem sabe, amenizar um pouco o problema. Efetuei um depósito na conta sugerida a título de colaboração com o excelente trabalho que vocês vem realizando. É pouco, porém, de coração aberto. Estou torcendo muito para que esta bela iniciativa, de nos trazer agradáveis recordações, não seja interrompida. Se houver interesse visitem meu site: www.maranduba.com.br/raiosdesol. Este site mostra nosso condomínio Chalés Raios de Sol na praia da Maranduba em Ubatuba. Desejo a toda família Ibateana uma Feliz Páscoa.
CLÁUDIA MAMEDE - esposa de nosso colega Sergio Solferini Mamede (59/60) – Senhores do ECHUS DO IBATÉ: por volta de fevereiro, não lembro a data exata, mandei um e-mail para vocês comunicando com muito pesar o falecimento do meu marido no dia 17 de janeiro de 2004. Não tenho muito a dizer. Estou mandando o e-mail novamente, porque chegou o Informativo de mar/abr. O único pedido que faço a vocês é muita oração pelo meu Sérgio. Sem mais palavras, obrigada.
JOSÉ ÉCIO PEREIRA DA COSTA JÚNIOR (63/65) – Caros colegas, envio esse e-mail para informar das contribuições que já foram e estarão sendo feitas como contribuição ao ECHUS DO IBATÉ. Foi feito um depósito inicial em 02.03.2004 e depósitos mensais nos meses de abril e maio. Todos os meses os depósitos serão feitos por volta do dia 05.
LOURENÇO MEDEIROS FERNANDES (PERERECA) (1949) – Caro amigo Simões: o amigo deve estar sempre com seu astral em dia. Porque ?!!! Todas as vezes que recebo carinhosamente as fotos dos craques do Ibaté, relembro os momentos de alegria com os amigos e seus familiares. Simões, não repare do retorno, mas o meu coração vibra de alegria cada vez que nos encontramos para as grandes “peladas” quer no Rovirso, Itu ou Salto. O importante é a participação de todos sem distinguir ninguém. Aguardamos mais um evento dos craques. Seja onde for estaremos certamente unidos no mesmo vínculo de amizade que perdura por muitos anos, sempre otimista.
LUCÍDIO BOLÍVAR RAMOS (1960) – Caro Simões, recebi de você uma carta quando eu ainda morava em Rondônia, onde trabalhava como Auditor Fiscal. Por uma dessas fatalidades, perdi a mesma antes de poder lhe escrever. Posteriormente me aposentei em outubro do ano passado, adquiri uma pequena pousada e vim morar numa ilha chamada Boipeba, no litoral baiano. A ilha não tem correio. Toda nossa correspondência vai à sede no município de Cairu. De vez em quando o correio manda, através de um portador, a correspondência. O que é importante é que recebi, de uma só vez dois maços de boletins e um terceiro envelope com o boletim de março/abril. Da próxima vez eu lhe falarei um pouco da minha vida (venturosa e aventurosa) desde que saí do Seminário. Gostaria de corrigir meu endereço para que a correspondência venha mais rapidamente. CAIXA POSTAL 168 – VALENÇA – BAHIA – CEP 45400-000. Outra coisa: como faço para poder contribuir ao menos um pouco com o ECHUS ? Um abraço.
ECHUS RESPONDE: Caro amigo Lucídio, as contribuições podem ser feitas pelo Banco Bradesco, agência 95-7, C/C 226990-2 em nome de Carlos Domingues Cosso.
JOSÉ PAULO BRUNA (59/63) – Caros colegas, anexo comprovante de depósito como colaboração ao ECHUS DO IBATÉ. Obrigado pelo envio da relação dos colegas que passaram por São Roque. Volta a pedir, se possível, que o nosso amigo Isaias publique letras e músicas de nossas canções festivas: “Bacanalia”, “Viva il nostro amico” e letras usadas para aprender a tocar violão: “Vim de viagem, passei no alambique” , etc. Aprendi os primeiros passos no violão com o Isaias e o Pe.Cidão.
SEBASTIÃO DESTEFANI REGHIN (54/58) – Venho agradecer pelas notícias subscritas por Correa, Cosso e Mosca. Comunico um depósito insignificante no dia 1º de junho, mas representativo de minha gratidão pela organização. Seria bom se todos os meses mandassem lembrete sobre a contribuição. Parabenizo a comissão do boletim ECHUS DO IBATÉ pela organização, persistência e obstinação ao oferecer aos leitores as reminiscências de antanho. Reitero minha admiração e respeito. Quando acessei o arquivo do Word com a relação de todos os alunos do Ibaté, que vocês me enviaram, percebi que a relação era enorme. Aí cliquei “control end” e fui subindo o cursor devagarzinho e pensei: que injustiça! Não consta na relação o meu nome?!? Quase fiquei chateado. Continuei subindo...quando me deparei com o título:”Colegas falecidos”, aí me dei conta de que estava vivo. Outra coisa: pela vez primeira participei do Encontro no Seminário de São Roque, em agosto passado. Qual não foi minha surpresa ao rever companheiros de meio século atrás (1954/2003). Surpresa em duplo sentido. Foi agradável recordar. Foi difícil acreditar. Diz-se que o macaco senta no rabo para falar mal do rabo alheio. Meus companheiros envelheceram. O que o tempo não faz! Pudera, surge o consolo, cinqüenta anos não são 5 dias! Envelhecemos no corpo, mas não no espírito. Observo hoje minhas mãos enrugadas. Lembro-me delas, coradas. Pouco olho para o espelho. Não gosto! Comparo minhas fotos de ontem: que diferença com as de hoje! Algumas pelancas aqui, outras ali. E assim vai, percebendo que algo mais cai. O que importa é que estou vivo, vivinho, isto é, brindando com um copo de vinho. Um dia, pretendo ver meu nome no rol dos que se foram, mas vaiiiiiiii demorar. Uma curiosidade. No cadastro dos ex-alunos, os vivos somam 1269, entre os mortos, 148. No frigir dos ovos, quantos se ordenaram? Quem tiver a resposta, comunique-me, por favor. Reconhecimento à Cúria Metropolitana, meus agradecimentos pela formação recebida, sem a qual, não teria vencido na vida. Abraços e sinceros cumprimentos aos editores do ECHUS.
BENEDICTO LUIZ DE OLIVEIRA MARTINS (54/57) – Aos colegas do Echus, gostaria de lhes agradecer a relação dos ex-alunos de São Roque que me foi enviada.
WALTER BARELLI (51/56) – Meus bravos, gostei do nome do correspondente e da correspondência. Autorizo a manter meu nome no cadastro. Abraços.
JADILNEY PINTO DE FIGUEIREDO (55/56) – Prezados colegas do Echus, parabéns pelo belo trabalho de localização dos ex-ibateanos, para contato e congraçamento. Breve estarei dando algum sinal de vida e acompanhamento, se Deus permitir. Abraço a todos.
MAURO REINALDO PEREIRA (53/58) – Caros amigos, fiquei contente pela sua mensagem e pela listagem anexa. Não me oponho à publicação dos meus dados pessoais pela Internet. Abraços.
JOÃO SCHALL (58/59) – Caros amigos, agradeço o envio da lista dos ex-alunos do Ibaté. Gostaria de retificar algumas informações que constam de meus dados pessoais. O meu telefone mudou para (011) 4815.5448 e o telefone celular já não mais existe. Espero que sejam feitas as devidas retificações e anotações de forma que fiquem atualizadas todas as informações para que todo e qualquer contato, tanto dessa brilhante turma, quanto dos demais colegas, se façam sem qualquer desvio de forma. Abraços a todos.
MONS.ANTONIO EXPEDITO MARCONDES (PROFESSOR) – Prezados colegas,agradeço o envio da lista dos antigos alunos e professores do saudoso Seminário do Ibaté. Parabéns pelo excelente trabalho de sua equipe. Deus os abençoe! Um abraço.
SEBASTIÃO VICENTE DA SILVA (58/60) – Caro amigo do Ibaté. Saudações. Fico muito agradecido pelo seu contato e envio da relação dos ex-alunos de São Roque. Informo que é do meu interesse que meu nome continue na listagem e para mim não é importante que o endereço do meu site nela conste e, portanto, deixo ao vosso critério, colocar ou não. Cordiais saudações.
DIAMANTINO ALVES CORREIA PEREIRA (62/64) – Caros colegas. Felicito-os pelo trabalho de grande porte e ótima qualidade. Em relação aos meus dados, é necessária a correção do telefone para (011) 3726.4052. Um grande abraço.
PEDRO ANÍBAL DRAGO (60/63) – Parabéns pelo trabalho de vocês!!!! Peço para corrigir o meu e-mail para: pedrodrago@fgvsp.br
SILVINO DE MIRANDA MELO NETO (59/61) – Amigos do Echus: grato pela sua mensagem, e pela novidade. Vocês já pensaram se vale ou não, criar-se para os interessados, um E-GROUP (yahoo ou outro) para mantermos bem ventilado nosso relacionamento, troca de informações, etc. A comunicação é alma do negócio. Pense nisso. Se precisar, podemos dar u´a mãozinha para a criação dele. Daí é só cadastrar os e-mails particulares dos interessados que a coisa roda bem. Abraço a todos.
ROVIRSO APARECIDO BOLDO (64/69) – Caros amigos, recebi, com satisfação, o listão. Fiquei surpreso em constatar um certo nome, de 1967, sem outras referências. Trata-se de ADALBERTO MARTINS. A minha surpresa reside no fato de eu conhecer um colega/amigo (?) também Juiz do Trabalho (de 1ª Instância, em substituição no TRT) com esse nome. Além de magistrado, é também professor de direito na FMU, e tem livros de sua autoria, dois dos quais me foram presenteados com dedicatória. Será que se trata da mesma pessoa? Ainda não tive a oportunidade de encontra-lo, após a constatação no listão. Espero, para meu deleite, que não seja apenas um homônimo. Um abraço.
JOSÉ GERVÁSIO DA CUNHA (68/71) – Amigos do ECHUS DO IBATÉ, gostei muito de ser localizado e de receber o Informativo dos ex-alunos do Seminário, bem como, as fotos do nosso querido e lembrado Seminário. Também recebi a mensagem do dia 01 de junho dos colegas Carlos Domingues Cosso, Antonio Carlos Correa e Wilson Mosca, bem como, a lista do ex-alunos. Não precisava nem perguntar, é claro que desejo continuar recebendo os informativos e manter contato com os colegas de Seminário, por isso desejo que o meu nome seja incluído e, acima de tudo, espero muito em breve, apesar da longa distância de onde estou (Itabaiana/SE), estar em uma dessas reuniões no Recreio Chácara Souza. Saudações a todos e que o Divino Espírito Santo continue a ilumina-los para a busca de mais colegas e que o espírito de amor seja difundido a todos juntamente com os familiares de todos os ex-alunos do nosso querido, lembrado e saudoso Seminário de São Roque, que muito nos ajudou e tem, com certeza, ainda nos ajudado com os ensinamentos que tivemos e principalmente pela busca de Deus. Abraços.
LATIM MACARRÔNICO
EDUARDO MANGA (1971/73)
Para o colega ibateano, um copulatum et malum renumeratum tem um chefe que é um caprina sine pudita e, ainda por cima, morre de inveja daqueles advogados que, para passarem por inteligentes, vivem citando frases em latim, a divisão Lingüística e Boquetística da Humor Tadela Corporation resolveu cornus tuus fragmentare e lançar no cesto de lixo da internet o Manjadíssimo Dicionário de Expressões Imbecis da Língua que nem os Padres entendem.
Mas desde já, vamos avisando que o negócio não ficou grande coisa, afinal, cuique simius in cuique cornus. Na próxima encarnação, ao invés de ficar fazendo piadas, deamos ad montem fodere puctas cum porribus nostrus.
E como diziam nossos Superiores: Nabundas accessorium mandarum et alargatis cuodo Benedictus. Amém!
· Caprina pestilenta – Cabra da peste
· Caprina sime puditia – Cabra sem-vergonha
· Hábeas bovinus intra línea – Tem na linha
· Copulatum et malum renumeratum – Trabalhando muito ... e mal pago
· Simius antiquus intra cumbuca manus non metet – Macaco velho não mete a mão na cumbuca
· Dominus jumentum! Prater tuo adjumentum! Seu burro! Ajuda ateu irmão!
· Cuique simius in cuique cornus – Cada maçado no eseu galho
· Res bestiali – Coisa de bicha
· Res bolah – Coisa de futebol
· Ego cornus tuus fragmentare – Vou quebrar seu galho
· Vade autogragmentare – Vai te lascar!
· Domus Ferrari, spettus penis – Casa de ferreiro, espeto de pau
· Deamus ad montem fodere puctus cum porribus nostrus – Vamos à montanha plantar batatas com nossas enxadas.
EXPEDIENTE
Equipe responsável: José Lui, Justo, Licheri, Marcio Paçoca, Martucci, Monteiro, Mosca, Paulo Toschi, Santiago, Simões.
Artigos e colaborações: Enviar para ECHUS DO IBATÉ, Caixa Postal 71509, São Paulo-SP, CEP 05020-970.
Obs. Se possível, enviar material em disquete (texto em word e fotos em formato jpg)
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