ECHUS DO
IBATÉ
INFORMATIVO
DOS EX-ALUNOS DO SEMINÁRIO DO IBATÉ
SÃO ROQUE – SP – BRASIL.
EDIÇÃO INTERNET
VII ENCONTRO – NOSSOS
AGRADECIMENTOS
WILSON MOSCA (55/57)
Nosso VII Encontro
atingiu seus objetivos: congregou-nos, fez-nos reviver um passado rico em
lições e trouxe para a nossa vida um novo impulso e incentivo. Foi muito bom.
Para que isso acontecesse, muitos se envolveram e cabe-nos agradecer.
Aos
inúmeros colegas que, com suas contribuições monetárias, possibilitaram
o baixo custo da adesão (nos últimos quatro encontros o preço por pessoa
permaneceu em R$ 15,00) e a participação em maior número de companheiros e
familiares.
Quando os alunos,
professores e familiares chegaram ao Seminário, estava tudo bem coordenado. A
capela pronta, o café quentinho e o pátio com a tenda armada, as mesas e
cadeiras arrumadas. Mas quanto trabalho isto ocasionou! O José Lui, o Cosso,
o Martucci que o digam. Nosso eterno agradecimento.
Momento especial foi a Santa Missa,
participada e vivida por todos. Um voto de louvor à equipe de liturgia; Attilio,
Corazza, Furlaneto, Gilberto, Perereca, Barbieri
e ao nosso vibrante Coral, sob a coordenação do nosso Isaías. O
sucesso do Coral é fruto de vários ensaios, ocorridos aos sábados na Cúria.
Parabéns Schola Cantorum.
No pátio nossa confraternização e nosso
churrasco. Nossas homenagens ao Pedro Sansone que supervisionou,
com experiência e competência, todo o trabalho da cozinha. Ao Cosso, ao Almeida
e ao próprio Pedro que nos dias anteriores foram às compras,
disponibilizando tempo e seus veículos, para tanto.
A
nossa gratidão a Dom Ercílio, bispo da Diocese de Osasco, ao Pe.Luiz
Omar, competente Administrador do Seminário, pela cessão das dependências
do mesmo; aos irmãos Peralta (João e José), pelo apoio e
patrocínio na impressão do livreto da Santa Missa; à Míriam, Romualdo
e seus filhos, que garantiram a infra-estrutura; ao Márcio e ao Manga,
pelo trabalho junto às autoridades da cidade de São Roque.
Ao colega Juan Jurado, com seu lindo
bolo (que para o próximo Encontro vai ser prá mais de metro), ao José
Fernandes da Silva, que mesmo impossibilitado de comparecer ao Encontro,
não deixou de nos doar as deliciosas bananas lá de Juquiá, para compor nossa
sobremesa, ao José Moreira, único representante, desta vez, da legião
mineira, que nos presenteou com o famoso queijo de Minas e a deliciosa cachaça.
Por último queremos agradecer a Antônio de
Sousa Ramalho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção
Civil (SINTRACON), que não pertence ao nosso grupo, mas que nos
últimos três Encontros tem nos prestigiado, nos cedendo, gratuitamente, a
ambulância, acompanhada de uma enfermeira.
Faltou gente a ser lembrada? Certamente,
poderíamos encher estas páginas com anônimos colegas, colaboradores
espontâneos, nossas esposas, companheiras e filhos que com alegria e disponibilidade pertencem a esta
grande família do Ibaté.
Colocamos todos, sem exceção, sob o manto da Mãe, o Imaculado Coração de
Maria, rogando que cubra de bênçãos especiais a grande comunidade Ibateana,
tornando-a cada vez mais unida no amor a na fraternidade.
Futebol
em Helvetia – 19 de Novembro
O Sávio nos convida para uma partida de
futebol, churrasco e leitoa em Helvetia no próximo 19 de Novembro – Sábado
Desta vez, a programação é a seguinte:
1 – O início do
primeiro jogo será às 9:30 horas, com a participação dos ex-alunos. O segundo
jogo contará com a presença de demais participantes. Dessa forma haverá o
equilíbrio necessário para aqueles que esperam uma oportunidade para jogar
futebol.
2 – Cada
participante deverá levar bebida (como das vezes anteriores). O churrasco e a
leitoa serão providenciados pelo Sávio. O custo estimado é de R$ 8,00 por
pessoa.
3 – Faz-se
necessária a confirmação da sua presença (e do número de pessoas de sua
família) a fim de preparar a leitoa e o churrasco, até o dia 11 de novembro nos
seguintes telefones: Acácio Zezo (11) 3104.3142 (com.) Eduardo Manga (11) 4712.6698 (resid.) Zé
Renato (11) 6952.3200 (resid.) Wilson Mosca (11) 3864.8852 (resid).
Com muito sucesso estreou em São Paulo a peça QUERIDA
HELENA, de autoria da russa contemporânea Liudmila Razumovskaia,
uma obra que transcende os tempos e é altamente recomendável, pois se coaduna
com nosso atual momento político-social. No palco, o confronto entre duas
posturas éticas frente à vida: a
honestidade levada às últimas conseqüências e o uso da corrupção moral e do
cinismo como moeda de circulação diária. Quer coisa mais atual?
Com
a intenção de facilidades no exame final de Matemática, estudantes fazem uma
visita-surpresa no dia do aniversário de sua professora, para que, aprovados,
matriculem-se na Universidade. Querem estudar Humanidades ... Soviética desde criancinha e de
intransigente ideologia social, não dá o braço a torcer, e sente-se ameaçada a
ter de abrir mão do sentido maior de sua existência. A amável formalidade
inicial transforma-se em cenário radical e beligerante, com requintes de ironia
e crueldade, numa temperatura oscilante
entre a violência e, por que não, a própria ternura. O debate põe à mostra toda
a complexidade das transformações sociais vividas na Rússia e o dilema entre o velho sonho
socialista ortodoxo e a instalação de novos desejos de prosperidade pessoal. O
grande risco de se cair na vala comum do maniqueísmo é firme e finamente
administrado pela mão da autora: esta batalha, ninguém ganha e ninguém perde. A
derrota é ampla, geral e irrestrita.
Criado em 1980, o formidável texto é
dirigido por Iacov Hillel. Mas isto não basta para justificar nossa
veemente indicação.
José Anchieta Alves da Costa (na
foto:Anchieta em 1959), esse pernambucano de Caruaru, que em
São Paulo aportou com toda a família, vindo num pau-de-arara, nosso colega
no Ibaté de 58 a 62, iniciou sua jornada no poento teatro do Ibaté.
Profundamente agradecido, afirma ter sido o precioso olhar do Padre João
Bosco Galvão de Camargo – falecido em 17.07.2003 – quem captou os desígnios
de sua vida, pedindo-lhe, no primeiro dia dessa verdadeira iniciação, que auxiliasse na pintura do cenário de uma
peça que já estava sendo ensaiada por outros seminaristas. Para seu, dela
também participou como ator; era o filho de um paxá, papel idêntico de mesma
peça em que atuou, posteriormente, na antiga TV Cultura. Alguns de nós devemos nos lembrar do drama “A VIDA
EDIFICANTE DO MÁRTIR SÃO FRANCISCO XAVIER”. Hoje ele é o maior cenógrafo e figurinista
deste solo, nos dizeres do reconhecido diretor Cacá Rosset.
Com a presente peça em cartaz, o mundialmente
premiado artista – para quem cenografia é toda a parte visível do universo -
oferece ao teatro brasileiro mais um brilhante resultado de suas noites em
claro e de sua inesgotável criatividade, orgulho de todos nós, ibateanos, a
qual estamos todos convidados.
TEATRO ALIANÇA
FRANCESA - R. Gal. Jardim, 182 . (próx.
estação República do metrô)
Em cartaz até 31 de outubro de 2005
São Paulo- Info: (11) 3188-4148 - 3123-1753
Momento de Poesia
LIBERDADE
Letterio Santoro (55/58)
Ah! vogar assim à
toa...
sob o céu e sobre as
águas...
sem qualquer
finalidade!...
Descuidado dos
horários,
o aguilhão do dever
simplesmente
abandonado!....
E sonhar, sonhar sempre...
Como nos dias de
aulas,
quando à sesta, pelo
bosque,
ouvia o doce
ribeiro,
e o zunido da
cigarra...
E sentado sobre as
folhas,
outras folhas
preenchia
de versinhos
vagabundos...
E voltava à minha
infância,
ao florido
pessegueiro
- mastro de um
grande navio,
de onde capitaneava
os pequenos
companheiros!
Quem dormia ao pé do
tronco
de um altíssimo
eucalipto!
Quem caçava
borboletas
pela encosta
sossegada!
Um gostava de
cavaco,
outro de jogo
gostava.
Dava-se aquele à
leitura,
cantarolava aquele
outro.
Mas eu... apenas
sonhando,
nesse momento tão
belo,
em ser um simples
poeta.
E preenchia as
folhinhas
de versinhos
vagabundos
até que ao longe a
sineta
(den-den, den-den, den-den-den)
logo convocava a
todos
para nova obrigação.
Ah! vogar assim à
toa
por algum curto
momento…
E sentir o dia
inteiro
um eco de liberdade
perfumando minha
ação!
13.09.1977 - Extraído
do livro TRAVESSIA – Primeira parte
(Década de 1970)
ANTÔNIO CARLOS CORREA (1964/67)
Esta nossa
“associação” de ex-alunos do Ibaté nasceu em 1993, como fruto do esforço e
árduo trabalho de vários de nossos colegas cujos nomes não citaremos
agora, aqui neste
espaço. Contudo, sabemos que a idéia propriamente
dita de sua criação fecundou-se junto aos tradicionais encontros dos ex-alunos
do Seminário de Pirapora. Neste nosso Sétimo Encontro, dentre tantos ilustres
convidados, tivemos a honra e o prazer de contar com a presença de vários deles, como Antônio
Godinho, Geraldo Pinto, Norberto Augusto Preto, Antônio
Triviño e Oreste Bertacchini. Embora estimulados, muitos não
puderam, infelizmente, comparecer. A todos, nossos sinceros agradecimentos por
tão honrosa presença. Esta casa e nossos corações estarão sempre abertos a sua
presença e participação. Vibramos todos na mesma freqüência. Sintam-se como
nossos eternos convidados. Dentre os presentes, prestamos especial homenagem
aos dois mais antigos: Côn. Antônio Triviño e o Sr. Oreste
Bertacchini (foto), que passaram pelas salas de aula e genuflexórios
premonstratenses, nas turmas de 1924 e 1926, respectivamente. De lá para cá,
muitas águas rolaram pela cachoeira de sua existência; muitas cenas de nossa
história, eles testemunharam e tantas outras terão ainda para nos contar. São
grandes trabalhadores e levantam cedo todos os dias. Surpreendem-nos sua
disposição, ânimo e fé na vida. Vida longa a todos eles.
ECCE SACERDOS MAGNUS.
IN DIEBUS SUIS, PLACUIT DEO
ASDRÚBAL ÂNGELO BARUFFALDI (49/53)
Remeto-lhes nova cópia do “Ecce Sacerdos
Magnus” em homenagem ao Cônego Jair, justificando que, ao conhecer o Padre
Cido Pereira no nosso Encontro de 20.08.2005, não tinha ainda o ciência de que
ele é o autor de “Adeus, Cônego Jair”, publicado no ECHUS número
80. Se tal ocorresse, eu teria lavrado, pessoalmente, total apoio à veracidade
do seu testemunho. Sem querer roubar-lhe a beleza e a profundidade, devo dizer
que desconhecia seu texto quando redigi o meu, em 21 de julho p.p., o que não
impediu que as coincidências se tornassem visíveis, no que tange às virtudes do
Padre Jair. Afortunou-me, apenas, tê-lo conhecido, em menino, por ocasião de
sua primeira missa cantada, que aqui descrevo emocionado e consoante me
facultou o “arquivo rígido” da minha
memória. Perdoe-me o Padre Cido. E aceite os meus cumprimentos pela forma
sagrada com que se expressou, pois o Cônego Jair foi digno desse carinhoso
louvor.”
Em maio de 1943, a Paróquia de Santana, em São
Paulo, se rejubilava com a presença de Dom José Gaspar durante o tríduo
preparatório e à missa da Páscoa na qual comungaram, segundo as estimativas,
seis mil esportistas.
Em dezembro, os Padres Saletinos anunciavam,
com novo e vibrante entusiasmo, a ordenação do seu primeiro paroquiano e a
celebração de sua primeira missa cantada.
Que empolgação!
Eu era ainda menino, coroinha e congregado
mariano. Estava curioso para ver como seria a missa cantada por um padre
recém-ordenado.
E o belíssimo domingo de dezembro despontara.
A igreja superlotada, com os altares floridos e profusamente iluminados,
recendia aromas e incenso. As velas candentes cintilavam enquanto o órgão soava
melodioso e solene.
O cortejo adentrava precedido pelo crucífero e
numeroso séqüito, ao fim do qual um piedoso casal patenteava a emoção por levar
ao altar o filho padre, cuja primeira missa solene iria cantar na mesma igreja
de que saiía para os estudos no seminário.
No final, surgia o neo-sacerdote e celebrante
padre JOSÉ JAIR NASCIMENTO DO VAL, acolitado pelo Diácono e sub-Diácono.
Os paramentos reluziam ricos e dourados,
centralizados pela casula trentina de fino labor, quase um pluvial para aquele
jovem e franzino sacerdote.
Iniciada a celebração, os cantos se sucederam
ao clamor festivo do Coral, percebendo-se que uma ligeira distonia, motivada
pela emoção, sensibilizara o Cantor de o “GLORIA IN EXCELSIS DEO”. (Mais tarde,
como professor no Seminário do Ibaté, ele iria revelar sua falha auditiva para
o canto).
A comunhão foi numerosíssima. E, ao “ITE,
MISSA EST”, a multidão estava ávida em beijar-lhe a mão e obter a sua
benção:-ele havia impressionado pela piedade e fervor, as marcas indeléveis de
sua caminhada mística.
Nem lhe faltariam sobras de sabedoria e
cultura com as quais abrilhantou o seu mestrado filosófico e teológico.
No Seminário em que o tivemos como mestre, foi
simples, modesto, sorridente, meditativo, fervoroso e afável. Extremamente
piedoso, vivia em constante oração.
Seu respeito não se limitava à fé em Deus e à
Santíssima Virgem, da qual era extremamente devoto, mas se estendia a todos,
sem distinção.
Assim o conheci no dia daquela comovente
primeira missa cantada. Assim o vi perfilando as páginas do seu Breviário.
Assim o admirei ensinando no saudoso Seminário do Ibaté.
Teria superado as alturas da glória terrena
não fosse o seu desprendimento e exclusivo apego à grandeza do seu sacerdócio,
até 15 de julho, quando os céus se dignaram arrebatá-lo.
De Ourinhos para os ECHUS DO IBATÉ, um testemunho
ocular.
VISITA DO PE. JULIAN
JOSÉ CARLOS MARTUCCI (70/71)
No dia 05.08.2005,
ao chegar na costumeira 1ª sexta-feira no restaurante Chácara Souza, fiquei
muito surpreso e feliz em reencontrar o Pe.Julian Sanches Hermida, que foi meu
professor
em 70/71 no nosso Seminário de São Roque; que estava passando férias no Brasil,
já que atualmente mora e trabalha na Espanha.
Para completar esses momentos de alegria, em
que foram relembrados os momentos que passamos no Seminário do Ibaté, as
grandes partidas de futebol e as de mais atividades escolares e religiosas que
vivemos na época, estavam, também, presentes no jantar os colegas José Édson
Pereira da Silva (71), José Renato da Silva (72/73) e o Pe.Cândido da Costa
(70/73), que foram dar um abraço no querido Pe.Julian.
E ao final, nossos antecessores entoaram
diversas músicas de suas épocas, como, “Va Pensiero” e “Sub Tuum Praesidium”.
Aguardamos ansiosos pelo retorno definitivo do Pe. Julian ao Brasil que,
segundo nos informou, se dará em dois anos.
Agradecendo a noite agradável que tivemos,
deixo um abraço fraterno ao Pe. Julian.
Na foto, da
esquerda para a direita:
Jose Édson Pereira da Silva,
José Renato da Silva,
Pe.Julian
Sanches Hermida e
José Carlos Martucci.
SOB OS CÉUS DO IBATÉ
Relato de um repórter
circunstancial
JOSÉ WOLF (50/58)
Comovente!
Mais de 500 convidados, entre ex-seminaristas, sacerdotes, familiares e amigos
participaram do grande encontro dos ex-alunos do Seminário do Ibaté, no dia 20
de agosto de 2005. Um dia para ficar na nossa história. Uma comovente
celebração da confraternização sob os céus e o toldo do pátio do Ibaté, que nos
abrigou feito um imenso coração azul. O Seminário, inaugurado em 1949,
funcionou até 1973, transformando-se, depois, numa Casa de Retiros da
Arquidiocese de São Paulo..
O
amigo e conterrâneo saltense, Wilson
Mosca (com incentivo do Simões, do José Justo,
Francisco Fierro e Atílio), me pediu gentilmente que, na condição de
jornalista, fizesse um relato sobre o evento. Confesso que, na contramão do que
ensinam os manuais sobre a objetividade, isenção, imparcialidade e
distanciamento crítico jornalísticos, não resisti e me rendi à emoção, ao
sentimento e às lágrimas, ao rever tantos “jovens”
e colegas de 50, 60 ou 70 anos. Principalmente, quando abracei o profeta Darcy Corazza que, apoiado em seu cetro magestático, se mantém
altivo e condotiere como um Moisés:
um símbolo de resistência e mutação.
O
que diriam o escritor Heitor Cony, do livro O
Ventre, Fidel Castro, o cineasta Luiz Buñuel, diretor do clássico “L´AGE D´OR”. (A idade d’ouro) ou o economista Roberto Campos, ministro do
Planejamento na era do chamado “Milagre” brasileiro, também ex-seminaristas, se pudessem participar do encontro?
Enfim, sobrou para mim. Então, parafraseando o
mestre francês da fotografia, Cartier-Bresson, diria que, à semelhança da
fotografia, o texto representa um caderno de desenhos (ou lembranças), um divã
de psicanalista, uma metralhadora, um beijo, o espelho da memória e da própria vida.
De volta ao futuro!
Afinal, ali, nesse pequeno planeta chamado Ibaté, demarcado pelas montanhas
intermináveis e pelo emblemático Saboó, pelas torres de transmissão de energia
elétrica, cuja implantação inicial teve
a participação de meu pai, Eduardo Wolf, então funcionário da antiga Light e da
estrada de terra batida, continua a pulsar o nosso coração, quando, ainda,
meninos, sonhávamos em “ser padre” um dia.
Pelas circunstâncias ou destino divino, muitos
acabaram mudando a rota, mas as imagens desse tempo continuam vivas nas mentes e corações de todos: imagens que nem o tempo nem os
imprevistos e os novos desafios
conseguiram apagar.
Meninos,
eu vi! Então, vi muitos
colegas, em estado de graça, percorrendo, emocionados, os longos corredores, os
antigos quartos dos padres Constantino, Ruy Amaral, Colaço, do monsenhor João
Luiz Gonzaga, Expedito Marcondes,
Kulay, Jair, Durval ou do amado Pe.Pascoal Amato, personagens que marcaram
nossa formação, caráter e trajetória. Vi também alguns companheiros
revisitando o imenso dormitório, que
nas longas noites de inverno era bafejado por fortes ventos e o piar solitário
das corujas. O refeitório, com as leituras das aventuras de Karl May, Sherlock
Holmes e Júlio Verne ou da biografia do cura d´Ars, lidas durante as
refeições, que alimentavam nossa imaginação e vocação. O
salão de estudos, as salas de aulas e a capela de Nossa Senhora da Imaculada
Conceição, na qual muitos receberam a batina. O perfume do incenso das missas
solenes.
O
hall de entrada, onde ficava uma velha TV em preto e branco e os jornais que,
mesmo proibidos para os alunos, eram devorados às escondidas por muitos, no
banheiro. Ali, recebíamos a visita inesperada do cardeal Dom Carlos Vasconcelos
Mota, amigo do presidente Juscelino Kubitschek, ou do arcebispo Antônio Maria
Siqueira, à espera de um feriado extra.
Ainda lembraria a projeção do filme “O mágico de Oz”, na tela do grande teatro, que despertou em mim o interesse pelo
cinema. Resultado? Iniciei a trajetória profissional, no ”Jornal do Commercio”, do
Rio, com um comentário sobre o filme “O
silêncio “, do sueco Ingmar
Bergman! A partir daí, deslanchou a trajetória profissional na área do
jornalismo, com a ajuda de Fernando Gabeira.
Por falar em silêncio, o velho sino na arcada
da entrada central, que cadenciava o ritual de nossas tarefas e obrigações, a
hora de estudos, das refeições, do recreio e das orações, se calou. Contudo,
sua marca continua, na parede, feito uma cicatriz impagável.

As árvores do jardim, em frente ao edifício
desenhado por alamedas sinuosas, pelas
quais percorria a procissão de Corpus Christi e do Senhor Morto, na Sexta-Feira
da Paixão, sob a imensa lua cheia, que
vimos tão tenras e frágeis, cresceram. À semelhança da fábula de La Fontaine, da raposa e das uvas verdes,
podemos dizer: como as árvores
envelheceram! Mas, os nossos sonhos e desejos não!
VII ENCONTRO
MINHA PRIMEIRA VEZ, DENTRE MUITAS AINDA
MANOEL MARCOS DA SILVA (1969-71)
Finalmente pude comparecer pela primeira vez
ao Encontro do Seminário do Ibaté. Estive lá com meu primo, Severino Ramos de
Santana, também um ex-aluno, e sua mãe, que também é minha tia, Dona Atercília.
Durante a viagem, supus que não encontraria alguém de minha época e, mesmo que
isso ocorresse, não o reconheceria ou
não seria reconhecido. Mas o que valeria a pena realmente era este retorno ao
Seminário, 34 anos após minha saída.
Ao buscar um churrasco, passei por um ex-aluno
e li o nome: Sun Ken Mi. Não estava acreditando ... ele me ensinou o xadrez!
Jogávamos quase todos os dias; ele sempre ganhava, claro. Um dia, enfim,
empatamos. Dizia ele que eu tinha tido sorte, contudo, a partir daí, nossas
vitórias passaram a ser alternadas e eu acabei assimilando a lógica de seu
pensamento. Abordei-o, e ele disse: “Manoel, você não mudou muito; me
acompanhe, nosso pessoal está logo ali.”
Que incrível, pensei comigo, ele me reconheceu! E há mais pessoas da
mesma época! Fui apresentado: “Esse
é o Manoel, da turma de 1971! E alguém
daqui se referiu a você, quando recordávamos de nossas Olimpíadas” Caiu-me um raio naquele momento; eu havia,
sim, participado na modalidade de ‘Salto em Altura’. Não sei por qual
razão, no exato momento do pulo, senti-me indeciso: pularia de lado ou de
frente? Terminei por ultrapassar a
barreira e a queda foi bem doída, mas não traumática. Quem sabe não tenha sido
esse o término de minha carreira de
esportista?
Alguém se aproximou dizendo ter sido meu anjo!
Assustei-me, pois certifiquei-me de que eu já havia sido anjo de alguém nesta
vida! Era o Jair Francisco dos Santos,
que relembrava detalhes e situações. Minha memória já estava melhorando. Manoel
Messias de Souza, meu xará, lá de Osasco, também estava ali, dizendo ter sido
eu o seu anjo. Nessa altura, eu já estava mais prevenido, meus neurônios
faxinavam minha memória e as lembranças começavam a surgir: “Sim, eu fui seu
anjo, agora me lembro!”.
Otávio Gouveia Simões, Walter Trapela, José
Renato da Silva estavam todos lá. Até o Eduardo Santiago, que morava em São
Roque. Disse-me ele que passava por ali todos os dias em corrida. Não é muito
longe?, perguntei. Ele costuma fazer este percurso todos os dias; são seis
quilômetros desde a cidade. Doze no total!
Fiquei muito impressionado. Reparei que as pessoas, mesmo passados 30
anos, em nada mudam, continuam com seu mesmo temperamento. E por ali estava o
Pe. Getúlio Vieira, idêntico à lembrança que tenho dele: parece não ter envelhecido,
congelou-se no tempo.
Nessa altura dos acontecimentos, eu já me
sentia como naqueles tempos, com meus 15 anos, num daqueles recreios do
Seminário do Ibaté. A mente ia trazendo mais flashes de lembranças das
pessoas, dos fatos ocorridos ... Eu não estava apenas visitando o Seminário,
mas literalmente voltando no tempo como se um portal tivesse sido aberto
naquele instante... Foi muito gratificante!
CASO
EDIFICANTE – CRIANÇA
SAPECA
JOSÉ LUI (49/56)
Desesperado, o chefe olha para o relógio, e já não
acreditando que um funcionário chegaria a tempo de fornecer uma informação
importantíssima para uma reunião que estava acontecendo, liga para o dito cujo:
-
Alô – atende uma voz
de criança sussurrando.
-
Alô. Seu pai está?
-
Tá – ainda
sussurrando.
-
Posso falar com ele?
-
Não – disse a
criança bem baixinho.
Meio sem graça, o chefe tenta falar com algum adulto.
-
E a mamãe, está aí?
-
Tá.
-
Ela pode falar
comigo?
-
Não. Ela tá ocupada.
-
Tem mais alguém aí?
-
Tem – sussurra.
-
Quem?
-
O “puliça”.
Um pouco surpreso, o chefe continua
-
O que ele está
fazendo aí?
-
Ele tá conversando
com o papai e a mamãe e com o “bombero”.
Ouvindo um grande barulho do outro lado da linha, o chefe
pergunta assustado:
-
Que barulho é esse?
-
É o “licópito”.
-
Um helicóptero?!?!
-
É. Ele “tloce” uma
equipe de busca.
-
Minha nossa! O que está acontecendo aí? o chefe pergunta
já desesperado.
E a voz sussurra com um risinho safado:
-
Eles tão me
puculando.
EDUARDO SANTOS LIMA (59/63)
Padre Francês. Era como o chamávamos. Lecionou
em 1962, se não me engano. Não morava no seminário. Ia todas as semanas e creio
que, em São Paulo, era capelão no
Colégio Sion (ou Des Oiseaux).
Uma vez fomos designados, eu e um colega, para
acompanharmos o Padre Francês, como
coroinhas, na celebração de uma missa no convento vizinho das irmãs
dominicanas. Semana Santa, durante a
missa o sino que tínhamos que tocar nos momentos solenes era substituído
por uma matraca. Aconteceu de a matraca das freiras ser um objeto totalmente desconhecido
para nós. Tinha um cabo e era preciso girá-la em círculos. Emitia um som
terrível, um grasnido de pato agonizante,
Ao sermos surpreendidos pelo som daquele
insólito instrumento meu companheiro olhou para mim escondendo uma risada e fui
tomado por uma súbita, irresistível vontade de gargalhar. Rir às bandeiras
despregadas. Naquele exato momento solene do sacrossanto mistério em que se dá,
na missa, a transubstanciação. Atrás de nós a congregação das freirinhas, de
branco, em silêncio absoluto e compungido. Mordi os lábios com força. Belisquei-me
para valer, até que a dor vencesse o desatino. Foi uma das situações mais
aflitivas pelas quais passei no seminário.
O Padre Francês levava para suas aulas um
pequeno gravador (pequeno para a época)
e nos tocava músicas da souer
sourire, a freira belga de “Dominique” que tanto sucesso fez naqueles anos.
As músicas eram simples, bonitas, e falavam de um quotidiano do convento não muito diverso do nosso, e eu as decorei
: “Fleur de Cactus”; “Alleluia”; “Entre les Etoiles”; Plume
de Radis” e outras tantas. Muitos anos depois recolhi várias dessas musicas na Internet. Quem sabe mais
para frente possa disponibilizá-las
para todos em nosso site?
O Padre Francês trouxe um sopro de ar fresco
para a atmosfera estagnada do
seminário. Com ele veio o Michel Quoist
de “Construir o homem e o mundo”, “Poemas para rezar” e, mais tarde, “O
Diário de Danny” e o Diário de Ana Maria”. Principalmente “Construir o homem e
o mundo “.
Ali encontrei embevecido uma outra visão da
realidade. Absolutamente religiosa mas que levava em conta a tolerância e a
dimensão humana, o que até então era impensável na dogmática doutrinação a que
éramos submetidos. Foi para mim o início de uma reflexão sobre a educação
recebida. Até então me limitava a repetir os padrões de pensamento e conduta
impostos, às vezes com violência, pela estrutura do seminário. Isto resultava
em um comportamento rígido e totalitário que se exteriorizava, por exemplo,
quando exerci a função de auxiliar do prefeito dos menores, em “dicipliná-los”
com beliscões, puxões de orelhas e croques.
O sistema
educacional vigente no seminário permitia e incentivava tais atitudes.
Na verdade não tínhamos escolha pois desde a situação geográfica até a ausência
de livros e meios de comunicação
estávamos total e deliberadamente afastados do mundo e impedidos de pensar.
Limitávamo-nos pois a repetir mecanicamente os valores que nos eram inculcados
sem termos quaisquer outras referências que nos permitissem questioná-los.
A convivência com o Padre Francês durou pouco.
Não tivemos o tempo necessário para nos conhecermos melhor, mas em meio à
aspereza intelectual em que vivíamos ele deixou uma lembrança bonita.
Inesperada e bela - como uma flor em um
cacto.
Na Casa do
Pai
Comunicamos o falecimento em 10 de junho de 2005 de nosso
colega ALDO SILVEIRA (71). E em 10 de outubro de 2005, de nosso colega JOÃO BARIZON SOBRINHO (51-56)
Aos familiares as nossas condolências.
Correspondências e E-Mails Recebidos
ADEMAR MUTTON
(55/56) – Prezado Simões, escrevo da cidade de São José
do Rio Pardo, usufruindo das comemorações da Semana Euclidiana. Não poderei
estar presente ao VII Encontro dos ex-alunos do saudoso Seminário do Ibaté.
Sirvo-me desta, no entanto, para confraternizar-me, sentimental e mentalmente,
com todos os participantes. Sou grato pela lembrança e um grande abraço
“Ibateano” a todos e a você, em especial.
ANTONIO JOSÉ DE ALMEIDA
(63/66) – Caro Wilson, parabéns a você e aos nossos amigos que se
dedicaram e, mais uma vez, fizeram
acontecer o reencontro dos ex-ibateanos. O sétimo reencontro foi um sucesso e
tudo aconteceu da melhor forma possível.
Sei do árduo trabalho que vocês tiveram ao longo dos últimos meses: o pessoal do coral, o pessoal da
coordenação, o pessoal que foi às compras (inclusive Sra. Marilda), o pessoal
que diversas vezes foi a São Roque acertar os detalhes, o pessoal que
“ralou” durante o evento, ... A todos, transmita meu reconhecimento e
agradecimento. Fraternal abraço. antonio_jose@ig.com.br
CELSO DAVID SCUOLA
(55/57) – Caro amigo Simões, sucesso total o 7º Encontro,
que para mim foi o 1º. Tomei logo o Monteiro como cicerone e ele muito
prestativo foi me apresentando a turma de 55/57, que eu não via há 48 anos:
Mosca, Millan, Cosso, Andrietta, Boroni, etc., todos colegas de ano, divisão e
classe. Tentamos declinar algumas palavras em latim, mas terminou tudo em
gargalhadas. Emocionei-me na Santa Missa. Coral espetacular. Viva a furiosa
do Perereca. Parabéns a toda equipe organizadora do evento: Mosca, Cosso, Lui,
Simões, etc. Peço desculpas ao Pe.Edmundo da Mata pelas brincadeiras sobre como
organizar a procissão na Paróquia do Jardim São Luiz. Alô Benedito Luiz,
Belmiro Bolognesi, Toledo: não vi vocês. Atenção Wilson Mosca: dê um abraço bem
forte no seu mano Nelcindo. Diga que eu mandei!. Simões muito obrigado por me
proporcionar tantas alegrias. Estarei presente no jantar da 1ª sexta-feira de
outubro. Tchau e Deus nos abençõe.
HÉLIO RODRIGUES
(60) – Prezados amigos, há
já muito que, com alegria, recebo pontualmente o informativo ECHUS DO IBATÉ
e com um misto de alegria e saudades (de um tempo que se foi) leio-o com avidez
seu conteúdo que me agrada muito e me envolve com certa nostalgia, deixando-me
sentindo como uma criança, ansioso a espera do próximo número. Parabéns a todos
vocês, idealizadores e responsáveis por tão importante e brilhante publicação e
pelo encontros realizados. Que Deus os abençoe e os ilumine sempre.
Infelizmente por motivos vários ainda não me foi possível comparecer aos encontros
realizados, mas...certamente isso ainda ocorrerá. Por hora fico torcendo por
vocês. Em anexo pequena e simbólica contribuição ao ECHUS DO IBATÉ.
JOSÉ ANCHIETA ALVES DA COSTA
(58/62) - Caros amigos, é com muita tristeza que
informo a minha impossibilidade de estar presente ao Encontro do Ibaté, por
motivo de saúde. Tive recentemente um enfarte, que me deixou internado 10 dias
na UTI do INCOR, sendo assim, ainda estou em fase de recuperação e tratamento.
Mantinha ainda a esperança de ter alta por estes dias, mas tenho que fazer um
Cintilografia na próxima semana. Fica para o próximo ano, mantenham-me
informado dos acontecimentos, assim que os gastos com remédios e hospitais
reduzirem passo a contribuir com o ECHUS DO IBATÉ, que é uma pequena
jóia de jornal, uma delícia de se ler. Assim que estiver mais apto a ficar mais
horas no computador vou escrever alguma coisa como contribuição. Abraços a
todos. anchietacosta@itelefonica.com.br
JOSÉ
MAYER PAINE, CÔN. –
Prezados ex-alunos do Seminário de São Roque, fiquei muito honrado com o
convite que o Attilio me fez para presidir a missa do VII Encontro.
Infelizmente estou comprometido na minha paróquia com a “tarde ecumênica”.
Agradeço o convite e abençôo o encontro.
JOSÉ ROBERTO CARNEIRO
(66/68) -
Caro amigo Simões, quero parabenizá-lo
juntamente com toda a equipe pela organização do VII Encontro em São
Roque. É realmente uma grande graça de Deus poder estar no Ibaté depois de
tanto tempo, e poder rever nossos antigos colegas de Seminário. Que Deus
abençoe a todos vocês, e continue dando força e coragem para poderem continuar
sempre firmes.
josrobcarn1951@ig.com.br
LUIZ CARLOS SABINO
(60/64) – Prezado Simões, satisfação inquantificável em
poder me comunicar com você. Lamento deveras não poder comparecer ao VII
Encontro, visto estar prestando um serviço em Porto Alegre do Norte, MT, e não
posso ausentar-me até o término do mesmo. Sei que o evento está em ótimas mãos
e melhores corações e está destinado ao maior sucesso, como sempre tem
acontecido. Sinto-me honrado, privilegiado e comovido por pertencer (graças a
Deus) a tão seleta irmandade. Desejo felicidades a todos, desde a equipe
coordenadora, até o mais longínquo irmão ibateense. E relembrando os tempos da Ars
Latina, finalizo com FIDUS TIBI FRATER. Anexo envio modesta
colaboração ao Echus do Ibaté. laboratorio@araguassu.com.br
MARIA INÊS MURARI
– Tem esta a finalidade de comunicar o falecimento do meu
sogro, em 11 de julho de 2005, SR.HUGO MURARI que, junto com seu pai AUGUSTO
MURARI, construiu o Seminário do Ibaté em São Roque, lá residindo por
muitos anos. O Sr.Hugo continuou residindo em São Roque, e tinha um apreço
muito grande pelo Seminário, contando sempre a seus filhos e netos, histórias
que lá se passaram durante a construção.
SIDNEY JOSÉ BARONE, Pe.
(59) - Fiquei sabendo, ao ler os boletins, de alguns
colegas que ainda estão com algumas revoltas com o tempo de seminário. Visitei
dois deles. Realmente achei que eles estavam necessitando de uma palavra amiga.
Foi muito difícil chegar até cada um desses dois. Fiz das tripas o coração, mas
consegui chegar até a casa deles, eles que conviveram comigo em São Roque e em
Aparecida do Norte. Eu tenho dificuldades para sair da Paróquia, porque estou
sozinho há 22 anos nesta mesma Paróquia, sempre sozinho, com Jesus, Maria e o
Anjo da Guarda. Porém, se algum dos nossos colegas tiver alguma revolta com o Seminário
ou com os Padres daquela época que me procure no telefone aqui na Igreja da
Vila Olímpia, e venha desabafar um pouco. Eu também tive uma época com muitas
dúvidas e revoltas que, graças a Deus, foram-se embora junto com mil grilos. Se
você estiver com algum rancor ou sentiu-se abandonado durante aquela época; se
não lhe deram nenhuma chance na casa; se você foi colocado de lado por ser mais
pobre ou porque não tinha aquele narizinho bonitinho; se ninguém correspondia
aos seus sorrisos, ou porque era tímido, ou porque o Padre não ia com a sua
cara, ou foi incomodado por alguém da casa, ou porque era meio mocorongo, ou
porque era ruim nos esportes, não se amofine! Apareça na Vila Olímpia! Não sou
nenhum psicólogo diplomado, mas conte com minha discrição e vamos ter uma
conversa e rezar um pouco juntos. Eu acredito em cada um dos colegas do
Seminário de São Roque e acho que é muito importante a missão daquele que um
dia teve a formação católica que nós tivemos. A Igreja necessita de cada um dos
Ibateanos, principalmente nos dias de hoje, quando os Sacerdotes somos tão
poucos, e "messis quidem multa".
Cumprimentando os colegas pelo brilhantíssimo
trabalho de ressurreição (recordar é viver), gostaria de oferecer as
dependências de nossa Paróquia do Divino Salvador da Vila Olímpia para os
companheiros ibateanos que quiserem jogar um futebol de salão, durante o dia ou
durante a noite, durante a semana ou finais de semana, além do salão de teatro,
sala de reuniões e também da própria Igreja, que é muito bonita. Convido-os
para que venham aos domingos na missa das 10:00h da manhã, que tem a banda da
juventude, ou à das 18:30h, que tem um grupo mais sertanejo. Venham conhecer!
Acho que esse encontro, apenas uma vez a cada dois anos, é muito pouco. O
jantar mensal, lá no restaurante na casa do chapéu, é muito bom, mas para mim é
muito longe! Vou tentar aparecer, quando for possível. Contem com este vosso
irmão, Padre Barone. Email pebarone@aol.com - Paróquia Divino Salvador – Site:
www.bairrovilaolimpia.com.br
- Rua Casa do Ator, 450 Vila Olímpia – Cep 04546-001 São
Paulo-SP Tel. (11) 3841.9504 -
SUELI SILVEIRA – Caro Simões, é com
pesar que informo o falecimento do meu irmão ALDO
SILVEIRA, ocorrido no dia 10 de junho de 2005. Infelizmente não sei
a que turma ele pertencia. Aproveito a oportunidade para agradecer a atenção
que dispensaram a ele, em vida, o que sempre lhe trouxe muito conforto e apoio.
E falando em aproveitamento, tanto eu como minha irmã nos deliciamos com os
seus informativos. Gostaria de continuar a recebê-los, se possível.
ECHUS RESPONDE:
Informamos que o ALDO era da turma de 1971 e, atendendo ao pedido de suas
irmãs, estaremos lhes enviando normalmente o nosso Informativo ECHUS DO
IBATÉ.
E X P E D I E N T E
Equipe responsável:
José Lui, Justo, Licheri, Márcio Paçoca, Martucci, Monteiro, Mosca, Paulo Toschi, Santiago, Simões.
Artigos e colaborações:
Enviar para ECHUS DO IBATÉ, Caixa Postal 71509, São Paulo-SP, CEP 05020-970.
Obs. Se possível,
enviar material em disquete(texto em word e fotos em formato jpg)
Responsabilidade:
Os artigos assinados são de inteira responsabilidade dos autores, não
expressando necessariamente a opinião da equipe responsável.
Internet: e-mail: echus@zipmail.com.br Site: www.seminariodesaoroque.com