ECHUS   DO   IBATÉ

INFORMATIVO DOS EX-ALUNOS DO SEMINÁRIO DO IBATÉ

SÃO ROQUE – SP - BRASIL

No. 80  -   Ano  13  -  julho/agosto  de 1999

EDIÇÃO INTERNET

 

 

VII  ENCONTRO  VEM  AÍ !!!

20 DE AGOSTO ESTÁ MUITO PRÓXIMO

“CHEIOS DE CONFIANÇA, NÓS NOS COLOCAMOS SOB TUA PROTEÇÃO

E SOB TEU OLHAR DE MÃE QUE NOS ACOLHE SEMPRE”.

Amigos, em poucos dias estaremos à sombra do nosso Seminário do Ibaté, unidos num só coração e numa só alma, para celebrar a confiança, matar saudades e elevar hino de gratidão ao Deus da nossa juventude, sob as bênçãos e o olhar da Mãe Imaculada. Nosso ECHUS DO IBATÉ é o ato de convocação para o dia 20 de agosto. Será um dia inesquecível. VINDE E VEDE. Esperamos vocês lá!

COMO CHEGAR AO SEMINÁRIO DO IBATÉ

Aos colegas que, por qualquer motivo, não se reunirem como os demais no LARGO DOS MENDES, em São Roque (vide Programa Geral e Mapa em anexo a este Informativo), para seguirem em caravana até o Seminário, orientamos como chegar até o Seminário:

1 – Vindo pela Rod.Castelo Branco, na saída Km 54 B, pegar o acesso de ligação para São Roque. Na altura do Km 8  entrar à esquerda (estrada de terra). Existe uma placa como os seguintes dizeres:

CASA DE RETIRO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA – IBATÉ

Seguir a indicação desta placa até chegar ao Seminário.

2 – Vindo pela Rodovia Raposo Tavares, ao chegar em São Roque, seguir as indicações para o acesso à Rodovia Castelo Branco e na altura do Km 2, entrar à direita (estrada de terra), local onde se encontra a placa acima indicada.

CONFIRME SUA PARTICIPAÇÃO

SOLICITAMOS QUE CADA COLEGA NOS ENVIE O SEU CADASTRO RECEBIDO EM ANEXO AO ECHUS Nº 79, CONFIRMANDO A SUA PRESENÇA E DE SEUS FAMILIARES,  PARA QUE POSSAMOS ORGANIZAR O NOSSO ENCONTRO.

 

 

ADEUS, CÔNEGO JAIR

PADRE CIDO PEREIRA (1959-64)

 

Tem certas pessoas que marcam tão positivamente a vida da gente que passam a ser uma referência em muitos momentos alegres e tristes. Cônego Jair José Nascimento do Val é uma destas pessoas.

Nos meus 33 anos de padre, não são poucos os momentos em que me vêm à memória este homem de Deus. Ele foi o meu primeiro reitor lá no Seminário Menor Metropolitano de Aparecida. Como esquecer a piedade e o amor com que ele celebrava a Eucaristia?  A nós, meninos entrando na adolescência, até nos incomodava o mergulho dele na oração após a comunhão. Queríamos sair correndo da missa para tomar o nosso café, mas ele estava lá no altar, de olhos fechados, as mãos postas, saboreando a presença de Jesus na Eucaristia.

Era tanta a sua piedade, que nem dava para a gente rir pela forma desafinada com que ele entoava as melodias gregorianas nas missas solenes. A piedade dele compensava o desafinamento.

Mas o reitor do seminário, de repente, no recreio, se tornava um menino jogando pingue-pongue conosco com uma habilidade incrível. Ele também gostava de olhar o céu estrelado e apontar par nós as constelações. Ele gostava de fazer alpinismo e ver do alto dos montes – ah! o velho morro do Saboó de São Roque – e lá de cima contemplar a obra de Deus. Não dá para esquecer o cônego Jair em prantos dizendo para nós na capela: Sua Santidade, o Papa Pio XII morreu. O amor pela Igreja fazia nosso reitor chorar a morte de um Pai.

Fascinava-nos também vê o padre Jair lendo suas mensagens e avisos que ele taquigrafava com maestria. Mais tarde, muito mais tarde, no seminário maior, aprendi taquigrafia seguindo o exemplo de meu querido reitor de Aparecida. É preciso dizer também que o cônego Jair continuou sendo para nós mestre e guia no Seminário do Ibaté. Que trabalho ele nos deu ao exigir de nós, nas aulas de Literatura, o mergulho no campo da Literatura. Éramos obrigados a redigir sonetos para colocar em prática as lições de rima e métrica.

Cônego Jair, que aventura era ir com o senhor a Araçariguama, naquele velho Chevrolet!  Sábado à tarde, lá ia eu ajudar suas missas. E o velho carro, com folga na direção, bufando, bufando .... Duzentos metros antes de uma curva, o senhor já começava dar voltas na direção ... Até que um dia o motor esquentou e o senhor o acalmou com um balde d’água fria. E ele parou para sempre ...

Cônego Jair, as irmãzinhas do Carmelo jamais esquecerão as lições de amor a Deus e fé que o senhor lhes passou durante aqueles fecundos anos de capelania ...

E o seu exemplo de fé continuou quando os anos pesaram e o senhor foi para a Casa São Paulo. Eu sei, cônego Jair, o Pai do céu achou que era hora do senhor descansar lá junto dele. Eu sei que Jesus, numa deferência especial e merecida, foi recebê-lo na portaria com os anjos e os santos. Então descanse em paz, viu?  O senhor merece. Na Igreja de São Paulo, no Cabido Metropolitano, no Carmelo, nos seus entes queridos, nos fiéis a quem o senhor fez crescer na fé in persona Christi, em nós seus ex-alunos, padres ou não, ficam a saudade e o orgulho de termos sido iluminados pela luz de Deus que brilhou em sua vida.

 

ECOS DO SEMINÁRIO MENOR METROPOLITANO DE

PIRAPORA DO BOM JESUS

ASDRÚBAL ÂNGELO BARUFFALDI (49/53)

 

(Dedicado a Antônio Jurandyr Amadi zeloso empreendedor de encontros  dos Ex-Piraporanos e, talvez, o mais devoto entre os que por lá passaram)

Nem todos os que avistam aquela escada em zigue-zague, por detrás da Igreja barroca de Pirapora, imaginam que em seu topo está enclausurada, talvez, a mais bela capela gótica do Estado de São Paulo. É como uma luminosa irradiação de fervor ao Senhor Bom Jesus.

Adentrá-la é como que respirar uma quietude quase medieval de silêncio e de meditação.

Não se vê, em seu derredor, um chão ensangüentado de martírio e, sim, um celeiro de mortificações e de notáveis iluminuras que nos permitiram desfrutar de um passado feliz, glorioso e saudoso.

Nesse relicário, vivenciaram personagens ilustres, ensinando e aprendendo. Homens que, por vocação religiosa, quiseram expandir a sua fé, aqui vieram, abdicando de uma origem mais confortável, para formar uma liderança religiosa e, sem o querer, leiga, capaz de imprimir-nos rumos imprevisíveis em todas as direções.

Devemos aos abnegados Cônegos Premonstratenses um patrimônio religioso, cultural e histórico incalculável!

Ainda que impossível enumerar o séqüito de intelectuais, políticos, profissionais religiosos e outros que aí puderam haurir a sua formação, vêm-nos à mente nomes como o do gramático e filólogo Francisco Silveira Bueno, o do político Tito Costa, o do Capelão da FEB, Monsenhor João Pheeney de Camargo e Silva, o do Arcebispo Emérito D. Antônio Maria Alves de Siqueira, o do Ecônomo Dom Paulo Rolim Loureiro, o do tradicionalista D. Antônio de Castro Mayer, Mons. Luiz Gonzaga de Almeida, o reitor do Seminário de São Roque, Dom Constantino Amstalden, ministro disciplinar e reitor, Pe. Paschoal Amato, o conselheiro espiritual, Mons. Antônio Expedito Marcondes, o Protonotário Apostólico, etc.

Estas nobres citações não se completariam sem a inclusão daquele de quem fomos contemporâneos e que admirávamos pela sua simplicidade e recato, mas imponente na condução do cerimonial religioso, galgando as culminâncias de Secretário no Estado do Vaticano, Primaz do Brasil, “papabile” e Eleitor de Bento XVI. Eis que, em penhor de tanta glória, D. Geraldo Majela Agnello é o “Cardeal PIRAPORANO”.

Quanto nos comovem estes relatos.

Sentimos não poder elencar todos os que nos são caros.

Como, porém, deixar de citar o Bispo que foi nosso colega de classe desde o primeiro ano, D. Fernando José Penteado?

Obrigado, cordialmente, obrigado, Cônegos Martinho, Clemente, Oto, Marcelo, Ignácio, Emílio, Ivo e os demais que, como a Irmã Valéria, da Congregação da Imaculada Conceição, prestaram lavor nesse OÁSIS de paz, alegria, saber, arte, cultura, esporte e, sobretudo, de fé nos valores mais nobres desta vida!!!

A morte pode nos separar.  A lembrança e a saudade ... jamais.

 

UM POUCO DE NOSSA HISTÓRIA

A primeira turma de alunos do Seminário de São Roque, cuja data oficial de fundação foi 25 de março de 1949,  formava um total de 115 meninos. Dentre eles, aproximadamente 70 vinham transferidos do Seminário Menor de Pirapora do Bom Jesus, onde o ano de 1948 foi vivido em meio a muita agitação e curiosidade devido à anunciação de que viriam, no ano seguinte, para São Roque, um seminário novo que se formava. Para a grande maioria, enfim, já que apenas alguns puderam fazer-lhe uma visita preparativa antecipada, o primeiro dia em S.Roque foi o ansiado 13 de março de 1949.

Apresentamos aqui o relato desse desejado momento, que nos foi enviado por e-mail por nosso colega Walmir da Silva Gomes (49/52), que retirou ipsis litteris de seu diário pessoal.

Testemunha candente da vida no Ibaté até fins de 1952, quando foi para o Seminário do Ipiranga, agora, abrindo exemplarmente seus preciosos baús, promete enfim tornar-se assíduo colunista deste nosso Informativo, para satisfação de todos nós.

 

O RETORNO AO SEMINÁRIO

Que cruciante expectativa a nossa, na véspera de voltar ao Seminário, que para nós era desconhecido.

Em casa, só se ouvia gritos de cá, correrias de lá em prol de aprontar as roupas e demais objetos que o seminarista deverá levar para a sua nova casa que seria o Seminário. No que tocava ao vestuário estava pronto, mas o pensamento de que íamos ficar longe da mamãe entristece o coração. Todavia fomos deitar em paz. Mil sonhos povoaram a nossa mente durante a noite. Sonhamos com homens gigantescos que queriam matar-nos; ora estávamos entre amigos conversando e por fim imaginamos, ou melhor, sonhamos com um Padre que nos chama e quando lá vamos receosos acordamos com o tilintar enjoativo do nosso despertador. Contudo a oração da manhã logo nos devolveu o estado normal

Aprontamo-nos fazendo perguntas à mãe sobre o que é Seminário. Será bom? ruim? grande ou pequeno edifício? Com estas e outras perguntas deixávamos a mãe meio atrapalhada.

Enfim pronto já para sair, o primeiro adeus de despedida é para a avó, aquela boa velhinha que nem para todos existe ainda: a primeira espada corta o nosso coração. Depois nos despedimos dos tios e até mesmo vamos dar o nosso adeus ao nosso cãozito, como compreender pudesse.

Dos nossos amigos já nos despedimos. Tristes ficávamos ao despedir de uns amigos, de outros não. Demos um último olhar à casa pequenina e viramos as costas, enquanto uma lágrima deslizava nos nossos olhos inocentes de criança!

Esta melancolia, porém, pouco durou! Ao chegar na estação e sentir o contacto daqueles que seriam uns nossos pais e irmãos outros, a nossa tristeza desapareceu. Misturamo-nos entre eles e quase nos esquecemos de nossa pobre mãe que se alegrava com o filho e já chorava sua partida.

Passaram-se uns minutos e todos já dentro do trem esperávamos a partida. A segunda espada iria agora pungir o nosso coração. Um beijo, um abraço, um adeus, uma lágrima. Separava-nos da nossa querida mãe!

O trem põe-se em movimento. Conversas agradáveis, lindas paisagens, montanhas alterosas, lagos cristalinos, tudo enfim que a natureza nos apresentava, servia para libertar a nossa alma de pensamentos tristes, recordações de brinquedos ...

Rápida transcorreu a viagem. Ao desembarcar do trem já os ônibus especiais que nos deviam levar ao Seminário já tinham encostado.

O Revmo. Côn. Reitor e alguns professores inclusive um Frei Carmelita aguardavam-nos na estação. Dado o sinal, de presto em fila subimos para o ônibus e já a caminho estávamos do Seminário. A cada segundo que passava nossa alma ia levando choques: como será o seminário, quando aparecerá? Então púnhamos a cabeça fora da janelinha do ônibus para ver se já aparecia o Seminário. De repente um grita: olha o Seminário! E todos sentimos uma alegria inexprimível ao ver da janelinha o belo edifício do Seminário.

Passaram-se alguns instantes e já o ônibus entrava pelo portão lateral do Seminário e foi dar no recreio onde todos alegres descemos. Cumprimentaram-se amigos, os novos corriam a conhecer as dependências da casa e tudo é só alegria.

À hora do almoço, todos contentes dirigimo-nos ao refeitório.

À tarde fomos arrumar as malas e por tudo em ordem.

Pela primeira vez então, em São Roque, vimos o pôr do sol. Lá longe o sol tristonho ia desaparecendo, derramando seus últimos raios sobre a terra, que já ia sendo envolvida pela densa noite abrandada em sua escuridão pela lua que surgia risonha e pelas estrelas que como crianças brincavam na imensidade do céu de cor azul pardo.

E todos nos sentíamos felizes e felizes fomos agradecer a Deus a graça tão insigne que nos concedeu: a vocação Sacerdotal!

São Roque, 13 de Março de 1949.

Walmir da Silva Gomes

 

  

CLÁUDIO GIORDANO (1951/57) naqueles tempos de seminário, era um menino baixinho, loirinho, de olhos azuis, de franjinha, sempre alegre e muito simpático. Devia ser o primeiro da fila dos Menores, em 1951, quando ingressou no Seminário de São Roque. Influenciado pela formação de seminarista, confessa, em um dos inúmeros sites da  Internet que fazem referência a ele, que somente muitos anos depois veio aler “A Carne” de Julio Ribeiro. Quem diria que ali estava um futuro Prêmio Jaboti da Câmara Brasileira do Livro. Muito merecido, aliás. Se não fosse pelo seu profícuo trabalho literário, teria que receber tal prêmio pelos muitos livros que colecionou e leu ao longo de sua vida. É só ver a foto estampada no jornal O Estado de S. Paulo de 8 de junho de 2005, sobre o reputado bibliófilo Cláudio Giordano, Diretor Presidente da Oficina do Livro "Rubens Borba de Moraes", uma associação civil, de âmbito nacional e sem fins lucrativos, sita à Rua Gaspar Lourenço, 587, Vila Mariana, São Paulo-SP, onde os associados podem ter acesso a preciosas raridades. O Cláudio Giordano idealizou e organizou essa importante contribuição para a nossa cultura, ao lado de expressivos bibliófilos como Dr. José E. Mindlin, José de Souza Pinto Júnior, Patrícia de Almeida Giordano, Sinésio de Siqueira Filho, Esteban Jaulent Paulí  e Plínio Martins Filho. A reportagem, denominada “O Caçador dos Livros Perdidos”, feita pela jornalista Juliana Bianchi  do jornal O ESTADO DE S.PAULO, espelha a importância dessa coleção. Confiram.

 

O CAÇADOR DOS LIVROS PERDIDOS

JULIANA BIANCHI[1]

Há 17 anos Claudio Giordano garimpa obras de autores quase esquecidos; seu acervo tem 20 mil exemplares.

Enquanto os leitores ávidos por novidade no mundo da literatura se preparam para receber autores modernos como Orham Panuk, Salman Rushdie e Michael Ondaatje na terceira edição da Festa Literária Internacional de Paraty (de 6 a 10 de julho), Cláudio Giordano luta para manter vivas as obras de autores pouco conhecidos, como Alberto Pimentel e Armando Esse, e outros já meio esquecidos pelos jovens, como Julio Ribeiro e Oswald de Andrade.

Aos 65 anos, Giordano não gosta de ser chamado de bibliófilo. Em sua Oficina do Livro, batizada de Rubens Borba de Moraes, na Vila Mariana, reúne mais de 20 mil obras, todas anteriores a 1950, colecionadas ao longo de 17 anos de caçadas pelos sebos da cidade. “Conheço quase todos e não compro nada acima de R$ 5”, diz Giordano, que não raro passa manhãs inteiras à cata de preciosidades em prateleiras no centro. “Não vou procurar nada específico, procuro o que encontro”.

Não vende nada - empresta a seu critério. Entre as relíquias literárias, está a primeira e única edição de Mon Coeur Balance, obra escrita em 1916 obra escrita a quatro mãos, em francês, por Oswald de Andrade e Guilherme de Almeida, o exemplar número 1.086 da Grammatica Portugueza, feita por Julio Ribeiro, em 1991, e Experiência nº 2, escrito e ilustrado por Flávio de Carvalho em 1931, com edição rubricada e numerada pelo autor.

DOM QUIXOTE  -  Por aí pode-se ter uma idéia da riqueza que há no ambiente a que Giordano se dedica quase 24 horas por dia. Exemplares sem o amarelado dos anos nas páginas e ácaros nas capas têm pouco valor. “Não leio o presente. O passado me explica mais sobre o que está acontecendo hoje do que os textos contemporâneos”, diz ele, folheando pela enésima vez a obra máxima de Cervantes, Dom Quixote.

Segundo ele, para descobrir raridades não basta passar o olho nas lombadas dos livros. É preciso olhar as páginas com calma. Nunca se sabe onde pode estar uma anotação interessante, uma dedicatória, um bilhete histórico esquecido. “Livros usados trazem mais do que a história impressa. Trazem a história de quem os escreveu e leu.”

Quando se lançou ao desafio de reeditar o passado e trazer a público obras de autores esquecidos, Giordano tinha pouco mais de mil livros, resultado dos garimpos esporádicos no tempo que trabalhava com computação e administração de empresa. Mas nem todos os itens da coleção - há seis anos aberta também para sócios mantenedores como o banqueiro José Safra e o empresário José Mindlin, em cuja respeitada biblioteca tem acesso livre - são fruto do trabalho de formiguinha.

A coleção ganhou impulso quando o bibliófilo se propôs a montar uma biblioteca diferenciada para a Casa de Cultura de Poços de Caldas, financiada pelo Instituto Moreira Salles. A idéia era ter livros de grande importância cultural, mas que não pudessem ser facilmente encontrados no mercado. O projeto acabou quando Giordano já tinha reunido outros 500 títulos do calibre de Quixote, de Sylvio Figueiredo (1934), que então passaram a fazer parte do acervo da ainda inexistente Oficina.

“Daí pra frente ou me transformava num sebo ou criava alguma coisa para poder manter todos os livros que garimpei. Agora tenho certeza que as coisas não vão se perder, ainda que, muitas vezes, eu não encontre o livro que quero no meio desse monte de coisas”, diz ele, passando por cima da razoável falta de organização das obras. “Minha prioridade é acumular história, espero que um dia alguém arrume tudo isto.”

Se a ajuda para a catalogação e transcrição das obras chega com dificuldade, o mesmo não acontece na hora de acumular riquezas literárias. Em 2001, por exemplo, ganhou um acervo de cerca de mil cartas, cartões e telegramas endereçados ao escritor e ex-diretor do Estado Plínio Barreto, assinados por Monteiro Lobato, Rangel Pestana e Ramos de Azevedo. Em 2002, foi a vez de o bibliófilo Nelson Nicolai lhe doar cerca de 10 mil volumes da produção editorial brasileira de 1900 a 1950. 

Presidente e contínuo da Oficina do Livro, Giordano vive hoje de sua aposentadoria na área de informática e se vale da riqueza de seu acervo literário, para se dedicar a um trabalho quase filantrópico com os livros. É dessa massa que surge material para rechear coleções como Leitura Maior, lançada pela Editora Barcarolla, com textos de Tobias Barreto, Coelho Neto, Aluísio de Azevedo e Camilo Castelo Branco.

“Ler pra mim é como respirar”, afirma Giordano, que graças à formação de seminarista e a paixão pelas palavras escritas foi aprender a ler em inglês, italiano, espanhol, francês e catalão, língua que lhe permitiu ganhar um Prêmio Jabuti, em 1999, pela tradução de Tirant lo Blanc, de Joanot Martorell.

CISCANDO OBRAS  -  Já leu todas as obras que lhe chegaram às mãos? “É claro que não, mas já naveguei de alguma forma por todos”, diz ele que prefere “ciscar” pelas obras a se ater longamente em uma leitura maçante.

“O tempo é curto para você se apegar a angústias além das que não podemos escapar na vida. O gostoso é ter os livros à mão e poder, a qualquer momento, puxar um da estante para fazer uma leitura recreativa, independente do autor ou do enredo”, afirma Giordano, que, nas horas vagas, mantém o apego à língua portuguesa distraindo-se com palavras cruzadas. “É minha higiene mental”.

 

CASO EDIFICANTE

Às margens do Mar Vermelho, Moisés discute com seus oficiais. Um deles avisa:

- Moisés, os egípcios estão cada vez mais próximos.

Outro oficial completa:

- E são milhares ...

Um terceiro oficial, preocupado, pergunta:

- O que vamos fazer?

E Moisés, tranqüilo, intervem:

- Calma, não se desesperem

Um quarto oficial se assusta:

- Como não se desesperar?

- Vou mandar abrir as águas do mar; nós atravessaremos pela passagem e assim que terminarmos de passar, as águas tornarão a se fechar, impedindo que os egípcios nos sigam.

Eis que surge um assessor de imprensa:

- Uau! Se você fizer isso, eu juro que te consigo no mínimo dez páginas na Bíblia.

 

LATINITAS

(OPUS FUNDATUM IN CIVITATE VATICANA)

PARVVUM VERBORVUM NOVATORVUM LEXICVM

Apparavit Cletus Pavanetto

Em seu site, o Vaticano traz uma página de lazer em que apresenta a tradução de várias expressões usadas nos dias de hoje. Anotamos algumas delas para o deleite de nossos leitores em continuidade de nossa edição anterior.

 

 

ACROBATA

Funambulus

ÁGUA COM GÁS

Aqua gasio medicata

ÁGUA POTÁVEL

Aqua salubri potu

AMNÉSIA

Memoriae amissio

APARTHEID

Segregatio nigritarum

ÁRVORE DE NATAL

Arbor natalicia

BARMAN

Tabernae potoriae minister

BAZAR

Valiarum mercium emporium

BINÓCULO

Telescopium geminatum

BLITZ

Incursio fulminea

CAMPING

Campustentorius

CHECH-UP

Totius corporis inspectio

CRONISTA

Chronographus

DRINK

Potio alcoholica

DROGA

Medicamentum stupefactivum

ENTREVISTA

Colloquium percontativum

ESQUETE

Brevis actio comica

EXIBISIONISMO

Ostentationis

FIFTY-FIFTY

Aequissima partitio

FULL TIME

Munus pleni temporis

GULAG

Campus captivis custodiendis

MARAJÁ

Indicus regulus

QUARENTENA

Segregatio quadraginta dierum

QUESTIONÁRIO

Percontationum  index

RADAR

Radioelectricum instrumentum detectorium

RUGBY

Ludus follis ovati

SPRAY

Liquor nubilogenus

SPRINT

Extrema acceleratio

 

DICIONÁRIO INGLÊS-PORTUGUÊS

Contrapondo-se ao LATINITAS, apresentamos o novo dicionário Inglês-Português:

 

Can’t

Significa que não está frio

Ex.: O café está can’t

Can

Usado por quem sofre de amnésia

Ex.: Can sou eu?

To see     

Onomatopéia que representa tosse

Ex.: Eu nunca to see tanto na minha vida

Cream     

Significa roubar, matar

Ex.: Ele cometeu um cream

Dark

Significa generosidade, dar

Ex.: É melhor dark receber

Ice 

Expressão de desejo

Ex.: Ice ela me beijasse!

May go   

Pessoa dócil, afável

Ex.: Ele é muito may go

Monday 

Vocábulo usado para ordenar

Ex.: Ontem monday lavar o carro

Must go  

Significa mastigar

Ex.: Ele colocou a pastilha na boca e must go

New

Sem roupa

Ex.: Ele saiu de casa new

Part        

Lugar para onde mandamos as pessoas

Ex.: Vá para o raio que o part!

Packer   

Prefixo que indica bastante

Ex.: Eu gosto dela packer-amba!

Paint

Artefato para pentear o cabelo

Ex.: Empresta-me o paint!

River       

Pior que feio

Ex.: Ele é o river!

So free    

Expressão que denota sofrimento

Ex.: Como eu so free para ganhar este dinheiro!

Hello      

Esbarrar

Ex.: Ele hello o braço na parede

Good        

Bolinha usada para jogar

Ex.: Gosto de jogar bolinha de good

Year

Partir

Ex.: Eu tenho que year embora

French   

Parte dianteira

Ex.: Sai da minha french!

Window 

Usado em despedidas

Ex.: Bom, já vou window

             

 

ENCONTRO NO CHÁCARA DO ROVIRSO

GILBERTO GOMES-TIGUEIS( 62-66)

Eu, em particular, estava com uma grande expectativa por este encontro. Rever amigos que nos os via há quase 39 anos, como Zezo, Araçá e Savinho. Outros,  costumo vê-los nos jantares das primeiras sextas-feiras, mas estes, nunca mais os tinha visto.

Combinei com o Zezo de dar-lhe uma carona, para irmos até o Condomínio em Itatiba. Marcamos nos encontrar na estação Santana do metrô às 8:00hs e, pontualmente neste horário, estávamos nos encontrando juntamente com minha esposa e  minha filha caçula.

O sábado estava lindo. O céu sem nenhuma nuvem. A temperatura, apesar de estarmos no inverno, estava ótima para o churrasco,  para o futebol  e para nos confraternizarmos. Dentro do Condomínio, aquele ar puro, aquele cheiro de verde, aquelas colinas, aquelas arvores frutíferas nos pomares das chácaras que ladeiam a estradinha até a chegada à chácara do Rovirso. Tudo nos levava de volta às Colinas do Ibaté..

Fomos  praticamente os primeiros a chegar e recepcionados pelo sorridente e calmo anfitrião, Dr Rovirso. Logo em seguida, começaram a chegar os demais convidados: Mosca, Perereca, Araçá, com a esposa e filha, alguns amigos, os irmãos do Rovirso, Toledo, Antonio de Almeida e esposa, Orzari, Celso Bissoli, Quinzinho, Cosso, Amendoim e outros. O Donizete (Feijão) chegou com a família toda, inclusive sua mãe. Num certo momento o Zezo me disse: “Tigueis aquele  que está chegando é o Savinho”. Fiquei perplexo. Quando estávamos no Ibaté, ele era um alemãozinho miudinho e agora, um baita de um alemãozão com quase 1,85m.   Perguntei-lhe se não estava em local errado, pois neste dia o Brasil enfrentaria a Alemanha pela Copa das Confederações e ele  já havia chegado todo paramentado, com uma camisa da seleção alemã, de calção e de “chanca”.

O Araçá, Zezo, Savinho  começaram a armar a partida de futebol  tendo sempre o Mosca como incentivador. Arrumei um calção emprestado  com o Rovirso e lá fui eu para o “sacrifício”.

Ao entrar em campo, retornei ao passado, na minha lembrança dos anos em que jogamos juntos tanto no campinho da “plebe” como no campão. Só faltaram os “montes” que as vacas deixavam nos campos.

Mais uma vez o time do Araçá foi derrotado apesar da armação com o Zézo para nos derrotar. O nosso time tinha nada mais nada menos que  Rovirso no ataque fazendo belos gols, apesar de ter entrado para jogar no sacrifício, pois, o seu joelho estava estourado, Amendoim e João Bosco no meio de campo e na defesa Savinho e eu. Para resumir a contenda: ganhamos pelo placar de 8x4 ou seja um placar clássico de 2x1, para cada 2 gols que marcávamos eles faziam um. Isto sem contar com a “mãozinha” do Sr. Juiz (Mosca) que marcou um pênalti inexistente cometido pelo nosso  “beque de  fazenda”, Savinho e chutado pelo “folclórico” Perereca, mas que nosso goleiro galhardamente espalmou para “córner”. No meio do segundo tempo chegou  o Careca  e, já entrou para reforçar o time do Araçá e Cia., mas não adiantou a “ vaca já tinha ido para o brejo”. Dizem as más línguas que o jogo foi uma marmelada,  pois, o goleiro do time adversário era o Mateus, filho do Rovirso.

Após o jogo, começamos a bebericar , lembrar dos velhos tempos, dos colegas e comer um suculento churrasco regado a vários tipos de salada. A maioria dos homens alternavam entre comer, beber  e assistir o jogo do Brasil e Alemanha. As mulheres ... é claro como de praxe deveriam estar falando sobre  as peripécias de seus maridos.

Em homenagem aos 25 anos de casados, a ser comemorado dia 5 de julho, o casal anfitrião, Oksana e Rovirso nos brindara com um delicioso bolo. Ao casal desejamos muita saúde, fé e eterna felicidade.

Peço desculpas aos colegas que foram a esse magnífico encontro por não mencionar todo o rol das pessoas presentes ao evento.

 

NA  CASA  DO  PAI  

Comunicamos com pesar a todos o falecimento em 09 de maio de 2005 de nosso colega

DEORESTE LUIS DE SOUZA (1949/51).

Aos familiares, nossas mais sinceras condolências.

 

 

PADRE JAIR, UMA BOA LEMBRANÇA

MÁRCIO PAÇOCA (1967-70)

 

Padre Jair, cujo nome completo é Jair José Nascimento do Val, nasceu em São Paulo-SP em 05 de Outubro de 1917. Ordenou-se sacerdote aos 08 de dezembro de 1943. Foi professor no Seminário do Ipiranta, Diretor Espiritual no Seminário de Petrópolis-RJ, Reitor no Seminário de Aparecida, Vigário Cooperador na Catedral da Sé, Vigário na Paróquia  de São José do Belém, Vigário na Paróquia São João Bastista do Brás, Vigário na Paróquia São Pedro Apóstolo na vila Oratório, Vigário em Araçariguama-SP, Vigário Cooperador na Paróquia Divino Espírito Santo na Bela Vista, Pároco na Paróquia São Cristóvão da Luz, Pároco na Paróquia Bom Jesus no Brás e Vigário Regional da Região Episcopal de Santana.

No Seminário do Ibaté, Pe. Jair trabalhou em duas épocas. A primeira, como diretor Espiritual, de 1953 a 1955. A segunda passagem foi como professor, de novembro de 1962 até o final de 1968. Em agosto de 2001, nosso V Encontro, Pe. Jair presidiu a celebração Eucarística, oportunidade em que transmitiu a todos nós a sua ternura e amor a sua missão sacerdotal.

Em 12 de setembro de 1987, tornou-se Cônego Honorário. No último dia 15 de julho, próximo de completar 88 anos, Cônego Jair deixou este nosso convívio. A lembrança de Cônego Jair é a lembrança de alguém que fez o bem em testemunho da Verdade.

A fim de relembrarmos mais vivamente do Pe. Jair, tanscrevemos a seguir o Programa Geral e o Programa da 1a. aula de Religião para a turma da 2a. série ginasial no ano de 1968.

A DOUTRINA VIVA

(Mons. Álvaro Negromonte)

Programa Geral

I – Unidade – DEUS

·         Existência de Deus

·         Perfeições divinas

·         Outras Perfeições divinas

·         Santíssima Trindade

 

II Unidade – O MUNDO

·         Os Anjos

·         O Homem

·         As demais Criaturas

 

III Unidade – O SALVADOR PROMETIDO

·         Deus salvará o Homem

·         A vinda do Salvador

·         Jesus, o Salvador

·         O que fez Jesus.

 

IV Unidade A SALVAÇÃO

·         Padeceu e Morreu

·         A Redenção

·         Glorificação de Cristo

 

V Unidade – CRISTO CONTINUADO

·         A Igreja de Cristo

·         A Verdadeira Igreja

·         Fisionomia interior da Igreja

·         A Igreja é Infalível

·         A Igreja é Indestrutível

 

VI Unidade -  VIDA ETERNA

·         Na Vida Eterna

·         A Ressurreição da carne

 

I-1 -  EXISTÊNCIA DE DEUS – SÚMULA

1.  O Mundo nos mostra que Deus existe. Os céus cantam a glória de Deus (Sl. 18,2)

2.  Só Deus poderia criar o mundo tão grande e tão bem organizado.

3.  A consciência nos diz que Deus existe.

4. Ante a grandeza de Deus, o homem sente necessidade de adora-lo e de submeter-se-lhe.

5. Há homens que, por orgulho ou por corrupção, dizem que não acreditam em Deus. Origem de todos os seres, fonte de toda a vida, Deus é a maior de todas as realizações. Com sua grandeza, ele enche o universo. Sua luz brilha a nossos olhos. Sua voz fala a nossas consciências. Nada mais fácil do que provar sua existência..

·         Só Deus pode criar o mundo.

·         Só Deus poderia organizar o mundo.

·         A consciência nos diz que Deus existe.

·         Deus se manifestou.

·         Rezemos pelos ateus.

 

Questionário:

1.     Qual a grande prova de que Deus existe?

2.     De que modo a ordem e a grandeza do mundo provam que Deus existe?

3.     Que lições posso tirar delas para a vida?

4.     Prove que Deus existe pela nossa consciência.

5.     Como se manifestou Deus aos homens?

6.     Por que alguns negam a existência de Deus?

7.     Que faremos por eles?

 

Exercícios:

1.     Dizer o que mais admira nas criaturas, e porquê?

2.     Ler alguns capítulos do livro A linda Natureza, de Tihamer Toth (Editora Vozes).

3.     Ver no missal palavras de louvor e de adoração a Deus.

4.     Ensinar  em nossa cãs a fazerem genuflexão bem feita.

5.     Sendo o comunismo baseado no ateísmo militante, pode um católico simpatizar com ele?

 

 

CORRESPONDÊNCIA E E-MAILS  RECEBIDOS

MARIA MARLUCI DOS SANTOS SOUZA – Prezado Simões, é com profundo pesar que comunico o falecimento de meu esposo DEORESTE LUIZ DE SOUZA no dia 09 de maio de 2005. Agradeço ao senhor a atenção que teve para com ele, enviando esse jornal ECHUS DO IBATÉ, que o emocionava muito, fazendo-o rir, algumas vezes chorar e outras vezes ficava com o olhar distante como lembrando os bons momentos que por aí passou. Participei de um encontro juntamente com ele, aí no Seminário e sou testemunha de sua alegria e emoção por encontrar tantas pessoas que com ele conviveram. Se não for pedir muito, gostaria de estar recebendo o jornal em que for publicada a sua passagem. Agradeço desde já e continue nesse belo trabalho de encontro de amigos que conviveram juntos há tantos anos

JOSÉ MAYER PAINE, CÔN.  (Professor) – Aos meus prezados ex-alunos e amigos do Ibaté, ou melhor, do Seminário de São Roque, quero agradecer a remessa do ECHUS DO IBATÉ, sobretudo, o artigo do Attilio Brunacci sobre meus 50 anos de paroquiato em Santa Generosa. Gostei de recordar com ele os felizes tempos de professor num seminário que estava começando; só não me lembro de ter dado “cascudos” em ninguém, muito menos no Attilio!!!! É preciso ser mais exato nas informações! Um abraço aos ex-alunos do meu tempo. Segue contribuição para o ECHUS.

FRANCISCO ADAIL MARTINS MOREIRA (Estudou em Pirapora) – Caro amigo Simões, muito lhe agradeço a gentileza da remessa dos nºs 74, 76, 77 e 78 do ECHUS DO IBATÉ. Parabéns pelo conteúdo e pela impressão. Parabéns por seu meritório e excelente trabalho de Sherlok Holmes. E parabéns a todos os nossos colegas, ex-alunos do Seminário de São Roque.

ANTÔNIO EXPEDITO MARCONDES, MONS. (Professor) – Prezado Carlos Domingues Cosso, estive de passagem por São Paulo e no dia 23.06.2005 aproveitei para fazer uma contribuição no c/c do Bradesco e assim eu me torno presente no grande Encontro de São Roque no dia 20 de agosto próximo. Não pude enviar o recibo porque não tenho seu endereço, embora tenha tentado falar com o Attilio, mas não consegui. Deus os abençoe e aceite o meu abraço.

FLÁVIA MARIA (Irmã Missionária de Jesus Crucificado) – Louvado seja N.S.Jesus Cristo. Recebemos o gentil convite para a participação nas comemorações dos festejos do ECHUS DO IBATÉ que, anualmente se reúnem os ex-alunos do Seminário de São Roque. Ficamos felizes com estes encontros e que Nossa Senhora continue abençoando os seus participantes. Daqui, da nossa residência, acompanhamos com orações fervorosas já que não podemos acompanhar pessoalmente por impossibilidade de saúde e idade. Com alegria pedimos a Mãe do Céu que tudo corra bem.  

LUIS DA CUNHA FERREIRA MIRANDA (58/59) – Caro colega Wellington de Souza (64/65): dirijo-lhe estas letras para dizer-lhe de minha surpresa ao receber nosso ECHUS DO IBATÉ nº 78 e nele encontrar, bem no meio da publicação, duas páginas inteiras, sobre um assunto que não esperava, sinceramente, viesse, agora, passado, praticamente, ano e meio, à baila! Entendi o motivo dessa demora. Agradeço pelo puxão de orelhas que me deu e lhe digo recebi-o como sinal do amor de Deus, expressado através de sua pessoa. Quero dizer que louvo e dou graças a Deus, por haver-me dado mais um amigo e dos bons, pois só os verdadeiros amigos agem dessa forma, ou seja, com o coração! Tudo o que me disse é verdadeiro, sei que é, e muito sincero. Que Deus lhe pague e o abençoe pelas sábias palavras de fé e de encorajamento que me dirigiu. Quero ver se aproveito ao máximo os bons conselhos que me deu! E para terminar fico com o dito de sua avozinha: “Não devemos ter pena, mas cabelos”!. Quanto a isso, devo dizer que esses ainda os tenho e em quantidade, embora a maioria brancos, o que , em muitas cabeças, podem até representar um certo amadurecimento ou sabedoria, mas não necessariamente! No meu caso, ainda tenho, apesar de tudo, alguma esperança de que tal venha a acontecer comigo! Amigo, como espero e desejo participar do VII Encontro dos ex-seminaristas do Ibaté, no próximo dia 20 de agosto, espero lá poder encontrá-lo, para agradecer-lhe pessoalmente e dar-lhe um forte abraço de muita amizade. Do “portuga”, Luis Miranda, que lhe deseja todo o bem.

LUIS DA CUNHA FERREIRA MIRANDA (58/59) – Caro Simões e companheiros da equipe: recebi o último ECHUS DO IBATÉ, como sempre, com muita alegria! Agradeço-vos por não vos esquecerdes de mim. Gostei de ver, logo na primeira página, um comentário, aliás muito bom e merecido ao nosso saudoso Papa João Paulo II, “O legado de um Homem de Missão”, de meu conterrâneo e colega de turma (58/59) Peralta, de quem tão bem me lembro. Apreciei igualmente a entrevista feita com o nosso dedicado colega Simões, o Sherlok Holmes do Ibaté, justa homenagem a quem tanto trabalha nessa difícil tarefa de localização de antigos companheiros! Que Deus continue a abençoar o trabalho de todos vocês.

 

E X P E D I E N T E

Equipe responsável: José Lui, Justo, Licheri, Marcio Paçoca, Martucci, Monteiro,  Mosca, Paulo Toschi, Santiago, Simões.

Artigos e colaborações: Enviar para ECHUS DO IBATÉ, Caixa Postal  71509, São Paulo-SP, CEP 05020-970.  Se possível, enviar material em disquete(texto em word e fotos em formato jpg)

Responsabilidade:  Os artigos assinados são de inteira responsabilidade dos autores, não expressando necessariamente a opinião da equipe responsável.

Internet: e-mail: echus@zipmail.com.br   Site: www.seminariodesaoroque.com


 

[1] Jornalista de O ESTADO DE SÃO PAULO – Matéria publicada na edição de 08 de junho de 2005.