ECHUS   DO   IBATÉ

INFORMATIVO DOS EX-ALUNOS DO SEMINÁRIO DO IBATÉ 

SÃO ROQUE – SP - BRASIL

No. 79  -   Ano  13  -  maio-junho  de 2005

EDIÇÃO INTERNET

Ut omnes unun sint

 

 

VII ENCONTRO VEM AÍ!

20 DE AGOSTO ESTÁ MUITO PRÓXIMO

 

Cantiamo! Estamos às portas de nosso SÉTIMO ENCONTRO, momento de união e congraçamento, hora de matar a saudade, oportunidade especial em que o coração vibra saudavelmente.

O reencontro com nossos antigos amigos e a visita ritualizada ao velho prédio do Seminário de São Roque  é uma benéfica volta às origens que propicia um verdadeiro resgate de alma. A conquista, o aprofundamento e a atualização de nossas amizades reabastecem nosso espírito.

Água pura e cristalina: um retorno à fonte! Nossos encontros sempre fizeram grande sucesso, porque a pulsante alegria despertada nestas ocasiões opera em nós como um potente elixir que nos anima a prosseguirmos em nossas lutas pela vida.

CHEIOS DE CONFIANÇA, NÓS NOS COLOCAMOS SOB TUA PROTEÇÃO E SOB TEU OLHAR DE MÃE QUE NOS ACOLHE SEMPRE. 

A CONFIANÇA É O NOSSO TEMA PARA ESTE VII ENCONTRO.

Malas prontas! Os preparativos já estão sendo providenciados. Nesta edição, trazemos a Ficha de Inscrição e convidamos todos os prezados amigos – ex-alunos, ex-professores, freiras, ex-diretores e seus familiares, ex-alunos do Antigo Seminário de Pirapora – a brindarem conosco, participando deste compromisso inadiável, o glorioso encontro nas colinas do Ibaté.

Tempus volat, hora fugit!

P.S. As inscrições também poderão ser feitas pelo nosso site, o www.seminariodesaoroque.com.

 

 

SCIO  CUI  CREDIDI

POSSE DE D. JOSÉ MARIA DE NAZARÉ,

NA DIOCESE DE BRAGANÇA PAULISTA

PAULO FRANCISCO TOSCHI (1949-51)

 

Cortada pela Rodovia Fernão Dias, a Diocese de Bragança Paulista tem como vizinhas, no Estado de São Paulo, as Arquidioceses de São Paulo e Campinas, bem como as Dioceses de Mogi das Cruzes, Guarulhos, Jundiaí e Amparo. Faz divisa com o Estado de Minas Gerais.

Estão compreendidas na Diocese 18 cidades: Socorro, Pinhalzinho, Tuiuti, Pedra Bela, Vargem, Joanópolis, Piracaia, Morungaba, Jarinu, Perdões, Nazaré Paulista, Francisco Morato, Franco da Rocha, Caieiras e as Foranias de Itatiba, Atibaia, Mairiporã e Bragança Paulista.. Nelas, 49 paróquias e cerca de 1 milhão de almas, numa área de 4.400 km quadrados. Tem como padroeira Nossa Senhora da Conceição, cuja primeira capela, perto do Morro da Lapa, foi construída em terreno doado, em 1763, por Antônio Pires Pimentel e sua mulher, Ignácia da Silva, dando origem ao povoado de Conceição do Jaguary, depois, Vila Nova Bragança (1797) e finalmente cidade de Bragança, em 1856.

A Diocese foi criada pela bula Ad Sacram Petri Sedem, do Papa Pio XI, em 24 de julho de 1925. Foram seus bispos Dom José Maurício da Rocha, Dom José Lafayette Ferreira Álvares, Dom Antônio Pedro Misiari e Dom Bruno Gamberini. Quando o primeiro bispo atingiu idade avançada, Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, Bispo de Jundiaí, acumulou o governo da Diocese, até a nomeação do 2. bispo diocesano. Tendo Dom Bruno Gamberini sido nomeado Arcebispo de Campinas, assumiu como administrador Diocesano o Monsenhor Giovanni Barrese, até a nomeação de Dom José Maria Pinheiro, nosso colega do Seminário Menor Metropolitano do Imaculado Coração de Maria, onde ingressou em 1951 e permaneceu até 1957. O Jornal Echus do Ibaté, em sua edição de março/abril de 2005, de n. 78, traçou a sua biografia, ao anunciar sua nomeação para a Diocese de Bragança Paulista.

A posse do quinto bispo diocesano ocorreu em 8 de maio de 2005, em Missa Campal celebrada na Praça Raul Leme, à qual compareceram cerca de 5 mil pessoas, segundo o jornal on line “Bragança – Jornal Diário”.  Com a presença do Cardeal Dom Cláudio Hummes, Arcebispo de São Paulo, do Arcebispo de Campinas, de quem Bragança é Diocese Sufragânea, e de diversos outros bispos, monsenhores, padres, diáconos, religiosos, religiosas, seminaristas, autoridades locais e regionais, bem como grande público, inclusive uma caravana da Região Episcopal do Ipiranga onde por último ele trabalhou na Arquidiocese de São Paulo, a cerimônia teve início com a leitura da Bula Pontifícia que o designou e a assinatura do Termo de Posse, às 16 horas. Do cortejo solene que o introduziu, o Zé Maria não perdeu a oportunidade de dar um aceno para os seus companheiros do Ibaté. Dom Bruno Gamberini fez o elogio de seu sucessor e passou-lhe o Báculo. Dom José Maria de Nazaré, como gosta de ser chamado, presidiu a celebração da Eucaristia, em altar erguido à frente da entrada principal da Catedral, um prédio de linhas modernas erguido em 1966/67. A primeira catedral, de linha tradicional, que havia sido construída em 1920, foi derrubada em 1965. Antes, ali se elevava a Igreja construída em 1764 e derrubada em 1919. A Diocese conta com 22 comunidades religiosas, femininas e masculinas, e o Seminário da Imaculada Conceição tem o Propedêutico em Bragança Paulista, e a Filosofia e a Teologia em Campinas.

Estiveram presentes à cerimônia diversos colegas da Turma do Ibaté, dentre eles Corazza, Attílio, Lui, Barelli, Rovirso, Mosca, Cosso, Giba, Toschi, Germano, Quinzinho, Monteiro, Perereca, Simões, vários deles acompanhados de suas esposas.

O ponto alto da cerimônia foi a Homilia, em que o novo bispo diocesano deixou transparecer a santa simplicidade que o caracteriza, o seu espírito pastoral e missionário, a sua dedicação aos humildes, e a sua vocação sacerdotal em benefício do povo brasileiro. Situou o início de sua carreira na efervescência dos anos 60, de enormes transformações na sociedade em geral e na Igreja Católica em particular. Falou dos Beatles, do primeiro transplante de coração, da chegada do homem à Lua e do Concílio Vaticano II. Lembrou os anos da ditadura militar, a ocupação soviética do Leste Europeu, a revolução tecnológica, o desemprego, as desigualdades, seu trabalho na Amazônia, ressaltando que, ao lado de seu trabalho pastoral, foi professor em escolas de 1.  e 2. grau, formou-se em Direito e exerceu por alguns anos a advocacia. Fez curso de catequese em Bruxelas, mestrado em Teologia em Paris e morou em uma favela do Rio de Janeiro, quando se formou em Pastoral Social. Ressaltou que, após suas andanças pelo Brasil, retornou às origens, pois nasceu em Nazaré Paulista:

“Se eu sou desta região, eu sou um de vocês, eu me identifico com todos você”s

Acrescentou: 

O motivo principal que, de certa forma, me levou a aceitar (a nomeação como bispo por João Paulo II) foi que me dei conta da possibilidade de ampliar meu serviço ao povo de Deus e aos colegas de sacerdócio, assim como ampliar meus conhecimentos das necessidades do Brasil inteiro, agora como membro da CNBB”.

Sobre seu trabalho em Bragança Paulista:

“Não me passa despercebido que ser bispo nesta diocese é uma missão desafiadora”.

“De igual modo, não me passa despercebido que a região toda de Bragança é dotada de preocupante contraste”.

“É nesse quadro de contraste que pretendo continuar na minha intenção de servir. Se o serviço ao povo de Deus sempre foi a bússola que orientou minhas atividades sacerdotais, agora eu coloco também todas as minhas tarefas episcopais a serviço de vocês”.

Terminada a cerimônia, era contagiante a alegria do novo bispo diocesano ao misturar-se com a multidão para receber o abraço de todos que há muito o estimam e dos que o vinham acolher em sua nova casa. O escudo de Dom José Maria Pinheiro, evocando Nossa Senhora, traz a inscrição Scio Cui Credidi – Sei em quem acreditei – palavra de São Paulo a Timóteo (II Tim. 1,2).

[TEXTO E IMAGENS DA EQUIPE DO JORNAL ECHUS DO IBATÉ, PRESENTE À CERIMÔNIA. VALEMO-NOS, AINDA, DE DADOS CONTIDOS NO SITE DA DIOCESE DE BRAGANÇA E DE OUTRAS IMAGENS DO JORNAL ON LINE “BRAGANÇA-JORNAL DIÁRIO”]

 

 

DO FUNDO DO BAÚ

ATTÍLIO BRUNACCI (1949-55)

 

Durante um certo tempo, a paróquia da Cidade Ademar, em São Paulo, onde estive quase oito anos, publicava mensalmente um boletim chamado MENSAGENS. Era um despretencioso meio de comunicação que levava os paroquianos a conhecerem minhas idéias e pontos de vista.

Dias atrás,, garimpando meus arquivos, encontrei um pequeno artigo que foi publicado nesse boletim paroquial em agosto de 1965. Nele eu comentava alguns fatos publicados nos jornais do dia.

Foi em 1965, há exatos 40 anos. É isso mesmo: quarenta anos.

A troco de quê resolvi “exumar” esse artigo? O amigo leitor e a amiga leitora vão descobrir facilmente.

Não; antes de vocês descobrirem, vou dizer o motivo:  é a sua incrível atualidade ainda hoje. Ou seja, a espantosa coincidência com os fatos dos nossos dias, apesar dos 40 anos que passaram. Lamentavelmente. Então, podemos perguntar: o que mudou na nossa sociedade?  O que podemos fazer para melhorar um pouco a triste realidade ao nosso redor?

Este texto foi o meu despretencioso comentário publicado em agosto de 1965:

“Triste curiosidade.

Noutro dia, tomei o ônibus para ir à cidade. Durante o percurso, gosto de ler alguma coisa. Comprei um jornal (FOLHA DE SÃO PAULO). Por simples curiosidade, fui anotando todas as desgraças e misérias do dia anterior, acontecidas no Brasil e no mundo. Simplesmente impressionante. Vejam só:

·        Um incêndio deixa 7 mil pessoas desabrigadas em Paris;

·        Guerra do Vietnan:

·        Brigas políticas, no Brasil:

·        Governo castigando gananciosos, também no Brasil, é lógico;

·        Artista casando pela 4a. vez na América do Norte;

·        Um ônibus cai no abismo e mata 32, no Peru;

·        Um automóvel provoca tripla colisão, em São Paulo;

·        Choque de navios mata 21, no Japão;

·        Greve em Pernambuco;

·        Pessoas assaltadas e roubadas em São Paulo, é natural;

·        Prisão de maconheiros, também em São Paulo;

·        Cinco crimes estúpidos, na nossa Capital;

·        Vinte e sete pessoas falecidas, no noticiário necrológico.

Será que todas essas pessoas que estão lutando, que estão morrendo, que estão matando, que estão brigando, que estão se acidentando, que estão casando pela 4a. vez, estão pensando em Deus?

Isto é muito sério!”

 

 

MUDAR OU NÃO MUDAR

ADAPTAÇÃO DO LIVRO DE CARLOS G. VALLES:

LIBERTO DE TUDO - ANTHONY DE MELLO: UM PROFETA PARA O NOSSO TEMPO  (*)

LUIZ FURLANETTO (1949-5)

 

Costuma-se dizer: mudem! Se não tiverem uma forte razão para não mudar, mudem.

Mudança é crescimento.  Mudança é vida.

Se desejarem manter-se vivos, mudem.

De outro lado, ouvimos dizer: mudar é impossível.

Permaneçam como estão. Amem a si mesmos, tal como são. Não queiram mudar.

Se a mudança de alguma coisa for possível, ela ocorrerá por si mesma, quando e se quiser.

Deixem-se a si mesmos em paz.

Paradoxo?  Contradição?  Como decifrar o paradoxo?  Como evitar a contradição?

Quando nos dispomos a mudar a nós mesmos e aos outros, nós o fazemos por intolerância.

Não conseguimos suportar alguma limitação, um defeito, uma fraqueza física ou psíquica em nós mesmos e pomo-nos a corrigi-los, com uma má vontade oculta, com uma mal disfarçada violência e intolerância.

Procuramos mudar para sermos aceitos, para nos conformarmos com as expectativas dos outros, para fazermos jus à imagem ideal que construímos para nós mesmos.

Somos impacientes conosco e por isso desejamos mudar.

Nenhum crescimento resulta da violência. A única mudança que promove a mudança é a que vem da auto-aceitação! Nunca se pode forçar a mudança. Ela simplesmente acontece.

O paradoxo da mudança é o fato de ela ocorrer, se vier a ocorrer, quando nos esquecemos dela.

A resistência a nós mesmos, a resistência a qualquer coisa de nós mesmos, só serve para reforçar aquilo a que queremos mudar, tornando a mudança impossível.

Quando a premência da mudança é aplicada, não a si mesmo, mas aos outros, a coisa fica pior ainda. Queremos que a outra pessoa mude para o próprio bem dela, é claro!  Ela seria tão mais feliz se conseguisse mudar!  Essa preocupação é apenas uma rejeição camuflada do irmão. Deixe o irmão em paz. Não cabe a você julgar. Ame-o e aceite-o tal como ele é.

O desejo de mudar a si mesmo e aos outros vem basicamente da intolerância.

Todos parecem saber perfeitamente o que os outros devem fazer e todos querem ver a lei aplicada ... mas nos outros, não precisamente em si mesmos.

Nesse paradoxo, nessa contradição, não podemos esquecer que é o tempo, a vida que amplia o nosso horizonte e torna a aceitação, a tolerância e não a crítica, a base do nosso comportamento com os outros e com nós mesmos.

Por trás dessa atitude prática que adquirimos com o passar do tempo, há uma profunda verdade religiosa.

Foi Deus quem me fez. Fez os outros e fez o mundo. Portanto, a aceitação da realidade que há em mim e ao meu redor é a aceitação da vontade de Deus. Por meio de todo sofrimento e de toda dor, é fato de fé que o mundo (que me inclui) é obra de Deus. Logo, o melhor e o único modo de entrar nele e buscar a minha felicidade, consiste em aceitá-lo com o dom que Deus me deu. Vê-lo em todas as coisas e em todas as pessoas. Deixar Deus trabalhar em mim com o seu poder e sua graça, com minha gratidão e cooperação.

Aceitação da realidade não significa conformismo, passividade, apatia. Aceitamos a realidade tal como o pássaro aceita as asas: para voar.  A questão está em não reclamar do tipo de asas, comparando-as com as asas de outros pássaros, justificando o fato de não sair do chão.

A aceitação da realidade é o jubiloso reconhecimento de tudo o que existe, a fim de aproveitar o máximo as coisas tal como são e existem.

Isso implica iniciativa e ação para influenciar decisões e mudar as circunstâncias. Se reconheço uma semente como semente, estou pronto a guardá-la e plantá-la  no tempo adequado. Se reconheço uma doença como doença, procuro o médico para medicá-la.  Se reconheço a injustiça como injustiça, devo empenhar-me em combater a opressão.

O reconhecimento da realidade é um convite ao crescimento pessoal e à mudança.

(*) Carlos G. Valles, jesuíta espanhol e escritor de diversos livros de espiritualidade, trabalhou na Índia por 38 anos. Ainda estudante, conheceu Anthony de Mello num de seus retiros de trinta dias. Desde então, não mais se separou do líder espiritual participando de seus cursos, como o Sadhana, de nove meses de duração e suas renovações. O livro “Liberto de tudo”  tem sua origem a partir de um desses cursos, um mês e meio antes da morte desse grande mestre espiritual, ocasião em que revelou estar em um momento muito importante de sua vida: mudara muitas coisas e queria esclarecer-se a si mesmo discutindo suas novas idéias com os participantes. Aquele curso se tornou, inesperadamente, em seu testamento espiritual. O autor relata sua experiência pessoal com uma viva descrição do perfil e atividades espirituais de Anthony de Mello.

 

MISSA INCULTURADA

MÁRCIO PAÇOCA (1967-70)

 

Dia 4 de junho, o Pe. Sabé comemorou o seu Jubileu Sacerdotal, celebrando com sua comunidade e  amigos a Missa Inculturada na realidade em que vive. O povo de Deus, irmão na fé, vivendo uma realidade que anseia por melhores dias, mas sobretudo que mostra a alegria de acreditar na presença de Deus Vivo e Verdadeiro. Acreditar e viver esta Presença de peito aberto e ao seu modo, por suas raízes, seus valores, de maneira sincera, respeitando a todos – Daí a “Missa Inculturada”.

Aliás, a marca registrada do Sabé sempre foi o respeito – não que ele seja perfeito – mas aqueles que o conhecem sabem que o respeito pelas idéias, opiniões, atitudes, modos de ser do próximo, sempre foi uma característica sua – é muito legal ver que isto é usado na sua missão Sacerdotal.

Missa Inculturada também mostrada com vigor na letra do Canto do Ofertório, de autoria do próprio Sabé.

TEU PÃO

Dá-me do Teu pão, Senhor e sacia teus filhos da dor.

Dá-me do Teu cálice, Senhor, inebria seus filhos de amor ...

Não podemos esquecer de um povo com sua dor e sua esperança que acredita em Deus, que o torna livre como crianças ...

É preciso afirmar a cor que é de todos nós, a raça Oprimida com fé, que é nossa voz ...

A exclusão de uma raça é injustiça, só com Irmãos te amar haverá justiça ...

Aprender com os que sofrem a desenhar um novo tempo de amor, atualizar Jesus e Zumbi, com lições que superam a dor ...

Ainda me lembro bem, que a turma de 1967 no Ibaté era de 43 alunos, e entre nós falávamos que o único que não tinha jeito para ser padre era o Sabé – foi o único que se ordenou, e que o Espírito Santo o ilumine sempre.

Valeu Sabé! Opa – Valeu, Padre Sabé.

 

 

A FESTA DO PADRE SABÉ

PADRE CIDO PEREIRA (1959-64)

 

Ser ex-seminarista do Seminário do Ibaté é ter mesmo um montão de irmãos. Não importa e foi nosso colega de turma. Estudou em São Roque?  É da família.

É por isso que aqueles ibateanos que foram à grande festa dos 25 anos de sacerdócio do padre Sabé  se sentiram em casa na grandiosa Igreja de Nossa Senhora da Penha na manhã do sábado, 4 de junho.  Lá eles se alegraram por ver um irmão tão feliz e alegraram-se por poderem participar da festa daquele irmão.  Alegraram-se, enfim, com o bispo dom Fernando Legal, com os padres, os seminaristas e o povo da Diocese de São Miguel que foram à Igreja Nossa Senhora da Penha para mostrar o quanto querem bem àquele padre grandão no tamanho e grandão no coração, àquele padre negro que não esconde o orgulho de ser negro e daquele negro padre que dedica seu sacerdócio aos excluídos da raça negra e de todas as raças.

Que festa bonita foi a festa do Sabé  Ele agradeceu a Deus os seus 25 anos de padre do jeito que ele queria e não podia haver um jeito melhor. Confiram:

Sob o olhar carinhoso de Maria lembrada em seus vários títulos por jovens vestidas como ela.

Com seus irmãos padres da diocese de São Miguel, de São Paulo, de Santo Amaro, e outras.

Com o Povo de Deus que ele amou, evangelizou e alimentou com o Pão da Vida nesses 25 anos.

Com os seus irmãos da Pastoral Afro que encheram o belo templo de sons, ritmos, danças e cores.

Com os jovens a quem Sabé dedica especial atenção entendendo que eles devem ser evangelizadores pela palavra, pela vida cm comunidade e na luta contra a exclusão.

Carinhosamente dom Fernando Legal, na Homilia, lembrou o Coração de Cristo no qual a lança do soldado abriu uma porta para que nele todos nós fôssemos acolhidos. E lembrou que o coração do padre deve ser como o coração de Cristo. Num gesto de carinho, dom Fernando beijou as mãos do padre Sabé, homenageando neste gesto o Sabe que é padre e o padre que é Sabé.

Sabé  também falou. Falou muito com poucas palavras: “Estou feliz!  Vale a pena ser padre!” Precisava dizer mais?

Após a partilha do Cristo Palavra e do Cristo Pão, todos os fiéis comeram o bolo do Sabé. Depois ele correu para a galera que o queria abraçar. Uma feijoada bem brasileira, uma das mais gostosas contribuições da cultura negra para este Brasil, fechou a festa do Sabé

E me permitam dizer que foi uma festa linda a do querido irmão ibateano. E eu que estava lá deixo aqui este testemunho plagiando Gonçalves Dias:  Meninos, eu vi!

 

 

Lembram-se do Plínio, do Seminário da Penha?

 

Pois é, ele ainda está lá na Basílica da Penha. Na verdade, o Plínio não era funcionário do Seminário, mas sim da Igreja Velha da Penha, onde começou a trabalhar em 1967. De vez em quando jogava futebol com a gente. No sábado, dia 4 de junho, quando terminou a Celebração do Jubileu do Pe. Sabé, lá estava o Plínio arrumando as cadeiras, pondo em ordem o altar. Ficou emocionado ao conversar conosco. Lembrou os bons tempos de nossa convivência, não se lembrou de muita gente – perguntou pelo sobrinho do Dom Constantino; disfarçou o uso do seu aparelho para surdez, externou o seu orgulho em trabalhar lá desde 1967.

Quando os colegas estiverem lá pelas redondezas da Penha, aproveitem para abraçar o Plínio; ele vai ficar contente!

 

http://www.seminariodesaoroque.com

 

Comunicamos a todos a inauguração de nosso site na internet. Trata-se de um novo canal de comunicação e expressão aberto a todos os ex-alunos e professores do Ibaté e estendido a seus familiares e a todos os amigos de nossa comunidade, cujo objetivo principal é o cultivo e honra da memória do Seminário de São Roque, para a delícia dos olhos e do coração de todos nós.

Boa parte de seu conteúdo já se encontra inserida. Observem algumas iguarias de seu cardápio virtual:

ECHUS DO IBATÉ – Seu objetivo é a inclusão de todos os exemplares completos. Aos poucos chegaremos lá. No momento já inserimos cerca de 40% dos informativos. Foram todos re-digitados e penhoradamente contamos para isso com a colaboração dos abnegados colegas: Antônio Orzari, Wilson Mosca, Wilson Cândido Cruz, Antônio José de Almeida e Rocco Antônio Evangelista. Soubemos que a qualquer hora dessas, poderemos contar também com a participação de Eduardo Antônio Santiago, o Manga, a quem muito agradecemos, pois que já está providenciando a remessa completa do material do jornal, tão logo esteja sendo operado na gráfica, facilitando-nos, assim, o trabalho de digitalização e processamento das fotografias.

FOTOGRAFIAS – Muito provavelmente será o mais apreciado de nossos pratos. Temos já uma boa quantidade delas sendo processadas, gentilmente cedidas de álbuns particulares de inúmeros colegas fotógrafos e zelosos colecionadores. É um projeto ainda em elaboração, alinhavado passo a passo, pois neste primeiro momento estamos aprendendo a lidar com suas minúcias e temperos para apresentá-las da forma mais elegante e também menos dispendiosa. Seus temas são inúmeros, desde as individuais, a fotos de grupos e arquitetônicas; daqueles tempos de fundação aos tempos atuais.  Fotografias são a captação do espírito vivo de momentos precisos dentro do tempo; são reflexos da “ânsia da vida por si mesma”; e embora estejam conosco, a nós não pertencem. É por isso que, se por acaso em sua coleção houver fotos que possam fazer parte do acervo do Echus do Ibaté e de nosso site, este é o exato momento de socializá-las com a despojada consciência de que todos nós, juntos, poderemos saborear suas mensagens, eternizando os sentimentos que elas certamente evocam, sobretudo a nós mesmos. Não tenha medo de nos enviá-las, pois o carinho e cuidado com elas é muito grande e serão prontamente devolvidas após sua reprodução.

EX-ALUNOS & SEUS MESTRES – É um episódio bastante amplo dentro do site. Já temos lá várias listas especificando os nomes dos alunos, os aniversariantes, nossos apelidos e a relação dos colegas falecidos. Já apresentamos listas das turmas de todos os tempos, com a relação de todas as salas de aula.  O relatório com os dados de acesso a nossos colegas em breve surgirá, mas com a exigência de uso de senha para seu acesso, como medida de segurança. Para breve também detalharemos todos os nossos encontros, os dados de todos aqueles que participaram de nossa vida de seminário, um boulevard dos vários reitores e inúmeros depoimentos de ex-alunos que enriquecerão nossa identidade.

BIBLIOTECA – Sua idéia surge após contato com resultado de pesquisa entre vários de nossos colegas. É grande o interesse por se saber o que foi feito na vida de nossos colegas após saírem do seminário. Nesse primeiro instante, estamos processando as produções artísticas, literárias, acadêmicas e científicas de nossos amigos do Ibaté. Em seguida, haverá um espaço destinado a contos, crônicas, poesias e várias manifestações culturais. Gostaríamos que nos enviassem essa matéria-prima, suas obras, seus curricula literários e artísticos. Temos várias produções em andamento, inclusive com a concorrência de obras artísticas e pinturas. Aguardamos sua manifestação.

OUTRAS COMUNIDADES – Não podíamos deixar de ceder um espaço privilegiado à memória do antigo Seminário de Pirapora, da ordem norbertina, que tanta influência e importância teve em nossa formação em S.Roque, principalmente diante do fato de – fonte inspiradora de nossa associação atual – de que seus ex-alunos não mais promovem seus tradicionais encontros. Desse modo, já podemos ali acessar sua história, muitas fotografias e a lista de todos os alunos que por lá passaram, desde sua fundação, em 1896, fenomenal trabalho de nosso estimado colega, Antônio Jurandyr Amadi.

CURRICULUM VITAE É um espaço reservado àquelas pessoas, vinculadas direta ou indiretamente a nosso grupo, em busca de melhores colocações no mercado de trabalho ou àquelas que estejam necessitando encontrar mão-de-obra apropriada em seus empreendimentos. Somos um grupo de mais de mil pessoas. Esse número multiplica-se, se considerarmos os familiares, nossos outros amigos, as várias comunidades que nos contatam e o próprio fato de estarmos inseridos no mundo virtual. Temos nossas várias necessidades e uma delas é o trabalho: oferta e procura. O seu curriculum pode ser exposto em nosso site pelo tempo que julgar necessário. Para maiores esclarecimentos, entre em contato conosco, por telefone ou e-mail.

CLASSIFICADOS – Organizamos um painel para propaganda e classificados, que poderá ser utilizado por todos aqueles que queiram divulgar seus serviços, seus produtos e suas idéias. É a parte comercial de nosso site.  Professores e profissionais liberais anunciando seus atendimentos, cursos, palestras, conferências e workshops; industriais que queiram oferecer seus produtos. Técnicos e especialistas de várias áreas também terão a oportunidade de se pronunciarem. Como efetivamente não temos finalidades lucrativas, é bom que se saiba que toda sua provável receita será destinada primordialmente à manutenção do portal, inclusive podendo custear a confecção do informativo Echus do Ibaté que, mesmo tendo aqui todas as suas edições em padrão Internet, continuará sendo produzido em papel. Nosso tradicional e ansiosamente tão aguardado informativo continuará sendo produzido sempre com a melhor qualidade possível. Não há razões para se crer no contrário. Uma de suas ilustres qualidades, que aqui destacamos, é poder chegar às mãos daqueles que não tenham acesso ao computador ou à internet, ou ainda, àqueles que têm aversão e inabilidade com esse mundo “de botõezinhos”. Este site nasce como fruto de um espírito, não de separação, mas de união de todos nós.

Além destes itens acima descritos, temos uma sessão de Links, que relaciona diversas entidades afins com nossos interesses, o Livro de Visitas, onde são registradas as mensagens recebidas em nosso portal, a parte que denominamos Contribuições, através da qual o visitante poderá fazer suas doações, e, lost but non least, História, um capítulo muito rico, que traz a compilação dos vários documentos históricos e, em fase de elaboração, a história do Seminário de São Roque, objeto de tantas pesquisas e entrevistas cuja construção deverá contar com a participação de absolutamente todos nós que àquela casa nos vinculamos.

Gostaríamos, assim, de convidar todos a participarem deste site, tanto como visitantes, deixando ali gravadas suas impressões, como colaboradores, eventuais ou efetivos, desse projeto que permanecerá em eterna construção, haja vista a inesgotável riqueza que significa a experiência de vida chamada Seminário do Ibaté.

Para maiores contatos e esclarecimentos, usem o email  ibate@seminariodesaoroque.com  ou o telefone (11) 5575.5013.

 

 

Na casa do Pai

Faleceu no dia 17 de maio último o CÔNEGO ANTÔNIO MACEDO DA SILVA, que foi reitor do Seminário da Freguesia do Ó, onde vários colegas de São Roque cursaram Filosofia.

 

 

MEMÓRIAS DE UM PUNGA

- per aspera ad astra -

JOSÉ WOLF (1950-58)

 

Punga?  Segundo o Dicionário Aurélio, significa inepto, incapaz, que chega em último lugar.

Amigos, confesso: ao  passar pelo Seminário de Ibaté, de 1950 a 58, fui um punga, um outsider, sem qualquer talento para jogar futebol ou para declinar o Latim, com a maestria do companheiro Jurandyr Amadi, o Kiro (51-57), numa referência brincalhona a Marco Túlio Cícero, orador e parlamentar romano.

Além disso, era suspeito por compartilhar de “amizades particulares”,  ao privilegiar colegas , como Ripoli, Justo, Durval de Almeida, Bovo, Décio Pereira e o iluminado José Maria Pinheiro (Echus 37), agora bispo de Bragança, com quem rezava o terço no solitário entardecer do Ibaté e, depois, no Seminário de Aparecida (59-61).

Apesar de nunca ser santinho, me salvei.  Afinal, há sempre um anjo a nos guiar. Um dos anjos: o amado padre Pascoal Amato, diretor espiritual e professor de Composição, que despertou em mim o feeling pelo texto, que continua me ajudando a sobreviver, na condição de jornalista profissionaol, que exerci no Jornal do Brasil, no Rio, (nos anos 60), na Folha de São Paulo, no Estadão e participando depois da criação da revista AU – Arquitetura e Urbanismo e editando, atualmente, o Boletim do Instituto dos Arquitetos de São Paulo. Obrigado, Pe. Pascoal!

 

 

SOL DE INVERNO

GIUSTINO BOTTARI (58/59)

A neve cobre a terra, branquejando

Toda a paisagem deste quadro vivo.

E, no chorar do céu, lágrimas frias

Em neves condensadas, vêm descendo.

 

No turbilhão de nuvens derretidas

Em pensamentos brancos de tristeza,

Clareia-se o negror, no peito aflito

Dois mil borrões das tintas da saudade.

 

Mas, quando o sol fulgura, espadanando

A luz e o seu calor, a massa clara,

Em borbulhar feliz, se faz riacho.

 

Também do peito meu, as pobres neves

Dissolvem-se ao raiar, mais coruscante

Do sol que não brilhou em meu inverno ...

 

Da coletânea Arpejos da Aurora organizada por Letterio Santoro (55-59)

 

 

CASO EDIFICANTE

-  O GORILA  -

JOSÉ LUI (1949-56)

 

Um homem encontra um gorila em sua árvore no quintal. Assim, liga para o serviço de remoção de gorilas e ouve a pergunta:

-          E macho ou fêmea?

-          Macho.

Meia hora depois, o técnico chega e se utiliza de ferramentas como uma vara, um revólver, um par de algemas e um pequeno cachorro. E dá as instruções:

-          Eu vou subir na árvore e cutucar o gorila até ele cair. Depois, o meu pequeno cachorro, treinado, irá tentar arrancar os testículos do animal. Assim, o gorila irá usar as mãos para se proteger, permitindo que você o algeme.

O homem pergunta:

-          E o que eu faço com o revólver?

-          Se eu cair da árvore antes do gorila, atire no cachorro.

 

 

Jantar da 1a. Sexta-Feira

Voltamos a convidar todos os nossos colegas a participarem do jantar que realizamos toda 1a. sexta-feira do mês. Atualmente no RESTAURANTE RECREIO E CHÁCARA SOUZA, Rua Artur Guimarães, 205, no Bairro de Santana, Zona Norte da cidade de São Paulo. Nos dois últimos jantares (01.04 e 06.04)  recebemos, além dos colegas freqüentadores assíduos, a presença de Amaury Paulino da Costa (71-73), Pe. Cândido da Costa (71-73), Eudemar Meira (55-56). Destaques para a presença de D. José Maria Pinheiro (51-57) no dia 01.04 e, no dia 06.05, do Cônego Laerte Vieira da Cunha (49-52) e do Padre Antônio Aparecido Pereira – Pe. Cido (59-65).

 

Futebol

O amigo Rovirso Aparecido boldo (64-69) convida-nos para mais um clássico do futebol ibateano. Galo de Ouro X Leão de São Marcos frente a frente novamente em Itatiba, no campo do Condomínio Itaembu, mais uma vez cedido por ele e sua família.  Importante: levar comida e bebida que for consumir, no esquema de sempre. Informações e confirmação: Acácio (Zezo) (11) 3104-31241 coml.; Fausto (11) 4141.3874 coml.; Mosca (11) 3864.8852 resl. À noite; Rovirso (11) 3906.0283 res. e Manga (11) 4712.6698- res.

 

Correspondências e e-mails recebidos

·        FRANCISCO DE ASIS SIQUEIRA CAMARGO  60-62 – Muito obrigado pela lembrança e pelo cumprimento pelo meu aniversário. Neste dia, meu melhor presente foi a chegada em casa, justo em 14 de maio, do ECHUS DO IBATÉ. Mais uma vez, agradeço e meus cumprimentos ao Echus, que está cada vez melhor.

·        CARLOS ALBERTO ANGELINI (irmão de Mário Gambassi Luiz Angelini  58-61) – O trabalho de vocês é gratificante a todos aqueles que vivem a felicidade de ter em mãos o informativo Echus do Ibaté. O interessante é que vocês não estão parados em inertes recordações ou num passado cuja realidade não volta mais, mas sim, devido aos ensinamentos e valores lá aprendidos, suas mensagens refletem o nosso presente. Sou um ibateense por opção; na época em que meu irmão esteve por aí, participei daquela atmosfera com bastante intensidade. Abraços, carlos@alfamarc.com

·        MÁRIO GAMBASSI LUIZ ANGELILNI 58-61 – Parabéns pelo site. Isto é evangelizar, ir à procura do outro para apresentar ou reascender a fé na boa-nova. Sem exagero. Pensando em vocês, parecem aqueles missionários pregando, procurando o outro sem nenhum interesse, a não ser o de mostrar a verdade. No momento em que existe o exagero do cristocentrismo na Igreja, vejo vocês como obra do Espírito Santo. Ele assoprando sobre vocês. Parabéns!

·        ANTÔNIO JOSÉ DE ALMEIDA 63-66 – Belo trabalho!  O site está muito bom, gratificante, tanto no que diz respeito ao design quanto à navegação. Quanto ao conteúdo, a cada dia fica mais aprimorado, com as matérias adicionadas. E o menu promete muito mais!  Sei qual o tamanho do esforço e da energia necessários para se colocar essa obra no ar, bem como o tempo despendido. Mas sei que está valendo a pena, principalmente para nós que estamos usufruindo. Parabéns!

·        ALFREDO BARBIERI 49-53 – Hoje, dia 21 de abril, tomei conhecimento do site Seminário de São Roque. Foi uma agradável surpresa e passei longo tempo percorrendo os diversos itens. Está muito bem programado e rico em detalhes. Parabéns!  Espero brevemente colaborar ativamente para enriquecer ainda mais este excelente meio de difusão, vivendo momentos que foram e são especiais em nossas vidas. Um grande abraço. Ex corde.

·        GILENO CALDAS BARBOZA – SANTISTA 63-64 – Parabéns a todos que se esforçam para, através da comunicação, desenvolver e renovar amizades do tempo em que éramos felizes e não sabíamos ... Realmente, sonhamos com a construção de um site que possa atingir milhares de pessoas ... É hora de tomarmos nas mãos as rédeas de nosso destino e escolher as coisas boas e valorizar o que merece.

·        FAUSTO GUIMARÃES FORTES – Gigantinho  63-67 – Recebi a mensagem sobre o nosso site na internet. Estou no aguardo da conclusão do mesmo, pois realmente é um ótimo veículo de comunicação com nossos colegas. Parabéns por mais este evento. Sinto-me privilegiado por fazer parte desta comunidade. Obrigado.

·        WASHINGTON LUIZ VIANA 51-52 – Está ficando maravilhoso o site. Os amigos que se empenham nesse trabalho estão de parabéns.

·        JOSÉ ANTÔNIO NETO 59-64 – Amigos Ibateanos, muito obrigado também pelos recentes emails. Consegui abrir todos, com exceção do do Rocco Evangelista, que estava em caracteres indecifráveis. Bem, finalmente vou para o Brasil, chegando aí dia 20 de Maio, em Guarulhos. Ainda não comprei o bilhete, mas já fiz as reservas. Pode mudar, mas se Deus quiser, essa vai ser a data. Ficarei em São Paulo por apenas 3 dias e no dia 23 viajarei para o Paraná, Santa Catarina, etc. e depois, para o nordeste. Voltarei para São Paulo em 2 de agosto e ficarei aí até 16 de agosto, quando volto para os States.  Este é mais ou menos o meu plano. Vou confirmá-lo na sexta-feira, 22 de abril, quando tiver certeza absoluta. Quero mais uma vez agradecer a administração do Echus pelo excelente trabalho que continuam fazendo. Através do Echus, dois contemporâneos entraram em contato comigo: o Antônio Sennerchia, que não mora tão longe de mim aqui e o Silvino Melo. Quanto a minha saúde, graças a Deus, estou bastante bem e o meu coração está cada vez mais forte. Quinta-feira passada, fiz o ecocardiograma e vou saber o resultado nesta semana. É apenas continuação do programa, mas tenho certeza de que tudo vai estar certo. Não se preocupem; eu ainda posso tomar umas caipirinhas, cervejinhas, etc. Pizza, não. Ah, o meu Corinthians finalmente está começando a ganhar mais e vai acumular muchos títulos ainda. É só esperar. Há, há, há!  Um grande e saudoso abraço para todos vocês e seus familiares e espero vê-los dentro em breve. Bye

E.T. Muito obrigado pelo email. Como disse, estou chegando em Guarulhos no dia 20 de maio, sexta-feira, às 2015 via Miami pela TAM. Sairei as 11:15, horário de Miami. Vou viajar de dia pela primeira vez. Fico em São Paulo até 23 de maio e só volto em 2 de agosto, ficando aí até 16 de agosto. Infelizmente não vai ser possível participar do VII Encontro em 20 de agosto. O ano letivo aqui nos States começa em 22 de agosto e sempre há uma semana antes de conferências para todos os professores e é obrigatório. Eu pensava que a festa seria na 2a. semana do mês, mas num futuro bem próximo, se Deus quiser, estarei aí desfrutando com todos vocês das alegrias e recordações de um ótimo passado.

 

 

LATINITAS

(OPUS FUNDATUM IN CIVITATE VATICANA)

PARVVUM VERBORVUM NOVATORVUM LEXICVM

 

Em seu site, o Vaticano traz uma página de lazer em que apresenta a tradução de várias expressões usadas nos dias de hoje. Anotamos algumas delas para o deleite de nossos leitores

 

ABAJUR

Umbraculum lampadis

ÁGUA MINERAL

Aqua medicata

AERONAVE

Aeria navis

ALPINISTA

Oribates;  montium lustrator

APARTAMENTO

Diaeta

A PRIORI

Ex antecapto iudicio

BASQUETEBOL

Follis canistrique ludus

BEST SELLER

Liber maxime devenditus

BISCOITO

Crustulum

DATILÓGRAFO

Machinulae scriptoriae peritus

DESODORANTE

Foetoris delumentum

DEPRESSÃO

Animi imminutio

DESOCUPADO

In vite otiosus

EGOISTA

Sui commodi studiosus

GÂNGSTER

Gregalis latro

GOL

Retis violatio

HUMORISTA

Festivus homo

IDIOTA

Homo hebes

JEEP

Autocinetum locis iniquis aptum

KAMIKAZE

Voluntarius sui interemptor

LOCOMOTIVA

Currus tractorius; machina vetoria

MEGALOMANIA

Effrenata gloriae appententia

MERCADO NEGRO

Mercatura clandestina

MORTADELA

Murtatum

MOTEL

Deversorium autocineticum

ONU

Unitarium nationum coetus

OPERAÇÃO BANCÁRIA

Negotium argentarum

OVERDOSE

Immodica medicamenti stupefactivi iniectio

PIC-NIC

Cenula subdivalis

PIZZA

Placenta compressa; placentula

PLAYBOY

Iuvenis voluptarius

PRÓSTATA

Urethrae glandula

RESTAURANTE

Teaberna refectoria

RETROVISOR

Speculum retroscopicum

SALAME

Tomaculum

SHAMPOO

Capitilavium

 

 

-- EXPEDIENTE --

 

Equipe responsável: José Lui, José Justo, Licheri, Márcio Paçoca, Martucci, Luiz Monteiro, Wilson Mosca, Paulo Toschi, Eduardo Santiago e Antônio Simões.

Artigos e colaborações: enviar para

Echus do Ibaté

Cx. Postal 71509

05020-970 S.Paulo – SP

Se possível, enviar material em disquete com texto em word e fotos em jpg.

Responsabilidade: Os artigos assinados são de inteira responsabilidade dos autores, não expressando necessariamente a opinião da equipe responsável.

Internet: email   echus@zipmail.com.br e ibaté@seminariodesaoroque.com

   Site: www.seminariodesaoroque.com