ECHUS   DO   IBATÉ

INFORMATIVO DOS EX-ALUNOS DO SEMINÁRIO DO IBATÉ

SÃO ROQUE – SP – BRASIL.

No. 81  -   Ano  13  -  setembro/outubro  de 2005

EDIÇÃO INTERNET

 

VII ENCONTRO – NOSSOS AGRADECIMENTOS

WILSON MOSCA (55/57)

Nosso VII Encontro atingiu seus objetivos: congregou-nos, fez-nos reviver um passado rico em lições e trouxe para a nossa vida um novo impulso e incentivo. Foi muito bom. Para que isso acontecesse, muitos se envolveram e cabe-nos agradecer.

Aos inúmeros colegas que, com suas contribuições monetárias, possibilitaram o baixo custo da adesão (nos últimos quatro encontros o preço por pessoa permaneceu em R$ 15,00) e a participação em maior número de companheiros e familiares.

Quando os alunos, professores e familiares chegaram ao Seminário, estava tudo bem coordenado. A capela pronta, o café quentinho e o pátio com a tenda armada, as mesas e cadeiras arrumadas. Mas quanto trabalho isto ocasionou! O José Lui, o Cosso, o Martucci que o digam. Nosso eterno agradecimento.

Momento especial foi a Santa Missa, participada e vivida por todos. Um voto de louvor à equipe de liturgia; Attilio, Corazza, Furlaneto, Gilberto, Perereca, Barbieri e ao nosso vibrante Coral, sob a coordenação do nosso Isaías. O sucesso do Coral é fruto de vários ensaios, ocorridos aos sábados na Cúria. Parabéns Schola Cantorum.

No pátio nossa confraternização e nosso churrasco. Nossas homenagens ao Pedro Sansone que supervisionou, com experiência e competência, todo o trabalho da cozinha. Ao Cosso, ao Almeida e ao próprio Pedro que nos dias anteriores foram às compras, disponibilizando tempo e seus veículos, para tanto.

A nossa gratidão a Dom Ercílio, bispo da Diocese de Osasco, ao Pe.Luiz Omar, competente Administrador do Seminário, pela cessão das dependências do mesmo; aos irmãos Peralta (João e José), pelo apoio e patrocínio na impressão do livreto da Santa Missa; à Míriam, Romualdo e seus filhos, que garantiram a infra-estrutura; ao Márcio e ao Manga, pelo trabalho junto às autoridades da cidade de São Roque.

Ao colega Juan Jurado, com seu lindo bolo (que para o próximo Encontro vai ser prá mais de metro), ao José Fernandes da Silva, que mesmo impossibilitado de comparecer ao Encontro, não deixou de nos doar as deliciosas bananas lá de Juquiá, para compor nossa sobremesa, ao José Moreira, único representante, desta vez, da legião mineira, que nos presenteou com o famoso queijo de Minas e a deliciosa cachaça.

Por último queremos agradecer a Antônio de Sousa Ramalho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (SINTRACON),  que não pertence ao nosso grupo, mas que nos últimos três Encontros tem nos prestigiado, nos cedendo, gratuitamente, a ambulância, acompanhada de uma enfermeira.

Faltou gente a ser lembrada? Certamente, poderíamos encher estas páginas com anônimos colegas, colaboradores espontâneos, nossas esposas, companheiras e filhos que com  alegria e disponibilidade pertencem a esta grande família do Ibaté.

Colocamos todos, sem exceção,  sob o manto da Mãe, o Imaculado Coração de Maria, rogando que cubra de bênçãos especiais a grande comunidade Ibateana, tornando-a cada vez mais unida no amor a na fraternidade.

 

Futebol em Helvetia – 19 de Novembro

O Sávio nos convida para uma partida de futebol, churrasco e leitoa em Helvetia no próximo 19 de Novembro – Sábado

Desta vez, a programação é a seguinte:

1 – O início do primeiro jogo será às 9:30 horas, com a participação dos ex-alunos. O segundo jogo contará com a presença de demais participantes. Dessa forma haverá o equilíbrio necessário para aqueles que esperam uma oportunidade para jogar futebol.

2 – Cada participante deverá levar bebida (como das vezes anteriores). O churrasco e a leitoa serão providenciados pelo Sávio. O custo estimado é de R$ 8,00 por pessoa.

3 – Faz-se necessária a confirmação da sua presença (e do número de pessoas de sua família) a fim de preparar a leitoa e o churrasco, até o dia 11 de novembro nos seguintes telefones: Acácio Zezo (11) 3104.3142 (com.)  Eduardo Manga (11) 4712.6698 (resid.) Zé Renato (11) 6952.3200 (resid.) Wilson Mosca (11) 3864.8852 (resid).

 

 

UM ARTISTA ENTRE NÓS

ANTÔNIO CARLOS CORREA (64/67)

 

Com muito sucesso estreou em São Paulo a peça QUERIDA HELENA, de autoria da russa contemporânea Liudmila Razumovskaia, uma obra que transcende os tempos e é altamente recomendável, pois se coaduna com nosso atual momento político-social. No palco, o confronto entre duas posturas éticas frente à vida:  a honestidade levada às últimas conseqüências e o uso da corrupção moral e do cinismo como moeda de circulação diária. Quer coisa mais atual?

Com a intenção de facilidades no exame final de Matemática, estudantes fazem uma visita-surpresa no dia do aniversário de sua professora, para que, aprovados, matriculem-se na Universidade. Querem estudar Humanidades ...  Soviética desde criancinha e de intransigente ideologia social, não dá o braço a torcer, e sente-se ameaçada a ter de abrir mão do sentido maior de sua existência. A amável formalidade inicial transforma-se em cenário radical e beligerante, com requintes de ironia e crueldade,  numa temperatura oscilante entre a violência e, por que não, a própria ternura. O debate põe à mostra toda a complexidade das transformações sociais vividas na Rússia e o dilema entre o velho sonho socialista ortodoxo e a instalação de novos desejos de prosperidade pessoal. O grande risco de se cair na vala comum do maniqueísmo é firme e finamente administrado pela mão da autora: esta batalha, ninguém ganha e ninguém perde. A derrota é ampla, geral e irrestrita.

Criado em 1980, o formidável texto é dirigido  por  Iacov Hillel.  Mas  isto não basta para justificar nossa veemente  indicação.

José Anchieta Alves da Costa (na foto:Anchieta em 1959), esse pernambucano de Caruaru, que em São Paulo aportou com toda a família, vindo num pau-de-arara, nosso colega no Ibaté de 58 a 62, iniciou sua jornada no poento teatro do Ibaté. Profundamente agradecido, afirma ter sido o precioso olhar do Padre João Bosco Galvão de Camargo – falecido em 17.07.2003 – quem captou os desígnios de sua vida, pedindo-lhe, no primeiro dia dessa verdadeira iniciação,  que auxiliasse na pintura do cenário de uma peça que já estava sendo ensaiada por outros seminaristas. Para seu, dela também participou como ator; era o filho de um paxá, papel idêntico de mesma peça em que atuou, posteriormente, na antiga TV Cultura.  Alguns de nós devemos nos  lembrar do drama A VIDA EDIFICANTE DO MÁRTIR SÃO FRANCISCO XAVIER”.  Hoje ele é o maior cenógrafo e figurinista deste solo, nos dizeres do reconhecido diretor Cacá Rosset.

Com a presente peça em cartaz, o mundialmente premiado artista – para quem cenografia é toda a parte visível do universo - oferece ao teatro brasileiro mais um brilhante resultado de suas noites em claro e de sua inesgotável criatividade, orgulho de todos nós, ibateanos, a qual estamos todos convidados.

TEATRO ALIANÇA FRANCESA -  R. Gal. Jardim, 182 . (próx. estação República do metrô)

Em cartaz até 31 de outubro de 2005

São Paulo- Info: (11) 3188-4148 - 3123-1753

 

Momento de Poesia

 

 

 LIBERDADE

Letterio Santoro (55/58)

 

Ah! vogar assim à toa...

sob o céu e sobre as águas...

sem qualquer finalidade!...

Descuidado dos horários,

o aguilhão do dever

simplesmente abandonado!....

 

E sonhar,  sonhar sempre...

Como nos dias de aulas,

quando à sesta, pelo bosque,

ouvia o doce ribeiro,

e o zunido da cigarra...

E sentado sobre as folhas,

outras folhas preenchia

de versinhos vagabundos...

E voltava à minha infância,

ao florido pessegueiro

- mastro de um grande navio,

de onde capitaneava

os pequenos companheiros!

 

Quem dormia ao pé do tronco

de um altíssimo eucalipto!

Quem caçava borboletas

pela encosta sossegada!

Um gostava de cavaco,

outro de jogo gostava.

Dava-se aquele à leitura,

cantarolava aquele outro.

 

Mas eu... apenas sonhando,

nesse momento tão belo,

em ser um simples poeta.

E preenchia as folhinhas

de versinhos vagabundos

até que ao longe a sineta

(den-den, den-den, den-den-den)

logo convocava a todos

para nova obrigação.

 

Ah! vogar assim à toa

por algum curto momento…

E sentir o dia inteiro

um eco de liberdade

perfumando minha ação!

 

 

13.09.1977 - Extraído do livro TRAVESSIA – Primeira parte (Década de 1970)

 

 

IBATEANI  PIRAPORANOS  SALUTANT

ANTÔNIO CARLOS CORREA (1964/67)

 

Esta nossa “associação” de ex-alunos do Ibaté nasceu em 1993, como fruto do esforço e árduo trabalho de vários de nossos colegas cujos nomes não citaremos agora,  aqui neste espaço.  Contudo, sabemos que a idéia propriamente dita de sua criação fecundou-se junto aos tradicionais encontros dos ex-alunos do Seminário de Pirapora. Neste nosso Sétimo Encontro, dentre tantos ilustres convidados, tivemos a honra e o prazer de contar com a  presença de vários deles, como Antônio Godinho, Geraldo Pinto, Norberto Augusto Preto, Antônio Triviño e Oreste Bertacchini. Embora estimulados, muitos não puderam, infelizmente, comparecer. A todos, nossos sinceros agradecimentos por tão honrosa presença. Esta casa e nossos corações estarão sempre abertos a sua presença e participação. Vibramos todos na mesma freqüência. Sintam-se como nossos eternos convidados. Dentre os presentes, prestamos especial homenagem aos dois mais antigos: Côn. Antônio Triviño e o Sr. Oreste Bertacchini (foto), que passaram pelas salas de aula e genuflexórios premonstratenses, nas turmas de 1924 e 1926, respectivamente. De lá para cá, muitas águas rolaram pela cachoeira de sua existência; muitas cenas de nossa história, eles testemunharam e tantas outras terão ainda para nos contar. São grandes trabalhadores e levantam cedo todos os dias. Surpreendem-nos sua disposição, ânimo e fé na vida. Vida longa a todos eles.

 

 

ECCE SACERDOS MAGNUS.

IN DIEBUS SUIS, PLACUIT DEO

ASDRÚBAL ÂNGELO BARUFFALDI (49/53)

 

Remeto-lhes nova cópia do “Ecce Sacerdos Magnus” em homenagem ao Cônego Jair, justificando que, ao conhecer o Padre Cido Pereira no nosso Encontro de 20.08.2005, não tinha ainda o ciência de que ele é o autor de “Adeus, Cônego Jair”, publicado no ECHUS número 80. Se tal ocorresse, eu teria lavrado, pessoalmente, total apoio à veracidade do seu testemunho. Sem querer roubar-lhe a beleza e a profundidade, devo dizer que desconhecia seu texto quando redigi o meu, em 21 de julho p.p., o que não impediu que as coincidências se tornassem visíveis, no que tange às virtudes do Padre Jair. Afortunou-me, apenas, tê-lo conhecido, em menino, por ocasião de sua primeira missa cantada, que aqui descrevo emocionado e consoante me facultou o  “arquivo rígido” da minha memória. Perdoe-me o Padre Cido. E aceite os meus cumprimentos pela forma sagrada com que se expressou, pois o Cônego Jair foi digno desse carinhoso louvor.”

 

Em maio de 1943, a Paróquia de Santana, em São Paulo, se rejubilava com a presença de Dom José Gaspar durante o tríduo preparatório e à missa da Páscoa na qual comungaram, segundo as estimativas, seis mil esportistas.

Em dezembro, os Padres Saletinos anunciavam, com novo e vibrante entusiasmo, a ordenação do seu primeiro paroquiano e a celebração de sua primeira missa cantada.

Que empolgação!

Eu era ainda menino, coroinha e congregado mariano. Estava curioso para ver como seria a missa cantada por um padre recém-ordenado.

E o belíssimo domingo de dezembro despontara. A igreja superlotada, com os altares floridos e profusamente iluminados, recendia aromas e incenso. As velas candentes cintilavam enquanto o órgão soava melodioso e solene.

O cortejo adentrava precedido pelo crucífero e numeroso séqüito, ao fim do qual um piedoso casal patenteava a emoção por levar ao altar o filho padre, cuja primeira missa solene iria cantar na mesma igreja de que saiía para os estudos no seminário.

No final, surgia o neo-sacerdote e celebrante padre JOSÉ JAIR NASCIMENTO DO VAL, acolitado pelo Diácono e sub-Diácono.

Os paramentos reluziam ricos e dourados, centralizados pela casula trentina de fino labor, quase um pluvial para aquele jovem e franzino sacerdote.

Iniciada a celebração, os cantos se sucederam ao clamor festivo do Coral, percebendo-se que uma ligeira distonia, motivada pela emoção, sensibilizara o Cantor de o “GLORIA IN EXCELSIS DEO”. (Mais tarde, como professor no Seminário do Ibaté, ele iria revelar sua falha auditiva para o canto).

A comunhão foi numerosíssima. E, ao “ITE, MISSA EST”, a multidão estava ávida em beijar-lhe a mão e obter a sua benção:-ele havia impressionado pela piedade e fervor, as marcas indeléveis de sua caminhada mística.

Nem lhe faltariam sobras de sabedoria e cultura com as quais abrilhantou o seu mestrado filosófico e teológico.

No Seminário em que o tivemos como mestre, foi simples, modesto, sorridente, meditativo, fervoroso e afável. Extremamente piedoso, vivia em constante oração.

Seu respeito não se limitava à fé em Deus e à Santíssima Virgem, da qual era extremamente devoto, mas se estendia a todos, sem distinção.

Assim o conheci no dia daquela comovente primeira missa cantada. Assim o vi perfilando as páginas do seu Breviário. Assim o admirei ensinando no saudoso Seminário do Ibaté.

Teria superado as alturas da glória terrena não fosse o seu desprendimento e exclusivo apego à grandeza do seu sacerdócio, até 15 de julho, quando os céus se dignaram arrebatá-lo.

De Ourinhos para os ECHUS DO IBATÉ, um testemunho ocular.

 

 

VISITA DO PE. JULIAN

JOSÉ CARLOS MARTUCCI (70/71)

 

No dia 05.08.2005, ao chegar na costumeira 1ª sexta-feira no restaurante Chácara Souza, fiquei muito surpreso e feliz em reencontrar o Pe.Julian Sanches Hermida, que foi meu professor em 70/71 no nosso Seminário de São Roque; que estava passando férias no Brasil, já que atualmente mora e trabalha na Espanha.

Para completar esses momentos de alegria, em que foram relembrados os momentos que passamos no Seminário do Ibaté, as grandes partidas de futebol e as de mais atividades escolares e religiosas que vivemos na época, estavam, também, presentes no jantar os colegas José Édson Pereira da Silva (71), José Renato da Silva (72/73) e o Pe.Cândido da Costa (70/73), que foram dar um abraço no querido Pe.Julian.

E ao final, nossos antecessores entoaram diversas músicas de suas épocas, como, “Va Pensiero” e “Sub Tuum Praesidium”. Aguardamos ansiosos pelo retorno definitivo do Pe. Julian ao Brasil que, segundo nos informou, se dará em dois anos.

Agradecendo a noite agradável que tivemos, deixo um abraço fraterno ao Pe. Julian.

Na foto, da esquerda para a direita:

Jose Édson Pereira da Silva,

José Renato da Silva,

Pe.Julian Sanches Hermida e

José Carlos Martucci.

                                             

 

VII ENCONTRO DOS EX-ALUNOS DO SEMINÁRIO IBATÉ, SP

SOB OS CÉUS DO IBATÉ

Relato de um repórter circunstancial

 

JOSÉ WOLF (50/58)

 

Comovente! Mais de 500 convidados, entre ex-seminaristas, sacerdotes, familiares e amigos participaram do grande encontro dos ex-alunos do Seminário do Ibaté, no dia 20 de agosto de 2005. Um dia para ficar na nossa história. Uma comovente celebração da confraternização sob os céus e o toldo do pátio do Ibaté, que nos abrigou feito um imenso coração azul. O Seminário, inaugurado em 1949, funcionou até 1973, transformando-se, depois, numa Casa de Retiros da Arquidiocese de São Paulo..

O amigo e conterrâneo saltense, Wilson Mosca (com incentivo do Simões, do José Justo, Francisco Fierro e Atílio), me pediu gentilmente que, na condição de jornalista, fizesse um relato sobre o evento. Confesso que, na contramão do que ensinam os manuais sobre a objetividade, isenção, imparcialidade e distanciamento crítico jornalísticos, não resisti e me rendi à emoção, ao sentimento e às lágrimas, ao rever tantos “jovens” e colegas de 50, 60 ou 70 anos. Principalmente, quando  abracei o profeta Darcy Corazza que, apoiado em seu cetro magestático, se mantém altivo e condotiere como um Moisés: um símbolo de resistência e mutação.

O que diriam o escritor Heitor Cony, do livro O Ventre, Fidel Castro, o cineasta Luiz Buñuel, diretor do  clássico “L´AGE D´OR”. (A idade d’ouro) ou o economista Roberto Campos, ministro do Planejamento na era do chamado “Milagre” brasileiro,  também ex-seminaristas, se pudessem participar do encontro?

Enfim, sobrou para mim. Então, parafraseando o mestre francês da fotografia, Cartier-Bresson, diria que, à semelhança da fotografia, o texto representa um caderno de desenhos (ou lembranças), um divã de psicanalista, uma metralhadora, um beijo, o espelho da memória  e da própria vida.

De volta ao futuro! Afinal, ali, nesse pequeno planeta chamado Ibaté, demarcado pelas montanhas intermináveis e pelo emblemático Saboó, pelas torres de transmissão de energia elétrica, cuja implantação inicial  teve a participação de meu pai, Eduardo Wolf, então funcionário da antiga Light e da estrada de terra batida, continua a pulsar o nosso coração, quando, ainda, meninos, sonhávamos em “ser padre” um dia.

Pelas circunstâncias ou destino divino, muitos acabaram mudando a rota, mas as imagens desse tempo continuam vivas nas mentes e corações de todos:  imagens que nem o tempo nem os imprevistos  e os novos desafios conseguiram apagar.  

Meninos, eu vi! Então, vi muitos colegas, em estado de graça, percorrendo, emocionados, os longos corredores, os antigos quartos dos padres Constantino, Ruy Amaral, Colaço, do monsenhor João Luiz Gonzaga,  Expedito Marcondes, Kulay, Jair, Durval ou do amado Pe.Pascoal Amato, personagens que marcaram nossa formação, caráter e trajetória. Vi também alguns companheiros revisitando  o imenso dormitório, que nas longas noites de inverno era bafejado por fortes ventos e o piar solitário das corujas. O refeitório, com as leituras das aventuras de Karl May, Sherlock Holmes e Júlio Verne ou da biografia do cura d´Ars, lidas durante as refeições,   que  alimentavam nossa imaginação e vocação. O salão de estudos, as salas de aulas e a capela de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, na qual muitos receberam a batina. O perfume do incenso das missas solenes.

O hall de entrada, onde ficava uma velha TV em preto e branco e os jornais que, mesmo proibidos para os alunos, eram devorados às escondidas por muitos, no banheiro. Ali, recebíamos a visita inesperada do cardeal Dom Carlos Vasconcelos Mota, amigo do presidente Juscelino Kubitschek, ou do arcebispo Antônio Maria Siqueira, à espera de um  feriado extra. Ainda lembraria a projeção do filme “O mágico de Oz”, na tela do grande teatro, que despertou em mim o interesse pelo cinema. Resultado? Iniciei a trajetória profissional, no ”Jornal do Commercio”, do Rio, com um comentário sobre o filme “O silêncio “, do sueco Ingmar Bergman! A partir daí, deslanchou a trajetória profissional na área do jornalismo, com a ajuda de Fernando Gabeira.

Por falar em silêncio, o velho sino na arcada da entrada central, que cadenciava o ritual de nossas tarefas e obrigações, a hora de estudos, das refeições, do recreio e das orações, se calou. Contudo, sua marca continua, na parede, feito uma cicatriz impagável.

As árvores do jardim, em frente ao edifício desenhado por  alamedas sinuosas, pelas quais percorria a procissão de Corpus Christi e do Senhor Morto, na Sexta-Feira da Paixão, sob a imensa lua cheia,  que vimos tão tenras e frágeis, cresceram. À semelhança da fábula de La Fontaine, da raposa e das uvas verdes, podemos dizer: como as árvores  envelheceram! Mas, os nossos sonhos e desejos não!  

      

 

VII ENCONTRO

MINHA PRIMEIRA VEZ, DENTRE MUITAS AINDA

MANOEL MARCOS DA SILVA (1969-71)

 

Finalmente pude comparecer pela primeira vez ao Encontro do Seminário do Ibaté. Estive lá com meu primo, Severino Ramos de Santana, também um ex-aluno, e sua mãe, que também é minha tia, Dona Atercília. Durante a viagem, supus que não encontraria alguém de minha época e, mesmo que isso ocorresse,  não o reconheceria ou não seria reconhecido. Mas o que valeria a pena realmente era este retorno ao Seminário, 34 anos após minha saída.

Na chegada, logo avistamos o Sabé – hoje, Pe Sabé -  que em nada mudou: continua transmitindo aquela mesma serenidade e paciência a todos. O café da manhã, com pães e bolos, estava sendo servido. Rapidamente tomei-o, pois queria visitar as salas, mas deu-se início à  missa e nos dirigimos todos à capela. Lá estava ela, exatamente como antes, sem tantos adornos, com seu teto bastante alto, o altar arredondado que mais parece uma concha, suas cores claras: uma gigantesca nave. Há tempos não participava de uma missa; desta vez pude inclusive conduzir um cálice durante o Ofertório. Em seu final, cantamos o Sub Tuum Praesidium, esse inesquecível hino de todos, que impregna nossa memória, gravado que foi no consciente e no inconsciente.

Era hora do almoço. Agora sim eu poderia visitar todas as salas para relembrar. A primeira pessoa com quem nos deparamos foi o Careca. E ele lembrava que havíamos trocado uma grande quantidade de emails tratando de minha vinda ao Encontro, mas também de antigas fotografias que trouxera comigo. Em uma delas, pelas boas notas obtidas, eu aparecia recebendo uma bola como prêmio do professor Élcio, de Geografia, estando também presente o Pe. Elídio. Outras mostravam colegas de cujos nomes não me lembrava mais. Essas fotos, pensava eu, facilitariam que eu fosse reconhecido pelos outros colegas.

Ao buscar um churrasco, passei por um ex-aluno e li o nome: Sun Ken Mi. Não estava acreditando ... ele me ensinou o xadrez! Jogávamos quase todos os dias; ele sempre ganhava, claro. Um dia, enfim, empatamos. Dizia ele que eu tinha tido sorte, contudo, a partir daí, nossas vitórias passaram a ser alternadas e eu acabei assimilando a lógica de seu pensamento. Abordei-o, e ele disse: “Manoel, você não mudou muito; me acompanhe, nosso pessoal está logo ali.”  Que incrível, pensei comigo, ele me reconheceu! E há mais pessoas da mesma época!  Fui apresentado: “Esse é o Manoel, da turma de 1971!   E alguém daqui se referiu a você, quando recordávamos de nossas Olimpíadas  Caiu-me um raio naquele momento; eu havia, sim, participado na modalidade de ‘Salto em Altura’. Não sei por qual razão, no exato momento do pulo, senti-me indeciso: pularia de lado ou de frente?  Terminei por ultrapassar a barreira e a queda foi bem doída, mas não traumática. Quem sabe não tenha sido esse o  término de minha carreira de esportista?

Alguém se aproximou dizendo ter sido meu anjo! Assustei-me, pois certifiquei-me de que eu já havia sido anjo de alguém nesta vida!  Era o Jair Francisco dos Santos, que relembrava detalhes e situações. Minha memória já estava melhorando. Manoel Messias de Souza, meu xará, lá de Osasco, também estava ali, dizendo ter sido eu o seu anjo. Nessa altura, eu já estava mais prevenido, meus neurônios faxinavam minha memória e as lembranças começavam a surgir: “Sim, eu fui seu anjo, agora me lembro!”.

Otávio Gouveia Simões, Walter Trapela, José Renato da Silva estavam todos lá. Até o Eduardo Santiago, que morava em São Roque. Disse-me ele que passava por ali todos os dias em corrida. Não é muito longe?, perguntei. Ele costuma fazer este percurso todos os dias; são seis quilômetros desde a cidade. Doze no total!  Fiquei muito impressionado. Reparei que as pessoas, mesmo passados 30 anos, em nada mudam, continuam com seu mesmo temperamento. E por ali estava o Pe. Getúlio Vieira, idêntico à lembrança que tenho dele: parece não ter envelhecido, congelou-se no tempo.

Nessa altura dos acontecimentos, eu já me sentia como naqueles tempos, com meus 15 anos, num daqueles recreios do Seminário do Ibaté. A mente ia trazendo mais flashes de lembranças das pessoas, dos fatos ocorridos ... Eu não estava apenas visitando o Seminário, mas literalmente voltando no tempo como se um portal tivesse sido aberto naquele instante... Foi muito gratificante!

 

CASO EDIFICANTE – CRIANÇA SAPECA

JOSÉ LUI (49/56)

 

Desesperado, o chefe olha para o relógio, e já não acreditando que um funcionário chegaria a tempo de fornecer uma informação importantíssima para uma reunião que estava acontecendo, liga para o dito cujo:

-          Alô – atende uma voz de criança sussurrando.

-          Alô. Seu pai está?

-          Tá – ainda sussurrando.

-          Posso falar com ele?

-          Não – disse a criança bem baixinho.

Meio sem graça, o chefe tenta falar com algum adulto.

-          E a mamãe, está aí?

-          Tá.

-          Ela pode falar comigo?

-          Não. Ela tá ocupada.

-          Tem mais alguém aí?

-          Tem – sussurra.

-          Quem?

-          O “puliça”.  

Um pouco surpreso, o chefe continua

-          O que ele está fazendo aí?

-          Ele tá conversando com o papai e a mamãe e com o “bombero”.

Ouvindo um grande barulho do outro lado da linha, o chefe pergunta assustado:

-          Que barulho é esse?

-          É o “licópito”.

-          Um helicóptero?!?!

-          É. Ele “tloce” uma equipe de busca.

-          Minha nossa!  O que está acontecendo aí? o chefe pergunta já desesperado.

E a voz sussurra com um risinho safado:

-          Eles tão me puculando.

 

 

FLEUR DE CACTUS

EDUARDO SANTOS LIMA (59/63)

Padre Francês. Era como o chamávamos. Lecionou em 1962, se não me engano. Não morava no seminário. Ia todas as semanas e creio que, em São Paulo, era capelão  no Colégio Sion (ou Des Oiseaux).

Uma vez fomos designados, eu e um colega, para acompanharmos  o Padre Francês, como coroinhas, na celebração de uma missa no convento vizinho das irmãs dominicanas. Semana Santa, durante a  missa o sino que tínhamos que tocar nos momentos solenes era substituído por uma matraca. Aconteceu de a matraca das freiras ser um objeto totalmente desconhecido para nós. Tinha um cabo e era preciso girá-la em círculos. Emitia um som terrível, um grasnido de pato agonizante,

Ao sermos surpreendidos pelo som daquele insólito instrumento meu companheiro olhou para mim escondendo uma risada e fui tomado por uma súbita, irresistível vontade de gargalhar. Rir às bandeiras despregadas. Naquele exato momento solene do sacrossanto mistério em que se dá, na missa, a transubstanciação. Atrás de nós a congregação das freirinhas, de branco, em silêncio absoluto e compungido. Mordi os lábios com força. Belisquei-me para valer, até que a dor vencesse o desatino. Foi uma das situações mais aflitivas pelas quais passei no seminário.

O Padre Francês levava para suas aulas um pequeno gravador (pequeno para a época)  e nos tocava  músicas da souer sourire, a freira belga de “Dominique” que tanto sucesso fez naqueles anos. As músicas eram simples, bonitas, e falavam de um quotidiano do convento  não muito diverso do nosso, e eu as decorei : “Fleur de Cactus”; “Alleluia”; “Entre les Etoiles”; Plume de Radis” e outras tantas. Muitos anos depois recolhi várias dessas  musicas na Internet. Quem sabe mais para  frente possa disponibilizá-las para todos em nosso site?

O Padre Francês trouxe um sopro de ar fresco para a atmosfera  estagnada do seminário. Com ele veio o Michel Quoist  de “Construir o homem e o mundo”, “Poemas para rezar” e, mais tarde, “O Diário de Danny” e o Diário de Ana Maria”. Principalmente “Construir o homem e o mundo “.

Ali encontrei embevecido uma outra visão da realidade. Absolutamente religiosa mas que levava em conta a tolerância e a dimensão humana, o que até então era impensável na dogmática doutrinação a que éramos submetidos. Foi para mim o início de uma reflexão sobre a educação recebida. Até então me limitava a repetir os padrões de pensamento e conduta impostos, às vezes com violência, pela estrutura do seminário. Isto resultava em um comportamento rígido e totalitário que se exteriorizava, por exemplo, quando exerci a função de auxiliar do prefeito dos menores, em “dicipliná-los” com beliscões, puxões de orelhas e croques.

O sistema  educacional vigente no seminário permitia e incentivava tais atitudes. Na verdade não tínhamos escolha pois desde a situação geográfica até a ausência de livros e  meios de comunicação estávamos total e deliberadamente afastados do mundo e impedidos de pensar. Limitávamo-nos pois a repetir mecanicamente os valores que nos eram inculcados sem termos quaisquer outras referências que nos permitissem questioná-los.

A convivência com o Padre Francês durou pouco. Não tivemos o tempo necessário para nos conhecermos melhor, mas em meio à aspereza intelectual em que vivíamos ele deixou uma lembrança bonita. Inesperada e bela  - como uma flor em um cacto.

 

Na  Casa  do  Pai

Comunicamos o falecimento em 10 de junho de 2005 de nosso colega ALDO SILVEIRA (71).  E em 10 de outubro de 2005, de nosso colega JOÃO BARIZON SOBRINHO  (51-56)

Aos familiares as nossas condolências.

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Correspondências e E-Mails Recebidos

ADEMAR MUTTON (55/56) – Prezado Simões, escrevo da cidade de São José do Rio Pardo, usufruindo das comemorações da Semana Euclidiana. Não poderei estar presente ao VII Encontro dos ex-alunos do saudoso Seminário do Ibaté. Sirvo-me desta, no entanto, para confraternizar-me, sentimental e mentalmente, com todos os participantes. Sou grato pela lembrança e um grande abraço “Ibateano” a todos e a você, em especial.

ANTONIO JOSÉ DE ALMEIDA (63/66) – Caro Wilson,  parabéns a você e aos nossos amigos que se dedicaram e, mais uma vez,  fizeram acontecer o reencontro dos ex-ibateanos. O sétimo reencontro foi um sucesso e tudo aconteceu da melhor forma possível.  Sei do árduo trabalho que vocês tiveram ao longo dos últimos  meses: o pessoal do coral, o pessoal da coordenação, o pessoal que foi às compras (inclusive Sra. Marilda), o pessoal que diversas vezes foi a São Roque acertar os detalhes, o pessoal que  “ralou” durante o evento, ... A todos, transmita meu reconhecimento e agradecimento. Fraternal abraço. antonio_jose@ig.com.br

CELSO DAVID SCUOLA (55/57) – Caro amigo Simões, sucesso total o 7º Encontro, que para mim foi o 1º. Tomei logo o Monteiro como cicerone e ele muito prestativo foi me apresentando a turma de 55/57, que eu não via há 48 anos: Mosca, Millan, Cosso, Andrietta, Boroni, etc., todos colegas de ano, divisão e classe. Tentamos declinar algumas palavras em latim, mas terminou tudo em gargalhadas. Emocionei-me na Santa Missa. Coral espetacular. Viva a furiosa do Perereca. Parabéns a toda equipe organizadora do evento: Mosca, Cosso, Lui, Simões, etc. Peço desculpas ao Pe.Edmundo da Mata pelas brincadeiras sobre como organizar a procissão na Paróquia do Jardim São Luiz. Alô Benedito Luiz, Belmiro Bolognesi, Toledo: não vi vocês. Atenção Wilson Mosca: dê um abraço bem forte no seu mano Nelcindo. Diga que eu mandei!. Simões muito obrigado por me proporcionar tantas alegrias. Estarei presente no jantar da 1ª sexta-feira de outubro. Tchau e Deus nos abençõe.

HÉLIO RODRIGUES (60) Prezados amigos, há já muito que, com alegria, recebo pontualmente o informativo ECHUS DO IBATÉ e com um misto de alegria e saudades (de um tempo que se foi) leio-o com avidez seu conteúdo que me agrada muito e me envolve com certa nostalgia, deixando-me sentindo como uma criança, ansioso a espera do próximo número. Parabéns a todos vocês, idealizadores e responsáveis por tão importante e brilhante publicação e pelo encontros realizados. Que Deus os abençoe e os ilumine sempre. Infelizmente por motivos vários ainda não me foi possível comparecer aos encontros realizados, mas...certamente isso ainda ocorrerá. Por hora fico torcendo por vocês. Em anexo pequena e simbólica contribuição ao ECHUS DO IBATÉ.

JOSÉ ANCHIETA ALVES DA COSTA (58/62) - Caros amigos, é com muita tristeza que informo a minha impossibilidade de estar presente ao Encontro do Ibaté, por motivo de saúde. Tive recentemente um enfarte, que me deixou internado 10 dias na UTI do INCOR, sendo assim, ainda estou em fase de recuperação e tratamento. Mantinha ainda a esperança de ter alta por estes dias, mas tenho que fazer um Cintilografia na próxima semana. Fica para o próximo ano, mantenham-me informado dos acontecimentos, assim que os gastos com remédios e hospitais reduzirem passo a contribuir com o ECHUS DO IBATÉ, que é uma pequena jóia de jornal, uma delícia de se ler. Assim que estiver mais apto a ficar mais horas no computador vou escrever alguma coisa como contribuição. Abraços a todos. anchietacosta@itelefonica.com.br

JOSÉ MAYER PAINE, CÔN.   Prezados ex-alunos do Seminário de São Roque, fiquei muito honrado com o convite que o Attilio me fez para presidir a missa do VII Encontro. Infelizmente estou comprometido na minha paróquia com a “tarde ecumênica”. Agradeço o convite e abençôo o encontro.

JOSÉ ROBERTO CARNEIRO (66/68)  - Caro amigo Simões, quero parabenizá-lo  juntamente com toda a equipe pela organização do VII Encontro em São Roque. É realmente uma grande graça de Deus poder estar no Ibaté depois de tanto tempo, e poder rever nossos antigos colegas de Seminário. Que Deus abençoe a todos vocês, e continue dando força e coragem para poderem continuar sempre firmes. josrobcarn1951@ig.com.br

LUIZ CARLOS SABINO (60/64) – Prezado Simões, satisfação inquantificável em poder me comunicar com você. Lamento deveras não poder comparecer ao VII Encontro, visto estar prestando um serviço em Porto Alegre do Norte, MT, e não posso ausentar-me até o término do mesmo. Sei que o evento está em ótimas mãos e melhores corações e está destinado ao maior sucesso, como sempre tem acontecido. Sinto-me honrado, privilegiado e comovido por pertencer (graças a Deus) a tão seleta irmandade. Desejo felicidades a todos, desde a equipe coordenadora, até o mais longínquo irmão ibateense. E relembrando os tempos da Ars Latina, finalizo com FIDUS TIBI FRATER. Anexo envio modesta colaboração ao Echus do Ibaté. laboratorio@araguassu.com.br

MARIA INÊS MURARI Tem esta a finalidade de comunicar o falecimento do meu sogro, em 11 de julho de 2005, SR.HUGO MURARI que, junto com seu pai AUGUSTO MURARI, construiu o Seminário do Ibaté em São Roque, lá residindo por muitos anos. O Sr.Hugo continuou residindo em São Roque, e tinha um apreço muito grande pelo Seminário, contando sempre a seus filhos e netos, histórias que lá se passaram durante a construção.

SIDNEY JOSÉ BARONE, Pe. (59) - Fiquei sabendo, ao ler os boletins, de alguns colegas que ainda estão com algumas revoltas com o tempo de seminário. Visitei dois deles. Realmente achei que eles estavam necessitando de uma palavra amiga. Foi muito difícil chegar até cada um desses dois. Fiz das tripas o coração, mas consegui chegar até a casa deles, eles que conviveram comigo em São Roque e em Aparecida do Norte. Eu tenho dificuldades para sair da Paróquia, porque estou sozinho há 22 anos nesta mesma Paróquia, sempre sozinho, com Jesus, Maria e o Anjo da Guarda. Porém, se algum dos nossos colegas tiver alguma revolta com o Seminário ou com os Padres daquela época que me procure no telefone aqui na Igreja da Vila Olímpia, e venha desabafar um pouco. Eu também tive uma época com muitas dúvidas e revoltas que, graças a Deus, foram-se embora junto com mil grilos. Se você estiver com algum rancor ou sentiu-se abandonado durante aquela época; se não lhe deram nenhuma chance na casa; se você foi colocado de lado por ser mais pobre ou porque não tinha aquele narizinho bonitinho; se ninguém correspondia aos seus sorrisos, ou porque era tímido, ou porque o Padre não ia com a sua cara, ou foi incomodado por alguém da casa, ou porque era meio mocorongo, ou porque era ruim nos esportes, não se amofine! Apareça na Vila Olímpia! Não sou nenhum psicólogo diplomado, mas conte com minha discrição e vamos ter uma conversa e rezar um pouco juntos. Eu acredito em cada um dos colegas do Seminário de São Roque e acho que é muito importante a missão daquele que um dia teve a formação católica que nós tivemos. A Igreja necessita de cada um dos Ibateanos, principalmente nos dias de hoje, quando os Sacerdotes somos tão poucos, e "messis quidem multa".

Cumprimentando os colegas pelo brilhantíssimo trabalho de ressurreição (recordar é viver), gostaria de oferecer as dependências de nossa Paróquia do Divino Salvador da Vila Olímpia para os companheiros ibateanos que quiserem jogar um futebol de salão, durante o dia ou durante a noite, durante a semana ou finais de semana, além do salão de teatro, sala de reuniões e também da própria Igreja, que é muito bonita. Convido-os para que venham aos domingos na missa das 10:00h da manhã, que tem a banda da juventude, ou à das 18:30h, que tem um grupo mais sertanejo. Venham conhecer! Acho que esse encontro, apenas uma vez a cada dois anos, é muito pouco. O jantar mensal, lá no restaurante na casa do chapéu, é muito bom, mas para mim é muito longe! Vou tentar aparecer, quando for possível. Contem com este vosso irmão, Padre Barone. Email pebarone@aol.com - Paróquia Divino Salvador – Site: www.bairrovilaolimpia.com.br - Rua Casa do Ator, 450 Vila Olímpia – Cep 04546-001 São Paulo-SP    Tel. (11) 3841.9504 -

SUELI SILVEIRA Caro Simões, é com pesar que informo o falecimento do meu irmão ALDO SILVEIRA, ocorrido no dia 10 de junho de 2005. Infelizmente não sei a que turma ele pertencia. Aproveito a oportunidade para agradecer a atenção que dispensaram a ele, em vida, o que sempre lhe trouxe muito conforto e apoio. E falando em aproveitamento, tanto eu como minha irmã nos deliciamos com os seus informativos. Gostaria de continuar a recebê-los, se possível.

ECHUS RESPONDE: Informamos que o ALDO era da turma de 1971 e, atendendo ao pedido de suas irmãs, estaremos lhes enviando normalmente o nosso Informativo ECHUS DO IBATÉ.

 

E X P E D I E N T E

Equipe responsável: José Lui, Justo, Licheri, Márcio Paçoca, Martucci, Monteiro,  Mosca, Paulo Toschi, Santiago, Simões.

Artigos e colaborações: Enviar para ECHUS DO IBATÉ, Caixa Postal  71509, São Paulo-SP, CEP 05020-970.

Obs. Se possível, enviar material em disquete(texto em word e fotos em formato jpg)

Responsabilidade: Os artigos assinados são de inteira responsabilidade dos autores, não expressando necessariamente a opinião da equipe responsável.

Internet: e-mail: echus@zipmail.com.br   Site: www.seminariodesaoroque.com