ECHUS   DO   IBATÉ

INFORMATIVO DOS EX-ALUNOS DO SEMINÁRIO DO IBATÉ - São Roque

no. 74  -   Ano  12 – JULHO-AGOSTO de 2004

EDIÇÃO INTERNET

 

 

 

PARVA DOMUS MAGNA QUIES

OLIVEIRA LEITE GONÇALVES  (49-54)

 

Naquela estrada estreita e poeirenta que liga São Roque-Araçariguama, serpenteando pelos montes e colinas da região, bem em frente ao outeiro onde se erguia o prédio do seminário, uma pequena e simples casa popular ostentava ousadamente uma tabuleta com a inscrição acima.

Logo à chegada ao seminário, vi aquela inscrição e achei-a curiosa. Com o passar do tempo, passou a ser intrigante. Várias perguntas começaram a despontar em mim: que tipo de pessoa teria escrito? Quem seria esta pessoa?

Aparentemente se trata de uma frase muito singela com palavras simples e significado evidente. Porém, se examinada com mais cuidado, vejo que existe um trabalho de alguém cujo cérebro foi curtido  por muito tempo no latim.

A justaposição de domus e quies matizadas com os adjetivos parva e magna estabelecem uma curiosa antítese que dá uma força e uma beleza toda especial à aparente simplicidade do letreiro.

Vamos procurar quem teria feito aquele dístico. Pensei que pudesse tratar-se de uma frase feita, vinda de algum clássico da Roma antiga ou da idade média. Busquei entre os brocardos latinos e nada achei. O que mais se aproximou foi assim: "PARVA SED APTA MIHI" que o poeta Ariosto (±1474-1533) mandou colocar no frontispício de sua casa de campo em Ferrara. Possivelmente esta frase teria inspirado a Larochefoucauld para cunhar a bela expressão: "A petit oiseau, petit nid". Conclui que não se tratava de frase feita, e sim, de autoria recente.

Quando se instalou o seminário, quem residia naquela casa era um jovem senhor, com porte de gladiador romano, fala mansa, educado, e cuja profissão era a de mestre de obras. Aliás, foi ele o responsável, sob a direção técnica do Dr. Durval Ribeiro, quem construiu a casa das Irmãs e a lavanderia, passando depois a dirigir a construção da outra metade do seminário que formaria uma letra "C" plantada no chão.

Seu nome era Hugo Murari, casado com uma jovem senhora de nome Aparecida.

A palavra "Muraro" na região do Veneto, na Itália, quer dizer "pedreiro e construtor" de casas. Isto faz lembrar o uso medieval das famílias de constituírem corporações de profissionais de um mesmo ramo, em que as profissões eram passadas de pai para filho por longas gerações. Isto sugere que ao referido Hugo Murari aquela tabuleta com sua inscrição tinha um sentido profundo, ligado com seu próprio histórico familiar desde séculos. Não consta, no entanto, que ele fosse um latinista. E só poderia ter sido tão bem sucedido na tarefa de compor aquela epígrafe quem fosse bom latinista, com a capacidade de jogar com as palavras, saboreando o gosto do resultado na composição e exprimindo-o de maneira simples e ao mesmo tempo bela.

Então, quem o teria escrito?

Hugo Murari tinha dois tios de nome Silvestre Murari e Eliseu Murari. Ambos eram ex-alunos do Seminário de Pirapora e do Seminário Maior de Vila Albertina em São Paulo e foram sacerdotes incardinados na Arquidiocese de São Paulo.

Qual dos dois seria o autor? Eu não sei.

Possivelmente os dois.

 

 

ENCONTRO NO  RECREIO DOS BANDEIRANTES

SÍLVIO MARTINS FILHO –MINEIRINHO (62/65)

 

Muito me envaideceu, quando através de um telefonema fui convidado para narrar o encontro ocorrido no dia 31 p.p.no sítio Recreio dos Bandeirantes, pertencente ao colega Silvino.

Inicialmente, como de costume, iria fazer em forma de jogral, uma especialidade adquirida, quando da minha passagem pelo Ibaté, no entanto, refleti e, resolvi fazê-lo na forma de narrativa. Nesse caso lá vai.

O encontro foi marcado, a princípio, para às 09:00 horas. Saímos: eu e minha família e um colega do meu filho, com exceção de minha filha Isabela, ás 08:10 horas e, como conhecemos o caminho, chegamos no local às 08:45 horas, no qual fomos recebidos pelo, presumo, caseiro, sendo os pioneiros. Lá pelas 09 e cacetadas começaram a chegar: Claudino, Rovirso, Attílio, Almeida, Francimar, Fausto, Rogério, Mosca, Perereca, Toledo, Zezo, Patão, Feijão e tantos outros (mais de 60 pessoas estiveram presentes), os quais citados preencheriam toda a página, não faltando, com certeza o Isaias, quando alguém sutilmente lembrou um trecho da música cantada pela Calcanhoto: “futebol sem bola é como Isaias sem Viola”.

Lá pelas 10 e tantas o Fausto gritou por uma bola. Apareceu o Perereca, não com uma, mas duas bolas: uma de futebol e outra de vôlei e, para quadra e campo, fomos nós.

A peleja começou empolgada, menos para o time formado pela parte baixa do campo, que até a minha participação perdia de 1 X 0, creio que deve ter terminada, antes da mesclada dos atletas, em tanto a mais.

O mais importante, foram as paradas para uma corrida mais forte até as mexeriqueiras, quase que totalmente carregadas e maduríssimas, para o deleite e gáudio de todos os sub-65, não esquecendo dos filhos, esposas e amigos de todos os colegas.

O nossos anfitriões: Oto Melo e esposa. Que me perdoem os outros envolvidos, uma vez que não me foi declinado os nomes, no entanto, também estão incluídos no agradecimento, pelo acolhida excelente, churrasco com cerveja e sobremaneira Aquele picadinho estava perfeito! após termos perdidos algumas gramas no campo, recuperadas...

O encerramento, de minha parte, aconteceu com a cantoria, no acompanhamento: Isaias e Claudino, com as músicas de praxe, relembrando o saudoso seminário do Ibaté.

Procurei imitar o Paulo Toschi, o qual gostaria de conhecer, no entanto o meu vernáculo não chega perto sequer do mestre. Até uma próxima.

 

 

DEVANEIOS POÉTICOS E OUTRAS IDIOTICES

ATTILIO BRUNACCI (49/53)

          

Tenho uma coleção de pensamentos de personalidades ilustres ou às vezes anônimos. Guardo-os com carinho porque sua leitura e reflexões me fazem um bem danado, enriquecem minhas idéias e, o que também é bom, servem de exemplos em certas ocasiões. Com ótimos resultados, por sinal.

Alguns exemplos da minha coleção:

Tagore  (Rabindranath Tagore, 1861-1941), poeta e escritor indiano:

“Dormia e sonhei que a vida era alegria. Acordei e vi que a vida era serviço. Lancei-me à ação e vi que o serviço era alegria”.

Madre Tereza de Calcutá  (1919-1977):

“A vida é uma oportunidade, aproveita-a. A vida é beleza, admira-a. A  vida é felicidade, saboreia-a. A vida é um sonho, torna-o realidade. A vida é um desafio, enfrenta-o. A vida é um jogo, joga-o. A vida é preciosa, proteja-a. A vida é riqueza, conserva-a. A vida é amor, desfruta-o. A vida é mistério, desvenda-o. A vida é promessa,  cumpre-a. A vida é tristeza, supera-a. A vida é um hino, canta-o. A vida é um combate, aceita-o. A vida é uma tragédia, domina-a. A vida é uma aventura, encara-a. A vida é um gozo, merece-o. A vida é vida, defende-a”.

Em um painel publicitário em Genebra (Suíça):

“Sem os homens, pode-se fazer muitas coisas. Sem as mulheres, nada.”

Lutero (1483-1546), teólogo protestante alemão:

“A medicina produz enfermos; a matemática, melancólicos; e a teologia, pecadores”.

Betinho  (Herbert de Souza, 1936-1977), sociólogo brasileiro:

“A partir da ética, é possível formular os cinco princípios concretos da democracia: igualdade, liberdade, diversidade, participação e solidariedade. Existindo simultaneamente”.

Estes são alguns poucos exemplos da minha coleção. Mas - que ninguém nos “ouça” -, eu também tenho uma série de (bons) pensamentos  que  criei e fui registrando, conforme vinha a inspiração debaixo do chuveiro. Lá vão (êpa!) alguns modestos exemplos dos meus devaneios. Penso que alguns deles possam ser úteis para o meu epitáfio:

 

1.          “O êxito do mistério da Encarnação do Filho de Deus está na razão direta do compromisso com a vida por parte dos cristãos. Daí porque dois mil anos ainda não foram suficientes para esse mistério dar certo.”

2.          “Quem não sabe aceitar críticas não merece receber elogios”.

3.          “Nós não inventamos a verdade; nós a descobrimos. Só a mentira é inventada”.

4.          “O nosso presente é o passado dos velhinhos e o futuro das crianças”.

5.          “Na juventude, a decepção chega depois; na velhice, a decepção chega antes”.

6.          “A verdade é filha da inteligência; ela leva à sabedoria. A emoção é filha do sentimento; ela conduz à paixão irracional”.

7.          “Não tenho medo da morte; apenas não gosto dela. Eu tenho medo da vida, mas gosto muito dela”.

8.          “Numa briga por idéias, se tivermos que execrar, vamos execrar as idéias e não as pessoas”.

9.          “Prefiro sofrer por sentir saudades a sofrer por sentir remorso”.

10.       “Afinal de contas, eu preciso perder a mania de querer consertar o mundo das pessoas que não estão interessadas  em consertar o mundo”.

11.      “Não costumo arrepender-me das coisas que deixei de fazer quando não sabia que deveria fazê-las; às vezes apenas lamento”.

12.      “Toda ilusão tem o seu momento. Que bom que a desilusão também tem! O importante é saber que ambas são passageiras”.

13.      “Muitas vezes, nossa ignorância impede de aceitar a ignorância do próximo, assim como muitas vezes, a nossa possível sabedoria impede de reconhecer a sabedoria do próximo”.

14.      “Enquanto o futuro  não chega, o passado continua presente. Só que mais bem  melhorado”.

Para terminar, quero fazer um contraponto aos sábios, cinco princípios do saudoso Betinho:

 

“No falso modelo  da sociedade “democrática” atual, eu confesso:

·         sinto-me desigual, pregando a igualdade;

·         sinto-me escravo, pregando a liberdade;

·         sinto-me singular, pregando a diversidade;

·         sinto-me individualista, pregando a participação;

·         sinto-me egoísta, pregando a solidariedade”.

É isso aí!

 

 

OTIMISMO – VAMOS EM FRENTE

LOURENÇO MEDEIROS FERNANDES (PERERECA – 1949)

Alô, colegas do Ibaté!  Na melhor idade, estou a serviço na Igreja Nossa Senhora da Saúde (São Paulo-SP), onde acolho a todos com a mesma alegria e entusiasmo, porque a vida é bela e mais agradável diante de meus colegas os quais, quando menos espero, recebo aquele abraço carinhoso e sempre promissor.

 

 

NA CASA DO PAI

Ë com pesar que comunicamos o falecimento de nossos colegas

·         ALCIDES PASCHOALOTTO MOINO   (49/51) em 21.08.2002 e

·         FRANCISCO FANCHINI   (59/63) em 29.07.2004.

Faleceu, também, no dia 25.08.2004 a

·         SRA.RAIMUNDA DO PATROCÍNIO VIEIRA,

mãe do nosso colega e amigo Mons.Getulio Vieira (58/61).

Vários colegas nossos estiveram presentes, representando todo o grupo, ao último adeus a Chico Fanchini e Da.Raimunda.

A todos os familiares nossos sinceros pêsames e que Deus os tenha.

 

 

ERREI, ERRAMOS...E QUE DEUS NOS PERDOE!

ANTÔNIO CARLOS CORREA-CARECA (64/67)

 

Os curiosos colecionadores de nosso informativo poderão examinar a página frontal do exemplar no32 de Junho de 1999 e verificar que, como em tantos outros números, estampavam-se ali notícias sobre Colegas Localizados. São notícias costumeiras no estágio em que estamos, pois muitos colegas ainda não foram encontrados. O breve texto descreve o resultado das pesquisas de nosso querido colega Antônio Simões.

Sempre nos alegramos com a chegada de novos sócios para nossa congregação, mas também somos abatidos por um inominável sentimento de perda, diante da citação de colegas falecidos, que também são veiculados. Ora, podemos  pensar, falecem-se todos os dias! Mas não, trata-se de um dos nossos; um amigo escolhido por nós, por critérios ainda não perfeitamente discriminados, mas escolhido. Mesmo que não o tivéssemos conhecido em nossa pessoal temporada seminarística, a tristeza é profunda; perda é sempre irreparável. Seus contemporâneos se consternam ao darem-se conta de seu efetivo desaparecimento. Em conjunto, todos nós sofremos com a impossibilidade de acolher aquele amigo em nosso meio e desfrutarmos de nova amizade e do calor humano, que  se constituem na grande razão de nossa convivência.

Pois no exemplar de número 32, publicou-se a informação do falecimento, no ano de 1989, ou seja, havia uma década, do amigo Flávio França Pinto, que, como nós, freqüentou as carteiras e genuflexórios daquela sementeira de vocações durante os anos de 1962 e 1963.  Atentem, caros leitores, que naquele mesmo ano, 1999, houve nosso IV Encontro, e, sem dúvida alguma, em sua missa, piamente invocamos a proteção do Excelso pela alma de nosso querido camarada, proferindo seu nome, dentre os tantos que infelizmente guarnecem extensa lista. Lista essa que, como sabemos, dia-a-dia, e sem perda de fôlego, se espicha e se espicha, denunciando com seus alinhavos a fantasiosidade de nossa imortalidade aqui nessa terra e o lancinante cutucão da vida anunciando-nos como um grupo em constante extinção: o último que apague a luz e feche a porta! Não há possibilidade de legado!

Chamou-me muito a atenção aquele nome, Flávio França Pinto. Já conversamos um dia ao telefone. Cita seu nome nosso amigo lá de Brasília, o grande cronista bissexto Marco Pólo (não entendemos por quê  parou de escrever;  um inspirado, um viajor de sete línguas,  um espírito tão livre...) em uma de suas minésicas colaborações, o Memoires, (ECHUS 17, de 1997 ou 21, de 1998). Novamente, em 18 de agosto de 2004, conversei com o Flávio, o tido como falecido. Não soube ele de fato quais minhas intenções naquela ligação, já que me apresentava postulando seu endereço virtual. Recebeu-me de forma muito simpática e aberta, como sói acontecer com todos nós, ex-alunos de São Roque, quando sabem que o assunto é esse mesmo: coisas do Ibaté. A propósito disso, a grande abertura, o pouco uso das defesas e a delicada receptividade são características patentes e bem implantadas no espírito de todos nós quando nos encontramos; justamente o que facilita a união e o cultivo da amizade de nosso grupo. Mesmo quando entre nós surgem desavenças - e as há - são elas muito bem e rapidamente metabilizadas por nossa disposição de espírito. Parece que a formação recebida naquela casa forjou positivamente o conjunto de nossa personalidade: nosso passado comum configura um belo corpo enzimático, integrado, o que nos faculta grande capacidade de compreensão e abrandamento  das indisposições e constrangimentos inerentes a qualquer relacionamento, conduzindo-nos ao caminho do essencial da natureza e expressão humanas.

É com esse espírito que busco a condescendência de nosso amigo Flávio França Pinto. Em nome de todos os que se envolveram na confecção daquele informativo, e do meu em particular, mesmo que não tenha participado diretamente da situação, busco seu perdão por esse nosso equívoco, por nosso erro burocrático, por nossa negligência, imprudência e imperícia. Sabe-se lá o que aconteceu, se na hora de datilografar a lista dos novos achados, se na hora de re-digitar para a matriz no computador, na gráfica, na troca de papeizinhos, sabe-se lá... Mas tudo isso é para pedir-lhe desculpas pela nossa falha. Que ele nos perdoe e que Deus nos perdoe a todos nós!

 

BALAS ENCRAVADAS: O SUCESSO

 

A épica película, produzida pelo Sr.José Henrique Campos de Oliveira (São Roque-SP 1960) e cujas cópias continuam sendo vendidas aos interessados (pedidos podem ser feitos pelo email soldosaboo@ig.com.br) sempre agradou a todos. Faz também sucesso na arrecadação de fundos para o nosso jornal: venderam-se quarenta e três exemplares. O que é pouco, pois ainda dispomos de inúmeras cópias. Apresentamos aqui algumas das manifestações dos admiradores da cinematografia nacional:

Antônio Carlos Marques (Zaqueu) 60/65  de S.Paulo-SP - Xará, pode me enviar uma cópia. Quero assistir com toda a família. Um grande abraço e muito obrigado pelo tesouro proporcionado.

Antônio Martini 58/63 de S.Paulo-SP - Fiquei muito satisfeito e saudoso com o artigo de nosso companheiro Pe.Cido. Estou encomendando duas cópias do filme... Abraços    

Antônio de Oliveira Cipriano (BARATA) 60/62 de S.Paulo-SP -  Fiquei muito feliz e saudoso. Desejo receber a fita VHS e já estou ansioso para rever  momentos tão alegres e felizes. Um abraço a todos e agradáveis lembranças.  

Antônio Paulo Costa Carvalho (Jânio) 59/62 de Genève-Suiça - Tenho sim interesse de receber um exemplar deste acervo. Estou no momento na Suiça e pode enviá-lo. Estou curioso. Um forte abraço,

Cláudio José Fondello (Compasso) 59/65 de Campinas-SP - Essa é uma peça cultural imperdível. Por favor me manda um exemplar VHS. Abraço  

Francisco de Assis Siqueira Camargo  60/62 de Porto Alegre-RS  - Solicito uma cópia do filme mais injustiçado de todos os tempos. Ou seja, solicito uma cópia do inesquecível BALAS PERDIDAS, o filme que deveria ter ganho o Oscar de melhor filme estrangeiro em 1960. (...) Quem sabe não devamos rodar a continuação do filme BALAS ENCRAVADAS, assim como é moda em Hollywood. O nome do filme poderia ser: BALAS ENCRAVADAS, O RETORNO, ou BALAS ENCRAVADAS, A MISSÃO II, ou ainda BALAS DESENCRAVADAS.

Geraldo José Melo Fernandes (1960/61) de Suzano-SP - Prezadíssimos colegas. Agradeço o contato, parabenizando-os pela feliz iniciativa e aguardo, na  maior expectativa, o recebimento da grandiosa película. Receba minhas congratulações e até breve.

Hilmar Cassiano (Estilinguinho) 60/61 de S.Paulo-SP - Gostaria de receber a fita do filme "Balas Encravadas", uma vez que, fui estudante do seminário, na época.

José Novaes 58/60 de Itapevi-SP - Para relembrar nossa gloriosa passagem pelas plagas do Ibaté, gostaria de receber "in delivery" uma cópia do filme que foi, merecidamente contemplado pelo "Oscar" de melhor produção nacional, nada devendo ao John Wayne e Roy Rogers.

José Paulo Bruna 59/63 de Umuarama-PR - Quero sim, receber o filme citado. Tenho algumas lembranças dele (“MAYLASQUE TÁ PERTO" ). Quanto a tocar o bombardino, não era eu, mas, o José de Oliveira Batista (Zelão ). Eu tocava a tuba menor e o Zabé (Mílton) tocava a maior.  Sugestão: nós, que temos algumas dificuldades de ir aos encontros, gostaríamos de reconhecer essa plêiade de cabelos brancos ou calvos, que aparece no Echus. Quem são? Talvez nominá-los sob as fotos no Echus. Obrigado pela lembrança.

ECHUS RESPONDE: Caro Bruna, podemos, sim, providenciar a precisa tecnologia que nos permita colocar o nome dos colegas fotografados. Gostaríamos, mesmo assim, que você, morando um pouco distante de S.Paulo, fizesse suas malas, juntamente com nosso outro colega, também aí residente, o José Francisco Gonzáles (63/66), e fizesse-nos uma visita. Lugar para ficar, a gente sempre dá um jeito.

Luiz de Almeida Lopes Filho (Macuco) 60/62  de Barueri-SP -  Meu nome é Luiz de Almeida Lopes Filho, e gostaria de solicitar o envio de fita VHS do filme BALAS ENCRAVADAS, pois fui aluno do seminário nos anos 60/62.

Manoel Santiago da Silva Leite 63  de Santos-SP -  Amigos, sempre ouvi falar, e até comentei algumas vezes sobre, mas nunca tive a oportunidade de ver este épico. Gostaria de adquiri-lo.

Reinaldo Fondello (irmão de Cláudio J.Fondello) de S.Paulo-SP -  Senhores,  Tomei conhecimento da existência de cópia do filme BALAS ENCRAVADAS através de um amigo comum e  tenho interesse em receber cópia do filme em VHS ... Grato, 

Otavio  Mário Guzzon (1960/63) de S.Roque-SP -   É com imensa satisfação que solicito uma cópia do BALAS ENCRAVADAS (O FILME) ... é  relembrar a nossa adolescência quando estávamos no Seminário. 

Sidney José Barone, Pe. (1959) de S.Paulo SP -  Favor me enviar. Um ósculo para todos. Do amigo Pe. Barone, Patriarca da Vila Olímpia. LAUDETUR JESUS CHRISTUS! AD MAJOREM DEI GLORIAM, TUUS TOTUS EGO SUM, O MARIA ET OMNIA MEA TUA SUNT. 

Celso Pinto Silva 1953/54 – de Santos-SP - Solicito que me envie uma cópia do referido filme, para avivar em minha memória o nosso querido Seminário de São Roque. 

Milton Games Robles (Mexicano) 1960/62 de S.Paulo-SP - Caro Contemporâneo, desejo adquirir um exemplar da fita de vídeo de BALAS ENCRAVADAS, de cujas gravações tenho lembrança de ter assistido algumas partes. Lembro-me daquela cena na cabana, que foi filmada no pasto atrás do Seminário. Ficávamos atrás do prédio das Irmãs assistindo às longas cenas...  Benedicamus Domino (...) Recebi a fita, e já estou providenciando o depósito, acrescentando uma quantia a titulo de colaboração com o nosso edificante jornalzinho. Por outro lado, (...) quero expressar (...) a idéia de levarmos adiante este movimento de união de Ibateanos, até se possível à formação de uma Associação dos Ex-Alunos do Ibaté, cuja finalidade, poderia ir além de atividades lúdicas e de memórias, para uma verdadeira fraternidade, para desenvolvimento de lazer, cultura e, sobretudo, de auxílio material e psicológico aos ex-colegas que necessitarem. Bem, isto pode ser um sonho, assim como era o próprio movimento, ora tão brilhantemente organizado por vocês. Quanto ao meu apelido MEXICANO, isto começou por que sou filho de mexicano, e não escondia de ninguém, e se firmou, quando, em 1960, houve um Concurso de Calouros, ainda no refeitório antigo e eu cantei uma canção folclórica mexicana muito conhecida chamada LA CUCARACHA. Fiquei em segundo lugar, o que foi uma bela proeza, pois o vencedor foi o colega Sérgio Conrado, que cantou uma marchinha carnavalesca da época (de gosto duvidoso), tendo como jurados uma Comissão formada só por Josefinos, e eu um dominicano recém-chegado.Mas valeu pelo divertimento e pelo apelido, que acabou pegando. Bem, é isto aí. Um forte abraço, a vocês e a todos os ex-colegas ibateanos.

 

RECORDANDO

GRÊMIO LITERÁRIO

Trabalho apresentado em 1965 com o pseudônimo “Arthur Conan Doyle”

Autor: JOSÉ PEDRO DE CAMARGO RODRIGUES DE SOUZA (XIXA - 1963-69)

 

 

SCOTLAND YARD EM XEQUE-MATE

JOSÉ PEDRO DE CAMARGO RODRIGUES DE SOUZA

O fato que relatarei foi um dos mais fatídicos para a famosa polícia inglesa, a Scotland Yard.

Apesar de ser a melhor e mais organizada polícia do mundo, até hoje não foi capaz de desvendar o extraordinário assalto contra o Central Bank of London.

Londres, Julho de 1930 ...

Ouvia-se ao longe o Big Ben assinalar meia noite.

Nas proximidades do palácio do Parlamento, um grupo de desordeiros se reunia em uma velha casa, a fim de forjar plano para assaltar um dos bancos locais.

O chefe da quadrilha, Jack Wilson, já antes procurado pela polícia, pensava em assaltar o banco de Londres e, para isso, convocara seus comparsas para estudarem um plano que, ao ser executado, não deixasse um mínimo vestígio.

Ao dizer, porém, o tão perigoso local escolhido, todos seus colegas ficaram espantados, visto ser este local o mais vigiado pela polícia e possuidor de aparelhos especiais contra roubo.

O chefe, vendo este desânimo, tratou de encorajar seus colegas, que ficaram completamente sem interesse em cooperar no plano. Porém, Jack alegou que, como era bem guardado, os policiais não suspeitariam que alguém quisesse roubá-lo. Com a aprovação geral, Jack propôs o plano dizendo:

-          A primeira coisa a se fazer será investigar o local, fazer amizade com os guardas, ver a hora mais propícia e o demais será fácil. Dentro de um mês, quero todos os dados do local e um mapa com todos os pormenores.

Dispensados da reunião, os assaltantes logo começaram os trabalhos.

Jim, um dos cinco assaltantes, tratou de averiguar o local e de fazer um mapa. James Wilson, irmão de Jack, fez amizade com os guardas e os acostumou com seu whisky e charutos. Deste modo, pôde saber quanto de dinheiro havia no cofre e o seu segredo.

Os outros dois restantes, John e Tom, arranjaram a condução, armas e apetrechos necessários para o assalto.

Um mês após, tudo estava pronto, apenas faltava a decisão final.

No dia dez de Agosto, todos se reuniram. Na ocasião, ficou-se sabendo que chegaria de Oxford cem milhões de libras e muitas jóias. Então Jack disse:

-          Bom trabalho. Será no dia à uma da madrugada.

No dia 20, à meia noite, a quadrilha dirigiu-se para o local. Tudo ia calmo, apenas ouvia-se os compassados apitos dos guardas noturnos.

James foi o primeiro a entrar em aço, atravessou a rua e dirigiu-se ao banco.

Na entrada do banco havia um guarda que, ao ver aquele vulto, bradou:

-          Alto lá ...  Ah!  É você, como vai?

-          Um pouco aborrecido, mas não é nada.

-          Como e, trouxe o whisky?  Se não trouxe, não entra.

-          Sim, trouxe, tome ...

James, de repente, dá com a garrafa na cabeça do guarda, que cai sem sentidos. Em seguida, amarra-o  no jardim que havia ao lado do banco.

Seus colegas, vendo que James já liquidara o guarda, seguiram em frente, arrombando a porta do banco. Os guardas, que estavam no interior do banco, ao ouvirem este alvoroço, correram para ver o que tinha acontecido, porém, foram mortos por uma rajada de metralhadora disparada por Tom.

Sem empecilhos, os ladrões trataram de arrombar o cofre, antes descoberto por James. Jack abriu o cofre. Todavia, ao encostar a mão no dinheiro, soou o alarme.

Fora do banco, os policiais ao ouvirem o alarme, correm desesperadamente para o banco, mas era tarde demais.

Espertos como raposas, os assaltantes fogem com noventa mil libras e muitas jóias, sendo esta a maior quantia roubada em Londres.

No dia seguinte ao assalto, todos os jornais do mundo davam a notícia deste misterioso fato.

Quase todos os detetives da polícia londrina, após vasculharem tudo, não encontraram nenhum sinal que pudesse dar uma pista.

Todos esses ladrões estão sendo procurados pela melhor polícia do mundo, a famosa Scotland Yard.

SOU UM DELES E PASSO BEM, OBRIGADO.

 

 

FECHANDO AS PORTAS

 

O amigo Sebastião Destéfani Reghin (54/58), de São Paulo(SP),  em sua correspondência publicada em nosso Informativo  nº  73 , levanta a seguinte questão: 

"...Uma curiosidade: no cadastro dos ex-alunos, os vivos somam 1269, entre os mortos, 148. No frigir dos ovos, quantos se ordenaram? Quem tiver a resposta, comunique-me, por favor."

Tentaremos responder-lhe e também dar a informação a todos os outros leitores que não tiveram acesso àquele exemplar, reproduzindo um texto de nosso informativo no 09, de dezembro de 1995, de autoria de um ex-aluno do Ibaté, o Padre Elídio Mantovani (1951/56), falecido em 25.05.1999 - hoje é nome de escola no município de Osasco-SP, onde era pároco. Ele então nos brindava com alguns números sobre o Seminário. Vejam abaixo:

 

“Mons. Constantino e Mons. Kulay não quiseram sentir a tristeza de encerrar as atividades do ainda jovem seminário do Ibaté.

Dom Agnello Rossi, Cardeal Arcebispo de S.Paulo na época, encarregou o Pe. Getúlio, o Pe. Julián e a mim de levar até seus últimos dias a saudosa instituição.

Chamado pelo Papa Paulo VI, D. Agnello foi a Roma para colaborar no governo central da Igreja. Em seu lugar, foi eleito arcebispo de S.Paulo Dom Paulo Evaristo Arns, então auxiliar do Cardeal Rossi para a Região Norte.

Os planos de encerrar as atividades do seminário ficaram suspensos até que se encontrasse um modo de continuar a formação dos seminaristas. Foram acrescentados mais três anos na biografia da nossa primeira escola de convivência comunitária. Os que concluíam o colegial iam saindo, deixando a casa cada vez mais vazia, pois já não chegavam novos alunos, em conseqüência de nova legislação que ampliava o primeiro grau até a oitava série.

A Arquidiocese de S.Paulo decidiu abrir o Seminário Médio ao lado da Basílica de Nossa Senhora da Penha, no prédio que antes fora seminário dos redentoristas. Para lá foram todos os alunos de nosso seminário, no início de 1974.

O ano de 1973 foi o último de atividades do Seminário Menor Metropolitano do Imaculado Coração de Maria. Na Penha, nossos alunos iriam prosseguir seus estudos no Colégio das Irmãs Vicentinas, para onde foram também nosso museu de História Natural e nosso laboratório de física e química.

Ao preparar a documentação de transferência escolar dos alunos, pude fazer o balanço final. De 1949 a 1973, tivemos 1.200 matrículas, uma média de 50 por ano. Desses 1.200 matriculados, exatamente 60 foram ordenados padres, na média de 5%, comum nos seminários menores. Os dois encontros que tivemos de antigos alunos trazem a consoladora constatação de que não foram perdidos os esforços da Igreja durante os anos de funcionamento do seminário. Daqui saíram homens de sólida formação cristã, que hoje estão engajados na construção do Reino de Deus nas mais diversas situações sociais e profissões. A maioria se lembra com saudades de um tempo que não volta mais, mas que também não quer ir embora da lembrança. O tempo que aqui passamos ocupa um espaço privilegiado em nossas memórias...” Pe.Elídio Mantovani, ex-aluno e ex-reitor.

 

CORRESPONDÊNCIA E E-MAILS  RECEBIDOS

Gilberto Gonzaga Pereira (67/68) – Olá companheiros!!! Em especial ao Simões que me localizou já faz alguns anos, mas eu estava bastante doente e não pude participar das atividades que vocês sempre promovem. Graças a Deus e às orações dos amigos, estou bem!!! Desempregado, mas bem. Agradeço e desejo a todos muita PAZ!!!

Francisco Cléverton Ribeiro Marques (59/61) Caros amigos, comunico-lhes que efetuei dia 21.07 meu segundo depósito neste exercício para colaborar nas despesas com a expedição do periódico bi-mensal ECHUS DO IBATÉ, que recebo com muita satisfação e interesse. Aproveitando o ensejo, notei que neste nº 73 (mai/jun/2004), pág. 8, na demonstração do Fluxo Financeiro, há um engano, devendo-se considerar, a bem da verdade e exatidão do cálculo do saldo atual: onde se lê: Posição em 05.04.2004 R$ 2.184,37 , leia-se, conforme Informativo nº 72. pág.8, R$ 4.651,30. Abraço amigo aos responsáveis pela manutenção desta chama que de vez em quando ilumina os recônditos registros do tempo de nossa formação fundamental.

Daniel Gasparini (Estudou em Pirapora) – Caros amigos do ECHUS, paz em Cristo. Conforme solicitações contidas no Informativo, estou anexando um modesto trabalho humorístico que poderá ser publicado oportunamente, caso julguem conveniente. Aproveito para enviar uma pequena contribuição financeira. Estou recebendo com satisfação o Informativo, com regularidade. Fico-lhes grato. Quero expressar minha admiração pelo trabalho que vocês vêm realizando.

Sergio Conrado, Mons. (58/63) – Prezados amigos redatores e responsáveis pelo ECHUS DO IBATÉ. Saúde e Paz! Agradeço o envio do Informativo dos ex-alunos de São Roque e aqui mando minha colaboração para que o ECHUS continue sempre nos unindo ainda mais. Estou na Paróquia N.Sra.do Carmo da Aclimação, Rua Brás Cubas, 163.

Joel Hirenaldo Barbieri (51/58) – “Ab initio” , encaminho comprovante de minha contribuição para o ECHUS DO IBATÉ. Outrossim, gostaria de saber, junto ao cola Letterio Santoro, como adquirir um exemplar de “Arpejos da Aurora” ou pelo menos uma cópia dos três poemas de minha autoria que figuram na coletânea. Na condição de integrante da Academia Taubateana de Letras, pretendo publicar meus artigos e versos e incluir aqueles poemas no meu livro.

Paulo Correa Rosa (50/51) – Caro Simões, recebi os exemplares do ECHUS DO IBATÉ e a lista dos alunos de 1951. Após mais de 50 anos, a memória falha e me lembro apenas de poucos nomes. O Jesus Gottardello faleceu afogado (ou de mal súbito) na piscina do seminário. Este fato está mencionado no ECHUS nº 53 de abril de 2001. Foi uma tragédia que abalou muito a todos da época. Não sei quantos daquela turma chegaram a se ordenar. Creio que o Darcy Corazza e o Aurélio chegaram lá. O Pe.Constantino Amstalden (na época Pe.Ministro) foi meu padrinho de crisma, que foi celebrada pelo Cardeal Mota. Vamos manter contatos e aos poucos espero lembrar dos colegas daquele tempo.

 

COLEGAS LOCALIZADOS – BENVINDOS!!!

O Antonio da Aparecida Simões Cuccio (67/68) informa que localizou os colegas:

·         PAULO CORREA ROSA  (50/51),

·         MIGUEL CONTI  (51)

 

 

CASO EDIFICANTE

JOSÉ LUI (1949/56)

Jesus Cristo resolveu voltar à terra e decidiu vir vestido de médico. Procurou um lugar para descer; escolheu em nosso país um posto de saúde do sistema SUS. Viu um médico trabalhando há muitas horas e morrendo de cansaço.

Jesus então colocou um jaleco, passando pela fila de pacientes no corredor, até atingir o consultório médico. Os pacientes viram e falaram:

-          Olha aí... vai trocar o plantão ...

Jesus entrou na sala e falou para o colega ir embora, que ele ia tocar o ambulatório dali por diante. Tudo resolvido, gritou:

-          O próximo ....

Entrou no consultório um homem paraplégico com sua cadeira-de-rodas. Jesus levantou-se, olhou bem para o deficiente e disse: Levanta-te  e anda!

O homem  levantou-se, andou e saiu do consultório empurrando a própria cadeira-de-rodas. Quando chegou ao corredor, o próximo da fila perguntou”

-          E aí, como é esse doutor novo?

O homem respondeu:

-          Igualzinho aos outros; nem examina a gente ...

 

 

EXPEDIENTE

Equipe responsável: José Lui, Justo, Licheri, Marcio Paçoca, Martucci, Monteiro,  Mosca, Paulo Toschi, Santiago, Simões.

Artigos e colaborações: Enviar para ECHUS DO IBATÉ, Caixa Postal  71509, São Paulo-SP, CEP 05020-970.

Obs. Se possível, enviar material em disquete (texto em word e fotos em formato jpg)

Responsabilidade: Os artigos assinados são de inteira responsabilidade dos autores, não expressando necessariamente a opinião da equipe responsável.

E-mail:  echus@zipmail.com.br

 

 

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