ECHUS   DO   IBATÉ

INFORMATIVO DOS EX-ALUNOS DO SEMINÁRIO DO IBATÉ - São Roque

No.  75  -  Ano  11   - SETEMBRO-OUTUBRO DE 2004

EDIÇÃO INTERNET

 

 

 

VII  ENCONTRO  VEM  AÍ !!!

Prepare seu coração. Muita coisa vai acontecer. A data do nosso encontro lá no Seminário de São Roque, no Ibaté, o sétimo desde 1993, já está marcada. Será no dia

27 de Agosto de 2005.

 

 

 

UMA AULA DE LITERATURA NO IBATÉ

OLIVEIRA LEITE GONÇALVES (49-54)

 

Conto o que segue, assim como alguém conta a seus irmãos episódios da vida passada em comum. Quando todos participam da conversa, relembram com gosto os fatos, até que um mais cômico faça surgir uma piada; todos riem; o assunto acaba e a família sai mais unida.

Era o mês de abril de 1953. Aula de Literatura. Professor Pe. José Jair Nascimento do ValL (inteligência privilegiada e modelo de sacerdote). A aula era sobre composição poética. Discorreu sobre a métrica, rimas, tipos de poemas: rondeau, vaudeville, epitalânio, sátira, soneto. Quartetos, tercetos, sextetos. Por último falou sobre o soneto com estrambote.

Tarefa de classe: compor um soneto original e trazer na próxima aula.

Naquele salão de estudo que todos conhecemos, no estudo da tarde, no grande silêncio, reli a matéria no autor, procurei memorizar e na hora de fazer a tarefa, lembrei-me do dito popular cujo 2º hemistíquio dizia: “...todo mundo tem um pouco”. Não sei se influenciado pela rima ou pelo poeta, dei um suspiro, peguei o caderno, lápis e sobretudo borracha e, no final da hora de estudo, resultou o seguinte.

 

AO CRISTO DO CORCOVADO

 

Nas ondas de esmeralda o meu navio

Sai a vogar, deixa do porto a raia

Enquanto o sol nos montes lá desmaia

Do Cristo iluminando o vulto esguio.

 

Ao zéfiro da tarde tão macio

Forte emoção em mim todo se espraia

Ao ver a imagem branca além da praia

De braços pandos, para ela sorrir.

 

Mas num sorrir que mil saudades tinha

Pois o bom Cristo cheio de ternura

Braços abertos como em reta linha

 

Parece que dizer a mim bem vinha

À luz do sol e mesmo à noite escura

Aqui te espero. Volta depressinha.

 

Tarefa entregue na aula seguinte. Ao devolver os cadernos, encontrei no meu um santinho com a imagem de Santa Terezinha do Menino Jesus contendo no verso um poema cuja primeira estrofe era assim:

 

“Oh mon Jésus, aux pieds de ton Calvaire

Que j’aime chaque soir à toi jetter des fleurs

En effeuillant pour toi la rose printanière

Je voudrais essuyer tes pleurs.”

 

Ao longo destes tantos anos, sempre recordei estes últimos, procurando saborear a intensidade da emoção que a autora colocou no seu poema.

 

COLEGAS LOCALIZADOS – SEJAM BENVINDOS!!!

O Antônio da Aparecida Simões Cuccio (67/68) informa que localizou os seguintes colegas:

·         DÉLSON MENDONÇA FALCÃO (61/62),

·         ÉDSON GONÇALVES TEIXEIRA (63).

·         JOÃO BATISTA RODELA (60/61),

·         JOSÉ ELVERTH FERREIRA (53/54)

·         RIVADÁVIA BETIM (50/53)

Localizado , IN MEMORIAM, o colega NÉLSON JERSEY DE MACEDO (50/51) FALECIDO EM 1979.

 

 

MELQUISEDEQUE

PAULO TOSCHI (49/53)

 

Gênesis, 14, 17:

“Voltando Abrão da derrota de Codorlaomor e seus reis aliados, o rei de Sodoma saiu-lhe ao encontro no vale de Savé, que é o vale do rei. 18 – Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, mandou trazer pão e vinho, 19 - e abençoou Abrão, dizendo: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo que criou o céu e a terra! 20 – Bendito seja o Deus Altíssimo que entregou os teus inimigos em tuas mãos!” E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo”.

O Antigo Testamento volta a citar Melquisedeque no Salmo 109, 4 –

 “O Senhor jurou e não se arrependerá: ‘Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque”.

 A Carta aos Hebreus refere-se a essa figura, cujo nome significa Rei de Justiça, Rei de Paz: Hebreus, 5, 5 –

“Assim também Cristo não se atribuiu a si mesmo a glória de ser pontífice. Esta lhe foi dada por Aquele que lhe disse: ‘Tu és meu filho, eu hoje te gerei’ (Salmo 2,7), 6 – como também diz em outra passagem: ‘Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque” (Salmo 109, 4).

Como diz Manuel Maza, S.J., citando Albert Vanhoye, S.J. e sua obra “Sacerdotes Antigos, Sacerdote Novo”,

 “o pão e o vinho são elementos da páscoa judia e da páscoa de Jesus, da qual fazemos memória ao receber seu corpo e seu sangue em cada eucaristia. Compartilhando o pão e o vinho consagrados, participamos em seu único sacerdócio eterno, segundo o rito de Melquisedeque”.

A exclamação “Tu es sacerdos in aeternum, secundum ordinem Melchisedech” faz parte do ritual da ordenação dos sacerdotes católicos. Como diz o Padre Eugene R. Berry, no “Angelus”, Maio de 1982, Volume 5, Número 5, transcrito em http://www.sspx.ca/Angelus/1982_May/Tu_es_Sacerdor.htm,

“estas palavras proferidas a respeito do eterno sacerdócio de Nosso Senhor Jesus Cristo despertam sentimentos de profunda emoção nos corações de todos os católicos, mas, especialmente, nos corações dos padres que, pela graça de Deus, participam do eterno sacerdócio de Nosso Senhor. Um padre é um Alter Christus – outro Cristo”

Estas citações sobre a perenidade do sacerdócio vêm a propósito do jornal “Rumos”, que me foi cedido pelo nosso colega Darcy Corazza, que pediu minhas considerações sobre alguns artigos nele contidos.

“Rumos” é o órgão oficial do Movimento de Padres Casados do Brasil.

Li por inteiro, o conteúdo do jornal nº 187, de maio/junho de 2004, em que estava sendo anunciado o Encontro que fariam em 2004. Minha curiosidade inicial, aos poucos, se transformou em agradável surpresa, pois encontrei, nas propostas a serem submetidas ao referido Encontro, muito daquilo que nós propugnamos para a nossa Turma do Ibaté. Ao final, porém, minha surpresa se transformou em susto, pois comecei a perceber que alguns dos articulistas, ao sugerirem novos rumos a serem discutidos no mencionado Encontro, avançaram muito além da Igreja em que foram formados, com indícios, até, de estarem alguns ultrapassando o próprio catolicismo em que nasceram. Sempre imaginei que “Rumos” fosse a expressão de homens formados pela Igreja de Roma, egressos do ministério sacerdotal, hoje casados, desejosos de manter e de propagar a sua fé em Cristo, não conformados com a imposição do celibato, e buscando mudar o pensamento dominante daquela que eles chamam Hierarquia, de forma a poderem, em sendo casados, continuar ou retomar a missão para a qual, um dia, foram consagrados. O jornal cita vários dos posicionamentos desse grupo, com os quais concordo:

(a)   sua posição contrária à discriminação religiosa que é feita contra a mulher;

(b)   suas críticas aos exageros cometidos por conta do dogma da infalibilidade papal;

(c)   à predominância de Roma sobre as outras Igrejas;

(d)   às conclusões dos doutrinadores da chamada Hierarquia sobre os que se uniram em novo casamento, após o fracasso indesejado de um primeiro matrimônio, principalmente na proibição da eucaristia a essas pessoas;

(e)   à separação dos fieis em duas castas distintas, clero de um lado e povo de Deus na outra ponta, o primeiro sendo o dono absoluto da verdade, e os demais devendo permanecer submissos às interpretações e interesses da classe que se julga melhor esclarecida.

Contudo, o que se percebe da leitura do referido jornal é que alguns de seus associados, embora permanecendo imbuídos de sadia religiosidade, não querem apenas sacudir a poeira de nossa velha Igreja, mas falam, até, em criar uma nova religião, ou talvez uma nova denominação. Alguns se manifestam no sentido de se unirem a seitas como a igreja vétero católica. Outros demonstram o desejo de abdicar da liderança religiosa, do múnus sacerdotal que lhes foi transmitido, para, como simples fieis, se unirem a outros que comunguem de idéias religiosas compatíveis. Querem renunciar ao dom que Deus lhes transmitiu, deixar de assumir o seu papel de sacerdotes, em vez de prosseguir em sua missão, dentro de uma Igreja renovada, onde a família fosse o sustentáculo de sua obra de evangelização. Tenho me manifestado, com certa freqüência, no sentido de darmos um significado aos movimentos que unem os ex-seminaristas. Fico curioso em perceber, nas propostas que os padres casados levaram ao Encontro, que foi cogitada a admissão de outras pessoas, que não tenham a mesma condição de sacerdotes, mas não me parece que eles devessem abdicar a sua condição de ministros de Deus.

Tenho para mim que a situação de casados, transformada no reconhecimento do valor espiritual do núcleo familiar que cada um deles formou, seja o mais importante para o êxito do seu papel de difusores da palavra divina. Não vai nestes comentários qualquer crítica destrutiva à Igreja em que fomos formados, pelo contrário, pretendem despertar, apenas, a atenção para uma realidade que condiz com a condição de seres humanos daqueles que foram chamados ao sacerdócio. Afinal, o matrimônio é um sacramento, algo abençoado por Deus, que deu às suas criaturas o sexo, não como uma fonte pecaminosa, mas como um caminho de realização plena do ser humano. Dia virá em que os opositores do casamento de padres, mesmo aqueles situados nos mais altos escalões eclesiásticos, acabarão concluindo que posições como as das igrejas ortodoxas condizem muito mais com a realidade, do que sua negativa a um dos mais preciosos dons que Deus concedeu aos homens. Se assim era nos primórdios da Igreja, porque, de repente, o casamento dos padres passou a ser encarado como um pecado? Isto fez bem à nossa Igreja? Basta ler o artigo “Em defesa do Celibato Sacerdotal”, de Dom Lourenço Fleichman OSB, para aquilatarmos o que realmente faz mal à Igreja de Deus:

“Diante da campanha mundial pela abolição da castidade do padre, venho lançar, na nossa desconhecida e apagada página internet, uma campanha pela santidade do clero. Todos os que tiverem textos dos santos defendendo a vida sacerdotal, podem enviá-los para inclusão no nosso dossiê: -É preciso uma sociedade pervertida e incrédula para desejar que seus padres não sejam castos. É preciso um mundo sem fé para querer que o padre desvie sua atenção do essencial, a cura e a salvação das almas. É preciso décadas de destruição do catolicismo, por obra do demônio, para que o padre, sacerdote de Cristo, o homem de Deus, seja tão rebaixado como tem sido. Já não sabem mais o que é um verdadeiro sacerdote. Já não o querem mais. De um lado, os homens não querem o padre santo e casto porque assim poderão, os leigos, pecar mais livremente. Não vivendo ele a santa castidade, não terá como exigir dos seus o esforço necessário para a santidade da família. Por outro lado, os próprios padres, traindo sua vocação, também buscam libertar-se do jugo da virtude para legalizar a vida torpe que já levam. Mais um fruto amargo do Concílio Vaticano II. E pensar que nos anos 60 os bispos diziam que pretendiam melhores resultados com a "abertura ao mundo". Abriram tanto que caíram dentro do buraco”.

O artigo de Dom Fleischman vai mais longe, mas eu, sinceramente, prefiro ficar com o discurso dos nossos amigos e colegas, padres casados.

De tudo o que eu li no mencionado jornal “Rumos”, guardei para meditar uma frase que foi transcrita, de Leonardo Boff, com quem nem sempre concordo:

“Cortamos a túnica inconsútil da realidade em mil pedacinhos e os estudamos esquecendo que eram partes de um todo”.

 

 

Arpejos da Aurora

Dando seqüência à publicação dos poemas compilados pelo nosso colega Letterio Santoro (55/59), Echus do Ibaté apresenta, nesta edição, IN MEMORIAM, versos de Giustino Bottari (58/59) datados de 26.05.1959, em homenagem ao seminarista José Benedito Guimarães, então falecido:

 

IN MemoriaM...

Giustino Bottari

Senhor, Senhor, ó Deus - Senhor das vidas,

Porque nos provas duramente assim?

As nuvens, de alegrias coloridas

Turvam-se em choro desta vida ao fim.

 

Galopava o sorrir nas avenidas

De estrelas, pelos pátios, no jardim,

E veio a névoa escura, entristecida

Do ceifador das almas de jasmim.

 

Tu no-lo deste, Tu no-lo tiraste.

Para a mansão celeste transplantaste

Um lírio santo que fizeste teu.

 

O teu anjo, Senhor, aqui inclinou-se;

Uma lâmpada jovem apagou-se,

Outra mais jovem brilhará no céu!

 

Em seqüência, reproduzimos o poema NA MINHA MORTE, de autoria de João da Imaculada, pseudônimo do nosso prezado colega Dom Décio Pereira (55/59), bispo de Santo André, falecido em 05 de fevereiro de 2003. Homenageamos assim, nesta época de Finados, todos os amigos que se encontram na Casa do Pai, incluindo os parentes dos ex-seminaristas do Ibaté:

 

NA MINHA MORTE

João da Imaculada

Quando eu cair da morte na neblina

Envolto em negro fúnebre sudário

Virão comigo ao ermo solitário

Passear as flores tristes da campina.

 

No coruchéu da torre o campanário

Em tons de choro à tarde peregrina

Dirá em languentes preces de surdina:

Morreu alguém, rezemos o rosário.

 

Terei por companheira a juruti

E o sol que com seu beijo bem de leve

Adeus virá dizer-me triste aqui.

 

O dia do sepulcro será breve

Minh’alma há de subir bem junto a Ti,

Senhor das almas puras como a neve.

 

Que esses nossos colegas e entes queridos, hoje no resplendor dos santos, recebam de nós preces e não prantos, pois contamos com sua intercessão, para um dia, em sua companhia, bendizermos a Deus pela ventura da abençoada adolescência e juventude que juntos desfrutamos.

 

PE.EDMUNDO DA MATA (BITA), CIDADÃO PAULISTANO

 

No último dia 26 de setembro, na Paróquia São Luiz Gonzaga, foi celebrado 40 anos de Pastoreio do Pe. Edmundo da Mata naquela paróquia. Por iniciativa do vereador Antônio Carlos Rodrigues a Câmara Municipal de São Paulo concedeu-lhe o título de Cidadão Paulistano.

Bita nasceu em Funchal, capital da Ilha da Madeira, Portugal em 15.02.1935. Estudou em São Roque de 1949 a 1956. Foi ordenado sacerdote em 08.12.1963 e no dia 25.09.1964 assumiu a Paróquia de São Luiz Gonzaga, permanecendo lá até hoje.

Vários colegas, representando todos os seminaristas do Ibaté,  prestigiaram a cerimônia.

Parabéns ao mais novo cidadão Paulistano!!

 

ELEIÇÕES 2004

Dois colegas do Ibaté conseguiram resultados positivos nas eleições ocorridas em 03 de outubro último:

·         LUIZ NORBERTO COLLAZZI LOUREIRO (62/63) elegeu-se prefeito de Paraibuna-SP e

·         ANTONIO CARLOS PEREIRA RIOS (64) elegeu-se vice-prefeito de São Roque-SP na chapa encabeçada por Efaneu Nolasco Godinho.

Aos dois colegas nossos parabéns. Se alguém tiver notícias de outros colegas pelo Brasil afora nos comunique para podermos divulgar.

 

HUMOR

SUICÍDIO BEM DIVERTIDO

Foi encontrado no bolso de um cadáver, quando se preparava para a autópsia, a seguinte carta:

“Exmo.Senhor Delegado do Ministério Público, 

Suicidei-me! Não culpe ninguém pela minha sorte.

Deixei esta vida, porque um dia a mais que vivesse acabaria por morrer louco. Eu explico-lhe, Senhor Doutor:

Tive a desdita de me casar com uma viúva, a qual tinha uma filha.  Se soubesse isto jamais teria casado.

Meu pai, para maior desgraça, era viúvo e quis a fatalidade que ele se enamorasse e casasse com a filha da minha mulher.

Resultou daí que a minha mulher se tornou sogra do meu pai, minha enteada ficou a ser minha mãe e o meu pai, ao mesmo tempo, meu genro.

Após algum tempo, a filha de minha mulher pôs no mundo uma criança, que veio a ser meu irmão e neto da minha mulher. Eu fiquei a ser avô do meu irmão.

Com o decorrer do tempo, minha mulher pôs também no mundo um menino que, como irmão da minha mãe, era cunhado de meu pai e tio do meu filho, passando  minha mulher a ser nora da própria filha.

Eu, Senhor Delegado, fiquei a ser pai da minha mãe, tornando-me irmão do meu filho; minha mulher ficou a ser minha avó, já que é mãe da minha mãe. Assim, acabei sendo avô de mim mesmo!

Portanto, antes que a coisa se complicasse mais, resolvi acabar com tudo de uma vez.”

 

 

COLEGA IBATEANO DEBUTANDO NO TEATRO RELIGIOSO

 

Nosso colega Lourenço Medeiros Fernandes (1949), o Perereca para os íntimos (êpa!),  revelou-se como artista religioso, por ocasião da festa em homenagem a Santa Rita de Cássia, no Teatro das Faculdades Associadas do Ipiranga (antigo Seminário Central).

Santa Rita, como todos sabem, pertencia à Ordem de Santo Agostinho. A foto (*) mostra nosso amigo artista Perereca – perdão Lourenço Medeiros (49) – travestido maravilhosamente bem, por sinal, de Santo Agostinho, de quem Santa Rita era grande admiradora.

Parabéns, Perereca. Sugestão: imprimir muitas cópias para distribuí-las como santinho para os devotos do santo. “Agradeço a Santo Agostinho pela graça alcançada!”

(*) Infelizmente, neste portal não oferecemos as fotografias apresentadas nos jornais e, por isso, pedimos nossas sinceras escusas. A justificativa que apresentamos é que tais fotos deveriam ser escaneadas diretamente dos originais do jornal e, sendo assim elas assumiriam um tamanho exageradamente grande: vários kabaites,  o que faz com que os internautas desprovidos de acesso “banda larga” sintam-se totalmente desconfortáveis quando da tentativa de abrir estes mesmos arquivos.Apontamos como possível solução deste problema a consulta ao exemplar em papel.

 

BALAS ENCRAVADAS: O SUCESSO

A épica película, produzida pelo Sr.José Henrique Campos de Oliveira (São Roque-SP 1960) e cujas cópias continuam sendo vendidas aos interessados (pedidos podem ser feitos pelo email soldosaboo@ig.com.br), sempre agradou a todos. Faz também sucesso na arrecadação de fundos para o nosso jornal: venderam-se quarenta e três exemplares. O que é pouco, pois ainda dispomos de inúmeras cópias.

 

NA CASA DO PAI

É com pesar que comunicamos o falecimento, em 23.05.2003,do colega:

             DANIEL DE SOUZA ROCHA    (1961)

Faleceu, também, no dia 31 de outubro de 2004, o

ENG.OSCAR SANSONE

pai de nosso estimadíssimo colega Pedro Sansone (1951).

As todos os familiares nossas sinceras condolências.

 

MONSENHOR RENATO ARTAMENDI

ê 29.05.1939 U 29.10.2003

Recebemos a seguinte correspondência do Sr.CECIL ROBERTO ARTAMENDI, em 16.09.2004:

“Antonio Simões Cucio, saudações:

Sou irmão do Mons.Renato Artamendi, ele, ex-aluno do Seminário do Ibaté.

Em minhas idas a Tambaú, onde residia, revolvendo seus guardados, encontrei fotos, inúmeros exemplares do atual informativo ECHUS DO IBATÉ e do ECOS DA TRIBUNA, jornalzinho do Grêmio Literário Pio XII. No interior da Gramática Latina do Pe. Ravizza, várias provas de latim preparadas pelo Pe.Constantino Amstalden. Tudo acondicionado com desvelo; para ele, preciosas reminiscências de momentos felizes que se perderam nas entranhas do tempo.

Pelos verbos no pretérito e tom melancólico destas palavras, percebe-se que ele não se encontra mais entre nós. Com profundo pesar, anuncio seu falecimento em Tambaú no dia 29 de outubro de 2003, após insidiosa moléstia. Peço-lhe a gentileza de divulgar o ocorrido a seus colegas para que se inteirem da triste notícia e dele se lembrem em suas orações.”

 

Mons.Renato Artamendi nasceu aos 29 de maio de 1939. Estudou no Seminário do Ibaté, em São Roque nos anos de 1958 e 1959. Foi ordenado Presbítero na Diocese de São João da Boa Vista em 18 de dezembro de 1966. Trabalhou como Vigário em São José do Rio Pardo de 1967 a 1968, foi nomeado pároco de São Sebastião da Grama em 1969 à 1983. Aos 29 de maio de 1979 recebeu o título de Cônego. Foi nomeado primeiro Reitor do Seminário Diocesano de São João da Boa Vista, permanecendo de 1983 a 1992. Recebeu o título de Monsenhor em 7 de fevereiro de 1991. Foi nomeado pároco de Tambaú de 1992 a 1999, ficando também responsável do processo de beatificação do Servo de Deus Padre Donizetti. Trabalhou de Cooperador Paroquial em Tambaú até a data de sua morte em 29 de outubro de 2003.

 

 

ARQUIVO METROPOLITANO

O nosso amigo do Ibaté, Cônego Martin Segu Girona (1950/54), há pouco mais de um ano, assumiu a presidência e a responsabilidade pelo Arquivo Metropolitano. O Arquivo Dom Duarte Leopoldo e Silva, da Arquidiocese de São Paulo, é riquíssimo em seu acervo e passa por grande transformação, a fim de atender a todos os que do mesmo necessitem para suas pesquisas.

Lembramos que no Arquivo Metropolitano estão todos os prontuários de todos os ex-Seminaristas do Ibaté, além de plantas de colégios, igrejas e conventos do Estado de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais; processos de Declaração de Nulidade Matrimonial, correspondências episcopais e certidões de Batismo, sendo que o documento mais antigo que há é datado do ano de 1.627.

O Arquivo, em seu processo de modernização que se faz necessário em suas instalações, aguarda sua visita e colaboração.

Maiores informações com o Professor Jair ou Roberto pelo fone (11) 272.3644.

Endereço: Avenida Nazaré, 993 – Ipiranga – São Paulo (SP)

 

 

PARVA DOMUS...

MARIA INÊS MURARI

Lendo o número anterior do Echus do Ibaté, -me com a coluna de Oliveira Leite Gonçalves intitulada Parva Domus Magna Quies.

Sendo nora do Sr. Hugo Murari, citado em tal artigo, tenho alguns esclarecimentos a fazer-lhes:

Quem residia naquela casa simples em frente ao Seminário era realmente a pessoa responsável pela construção do mesmo, mas seu nome era Augusto Murari. Era casado com  Josephina Murari. Hugo, meu sogro,  era um de seus 3 filhos junto com Sílvio e Ênio.

Realmente. Hugo Murari ajudou na construção do Seminário, mas como ajudante de seu pai, Augusto, que era o mestre de obras.

Monsenhor Silvestre Murari e Padre Eliseu Murari eram irmãos do Sr. Augusto Murari, e a inscrição que a tabuleta trazia era um ditado sempre dito pelo Sr. Augusto aos seus filhos e netos:

PARVA DOMUS MAGNA QUIES

Casa Pequena Grande Felicidade

Não poderia deixar de enviar esta correção, pois o mérito de toda a construção do Seminário do Ibaté e também da atual Igreja Matriz de São Roque, assim como da inscrição em latim é do SR. AUGUSTO, que se orgulhava de seu sobrenome Murari, que dizia ser "pedreiro, construtor de muros".

Obrigada pela atenção.

Maria Inês Murari

Rua Leão XIII 230

São Roque-SP

maremurari@uol.com.br

 

 

CORRESPONDÊNCIAS RECEBIDAS

 

Daniela Rocha, filha de Daniel de Souza Rocha (61) – Caros colegas, queria comunicar que o ex-seminarista Daniel de Souza Rocha faleceu ano passado em 23.05.2003 devido ao diabetes que tinha, essa doença desgraçada que matou meu pai!! Ele foi seminarista aí em meados de 1959 e chegou a receber várias correspondências suas. Obrigado pelo carinho de vocês em mandar todo mês esse jornalzinho, só que agora não faz mais sentido, né? Deus abençoe vocês. Continuem sempre semeando o bem...

 

Aristides Perillo Banzatto Junior (61/62) - Caros Senhores, todos os meses, a partir de um tempo atrás, quando me localizaram, recebo sempre o tabloide ECHUS DO IBATÉ, leio atentamente e fico com pingo de inveja pelo o que os colegas escrevem, pois me parece com uma tal intimidade que faz acreditar que faz bem em relembrar e participar dos eventos, que VC elaboram. Fico eu com tal constrangimento, pois não me recordo das pessoas, somente vagamente, o local,  as histórias, tão pouco me recordo dos casos e outros detalhes que para VC estão vivos, acho muito legal. Tentei em algumas ocasiões tomar uma baita coragem e encarar as pessoas de frente e procurar relembrar algo que puxe a minha história, já faz muito tempo de 1962 a 1964 mais ou menos. A minha memória não está mais ligada, porem sei que daqui a pouco somente irei lembrar do passado mais longínquo, e não consegui sair com outro,  passo para dar continuidade a andança do reencontro.

Mas agora nada vem a minha recordação, lamento senhores, mas foi difícil eu escrever esta verdade, que para mim é muito triste eu não poder participar destas farras legais com talvez algum amigo que passou algum tempo cantando no coral com o Padre Vieira e as celebrações da semana santa, o refeitório enorme, etcccc. Lamento, mas queria escrever este meu sentimento de tristeza por não estar participando deste grupo que em outra época deve ter sido uma turma de arromba. Gostaria de que me ajudassem a puxar a minha memória de 56 anos para tentar resgatar as coisas puras e simples, que em nossa mocidade tivemos, desfrutando junto com VC e do Deus de todos nós que olha por nós o tempo todo e às vezes nos da cada lição para lembrar que a fé existe e ELE está sempre junto para tudo.

 

 

RELEMBRANDO

UMA HISTÓRIA DIFERENTE

Transcrito do Arquivo do Grêmio Literário

O relógio da Igreja Matriz batia ao longe dez horas.

Fatigado pelos afazeres do dia, reclinava-me numa poltrona, tentando ainda terminar de ler as histórias do livro que me fugia das mãos.

Mas as pálpebras se fechavam ...

De súbito, um estranho ruído se fez ouvir à janela da sala. Uma criatura estranha, com luminosidade também estranha aparece.

A primeira impressão foi de temor, mas os acenos convidativos daquele ser incógnito me tranqüilizaram.

-          De onde você vem? O que deseja? Indaguei.

-          Sou de outro planeta e gostaria de levá-lo a conhecer um novo invento meu.

Pensei comigo: conhecer um novo intento ...  

Acabei concordando.

Entramos num objeto estranho e com um ruído ensurdecedor. Afastamo-nos da Terra.

De uma janelinha, fitava o meu planeta, que diminuía à medida que nos afastávamos.

A viagem transcorria maravilhosa.

Não podia conter-me diante daquele cenário. Astros de todos os tamanhos e de todos os tipos eram superados pela extraordinária velocidade do objeto voador. Muito e muito tempo depois, percebi que o estranho ser diminuía o ímpeto do aparelho: deveríamos estear chegando.

De fato, minutos depois, chegávamos ao destino da extraordinária viagem.

Havia milhares e milhares de outros serezinhos (daqueles) esperando-nos.

De repente, algo estranho se lhes ocorre na mente e, como mil demônios enfurecidos, agarra-me e me prostam por terra; era inútil resistir. Estava dominado e atemorizado.

-          Vamos experimentar esta arma (aquele invento sobre o qual lhe havia falado).

Tudo pronto. A arma apontava para mim.

Comecei debater-me, então, com mais força, como a de um leão que cai nos laços do seu caçador, para conseguir escapar daquele lugar infernal enquanto minhas energias já se esgotavam, senti uma estranha sensação, como a de estar caindo num  precipício e tinha caído mesmo, mas do sofá, pois acordei no chão e tudo isso não passara de um sonho, e que sonho.

(texto datado de 1965 e é impossível identificar o autor pela sua assinatura. Aguardamos que o mesmo se manifeste, para fazermos o devido registro).

 

 

 

EXPEDIENTE

Equipe responsável: José Lui, Justo, Licheri, Márcio Paçoca, Martucci, Monteiro,  Mosca, Paulo Toschi, Santiago, Simões.

Artigos e colaborações : Enviar para

ECHUS DO IBATÉ

Caixa Postal  71509,

05020-970. São Paulo-SP

Obs. Se possível, enviar material em disquete (texto em word e fotos em formato jpg)

Responsabilidade: Os artigos assinados são de inteira responsabilidade dos autores, não expressando necessariamente a opinião da equipe responsável.

E-mail:  echus@zipmail.com.br

  

voltar